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São Luís (MA), 5 de março de 2026

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Operação do Gaeco: prefeito de Turilândia foge para não ser preso

O GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público do Maranhão chegou a uma mina de corrupção e colocou logo a mão em R$ 2 milhões vivinhos, além de aparelhos eletrônicos, veículos e outros bens encontrados em poder dos suspeitos. Porém, o total de recursos que sumiu chega a mais de R$ 56 milhões. Prisões e mandados de busca foram expedidos pela Justiça estadual.

Gestor, vice-prefeita, vereadores e empresários – ao todo 21 mandados de prisão – estão sendo caçados. O Ministério Público chegou a uma mina de corrupção e colocou logo a mão em R$ 2 milhões vivinhos...

Cerca de R$ 2 milhões foram apreendidos durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público do Maranhão (MPMA),  deflagrou, na manhã desta segunda-feira (22), a Operação Tântalo II, com o cumprimento de 51 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão. Em um único alvo, em São Luís, foram apreendidos quase R$ 2 milhões.

Com prisão preventiva expedida pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão, o prefeito Paulo Curió (União Brasil), do município de Turilândia, permanece foragido. O gestor é um dos principais alvos da operação Tântalo II, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Maranhão (MPMA), nesta última segunda-feira, 22, com o objetivo de combater esquema criminoso que já teria desviado mais de R$ 56 milhões dos cofres públicos da cidade.

Prefeito Curió e a esposa – redes sociais

As ordens foram expedidas pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, por decisão da desembargadora Maria da Graça Peres Soares Amorim. A ação é um desdobramento da Operação Tântalo, deflagrada em fevereiro deste ano.

O total apurado do dano causado ao erário soma R$ 56.328.937,59. O bloqueio do montante foi autorizado pela justiça.

Operação foi deflagrada na manhã desta segunda-feira, 22, dois dias antes do Natal…

De acordo com procedimento investigatório instaurado no Gaeco, há indícios da prática dos crimes de organização criminosa, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de capitais, ocorridos durante a gestão do então prefeito José Paulo Dantas Filho (Paulo Curió) no município de Turilândia.

As investigações envolvem as empresas Posto Turi, SP Freitas Júnior Ltda., Luminer e Serviços Ltda., MR Costa Ltda., AB Ferreira Ltda., Climatech Refrigeração e Serviços Ltda, JEC Empreendimentos, Potencial Empreendimentos e Cia Ltda, WJ Barros Consultoria Contábil e Agromais Pecuária e Piscicultura Ltda., além de outras pessoas físicas e jurídicas, servidores públicos, particulares e agentes políticos.

A operação contou com o apoio de promotores de justiça integrantes do Gaeco dos núcleos de São Luís, Timon e Imperatriz, das Polícias Civil e Militar do Estado do Maranhão, além de promotores de justiça do Gabinete e da Assessoria Especial de Investigação do Procurador-Geral de Justiça, do Gaesf (Grupo de Atuação Especial no Combate à Sonegação Fiscal) e das comarcas de Santa Helena, Açailândia, Lago da Pedra, Raposa, Anajatuba, Viana, São Bernardo, Maracaçumé, Pinheiro, Morros, Buriticupu, Bacabal, Vargem Grande, Arari, Imperatriz, São Francisco do Maranhão e São Luís. A Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e Inteligência (CAEI-MPMA) também auxiliou nos trabalhos.

Os documentos e equipamentos eletrônicos apreendidos serão analisados pelo Gaeco e pelo Laboratório de Tecnologia Contra a Lavagem de Dinheiro (LAB-LD), com o objetivo de compor o conjunto probatório necessário possivelmente para subsidiar o oferecimento da petição acusatória em desfavor dos investigados.

ORIGEM DO NOME

A Operação Tântalo faz referência à figura da mitologia grega Tântalo, condenado a uma punição eterna no submundo. Segundo o mito, ele permanecia em um lago de águas cristalinas, com frutos ao alcance da vista, mas sem conseguir saciar a sede ou a fome. A metáfora é utilizada para representar o esquema investigado, no qual recursos públicos destinados a contratos para fornecimento de bens e serviços não resultariam em benefícios efetivos à população.

Redação: CCOM-MPMA

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