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São Luís (MA), 8 de junho de 2026

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Esteticista que matou crianças com ovo de páscoa envenenado vai a júri popular

Jordélia Pereira Barbosa, acusada de envenenar uma família com ovo de páscoa, em abril do ano passado, em Imperatriz, na região tocantina, vai a júri popular neste mês de junho. A mulher está presa desde 17 de abril de 2025, em São Luís.

A mulher é acusada pela morte dos irmãos Luiz Fernando, de 7 anos, e Evelyn Fernanda Rocha Silva, de 13, que morreram após consumirem um ovo de Páscoa envenenado. Também é acusada de tentativa de homicídio contra Mirian Lira, mães das crianças mortas, que também comeu o doce, mas conseguiu sobreviver.

Mãe e filhos consumiram o doce na noite de 16 de abril de 2025 e, já na madrugada do dia 17, deram entrada no hospital; Luiz Fernando morreu pouco após ser internado, enquanto a irmã, Evelyn Fernanda Rocha Silva, morreu cinco dias depois, em 22 de abril, e Mirian ficou alguns dias intubada, mas se recuperou fisicamente.

Jordélia Pereira será levada a júri popular no dia 22 de junho, segundo informações do Ministério Público do Maranhão (MP-MA) em Imperatriz. Ela será julgada pelos crimes de duplo homicídio consumado e por tentativa de homicídio por envenenamento.

Defesa tentou reverter decisão que levou acusada a júri

Acusada de envenenar ovos de páscoa que mataram duas crianças vai a júri popular no MA — Foto: Reprodução/Montagem g1

Acusada de envenenar ovos de páscoa que mataram duas crianças vai a júri popular no MA — Foto: Reprodução

Apesar da repercussão nacional e internacional do caso, o julgamento de Jordélia Pereira Barbosa, apontada pela Polícia Civil e acusada pelo Ministério Público de ser a autora do envenenamento, passou mais de um ano para ser marcado.

O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) aceitou a denúncia logo após a conclusão do inquérito e, em setembro do mesmo ano, decidiu que ela deveria ir a júri popular. O julgamento, porém, não aconteceu porque a defesa recorreu da decisão.

A Corregedoria Geral de Justiça do Maranhão informou que o recurso foi apresentado em setembro de 2025, depois da decisão que determinou o envio do caso ao júri, e os autos foram encaminhados no dia 30 do mesmo mês. Mas o processo ainda estava em análise no Tribunal de Justiça.

Na prática, a defesa tentou reverter a decisão que levou a acusada a júri. Entre os pedidos, estavam a anulação da decisão, a retirada do caso do júri ou a mudança da classificação do crime.

O caso ainda aguardava julgamento. Por estar sob segredo de Justiça, mais detalhes não foram divulgados.

Prisão rápida trouxe um pouco de alívio, diz vítima que sobreviveu ao envenenamento

Mirian Lira afirmou em entrevista que para ela a investigação foi rápida, com a prisão de Jordélia sendo feita poucos dias após o crime. Mas, apesar da prisão trazer um alívio para a família, a expectativa agora é pela realização do julgamento e pela definição de uma sentença para que, de fato, a justiça seja feita.

“A investigação foi muito rápida, foi competente. Foi rápida a prisão, foi em questão de dias de fechar o inquérito, de ter as provas em mãos. Nessa questão, a justiça foi bem rápida, eficiente em tudo. Agora, a gente só está aguardando mesmo. Porque, de ter ela já presa, é um alívio, mas o sentimento de que a justiça seja feita é quando vier o julgamento, que vier a sentença realmente, que ela venha cumprir com o que a justiça mandar.”

Saiba quem é a mulher acusada pelo crime

Jordelia Pereira Barbosa, de 36 anos, foi presa na cidade de Santa Inês, na região do Médio Mearim. — Foto: Divulgação/Redes sociais

Jordelia Pereira Barbosa, de 36 anos, foi presa na cidade de Santa Inês, na região do Médio Mearim. — Foto: Divulgação/Redes sociais

Jordélia Pereira Barbosa, de 36 anos, é mãe de um casal de filhos, uma criança e um adolescente, que teve com o ex-marido, que era companheiro de Mirian Lira, uma das vítimas do envenenamento.

Com a prisão sob acusação de ser a autora do crime, Jordélia perdeu provisoriamente a guarda dos dois filhos por decisão do juiz Alexandre Antônio José de Mesquita, da 3ª Vara de Santa Inês, que atendeu ao pedido do pai das crianças, com quem elas já viviam, ao considerar que a suspeita de duplo homicídio e a situação de prisão comprometeram a capacidade da mulher de garantir o melhor interesse dos filhos.

Moradora do Centro de Santa Inês, no Vale do Pindaré, Jordélia Pereira era conhecida no ramo da beleza e possuía um estúdio de estética em casa.

Em um perfil em uma rede social, Jordélia afirmava ser esteticista, atuando com estética facial e corporal, além de ser embaixadora de uma linha de cosméticos e instrutora em uma instituição de ensino profissionalizante no curso de estética, desde 2019.

Com 12,5 mil seguidores em uma rede social, Jordélia Pereira compartilhava o trabalho que realizava como esteticista, além de publicar mensagens de superação e motivação.

Moradora do Centro de Santa Inês, no Vale do Pindaré, ela era conhecida no ramo da beleza e mantinha um estúdio de estética em casa. — Foto: Divulgação/Redes sociais

Moradora do Centro de Santa Inês, no Vale do Pindaré, ela era conhecida no ramo da beleza e mantinha um estúdio de estética em casa. — Foto: Divulgação/Redes sociais

A suspeita de envenenar a família também frequentava uma igreja evangélica quando era casada. Segundo relatos de alguns fiéis, o casal tinha um relacionamento conturbado, com discussões frequentes — inclusive na porta da instituição religiosa.

Para os vizinhos, que conheciam Jordélia há décadas, ela era uma mulher trabalhadora e de boa índole.

(Com informações do G! Maranhão)

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