Polícia Federal e Justiça estadual foram acionadas pelo Procon para descobrir se há mesmo motivos para aumentos tão explosivos no preço dos combustíveis em São Luís e no Estado.
Tão logo os empresários que vendem combustível em São Luís e em todo o Maranhão tiveram a primeira notícia de que Israel lançara a primeira bomba contra o Irã, iniciando com os Estados Unidos o conflito no Golfo Pérsico, os donos de postos de revenda, como numa ação coordenada, também pegaram aquela pistola e atiraram nos donos de automóveis e motoristas, disparando aumentos de preços numa velocidade tão grande quanto a dos mísseis e drones supersônicos usados na guerra.
Denúncias de aumentos abusivos de consumidores explodiram para todos os lados. Em outros estados também, mas aqui, mesmo com a fiscalização, nada disso adiantou. Os preços da gasolina e diesel – principalmente este – estão nas alturas e continuam a subir.
Diante disso, o Instituto de Promoção e Defesa do Cidadão e Consumidor do Maranhão (Procon/MA) apresentou denúncia à Polícia Federal, solicitando a instauração de inquérito policial para investigar possíveis aumentos injustificados nos preços de combustíveis no estado. O órgão também pediu a adoção de medidas como a quebra de sigilo de informações das distribuidoras envolvidas.

No documento, o Procon/MA destaca que a recente elevação nos preços da gasolina e do diesel tem gerado grande repercussão entre os consumidores, principalmente pela falta de justificativas claras para os reajustes. De acordo com o órgão, fiscalizações realizadas em postos de combustíveis indicaram que os aumentos estariam ligados a reajustes praticados anteriormente por distribuidoras que atuam no Maranhão.
As distribuidoras, por sua vez, atribuíram os aumentos a fatores internacionais, como a elevação do preço do petróleo e tensões geopolíticas no Oriente Médio. No entanto, o órgão de defesa do consumidor ressalta a necessidade de uma apuração mais aprofundada para verificar se houve elevação injustificada de preços ou até mesmo práticas que possam ferir a ordem econômica e as relações de consumo.
“Diante dos indícios identificados, solicitamos a atuação da Polícia Federal para uma investigação mais aprofundada quanto ao aspecto criminal, inclusive envolvendo eventuais quebras de sigilo bancário e de informações. Nosso compromisso é garantir que não haja abusos e que o consumidor maranhense não seja prejudicado por aumentos sem justificativa clara”, afirmou o presidente em exercício do Procon/MA, Ricardo Cruz.
O Procon/MA também já ingressou com ação civil pública contra essas distribuidoras. A Justiça do Estado do Maranhão determinou que as empresas citadas se manifestem, no prazo de 72 horas, sobre a denúncia de aumento considerado abusivo nos preços da gasolina e do óleo diesel no estado.
Agora é esperar que essas medidas funcionem…









