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São Luís (MA), 2 de junho de 2026

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BATIDO O MARTELO: FELIPE CAMARÃO É O CANDIDATO OFICIAL DO PT E DE LULA NO MARANHÃO

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, bateu o martelo: o vice-governador Felipe Camarão é o candidato oficial do PT e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Governo do Maranhão em 2026.

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, colocou fim nesta segunda-feira (1º), em São Luís, às especulações sobre os rumos eleitorais da legenda no Maranhão. Em visita ao estado, o dirigente confirmou aquilo que já vinha sendo articulado nos bastidores de Brasília: o vice-governador Felipe Camarão é o candidato oficial do PT e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Governo do Maranhão em 2026.

A decisão representa uma intervenção direta da direção nacional no cenário político maranhense e busca encerrar meses de divergências internas entre correntes petistas que defendiam estratégias distintas para a sucessão estadual. Mais do que anunciar uma candidatura, Edinho veio para comunicar que o desenho eleitoral do partido já está definido e deverá ser seguido pela militância e pelas lideranças locais.

A presença do dirigente nacional ocorreu em um momento particularmente delicado para o PT maranhense. Enquanto parte da legenda defendia a consolidação imediata da candidatura de Felipe Camarão, outros setores flertavam com alternativas políticas e até mesmo com a construção de palanques paralelos. O recado trazido de Brasília foi claro: o projeto petista para o Maranhão passa necessariamente pela candidatura própria ao Palácio dos Leões.

Segundo Edinho Silva, a principal finalidade da visita foi justamente oficializar presencialmente a pré-candidatura de Felipe Camarão, transformando em compromisso público uma decisão já tomada pela Executiva Nacional. O vice-governador passa, assim, a ser o representante formal do projeto lulista no estado.

Mas o martelo não foi batido apenas para a disputa pelo governo.

A direção nacional também definiu sua estratégia para o Senado. A senadora Eliziane Gama será a candidata apoiada pelo PT para renovar seu mandato. Para a segunda vaga, a preferência declarada da cúpula petista é pelo senador Weverton Rocha (PDT), atual vice-líder do governo Lula no Senado Federal.

Ao justificar a escolha, Edinho destacou os serviços prestados por Weverton ao governo federal e lembrou que a relação entre PT e PDT ultrapassa as fronteiras do Maranhão, integrando uma aliança política construída nacionalmente.

A posição, entretanto, produz um cenário politicamente complexo. Isso porque Weverton Rocha integra atualmente o grupo político liderado pelo governador Carlos Brandão (MDB) e tende a disputar a reeleição numa chapa encabeçada por Orleans Brandão (MDB), sobrinho do governador e apontado como seu provável candidato à sucessão estadual.

Questionado sobre como o PT pretende conciliar o apoio simultâneo a Felipe Camarão para o governo e a Weverton Rocha para o Senado, estando ambos em campos eleitorais potencialmente distintos, Edinho preferiu não detalhar a engenharia política que será construída nos próximos meses.

Outra questão sensível envolveu o deputado federal André Fufuca (PP), ministro do Esporte até recentemente e pré-candidato ao Senado. Fufuca tem afirmado publicamente contar com o apoio do presidente Lula para sua candidatura. Ao ser provocado sobre o assunto, Edinho reconheceu a boa relação entre o parlamentar e o presidente da República, destacando o respeito e a consideração que Lula mantém pelo aliado maranhense. Evitou, porém, falar como poderia se dar qualquer compromisso eleitoral ou sinalizar mudança na estratégia já anunciada para a disputa senatorial.

Nos bastidores, a avaliação predominante é que a passagem de Edinho Silva por São Luís teve menos caráter protocolar e mais função disciplinadora. A direção nacional decidiu assumir o comando do processo político local para evitar ambiguidades, reduzir tensões internas e consolidar uma estratégia considerada prioritária para o PT no Nordeste.

O resultado prático da visita foi a oficialização de uma equação política que passa a orientar o partido no Maranhão: Felipe Camarão como candidato de Lula ao Governo do Estado, Eliziane Gama como candidata petista à reeleição ao Senado e Weverton Rocha como nome preferencial para compor a aliança lulista na segunda vaga senatorial.

Resta saber como essa equação sobreviverá às movimentações dos próximos meses, especialmente diante das relações cada vez mais estreitas entre Weverton Rocha e o grupo Brandão, principal adversário político do projeto de candidatura própria defendido pelo PT nacional.

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