A nota da Secretaria de Comunicação (Secom) do governo Lula reagiu à família Bolsonaro ao se manifestar sobre a classificação das facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras pelos EUA.
O tom da nota, que também ressalta que a sobreania brasileira é “inegociável”, é duro: “A segurança da nossa população é importante demais para ser manipulada politicamente por traidores que tentam confundir esses conceitos. Por falsos patriotas, envolvidos com o crime organizado, que pedem a autoridades estrangeiras a interferência em assuntos brasileiros”.
“É deplorável que, mais uma vez, integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender intervenção estrangeira no Brasil, como já fizeram no tarifaço, que causou tantos danos ao nosso país”, reitera a nota.
A classificação das facções PCC e CV como organizações terroristas por parte dos EUA ocorreu nessa quinta-feira (28/5), dias após o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) viajar aos Estados Unidos e reunir-se com o presidente Donald Trump e outras autoridades norte-americanas.
Flávio afirmou após os encontros ter pedido o enquadramento das facções brasileiras como terroristas.
A nota do governo também alega que integrantes da família Bolsonaro atuaram no “tarifaço” do ano passado, quando os Estados Unidos impuseram tarifas adicionais a diversos produtos brasileiros.
“A soberania nacional é inegociável. O Brasil rejeita qualquer forma de interferência externa em seus assuntos internos. Quem define como o crime é classificado e combatido dentro do Brasil são os brasileiros, com suas instituições, suas leis e suas forças de segurança”, completa a nota.
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