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São Luís (MA), 13 de julho de 2026

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Lula, sobre Trump querer cobrar tarifas de 20% em Ormuz: “Mas isso é pirataria!”

Em termos legais, passagens marítimas naturais, como o Estreito de Ormuz, não costumam estar sujeitas à cobrança de pedágios internacionais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta segunda-feira (13/7) o anúncio feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a cobrança de uma taxa de 20% para proteger embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz. Segundo o petista, a medida representa uma prática equivalente à “pirataria”.

Durante visita a laboratórios do Instituto Mauá de Tecnologia, em São Caetano do Sul (SP), o presidente brasileiro afirmou que a iniciativa contraria a tradição histórica dos Estados Unidos de combate a esse tipo de prática. “Isso antigamente chamava-se pirataria. Um Estado importante como os Estados Unidos, que eu acho que durante muito tempo combateu a pirataria, não pode agora virar pirata”, declarou.

Trump, entretanto, não detalhou de que forma a cobrança seria implementada. Em termos legais, passagens marítimas naturais, como o Estreito de Ormuz, não costumam estar sujeitas à cobrança de pedágios internacionais. Esse tipo de tarifa é mais comum em rotas artificiais ou que dependem de obras de engenharia, como os canais do Panamá e de Suez.

Inflação

Ao comentar os impactos do cenário internacional, Lula afirmou que os efeitos dos conflitos externos já começam a ser sentidos pela população brasileira, especialmente nos preços dos alimentos. Segundo ele, o aumento dos custos do combustível tem pressionado o valor de produtos básicos. “O preço da guerra está chegando no preço do feijão aqui no Brasil. Está chegando no preço do arroz, está chegando no preço do tomate, no preço da cebola, porque tornou o combustível mais caro”, disse.

O presidente também argumentou que os impactos sobre os combustíveis no mercado interno foram amenizados pela decisão do governo de estabelecer uma alíquota de 12% sobre a exportação de petróleo, medida que, segundo ele, teve o objetivo de proteger o abastecimento doméstico.

Durante o discurso, o chefe do Executivo brasileiro voltou a defender a transição energética e afirmou que o atual contexto internacional reforça a necessidade de reduzir a dependência dos combustíveis fósseis. “Isso que está acontecendo aqui é um estímulo, porque o Brasil não precisa morrer por conta do petróleo. O petróleo é importante para nós. Nós vamos continuar pesquisando. Nós vamos continuar usando. Mas, ao longo do tempo, a gente vai preparando o Brasil e a humanidade de que a gente pode viver sem combustível fóssil”, afirmou.

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