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São Luís (MA), 17 de julho de 2026

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Juntos, técnicos finalistas da Copa não ganham 50% do salário de Ancelotti

A soma dos salários de Lionel Scaloni e Luis de la Fuente, os técnicos finalistas da Copa do Mundo-2026, não equivale nem à metade do valor que a CBF desembolsa para ter Carlo Ancelotti.

Enquanto o comandante da seleção que foi eliminada pela Noruega nas oitavas de final do torneio da Fifa fatura 10 milhões de euros (R$ 58,2 milhões) por ano, ganho compatível ao dos seus correspondentes nos clubes mais ricos e poderosos do planeta, os “professores” de Argentina e Espanha faturam bem menos

Mesmo tendo levado Lionel Messi e cia. ao título mundial no Qatar-2022 e feito um ciclo praticamente perfeito, com conquista de Copa América e eliminatórias em ritmo de “passeio”, Scaloni ganha “apenas” 2,3 milhões de euros (R$ 13,5 milhões) anuais, menos de 25% do salário do treinador do Brasil

Os rendimentos do técnico da Espanha são ainda mais baixos e ficam na casa dos 2 milhões de euros (R$ 11,7 milhões) a cada 12 meses. E, importante frisar, De la Fuente só alcançou esse patamar financeiro depois de vencer a última Eurocopa. Antes, recebia aproximadamente um terço desse valor.
‘Prata da casa’

A diferença enorme entre os holerites de Ancelotti e dos adversários na decisão de domingo, a partir das 16h (de Brasília), em Nova Jérsei, está ligada à forma como eles chegaram ao trabalho atual

Dono de um dos currículos mais impressionantes do futebol mundial, com títulos das cinco principais ligas nacionais da Europa e cinco conquistas (só como treinador) da Liga dos Campeões da Europa, o italiano foi contratado a peso de ouro pela CBF para tentar tirar o Brasil de uma das maiores crises da sua história.

Já os finalistas da Copa-2026 são praticamente “pratas da casa” das suas respectivas seleções e não tinham uma trajetória muito relevante antes de assinarem com seus atuais empregadores.

Ex-jogador da Argentina que disputou o Mundial-2006, Scaloni era auxiliar de Jorge Sampaoli na Rússia-2018 e iniciou sua jornada como técnico na seleção como um interino praticamente sem perspectivas de ser efetivado.

Só que o ex-lateral direito rapidamente conseguiu resolver o cenário de terra arrasada que havia tomado conta da equipe albicelestre, foi ficando, foi ficando, foi ficando e acabou virando campeão mundial.

De la Fuente, por sua vez, é uma cria do futebol de base. Ele até teve uma rápida passagem pela equipe principal do Alavés, em 2011, mas sua especialidade sempre foi formar jogadores.

Em 2013, foi contratado pela RFEF (Real Federação Espanhola de Futebol) para assumir a seleção sub-19. Depois que foi campeão, ganhou uma promoção para o time sub-21, em que também conquistou o título continental, além de uma medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020.

Após a Copa-2022, quando Luis Enrique deixou o comando da Roja, a Espanha resolveu que era melhor subir alguém que já fazia parte do seu sistema de seleções do que ir ao mercado em busca de um novo nome mais badalado. Dois anos depois, a escolha rendeu a vitória na Euro. E, agora, a segunda decisão de Mundial da história do país.

Rafael Reis Colunista do UOL

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