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São Luís (MA), 12 de setembro de 2021

Pandemia e redução do auxílio emergencial agravam pobreza no Brasil

Dados de um estudo do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades da USP revelam que, em 2021, cerca de 19 milhões de pessoas estão na extrema pobreza, enquanto 61,1 milhões devem viver em situação de pobreza, como consequência da crise gerada pela pandemia do ´Novo Corona Vírus e a diminuição do auxílio emergencial.
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Estudo conclui que Brasil já tem 61 milhões de pessoas em situação de pobreza e 19,3 milhões abaixo da linha da pobreza

Dados de um estudo do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades da USP revelam que, em 2021, cerca de 19 milhões de pessoas estão na extrema pobreza, enquanto 61,1 milhões devem viver em situação de pobreza, como consequência da crise gerada pela pandemia do ´Novo Corona Vírus e a diminuição do auxílio  emergencial.

De acordo com os economistas, são classificadas como pobres as pessoas que vivem com uma renda mensal per capita (por pessoa) inferior a R$ 469 por mês, ou US$ 5,50 por dia, de acordo com o critério adotado pelo Banco Mundial. Já os extremamente pobres são aqueles que vivem com menos de R$ 162 mensais, ou US$ 1,90 por dia.

Em 2019, antes da chegada do coronavírus, 51,9 milhões de brasileiros viviam abaixo da linha da pobreza. Isso significa que a pandemia contribuiu para que mais 9,1 milhões de pessoas passassem a viver em situação de pobreza.

No ano anterior à pandemia, os extremamente pobres eram 13,9 milhões. Assim, em apenas dois anos, 5,4 milhões de brasileiros se somaram a esse grupo que convive com a carência extrema.No ano anterior à pandemia, os extremamente pobres eram 13,9 milhões. Assim, em apenas dois anos, 5,4 milhões de brasileiros se somaram a esse grupo que convive com a carência extrema.

Segundo o estudo, o aumento da miséria esperado para 2021 revela que o auxílio emergencial com valor médio de R$ 250 é insuficiente para recompor a perda de renda da população mais pobre em meio à pior fase da crise de saúde pública provocada pela Covid-19.

Neste cenário, as mulheres e a população negra são as mais afetadas por essa grave piora das condições de vida no país. Antes da pandemia, a pobreza atingia 33% das mulheres negras, 32% dos homens negros e 15% das mulheres brancas e dos homens brancos. Com o auxílio reduzido de 2021, esses mesmos indicadores devem subir a 38%, 36% e 19%.

Já a taxa de extrema pobreza, antes da crise, era de 9,2% entre mulheres negras, 8,9% entre homens negros, 3,5% entre mulheres brancas e 3,4% entre homens brancos. Com o benefício emergencial nos valores de 2021, a miséria deve chegar a percentuais muito acima dos verificados antes da crise: respectivamente, 12,3%, 11,6%, 5,6% e 5,5%.

Vale pontuar que o benefício, que ano passado era de R$ 600 e que podia chegar a R$ 1.200 para mães solteiras chefes de família, foi reduzido a uma média R$ 250, variando entre R$ 150 para pessoas que moram sozinhas, R$ 250 para domicílios com mais de uma pessoa e R$ 375 para mães solo.

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