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	<title>Coronavírus | Maranhão Brasil</title>
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	<title>Coronavírus | Maranhão Brasil</title>
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		<title>China e outros países podem misturar vacinas para aumentar a eficácia contra a Covid-19</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Apr 2021 19:27:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China, Gao Fu, admitiu que a eficácia das vacinas de seu país contra a covid-19 “não é muito alta”, e apontou que Pequim estuda misturar várias delas ou alterar os esquemas de vacinação com o objetivo de aumentar a eficácia dos imunizantes. As vacinas produzidas na China apresentam uma eficácia que varia entre 50% e 79%, inferior às da Pfizer, de 95%, e da Moderna, de 94%, embora não necessitem das condições estritas de refrigeração destas duas.</p>
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<h1 class="wp-block-heading"></h1>



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<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:100%">
<p><strong><em>Diretor do Centro de Controle de Doenças admite que a proteção oferecida pelos imunizantes locais “não é muito alta</em>&#8220;.</strong></p>
</div>
</div>



<p><img decoding="async" width="150" height="84" class="wp-image-29411" style="width: 150px;" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Corona-virus.jpg" alt="Misturar vacinas pode ser a saída para a eficácia..." srcset="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Corona-virus.jpg 626w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Corona-virus-400x225.jpg 400w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></p>



<p>Segundo o jornal, “é a primeira vez que um cientista chinês discute publicamente a eficácia relativamente baixa das vacinas chinesas”. No entanto, em uma entrevista ao jornal estatal <em>Global Times</em> publicada este domingo, Gao disse que a mídia interpretou mal suas palavras ao considerá-las uma admissão de que as vacinas chinesas são pouco eficazes.</p>



<p>Em uma conferência de imprensa na cidade central chinesa de Chengdu, Gao indicou neste sábado que Pequim está avaliando duas formas de melhoria “para solucionar o problema de que a eficácia das vacinas atuais não é muito alta”, informou neste domingo o jornal de Hong Kong<em> South China Morning Post.</em> Uma seria ajustar a inoculação ―seja aumentando a dose, o número de doses ou o intervalo entre estas―e a outra, combinar vacinas de tecnologias diferentes.</p>



<p>“Os níveis de anticorpos gerados por nossas vacinas são mais baixos que os das [vacinas] de <a href="https://brasil.elpais.com/ciencia/2020-12-18/rna-a-molecula-que-pode-nos-tirar-desta-pandemia.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">RNA mensageiro [tecnologia usada pelas da Pfizer e Moderna)</a>, e os dados de eficácia também são mais baixos”, assinalou, por sua vez, o especialista em vacinas Tao Lina, presente na conferência de Chengdu. “Por isso, acredito ser uma conclusão natural que nossas vacinas de vírus inativado e vetor de adenovírus são menos eficazes que as de RNA mensageiro”, acrescentou.</p>



<p>Até agora, a China aprovou o uso emergencial de quatro vacinas contra a covid-19: duas desenvolvidas pela farmacêutica Sinopharm (ambas de vírus inativado), uma pela Sinovac (também de vírus inativado) e outra pela CanSino (vetor viral não replicante). Pequim forneceu milhões de vacinas que estão sendo aplicadas em países da Ásia, África e América Latina.</p>



<p>No caso do imunizante da Sinovac, foram feitos fora da China ensaios clínicos que apresentaram diferentes taxas de eficácia: enquanto os testes realizados na Turquia mostraram uma eficácia de 91,25%, os dados fornecidos pela Indonésia apontaram 65,3%, <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2020-12-23/apos-promessas-governo-de-sao-paulo-diz-que-coronavac-e-eficaz-mas-adia-divulgacao-de-dados.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">enquanto o Brasil baixou a porcentagem para 50,4% uma semana depois de ter anunciado 78%</a>. As taxas de eficácia das vacinas da Sinopharm estão entre 72,5% e 79%, enquanto a CanSino afirma que seu fármaco tem uma eficácia de 75%. A vacina da Pfizer tem uma eficácia de 95%, semelhante à da Moderna, com 94%. A da AstraZeneca é de 70% e a de Janssen, de 66,9%.</p>



<p>Em 31 de março, o grupo de especialistas da <a href="https://brasil.elpais.com/noticias/oms-organizacion-mundial-salud/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Organização Mundial da Saúde (OMS) </a>que estuda as vacinas contra a covid-19 informou que está terminando sua análise dos imunizantes desenvolvidos na China pela Sinovac e pela Sinopharm, e nos próximos dias confirmará se autoriza ou não seu uso de emergência.</p>



<p>O Ministério de Saúde da China informou neste domingo que foram registrados 32 novos casos de infecção pelo coronavírus nas últimas 24 horas, nenhum deles de transmissão local. O número de casos positivos importados registrados na China chegou a 5.421 desde o início da pandemia. Desses pacientes, 5.219 já receberam alta, enquanto 202 estão hospitalizados. No total, o país acumula 90.410 casos, com 286 pacientes em tratamento, três deles em estado grave, enquanto o número de mortos se mantém em 4.636 e as altas somam 85.488.</p>
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		<title>Espanha:  polícia comemora respeito ao distanciamento</title>
		<link>https://www.maranhaobrasil.com.br/nas-redes-sociais-da-espanha-policia-comemora-respeito-ao-distanciamento-na-praia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Aug 2020 08:20:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vista aérea registrada por um drone mostra organização entre os banhistas; agentes divulgaram as imagens nas redes sociais (Estadão)</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>As imagens de uma praia na cidade litorânea de Chipiona, na <a href="https://tudo-sobre.estadao.com.br/espanha-europa"><strong>Espanha</strong></a>, têm ganhado destaque e elogios por mostrar os frequentadores respeitando as regras de distanciamento social. A gravação foi feita pela polícia local, que comemorou a atitude dos banhistas.&nbsp;</p>



<p>Nas redes sociais, os agentes agradeceram a colaboração de todos e chamaram a atitude de &#8220;responsabilidade cidadã&#8221;. Com um drone, a polícia de Chipiona registrou a organização entre barracas, cadeiras, guarda-sol e frequentadores. As imagens foram gravadas no último sábado, 25.</p>



<p><strong>Nova onda de casos&nbsp;</strong></p>



<p>A Espanha contabiliza oficialmente mais de 28,4 mil mortos pela pandemia e vivencia um rebote de casos nas últimas semanas, segundo levantamento da universidade americana Johns Hopkins. O País registrou um novo aumento de casos de coronavírus, com 1.525 infecções, de acordo com informações divulgadas na última sexta-feira, 31, pelo Ministério da Saúde local.&nbsp;</p>



<p>Pelo terceiro dia consecutivo, as novas infecções superam mil, depois dos 1.153 registrados na quarta-feira e 1.229 na quinta. Com os dados de sexta-feira, o número total de infectados na Espanha subiu para 285.522 e o de mortos está em 28.445, somando as 12 vítimas dos últimos sete dias.</p>



<p><a href="https://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,pelo-terceiro-dia-espanha-registra-novo-aumento-de-casos-de-covid-19,70003383210"></a></p>
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		<title>No Maranhão, há redução de mortes por coronavírus  e aumento de empregos, diz levantamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Aug 2020 07:30:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Super Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[redução]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Estado apresentou 33% de redução nos óbitos, apontam dados de pequisa do G1/Consórcio de Veículos de Imprensa. ´É também o primeiro do Nordeste e o quarto  do país na geração de empregos, segundo o Caged. </p>
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<p>m meio ao cenário de prejuízos causados pela pandemia do novo coronavírus, o Maranhão está entre os estados do país que teve queda nas mortes pela doença, segundo levantamento nacional. O estado apresentou 33% de redução nos óbitos, apontam dados de pequisa do G1/Consórcio de Veículos de Imprensa. Paralelamente, é o primeiro do Nordeste e o quarto estado do país na geração de empregos, segundo o Governo Federal, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Outro dado positivo se refere aos leitos para atendimento da doença, com apenas 46% ocupados, que significa alta na oferta de leitos para outros atendimentos.</p>



<p>“Isso significa a confirmação de uma trajetória conquistada arduamente, e faço o convite para que continuemos com a atitude que tivemos até aqui, com menos danos que em outros locais. É um indicador altamente relevante e que levamos alguns meses para conquistar. A expectativa é que essa curva continue declinante para agosto”, pontuou o governador Flávio Dino em coletiva de imprensa pelas redes do Governo do Estado, na manhã desta sexta-feira (31).</p>



<p>A tendência de redução se repete ainda na utilização dos leitos exclusivos para coronavírus. A ocupação destes leitos está em apenas 46%, representando alta oferta destes, disponibilizados para outros procedimentos que a rede estadual de saúde atende. “Com isso, pode-se pensar na plena retomada destes leitos para outros atendimentos médicos”, reforça o governador.</p>



<p>A queda reflete também no setor da economia. Em levantamento do Governo Federal, por meio do Caged, referente a junho, o Maranhão teve a maior geração de empregos formais do Nordeste e é o quarto do Brasil em maior geração de empregos, com 3.907 postos de trabalho gerados. “Queremos que o Brasil vença as dificuldades, e o Maranhão em particular. Nosso governo apoia o empreendedorismo e em nome dessa geração de empregos, precisamos cumprir as normas sanitárias vigentes”, alerta o governador.</p>



<p>O governador ressaltou que o Estado está em um processo de abertura econômica, iniciado em maio. São quase R$ 2 bilhões de investimentos em andamento no Maranhão, o que significa milhares de empregos, citou o governador. “Estamos conseguindo avançar na flexibilização da economia, conforme atesta o Governo Federal”, reforça. Dino lembra que a medida foi corajosa e bastante criticada. “Porém, sustentamos essa posição e os resultados positivos estão aqui”, enfatizou.</p>



<p>Flávio Dino lembrou a impossibilidade, no cenário atual, da promoção de eventos que causem aglomerações e que estes serão fiscalizados pelos órgãos competentes. “Este não é o momento ainda. O que se discute aqui é o cumprimento das normas sanitárias. É um processo contínuo. Estamos analisando tecnicamente pleitos diversos e veremos o que é razoável liberar”, informou.</p>



<p>No esporte, os procedimentos são pactuados entre a Secretaria de Estado de Desportos e Lazer (Sedel) e as agremiações esportivas. Dino ressalta que estão mantidos pagamentos referentes às leis de incentivo ao esporte.</p>



<p>Na educação, o governador pontuou a proposta tratada com a comunidade escolar e gestores do retorno das aulas no dia 10 de agosto, para alunos 3º ano do Ensino Médio. O prazo foi alterado, devido solicitação de pais e comunidade escolar. “Tivemos um fato novo, não de ordem sanitária, mas de insegurança das famílias dos estudantes. Insegurança essa que foi justificada e é compreensível. Portanto, vamos aguardar um pouco mais para este retorno”, informa o governador. O cronograma da rede pública de ensino se mantém com as aulas não-presenciais (vídeos, rádios e internet).</p>



<p>Para a rede escolar privada, a orientação do governador é que as possibilidades sejam avaliadas entre a escola e as famílias; e no município, fica a critério do gestor municipal, diante da avaliação das condições. Dino lembra que, por se tratar de relação de consumo, havendo retorno, haverá também fiscalização dos órgãos competentes, para constatar o cumprimento das normas sanitárias. “Vamos nos proteger do coronavírus até que a ciência encontre uma vacina e consigamos debelar essa doença”, concluiu Flávio Dino.</p>
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		<title>O enigma das pessoas imunes ao coronavírus que não desenvolvem anticorpos</title>
		<link>https://www.maranhaobrasil.com.br/o-enigma-das-pessoas-imunes-ao-coronavirus-que-nao-desenvolvem-anticorpos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2020 21:01:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coronavírus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vários estudos mostram que os pacientes que superam a infecção estariam protegidos apesar de não terem anticorpos detectáveis</p>
<p>O post <a href="https://www.maranhaobrasil.com.br/o-enigma-das-pessoas-imunes-ao-coronavirus-que-nao-desenvolvem-anticorpos/">O enigma das pessoas imunes ao coronavírus que não desenvolvem anticorpos</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.maranhaobrasil.com.br">Maranhão Brasil</a>.</p>
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<p>Seis meses após a chegada da pior pandemia do século XXI, persistem importantes dúvidas sobre o nível de proteção das pessoas que <a href="https://brasil.elpais.com/sociedade/2020-03-26/doadores-de-sangue-que-superaram-o-coronavirus-sao-a-nova-esperanca-contra-a-doenca.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">superaram a infecção por coronavírus</a><strong>.</strong> A maior parte da atenção nesse campo está focada na geração de anticorpos. Essas proteínas são uma das armas que o sistema imunológico usa para bloquear a entrada de vírus nas células do corpo. Mas os anticorpos são apenas uma das muitas maneiras pelas quais o sistema imunológico humano pode derrotar o vírus, e é possível que haja outras maneiras muito mais importantes de responder às perguntas que continuam a assombrar médicos e cientistas: superar a <a href="https://brasil.elpais.com/noticias/covid-19/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">covid-19</a> nos torna imunes ao vírus? Por quanto tempo? Há pessoas que têm mais imunidade? E se houver dúvidas sobre a imunidade, como isso pode afetar as <a href="https://brasil.elpais.com/sociedade/2020-06-13/farmaceutica-astrazeneca-diz-que-tera-230-milhoes-de-vacinas-contra-o-novo-coronavirus-prontas-no-fim-do-ano.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">vacinas</a>? Vários estudos publicados recentemente começam a oferecer respostas para essas perguntas.</p>



<p>Um deles envia uma mensagem preocupante. O trabalho analisou quase 40 pessoas que se apresentaram voluntariamente em um hospital chinês para atender à chamada das autoridades de saúde, que estavam procurando novas cadeias de contágio. Elas não tinham sintomas, mas os testes mostraram que estavam infectadas. Este estudo mostra que as pessoas que não apresentavam sintomas segregavam vírus potencialmente contagiosos por mais dias do que pacientes que adoeciam. O que é mais perturbador no trabalho, publicado na <em>Nature Medicine</em>, é que os níveis de anticorpos contra o vírus nesses pacientes eram mais baixos, caíam rapidamente com o tempo e, passados dois meses, eram indetectáveis. Se voltassem a entrar em contato com o vírus, não mais teriam anticorpos para bloqueá-lo.</p>



<p>&#8220;Este trabalho é o primeiro publicado e revisado por pares que mostra esse dado desalentador&#8221;, explica Marcos López Hoyos, presidente da Sociedade Espanhola de Imunologia. &#8220;É preciso confirmá-lo em séries mais amplas de pacientes e fazer um acompanhamento mais longo&#8221;, alerta.</p>



<p>Mas essa notícia não é tão ruim quanto parece. &#8220;Os estudos realizados até agora concentram-se em uma só parte da imunidade, a dependente de anticorpos&#8221;, lembra López, e há outra grande classe de imunidade que pode ser mais eficaz e da qual sabemos muito menos até agora: aquela que se baseia em vários tipos de células do sistema imunológico conhecidas como linfócitos. Entre todas elas há duas especialmente importantes: os linfócitos CD8 + capazes de matar as células infectadas e os CD4 +, essenciais para produzir novos anticorpos, caso o vírus retorne semanas ou meses após a superação da primeira infecção.</p>



<p>Um dos maiores e mais completos estudos sobre esse tópico oferece resultados muito encorajadores: 100% dos infectados desenvolvem uma resposta imune celular baseada em linfócitos. O trabalho ainda é preliminar, mas foi realizado por médicos do Hospital Universitário de Tübingen (Alemanha) com 180 pessoas infectadas e 185 saudáveis não expostas ao vírus. Esses resultados são complementares a trabalhos anteriores que mostraram que praticamente todos os contagiados desenvolvem anticorpos contra o vírus após uma infecção.</p>



<p>O mais interessante é que em parte dos infectados não foram detectados vestígios de anticorpos. Isto significa que, se eles tivessem feito um teste convencional, seriam contados como não infectados, mas, na realidade, são pessoas que passaram pela doença e também têm linfócitos de memória que devem protegê-las de novas infecções.</p>



<p>Um dos resultados mais interessantes do estudo alemão vem de pessoas não infectadas. Cerca de 80% tinham linfócitos de memória capazes de identificar o novo coronavírus SARS-CoV-2. Como é possível? Os cientistas acreditam que se trata de um caso de imunidade cruzada. Essas pessoas provavelmente foram infectadas com outros coronavírus humanos ―HCoV-229E, HCoV-NL63, HCoV-OC43― que só produzem sintomas de resfriados.</p>



<p>Esses&nbsp;<a href="https://brasil.elpais.com/noticias/coronavirus/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">coronavírus</a>&nbsp;compartilham algumas proteínas com o temível SARS-CoV-2, de modo que os linfócitos da memória gerados contra coronavírus menos virulentos podem unir-se ao novo vírus. É algo que outro estudo recente também mostrou. Agora, a questão é se esses linfócitos são capazes de neutralizar o vírus. Se assim for, o novo coronavírus teria menos possibilidades de expansão entre a população.</p>



<p>“Essas pessoas não expostas ao vírus têm linfócitos CD4 que podem reconhecer vários antígenos do SARS-CoV-2, incluindo a proteína S [com a qual penetra nas células humanas], o que é muito importante para o desenvolvimento de uma vacina”. explica Sydney Ramírez, pesquisadora do Instituto de Imunologia La Joya (Califórnia) e coautora do estudo que identificou esse fenômeno pela primeira vez. Sua equipe agora está analisando se essa imunidade cruzada protege contra uma infecção por SARS-CoV-2, mas eles suspeitam que a proteção seja apenas parcial: não evitaria o contágio, mas talvez impediria os&nbsp;<a href="https://brasil.elpais.com/sociedade/2020-05-22/medicos-detectam-sintomas-diferentes-nos-casos-de-covid-mais-recentes-na-china.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">sintomas mais graves da covid-19</a>.</p>



<p>Dois outros estudos feitos na Itália mostraram que não é preciso ter anticorpos para derrotar o vírus. Os dados são de pessoas com agammaglobulinemia, uma doença genética que as impede de produzir anticorpos. Diferentes estudos mostraram que vários infectados que sofriam dessa enfermidade superaram a covid-19 ―alguns mesmo sem sintomas graves―, o que provavelmente implica que eles geraram células imunes, possivelmente linfócitos capazes de localizar e matar as células infectadas, explica Ramírez.</p>



<p>Quando um vírus entra no corpo, é ativado um mecanismo no qual as moléculas de histocompatibilidade identificam diferentes fragmentos do patógeno ―antígenos― e as apresentam aos linfócitos. Centenas de antígenos diferentes podem ser gerados em cada infecção viral e para cada um haverá um linfócito que carregará esse retrato falado para identificar e destruir o vírus, no caso de encontrá-lo. E os linfócitos também têm memória; portanto, se o patógeno reaparecer semanas ou meses depois ―mesmo para a vida toda em algumas doenças― eles se lembrarão e poderão eliminá-lo.</p>



<p>O sistema nervoso e o sistema imunológico são os dois únicos que têm capacidade de memória, de lembrar de exposições anteriores a patógenos&#8221;, destaca África González, imunologista da Universidade de Vigo. O estudo alemão mostra que a resposta do sistema imunológico dos pacientes contra o novo vírus é muito variada. Os pacientes produziram muitos antígenos diferentes. Alguns identificam a proteína S com a qual o vírus se liga às células humanas para penetrá-las e sequestrar sua maquinaria biológica, outros identificam a membrana protetora que o recobre, outros se concentram em outras proteínas e juntos fazem um retrato completo do patógeno e um exército de células assassinas capazes de eliminá-lo. Essa resposta imune celular provavelmente ajuda a tornar a neutralização de patógenos completa e duradoura.</p>



<p>Esta última informação é muito importante para o desenvolvimento de vacinas, diz González. “A maioria das vacinas desenvolvidas está focada na resposta humoral, na produção de anticorpos neutralizantes que podem bloquear a entrada do vírus. Talvez uma vacina combinada, que potencialize ambos os ramos, celular e humoral, possa ser a mais eficaz”, ressalta.</p>



<p>Nesse sentido, algumas das vacinas mais avançadas,&nbsp;<a href="https://brasil.elpais.com/ciencia/2020-05-18/a-primeira-vacina-experimental-contra-a-covid-19-testada-em-humanos-mostra-resultados-promissores.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">como a da Moderna</a>, nos Estados Unidos, concentram-se em um único antígeno ―a proteína S―, por isso poderiam gerar uma resposta imune menos completa do que outras baseadas em vírus completos atenuados, como duas que a China está desenvolvendo ou, em uma fase mais inicial, a da Espanha.</p>
<p>O post <a href="https://www.maranhaobrasil.com.br/o-enigma-das-pessoas-imunes-ao-coronavirus-que-nao-desenvolvem-anticorpos/">O enigma das pessoas imunes ao coronavírus que não desenvolvem anticorpos</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.maranhaobrasil.com.br">Maranhão Brasil</a>.</p>
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		<title>“Nem o pior ministro da Saúde fez o que Exército está fazendo, desmontando a engrenagem do SUS”</title>
		<link>https://www.maranhaobrasil.com.br/nem-o-pior-ministro-da-saude-fez-o-que-exercito-esta-fazendo-desmontando-a-engrenagem-do-sus/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2020 20:48:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Super Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[adriano massuda]]></category>
		<category><![CDATA[bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[exército]]></category>
		<category><![CDATA[ministro]]></category>
		<category><![CDATA[SUS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Adriano Massuda, ex-secretário de Saúde de Curitiba e professor da FGV, diz que nunca intervieram tanto na estrutura da pasta como agora, com a ocupação de cargos-chave por militares</p>
<p>O post <a href="https://www.maranhaobrasil.com.br/nem-o-pior-ministro-da-saude-fez-o-que-exercito-esta-fazendo-desmontando-a-engrenagem-do-sus/">“Nem o pior ministro da Saúde fez o que Exército está fazendo, desmontando a engrenagem do SUS”</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.maranhaobrasil.com.br">Maranhão Brasil</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><a href="https://eaesp.fgv.br/professor/adriano-massuda" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Adriano Massuda</a>, 41 anos, não economiza termos fortes para descrever os desacertos do Governo Bolsonaro e de parte das gestões estaduais no enfrentamento da <a href="https://brasil.elpais.com/noticias/pandemia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">maior crise sanitária do século</a>. “Faltou a organização de uma resposta nacional com a dimensão que essa pandemia exige. E não tem desculpa! A gente teve tempo para se preparar”, lamenta o ex-secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde e especialista em gestão em saúde, lembrando que o novo coronavírus surgiu na Ásia <a href="https://brasil.elpais.com/internacional/2020-03-15/diario-de-como-um-virus-parou-um-pais.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">e levou quase três meses para chegar até aqui</a>.</p>



<p>“Só não estamos em situação pior justamente porque nós temos o<a href="https://brasil.elpais.com/noticias/sus-sistema-unico-saude/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> SUS</a> [Sistema Único de Saúde] e porque o Brasil tem uma tradição em programas de saúde pública”, diz o professor da Fundação Getúlio Vargas e pesquisador-visitante na Escola de Saúde Pública de Harvard. O problema, afirma Massuda, é que justamente essa tradição de saúde pública está sendo ameaçada com <a href="https://brasil.elpais.com/opiniao/2020-05-26/o-ministerio-da-saude-sob-intervencao-militar.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">a profusão de militares e profissionais sem experiência</a> instalados em cargos-chave na atual configuração do Ministério da Saúde. O pior, segundo o professor, é que mudanças nas engrenagens do sistema que foram construídas ao longo dos últimos 30 anos podem fazer um “estrago” muito além da pandemia.</p>



<p><strong>Pergunta. </strong>Como o senhor avaliou essa tentativa do Ministério da Saúde, revertida pelo STF, de mudar a forma de divulgar os números da covid-19?</p>



<p><strong>Resposta.</strong> Isso demonstra uma degradação cada vez maior na capacidade do Governo Federal em lidar com uma ameaça tão grave como essa pandemia. Podemos dividir a resposta em três tempos. Primeiro a gestão de Luiz Henrique Mandetta. Apesar das críticas ao atraso na tomada de medidas para preparar o país, houve iniciativas de alerta a população sobre a gravidade da situação. <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2020-05-15/brasil-perde-segundo-ministro-da-saude-sob-pressao-de-bolsonaro-para-abrir-economia-e-por-uso-da-cloroquina.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O segundo tempo foi Nelson Teich, o <em>Breve</em></a>. Aí o ministério praticamente parou, deixando de exercer um papel de coordenação nacional do sistema. E agora o ministério atrapalha a resposta à pandemia. Nessa terceira fase é pior, com ministro interino há mais de um mês, a tentativa de negar informação, como se isso fosse diminuir o problema —uma atitude insana que é muito a cara desse Governo— cria um conflito com Estados e municípios. O Conass [Conselho Nacional de Secretários de Saúde] publicou uma carta histórica bastante dura, com o posicionamento dos secretários estaduais de Saúde contra a possível maquiagem dos números, de dizer que os números estão inflados por Estados e municípios. Isso cria um conflito federativo bastante perigoso para governança do sistema de saúde, que antes estava restrito aos governadores e ao presidente.</p>



<p><strong>P. </strong>Como senhor vê essa profusão de militares na pasta?</p>



<p><strong>R.</strong> O Exército está ocupando cargos técnicos quando o Brasil tem profissionais extremamente competentes na área da saúde coletiva brasileira. Poucos países têm a inteligência que nós temos neste setor. Essa inteligência não está no Exército. Junto com a piora da pandemia, <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2020-03-27/cancelamento-em-massa-de-exames-e-de-cirurgias-ate-para-cancer-abre-debate-sobre-medida-contra-coronavirus.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pode haver piora em outros problemas de saúde negligenciados por causa dela</a>. Há inúmeros outros programas de saúde que dependem da coordenação técnica do ministério. Como é que vai ficar a coordenação nacional do câncer? Como é que vai ficar a política nacional do HIV, do sangue e hemoderivados, e as vacinas que dependem da ação do Ministério da Saúde? É algo muito arriscado e a sociedade tem que ficar bastante atenta. O problema não é só a <a href="https://brasil.elpais.com/noticias/covid-19/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">covid-19</a>.</p>



<p><strong>P. </strong>Por que o senhor acha essa presença dos militares tão perigosa?</p>



<p><strong>R</strong>. O volume de ocupação de cargos técnicos por militares e por indicações políticas sem qualificação necessária na estrutura do Ministério da Saúde tem ocorrido como nunca antes desde que o SUS foi criado. Nem o pior ministro da Saúde fez o que está acontecendo agora. Há áreas técnicas do Ministério da Saúde, fundamentais a manutenção de programas de saúde, que já passaram por diferentes governos, de diferentes bandeiras políticas, e nunca foram modificadas, devido ao saber acumulado. Pode haver um processo de desmonte da engrenagem que fez o sistema de saúde funcionar nos últimos 30 anos que é muito perigoso. <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2020-05-31/fhc-quem-vai-ser-responsabilizado-pelos-erros-do-governo-queiram-ou-nao-serao-os-militares.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O Exército pode estar puxando pro seu colo a responsabilidade de desmontar</a> o sistema de saúde brasileiro. Esse sistema que é essencial para garantir a segurança sanitária do nosso país.</p>



<p><strong>P.</strong> Que estruturas estão sendo modificadas?</p>



<p><strong>R.</strong> Além da coordenação de programas técnicos, mudanças na estrutura da secretaria executiva do Ministério da Saúde são preocupantes, pois é a área faz o planejamento orçamentário e que coordenada o repasse de recursos para Estados e municípios por meio do Fundo Nacional de Saúde. Não sou o primeiro a alertar isso na imprensa. Isso pode trazer vários problemas futuros para para Estados e municípios. De imediato, ajuda a entender <a href="https://valor.globo.com/politica/noticia/2020/06/02/mpf-investiga-baixa-execuo-do-oramento-da-pandemia-pelo-ministrio-da-sade.ghtml" target="_blank" rel="noreferrer noopener">a baixíssima capacidade de execução orçamentária na pandemia</a>, em que menos de um terço do recurso extraordinário aprovado foi executado após três meses do seu início. Os militares tem competência em muitas áreas, mas não tem experiência na gestão do sistema de saúde brasileiro, que é muito complexo. Se eles conhecessem, não fariam as modificações em áreas extremamente sensíveis como estão fazendo.</p>



<p><strong>P.</strong> Apesar dos problemas, o SUS é tido, consensualmente, como uma fortaleza de que o Brasil dispõe para lutar contra pandemia. Mas, mesmo no Estado mais rico do país, São Paulo, <a href="https://brasil.elpais.com/sociedade/2020-05-19/fora-do-hospital-peregrinacao-de-parentes-dentro-o-sus-que-dribla-as-carencias-para-enfrentar-a-covid-19.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">há hospitais que precisam de doação para funcionar bem</a>. Como vê as condições do SUS para enfrentar o problema?</p>



<p><strong>R</strong>. Primeiro, um sistema de saúde não deve depender de doações. Isso revela uma série de fragilidades estruturais do sistema. Por outro lado, só não estamos em situação pior porque nós temos o SUS. O Brasil tem experiência de resposta em epidemias anteriores, que foram razoavelmente bem sucedidas. O país poderia estar utilizando a sua estrutura de vigilância epidemiológica e de atenção primária à saúde, que cobre 75% da população brasileira. A vigilância e atenção primária poderiam jogar um papel muito importante na identificação precoce de casos, monitoramento de grupos de risco e<a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2020-06-16/radiografia-de-tres-surtos-de-coronavirus-como-se-infectaram-e-como-podemos-evitar.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> rastreamento de contatos —pessoas que tiveram próximas de infectados</a>. Se a gente tivesse utilizando adequadamente essa estrutura que o Brasil dispõe, talvez não precisaríamos de um isolamento tão radical por tanto tempo.</p>



<p><strong>P.</strong> Por que não estamos conseguindo usar o potencial a nosso favor?</p>



<p><strong>R</strong>. O sistema tem várias problemas estruturais que se agravaram nos últimos anos, como o subfinanciamento, a fragilidade de governança e má distribuição de recursos. Se conseguimos promover uma boa expansão de atenção primária, não conseguimos fazer uma reforma na atenção hospitalar: <a href="https://brasil.elpais.com/sociedade/2020-04-15/sem-leitos-de-uti-municipios-pequenos-temem-por-estrutura-limitada-para-transferir-pacientes-graves-com-a-covid-19.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">70% das Regiões de Saúde têm o número de leitos de UTI abaixo do que seria recomendado</a> para situação de normalidade. E estamos falando só do número de leitos. Se formos falar de qualidade da atenção hospitalar&#8230; Os doentes graves de covid-19 exigem equipes técnicas extremamente qualificadas pra lidar com a complexidade dos casos, e no Brasil há grande carência nesse aspecto. E por que razão isso acontece? O percentual do gasto público em saúde no Brasil é um dos menores do mundo. O maior gasto concentra-se no setor privado: 56% do total que dirige-se a menos de 25% da população. Ou seja, é um gasto que não ajuda a fortalecer o SUS. Nos últimos anos isso piorou, pelas medidas de austeridade fiscal, que agravaram o subfinanciamento. O Brasil perdeu de 20 a 30 bilhões de reais desde que, em 2016, foi <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2016/10/10/politica/1476125574_221053.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aprovado o congelamento de gastos públicos federais</a>. E aí agora, diante situação com a pandemia, não conseguimos utilizar adequadamente o que temos de bom, e por outro temos uma rede hospitalar tão precária que depende de doações.</p>



<p><strong>P.</strong> E a questão da governança? Isso vem de antes do Governo Bolsonaro, certo?</p>



<p><strong>R</strong>. Temos no sistema de saúde com áreas de excelência no SUS. Você pode cair num hospital público e pode ter um excelente atendimento, num Incor, num Hospital de Clínicas da USP [ambos em São Paulo]. Agora, são ilhas. A realidade é que a grande parte dos hospitais não é assim, e a gente está falando de São Paulo. Se formos para o interior do Brasil ou mesmo outras capitais, o problema na atenção hospitalar é ainda maior. A descentralização da gestão do SUS para os municípios, sem organizar adequadamente regiões de saúde, criou problema de governança do sistema, pois as capacidades gerenciais são muito distintas. Esse problema é agravado por iniciativas de terceirização que aumentaram a precarização, pois atribuíram responsabilidade a gestores sem nenhum compromisso com o SUS. Apesar de haver algumas boas organizações sociais, existem outras em que o interesse não é produzir saúde. Esse problema ficou <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2020-06-15/com-camelos-na-rua-e-igrejas-abertas-rio-pode-colapsar-com-casos-de-covid-19-multiplicados-por-reabertura.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">mais evidente com o caso dos hospitais de campanha do Rio de Janeiro</a>. Tem hospital que é só tenda, não tem equipamento. Às vezes tem equipamento, mas não tem profissional. Ao mesmo tempo tem um número grande de leitos em hospitais públicos que estão fechados: tem estrutura, mas não tem pessoal. E tem leitos privados ociosos: uma alternativa poderia ser o poder público contratar leito privado e pagar adequadamente para isso. Seria mais econômico do que montar hospital de campanha.</p>



<p><strong>P.</strong> E como vê a situação nos Estados e municípios?</p>



<p><strong>R</strong>. Os problemas na coordenação nacional afetaram a capacidade de resposta de governos estaduais e municipais. Entretanto, apesar dos problemas, o SUS conseguiu abrir mais de 7.000 novos leitos de UTI em grande medida por iniciativa de Estados e municípios. Tem alguns Estados e municípios fazendo um bom trabalho técnico, mas vemos que infelizmente predomina a falta de capacidade de planejamento e gestão. Só para dar um exemplo do problema da governança do sistema de saúde brasileiro, em vários Estados já houve troca de secretários. O Acre já mudou duas vezes [a mudança foi na gestão municipal de Rio Branco, que trocou uma vez de secretário], <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2020-05-21/a-dificil-tarefa-de-combater-o-coronavirus-em-manaus-onde-metade-da-populacao-vive-em-favelas.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Amazonas duas vezes</a>, Amapá duas vezes, Rio de Janeiro duas vezes, Distrito Federal uma vez, Minas Gerais uma vez, Paraíba uma vez, Roraima cinco vezes, Santa Catarina uma vez, Sergipe uma vez, Tocantins uma vez. Estamos no terceiro ministro da saúde desde o começo da pandemia. Como governar um sistema de saúde com tanta troca? Isso expõe fragilidades que precisarão ser enfrentadas se quisermos ter melhor capacidade de defesa a desafios como a pandemia da covid-19 nos apresenta.</p>



<p><strong>Pergunta.</strong> Como o senhor avaliou essa tentativa do Ministério da Saúde, revertida pelo STF, de mudar a forma de divulgar os números da covid-19?</p>



<p><strong>Resposta.</strong> Isso demonstra uma degradação cada vez maior na capacidade do Governo Federal em lidar com uma ameaça tão grave como essa pandemia. Podemos dividir a resposta em três tempos. Primeiro a gestão de Luiz Henrique Mandetta. Apesar das críticas ao atraso na tomada de medidas para preparar o país, houve iniciativas de alerta a população sobre a gravidade da situação. <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2020-05-15/brasil-perde-segundo-ministro-da-saude-sob-pressao-de-bolsonaro-para-abrir-economia-e-por-uso-da-cloroquina.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O segundo tempo foi Nelson Teich, o <em>Breve</em></a>. Aí o ministério praticamente parou, deixando de exercer um papel de coordenação nacional do sistema. E agora o ministério atrapalha a resposta à pandemia. Nessa terceira fase é pior, com ministro interino há mais de um mês, a tentativa de negar informação, como se isso fosse diminuir o problema —uma atitude insana que é muito a cara desse Governo— cria um conflito com Estados e municípios. O Conass [Conselho Nacional de Secretários de Saúde] publicou uma carta histórica bastante dura, com o posicionamento dos secretários estaduais de Saúde contra a possível maquiagem dos números, de dizer que os números estão inflados por Estados e municípios. Isso cria um conflito federativo bastante perigoso para governança do sistema de saúde, que antes estava restrito aos governadores e ao presidente.</p>



<p><strong>P. </strong>Como senhor vê essa profusão de militares na pasta?</p>



<p><strong>R.</strong> O Exército está ocupando cargos técnicos quando o Brasil tem profissionais extremamente competentes na área da saúde coletiva brasileira. Poucos países têm a inteligência que nós temos neste setor. Essa inteligência não está no Exército. Junto com a piora da pandemia, <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2020-03-27/cancelamento-em-massa-de-exames-e-de-cirurgias-ate-para-cancer-abre-debate-sobre-medida-contra-coronavirus.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pode haver piora em outros problemas de saúde negligenciados por causa dela</a>. Há inúmeros outros programas de saúde que dependem da coordenação técnica do ministério. Como é que vai ficar a coordenação nacional do câncer? Como é que vai ficar a política nacional do HIV, do sangue e hemoderivados, e as vacinas que dependem da ação do Ministério da Saúde? É algo muito arriscado e a sociedade tem que ficar bastante atenta. O problema não é só a <a href="https://brasil.elpais.com/noticias/covid-19/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">covid-19</a>.</p>



<p><strong>P. </strong>Por que o senhor acha essa presença dos militares tão perigosa?</p>



<p><strong>R</strong>. O volume de ocupação de cargos técnicos por militares e por indicações políticas sem qualificação necessária na estrutura do Ministério da Saúde tem ocorrido como nunca antes desde que o SUS foi criado. Nem o pior ministro da Saúde fez o que está acontecendo agora. Há áreas técnicas do Ministério da Saúde, fundamentais a manutenção de programas de saúde, que já passaram por diferentes governos, de diferentes bandeiras políticas, e nunca foram modificadas, devido ao saber acumulado. Pode haver um processo de desmonte da engrenagem que fez o sistema de saúde funcionar nos últimos 30 anos que é muito perigoso. <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2020-05-31/fhc-quem-vai-ser-responsabilizado-pelos-erros-do-governo-queiram-ou-nao-serao-os-militares.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O Exército pode estar puxando pro seu colo a responsabilidade de desmontar</a> o sistema de saúde brasileiro. Esse sistema que é essencial para garantir a segurança sanitária do nosso país.</p>



<p><strong>P.</strong> Que estruturas estão sendo modificadas?</p>



<p><strong>R.</strong> Além da coordenação de programas técnicos, mudanças na estrutura da secretaria executiva do Ministério da Saúde são preocupantes, pois é a área faz o planejamento orçamentário e que coordenada o repasse de recursos para Estados e municípios por meio do Fundo Nacional de Saúde. Não sou o primeiro a alertar isso na imprensa. Isso pode trazer vários problemas futuros para para Estados e municípios. De imediato, ajuda a entender <a href="https://valor.globo.com/politica/noticia/2020/06/02/mpf-investiga-baixa-execuo-do-oramento-da-pandemia-pelo-ministrio-da-sade.ghtml" target="_blank" rel="noreferrer noopener">a baixíssima capacidade de execução orçamentária na pandemia</a>, em que menos de um terço do recurso extraordinário aprovado foi executado após três meses do seu início. Os militares tem competência em muitas áreas, mas não tem experiência na gestão do sistema de saúde brasileiro, que é muito complexo. Se eles conhecessem, não fariam as modificações em áreas extremamente sensíveis como estão fazendo.</p>



<p><strong>P.</strong> Apesar dos problemas, o SUS é tido, consensualmente, como uma fortaleza de que o Brasil dispõe para lutar contra pandemia. Mas, mesmo no Estado mais rico do país, São Paulo, <a href="https://brasil.elpais.com/sociedade/2020-05-19/fora-do-hospital-peregrinacao-de-parentes-dentro-o-sus-que-dribla-as-carencias-para-enfrentar-a-covid-19.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">há hospitais que precisam de doação para funcionar bem</a>. Como vê as condições do SUS para enfrentar o problema?</p>



<p><strong>R</strong>. Primeiro, um sistema de saúde não deve depender de doações. Isso revela uma série de fragilidades estruturais do sistema. Por outro lado, só não estamos em situação pior porque nós temos o SUS. O Brasil tem experiência de resposta em epidemias anteriores, que foram razoavelmente bem sucedidas. O país poderia estar utilizando a sua estrutura de vigilância epidemiológica e de atenção primária à saúde, que cobre 75% da população brasileira. A vigilância e atenção primária poderiam jogar um papel muito importante na identificação precoce de casos, monitoramento de grupos de risco e<a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2020-06-16/radiografia-de-tres-surtos-de-coronavirus-como-se-infectaram-e-como-podemos-evitar.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> rastreamento de contatos —pessoas que tiveram próximas de infectados</a>. Se a gente tivesse utilizando adequadamente essa estrutura que o Brasil dispõe, talvez não precisaríamos de um isolamento tão radical por tanto tempo.</p>



<p><strong>P.</strong> Por que não estamos conseguindo usar o potencial a nosso favor?</p>



<p><strong>R</strong>. O sistema tem várias problemas estruturais que se agravaram nos últimos anos, como o subfinanciamento, a fragilidade de governança e má distribuição de recursos. Se conseguimos promover uma boa expansão de atenção primária, não conseguimos fazer uma reforma na atenção hospitalar: <a href="https://brasil.elpais.com/sociedade/2020-04-15/sem-leitos-de-uti-municipios-pequenos-temem-por-estrutura-limitada-para-transferir-pacientes-graves-com-a-covid-19.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">70% das Regiões de Saúde têm o número de leitos de UTI abaixo do que seria recomendado</a> para situação de normalidade. E estamos falando só do número de leitos. Se formos falar de qualidade da atenção hospitalar&#8230; Os doentes graves de covid-19 exigem equipes técnicas extremamente qualificadas pra lidar com a complexidade dos casos, e no Brasil há grande carência nesse aspecto. E por que razão isso acontece? O percentual do gasto público em saúde no Brasil é um dos menores do mundo. O maior gasto concentra-se no setor privado: 56% do total que dirige-se a menos de 25% da população. Ou seja, é um gasto que não ajuda a fortalecer o SUS. Nos últimos anos isso piorou, pelas medidas de austeridade fiscal, que agravaram o subfinanciamento. O Brasil perdeu de 20 a 30 bilhões de reais desde que, em 2016, foi <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2016/10/10/politica/1476125574_221053.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aprovado o congelamento de gastos públicos federais</a>. E aí agora, diante situação com a pandemia, não conseguimos utilizar adequadamente o que temos de bom, e por outro temos uma rede hospitalar tão precária que depende de doações.</p>



<p><strong>P.</strong> E a questão da governança? Isso vem de antes do Governo Bolsonaro, certo?</p>



<p><strong>R</strong>. Temos no sistema de saúde com áreas de excelência no SUS. Você pode cair num hospital público e pode ter um excelente atendimento, num Incor, num Hospital de Clínicas da USP [ambos em São Paulo]. Agora, são ilhas. A realidade é que a grande parte dos hospitais não é assim, e a gente está falando de São Paulo. Se formos para o interior do Brasil ou mesmo outras capitais, o problema na atenção hospitalar é ainda maior. A descentralização da gestão do SUS para os municípios, sem organizar adequadamente regiões de saúde, criou problema de governança do sistema, pois as capacidades gerenciais são muito distintas. Esse problema é agravado por iniciativas de terceirização que aumentaram a precarização, pois atribuíram responsabilidade a gestores sem nenhum compromisso com o SUS. Apesar de haver algumas boas organizações sociais, existem outras em que o interesse não é produzir saúde. Esse problema ficou <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2020-06-15/com-camelos-na-rua-e-igrejas-abertas-rio-pode-colapsar-com-casos-de-covid-19-multiplicados-por-reabertura.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">mais evidente com o caso dos hospitais de campanha do Rio de Janeiro</a>. Tem hospital que é só tenda, não tem equipamento. Às vezes tem equipamento, mas não tem profissional. Ao mesmo tempo tem um número grande de leitos em hospitais públicos que estão fechados: tem estrutura, mas não tem pessoal. E tem leitos privados ociosos: uma alternativa poderia ser o poder público contratar leito privado e pagar adequadamente para isso. Seria mais econômico do que montar hospital de campanha.</p>



<p><strong>P.</strong> E como vê a situação nos Estados e municípios?</p>



<p><strong>R</strong>. Os problemas na coordenação nacional afetaram a capacidade de resposta de governos estaduais e municipais. Entretanto, apesar dos problemas, o SUS conseguiu abrir mais de 7.000 novos leitos de UTI em grande medida por iniciativa de Estados e municípios. Tem alguns Estados e municípios fazendo um bom trabalho técnico, mas vemos que infelizmente predomina a falta de capacidade de planejamento e gestão. Só para dar um exemplo do problema da governança do sistema de saúde brasileiro, em vários Estados já houve troca de secretários. O Acre já mudou duas vezes [a mudança foi na gestão municipal de Rio Branco, que trocou uma vez de secretário], <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2020-05-21/a-dificil-tarefa-de-combater-o-coronavirus-em-manaus-onde-metade-da-populacao-vive-em-favelas.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Amazonas duas vezes</a>, Amapá duas vezes, Rio de Janeiro duas vezes, Distrito Federal uma vez, Minas Gerais uma vez, Paraíba uma vez, Roraima cinco vezes, Santa Catarina uma vez, Sergipe uma vez, Tocantins uma vez. Estamos no terceiro ministro da saúde desde o começo da pandemia. Como governar um sistema de saúde com tanta troca? Isso expõe fragilidades que precisarão ser enfrentadas se quisermos ter melhor capacidade de defesa a desafios como a pandemia da covid-19 nos apresenta.</p>
<p>O post <a href="https://www.maranhaobrasil.com.br/nem-o-pior-ministro-da-saude-fez-o-que-exercito-esta-fazendo-desmontando-a-engrenagem-do-sus/">“Nem o pior ministro da Saúde fez o que Exército está fazendo, desmontando a engrenagem do SUS”</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.maranhaobrasil.com.br">Maranhão Brasil</a>.</p>
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		<item>
		<title>Vítima do corona vírus, morre aos 80 anos o deputado estadual Zé Gentil, pai do atual prefeito de Caxias</title>
		<link>https://www.maranhaobrasil.com.br/vitima-do-corona-virus-morre-aos-80-anos-o-deputado-estadual-ze-gentil-pai-do-atual-prefeito-de-caxias/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Portal Maranhão Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2020 23:05:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[caxias]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[deputado estadual]]></category>
		<category><![CDATA[fábio gentil]]></category>
		<category><![CDATA[josé gentil]]></category>
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		<category><![CDATA[unimed]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aos 80 anos de idade, faleceu,&#160; nesta segunda-feira (15), o deputado estadual José Gentil. Ele foi mais uma vítima da Covid-19, depois de ficar internado por quase um mês num hospital da Unimed, de Teresina, capital do Piauí. No dia 7 de junho, boletim médico dizia que seu estado havia se agravado, pelo fato de [&#8230;]</p>
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<p>Aos 80 anos de idade, faleceu,&nbsp; nesta segunda-feira (15), o deputado estadual José Gentil. Ele foi mais uma vítima da Covid-19, depois de ficar internado por quase um mês num hospital da Unimed, de Teresina, capital do Piauí. No dia 7 de junho, boletim médico dizia que seu estado havia se agravado, pelo fato de ser diabético, hipertenso e ter idade elevada. Na madrugada de hoje, não resistiu e veio a óbito.</p>



<p>José Gentil Rosa, mais conhecido como Zé Gentil, foi empresário. Nasceu no dia 18 de maio de 1940, na cidade de Caxias (MA). &nbsp;Exerceu vários cargos públicos, pelos quais trabalhou muito pelas causas de interesse da população caxiense e de outros municípios do Maranhão: secretário municipal, vereador de Caxias e deputado estadual por três mandatos, além de ser da legislatura dos parlamentares que elaboraram a atual Constituição do Maranhão, promulgada em 5 de outubro de 1989.</p>



<p>Por ter consolidado uma trajetória de muita atitude, firmeza e experiência de vida, popularizou-se entre o povo maranhense pela expressão: “O Zé Gentil não tira assinatura depois que assina!”. Também a que dizia: “O Zé Gentil não morre e nem fica pobre”, referência ao fato de ele já ter sofrido vários acidentes, inclusive um de avião e outro de trem.</p>



<p>Depois de ficar afastado da política, por um bom tempo, envolveu-se com a eleição do filho, Fábio Gentil (Republicanos) para a Prefeitura de Caxias, num pleito com eleição características plebiscitárias. Isso o animou a &nbsp;retornar à atividade que tão bem exercia, submetendo-se novamente ao crivo popular. Foi eleito em 2018 com 62.364 votos.&nbsp; Só em Caxias, teve 31.487 votos, voltando a dedicar-se com zelo ao mandato de deputado estadual, onde foi autor do projeto RG+.</p>



<p>Como o próprio nome indica, Zé Gentil era um cidadão de fino trato, amável com todos, conhecesse ou não. Vai fazer falta aos caxienses que, em dois anos, perde dois dos seus principais líderes políticos. O outro, o deputado Humberto Coutinho, vítima de um câncer quando exercia o cargo de presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão.</p>
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		<title>Maranhão prepara chegada de mais 170 mil testes para coronavírus, declara governador Flávio Dino</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2020 03:48:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Maranhão ultrapassou a marca dos 93 mil testes realizados para a Covid-19. O indicador faz com que o estado figure entre as três unidades da federação com maior volume de testes para o novo coronavírus.</p>
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<p>O Maranhão ultrapassou a marca dos 93 mil testes realizados para a Covid-19. O indicador faz com que o estado figure entre as três unidades da federação com maior volume de testes para o novo coronavírus.</p>



<p>O número, que já é expressivo em relação ao contexto nacional, deve crescer ainda mais nas próximas semanas.</p>



<p>O governador Flávio Dino afirmou que “a meta é triplicar o número”, com a entrega de mais 70 mil testes para os municípios nesta semana e a compra de outros 100 mil exames.</p>



<p>“Estamos em um trabalho desde o início de garantir que haja máxima testagem possível para que nós possamos ter um panorama o mais exato quanto possível acerca da ocorrência do coronavírus no nosso estado. Nas próximas semanas, a nossa previsão é de triplicar o número de testes”, frisou o governador.</p>



<p>Segundo o governador, esse “esforço de testagem” é essencial para que o governo e as prefeituras municipais adotem medidas para controle do contágio e para que o Maranhão mantenha um baixo índice de subnotificação.</p>



<p>“Faço questão inclusive de sublinhar estudo divulgado nesse final de semana que registra que há estados brasileiros que têm uma baixa taxa de coronavírus anunciada, porém tem altíssimas taxas de óbitos indeterminados ou mesmo derivados de outras Síndromes Respiratórias Agudas Graves [SARS]”, ressaltou.</p>



<p>“Nós estamos procurando exatamente ter certeza quanto aos casos de coronavírus e por isso mesmo já temos esse indicador que, nacionalmente, é um dos maiores”, completou Flávio Dino.</p>



<h3 class="wp-block-heading">“Queremos transparência”</h3>



<p>Nesta quarta-feira (10), em entrevista à TV Mirante, Flávio Dino voltou a falar sobre o empenho estadual em ampliar o número de testes para a doença no Maranhão.</p>



<p>O governador reforçou a importância da transparência de dados para o controle da pandemia.</p>



<p>“Enquanto houver a presença do coronavírus no Maranhão, nós vamos fazer testes. Nosso interesse é que as pessoas tenham o seu direito assegurado de saber se elas estão doentes ou não. Computamos em nossos boletins diários todos os resultados de testes que nós recebemos, porque nós queremos transparência e seriedade no combate ao coronavírus”, pontuou o governador</p>
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		<title>Coronavírus: como funcionam as duas vacinas contra covid-19 que serão testadas em brasileiros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Jun 2020 02:24:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[José Machado]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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		<category><![CDATA[voluntários]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cerca de 11 mil voluntários brasileiros vão receber nas próximas semanas duas vacinas diferentes contra o coronavírus que estão em fase avançada de testes clínicos.</p>
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<p>As vacinas estão sendo produzidas no exterior em parceria com órgãos nacionais como parte da corrida global para se achar uma forma de conter a pandemia, que já contaminou mais de 7,5 milhão de pessoas e matou mais de 420 mil no mundo.</p>



<p>Nas últimas semanas, duas iniciativas internacionais que estão na última fase de análise clínica anunciaram que usarão voluntários do Brasil &#8211; país que tem o segundo maior número de casos de covid-19 confirmados (mais de 800 mil) e o terceiro número de mortes (mais de 40 mil).</p>



<p>A primeira é uma iniciativa da universidade britânica de Oxford, com testes começando neste mês envolvendo mil pessoas no Rio de Janeiro e outras mil em São Paulo. Voluntários de 18 a 55 anos que trabalham no setor de saúde estão sendo selecionados pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) em São Paulo e pela Rede D&#8217;Or São Luiz e Instituto D&#8217;Or (Idor) no Rio de Janeiro.</p>



<p>A outra foi anunciada na quinta-feira pelo governo do Estado de São Paulo e será feita em parceria entre a criadora da vacina, a empresa chinesa Sinovac, e o Instituto Butantan, centro de pesquisas ligado à secretaria estadual de Saúde de São Paulo.</p>



<p>Segundo a OMS, existem mais de 130 estudos de vacinas contra a covid-19 em andamento no mundo todo, mas apenas dez estão em fases adiantadas de estudo &#8211; o que inclui essas duas que serão testadas com voluntários brasileiros. Especialistas indicam que essa fase pode durar seis meses, e que a fase de produção e comercialização pode demorar ainda de 12 a 18 meses.<br>No Brasil, há iniciativas do próprio Instituto Butantan junto com a Fiocruz e também da Universidade de São Paulo para criar uma vacina nacional, mas ambas ainda estão em estágio de análise pré-clínica.</p>



<p>Confira abaixo detalhes e diferenças das duas vacinas em teste avançado no Brasil.</p>



<h3 class="story-body__crosshead wp-block-heading">Vacina ChAdOx1 nCoV-19, de Oxford</h3>



<p>A vacina conhecida como ChAdOx1 nCoV-19 é um dos mais avançados experimentos científicos contra o coronavírus no mundo hoje.<br>Ela é feita a partir do ChAdOx1, que é uma versão mais branda de um vírus que causa gripe em chipanzés, com modificações genéticas que impedem que ela se espalhe entre humanos. Material genético foi acrescentado ao vírus ChAdOx1 com a presença de uma proteína chamada glicoproteína de pico.</p>



<p>Essa proteína existe na superfície do coronavírus e desempenha um papel fundamental no processo de contaminação, pois ela se liga a receptores presentes nas células humanas para invadi-las e causar a infecção.<br>O objetivo da vacina de Oxford é fazer com que o sistema imunológico do corpo humano reconheça a glicoproteína de pico e crie uma defesa contra ela.</p>



<p>Uma parcela dos voluntários vai receber uma outra vacina, usada comumente contra meningite, que provoca sintomas parecidos. Este será o grupo de controle, usado para comparar e contrastar as duas vacinas. Os voluntários não serão informados sobre qual vacina estão recebendo.<br>Eles vão preencher pela internet um diário ao longo de sete dias relatando seus sintomas, e serão monitorados por três semanas para qualquer mal-estar. Eles farão exames de sangue constantes para determinar se a vacina está sendo eficaz em produzir uma resposta imunológica.</p>



<p>A universidade britânica disse que o Brasil é prioridade na última fase de estudos &#8220;por causa da sua curva ascendente de covid-19&#8221;.</p>



<p>Além dos 2 mil brasileiros, também participam do estudo 10 mil britânicos e 30 mil americanos.</p>



<p>Enquanto a universidade trabalha na ponta da pesquisa científica, ela também negocia a parte de produção em massa da vacina. A multinacional AstraZeneca, que apoia as pesquisas, diz que terá capacidade de produzir até 1 bilhão de doses da vacina de Oxford, tendo já firmado convênios para produzir até 400 milhões de doses.</p>



<h3 class="story-body__crosshead wp-block-heading">CoronaVac da Sinovac</h3>



<p>A Sinovac Biotech é uma empresa privada com sede em Pequim que possui experiência na produção de vacinas contra febre aftosa, hepatite e gripe aviária.</p>



<p>A empresa conseguiu logo cedo na pandemia criar uma vacina que impediu o contágio de macaco-rhesus com covid-19. Oito animais receberam duas doses da vacina CoronaVac. Três semanas eles foram expostos ao coronavírus e nenhum deles pegou covid-19.</p>



<p>A empresa criou anticorpos específicos que agem para neutralizar o coronavírus, que segundo a foram bem-sucedidos em neutralizar dez cepas do coronavírus.</p>



<p>Um estudo foi publicado com revisão por pares na revista científica <i>Science </i>no dia 6 de maio. O estudo com macacos mostrou que os animais que receberam doses maiores da vacina tiveram melhor resposta contra vírus.<br>O estudo despertou algumas críticas de outros especialistas na área.</p>



<p>Segundo a revista <i>Science</i>, o professor Douglas Reed, da Universidade de Pittsburg, que também está testando vacinas contra o coronavírus em macacos, levantou dúvidas sobre o baixo número estatístico de testes da Sinovac, que seria insuficiente para se tirar conclusões maiores.</p>



<p>Ele também afirmou que a forma como o coronavírus foi usado no laboratório pode ter provocado algumas mudanças que o tornaram menos contagioso nos testes. Outra preocupação levantada é a de que os macacos não apresentam sintomas tão extremos de covid-19 como humanos.<br>Mas outros cientistas elogiaram a iniciativa.</p>



<p>&#8220;Eu gostei [do estudo]&#8221;, disse Florian Krammer, virologista da Icahn School of Medicine, de Nova York, para a <i>Science</i>. &#8220;Isso é um jeito antigo [de criar vacinas] mas pode dar certo. O que eu mais gostei é que muitos produtores de vacina, até em países de baixa e média renda, conseguiriam produzir uma vacina assim.&#8221;</p>



<p>Desde então, muito já se evoluiu no estudo da CoronaVac. Os primeiros testes com humanos começaram na China no dia 16 de abril.</p>



<p>O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse que o Brasil pretende ajudar não só na fase de desenvolvimento do CoronaVac, como também na produção e comercialização em território brasileiro da vacina.</p>



<p>A Sinovac está construindo uma fábrica na China que, segundo a empresa, terá capacidade para produzir 100 milhões de doses da CoronaVac por ano. A empresa chinesa diz que, ao firmar o convênio, o &#8220;Instituto Butantan poderá assegurar que a população brasileira terá acesso a essa vacina&#8221;.</p>
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		<item>
		<title>Teleatendimento da Prefeitura de São Luís e HU-UFMA registrou mais de 2,2 mil atendimentos</title>
		<link>https://www.maranhaobrasil.com.br/servico-de-teleatendimento-da-prefeitura-de-sao-luis-e-hu-ufma-registrou-mais-de-22-mil-atendimentos-durante-periodo-de-funcionamento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Portal Maranhão Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jun 2020 11:58:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Serviço que atendia por telefone pessoas com sintomas de Covid-19 foi encerrado em decorrência da queda na demanda; procura caiu em 94% na segunda quinzena de maio</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O serviço de teleatendimento usado como ferramenta de esclarecimento sobre a Covid-19 mantido pela Prefeitura de São Luís por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), em parceria com o Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão (HU-UFMA) foi encerrado. Por causa da estruturação da rede pública, com a elevação nas últimas semanas na oferta de leitos clínicos e de UTI nas unidades, em especial, na capital maranhense, o índice de ligações registrado pelo serviço, (que chegou a 185 contatos diários no dia 15 do mês passado), caiu em 94% na segunda quinzena de maio. Até o dia 4 deste mês, foram realizados 2.220 atendimentos desde a sua implantação, no dia 29 de abril deste ano.</p>



<p>Deste total, 326 pessoas necessitaram de encaminhamento às Unidades de Pronto Atendimento (UPA), devido ao agravamento dos sintomas, mantendo, desta forma, fluxo estabelecido pela Semus, em parceria com o Governo do Maranhão. Para o secretário de Saúde de São Luís, Lula Fylho, a montagem do serviço foi essencial para evitar que pessoas sem os sintomas aparentes da doença pudessem se expor de forma desnecessária em unidades.</p>



<p>“Além disso, pessoas com sintomas gripais ou com suspeita da doença tiveram uma primeira assistência em casa e foram encaminhadas de forma correta para a unidade específica, a partir do fluxo montado de atendimento”, disse o gestor.</p>



<p>O teleatendimento, além de prestar um serviço de utilidade pública, também foi uma ferramenta de aprendizado à comunidade acadêmica, já que cada membro da equipe (universitários em geral) era coordenado por profissionais da Semus e do HU-UFMA.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Brasil chega aos três meses de crise com 23.473 mortes por covid-19 e sem plano para frear doença</title>
		<link>https://www.maranhaobrasil.com.br/brasil-chega-aos-tres-meses-de-crise-com-23-473-mortes-por-covid-19-e-sem-plano-para-frear-doenca/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2020 15:42:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[José Machado]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ministério da Saúde afirma agora, três meses depois da chegada do vírus ao país, que financiará leitos de hospitais de campanha quando Estados e municípios chegarem a limite.</p>
<p>O post <a href="https://www.maranhaobrasil.com.br/brasil-chega-aos-tres-meses-de-crise-com-23-473-mortes-por-covid-19-e-sem-plano-para-frear-doenca/">Brasil chega aos três meses de crise com 23.473 mortes por covid-19 e sem plano para frear doença</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.maranhaobrasil.com.br">Maranhão Brasil</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Às vésperas de completar três meses da primeira confirmação de covid-19 no país, o Brasil chegou às 23.473 mortes e 374.898 casos da doença completamente acéfalo em sua frente de combate. Enquanto o Ministério da Saúde segue sem um comando oficial definido há dez dias, o país falha em apresentar qualquer plano contundente para tentar barrar a progressão da doença, que não para de acumular cifras trágicas desde o primeiro caso confirmado, em 26 de fevereiro. De quando ocorreu a primeira morte, em 17 de março, já foram 14 óbitos por hora, em média, no país. O Governo de Jair Bolsonaro segue apostando na estratégia de incentivar o retorno da população às ruas para tentar aquecer a economia, contrariando as determinações das agências sanitárias, e vê, dia após dia, sua promessa de <em>elixir</em>, a cloroquina, ser desacreditada pela comunidade científica —a Organização Mundial da Saúde anunciou nesta segunda <a rel="noreferrer noopener" href="https://brasil.elpais.com/ciencia/2020-05-25/o-que-fez-a-oms-suspender-os-ensaios-com-a-hidroxicloroquina.html" target="_blank">a suspensão “temporária” de ensaios clínicos internacionais</a> com a droga por “precaução”. De planos mais concretos até o momento, o Governo só parece ter um: a substituição de seu primeiro escalão técnico, formado por profissionais na área, por militares, já que ao menos 15 foram nomeados até agora. Nesta segunda, o secretário de vigilância, Wanderson de Oliveira, responsável pela estratégia brasileira de combate à crise, foi exonerado.</p>



<figure class="wp-block-image is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://imagens.brasil.elpais.com/resizer/gFFlPB9NKSdpjCD7cpYgEiuRr0s=/600x450/filters:focal(4489x2031:4499x2041)/cloudfront-eu-central-1.images.arcpublishing.com/prisa/VZ5CSTRA6VFJTBTEKRQ2WYUZYI.jpg" alt="" width="600" height="450"/><figcaption>O mistério dos ‘supercontagiantes’ do coronavírus</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://imagens.brasil.elpais.com/resizer/h-_oBtZJdx4hGAMsDCrnCZZOxqU=/600x450/cloudfront-eu-central-1.images.arcpublishing.com/prisa/43J4J3LVAPRK7T57PZGVERLMRA.jpg" alt="Apoiadores de Bolsonaro em São Paulo."/></figure>



<p>Nesta segunda-feira, três meses depois do início da crise, o Governo federal criou regras para financiar <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2020-05-22/tres-de-cada-dez-pacientes-internados-em-utis-com-a-covid-19-nao-conseguem-se-recuperar.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">leitos em hospitais de campanha</a>. A pasta, que chegou a construir uma única unidade do tipo até agora, em Águas Lindas (Goiás), mas entregou apenas nesta semana, com atraso. Por isso, disse que não construiria mais estruturas provisórias, que agora devem ser implementadas e gerenciadas por Estados e municípios —algo que muitos locais, como por exemplo São Paulo, Ceará e Rio de Janeiro. “Com a pandemia, tudo é novidade e estamos tendo de buscar soluções de maneira ágil. No primeiro momento, se apoiou com o hospital de campanha, que tem uma gestão compartilhada, mais complexa. Com as dificuldades, chegou-se à conclusão de que era melhor descentralizar recursos e que isso ficasse com os Estados e municípios”, explicou o secretário-executivo substituto, Élcio Franco.</p>



<p>O hospital de Águas Lindas ficou um mês parado. Na sexta-feira, foi assinada a cooperação com o Estado de Goiás, que agora está na fase de contratar profissionais de saúde para que ele passe de fato a operar. Um outro hospital de campanha exclusivo aos povos indígenas, que chegou a ser anunciado pelo ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, até hoje nunca saiu do papel. Com a mudança anunciada nesta segunda, a ideia é que as gestões locais demandem o financiamento dessa estrutura provisória. Mas, segundo o Ministério, elas só devem ser construída quando a <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2020-05-09/a-busca-por-uma-uti-para-ivanildo-vieira-escancara-um-sistema-de-saude-que-ja-entrou-em-colapso.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">capacidade instalada do sistema de saúde dos Estados e municípios atingir o limite</a> e não haja mais possibilidade sequer de contratar leitos de hospitais privados. Os hospitais de campanha devem receber apenas pacientes com sintomas mais leves da doença —os mais graves são levados para as <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2020-05-07/ouviremos-muito-governante-dizer-que-abrira-leitos-de-uti-mas-nao-adianta-sem-profissionais-qualificados.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">UTI</a>s de hospitais normais, que em muitos Estados, como Amazonas e Ceará já estão saturadas. “Não quer dizer que o hospital só vai ser construído quando não tiver nenhum leito de UTI e sim que eu estou acompanhando a evolução, estou verificando o percentual de ocupação e baseado nesse prognóstico, vou identificar a necessidade de requisitar leitos da rede privada ou optar pelo hospital de campanha”, garantiu o secretário, em coletiva.</p>



<p>O problema é que até agora o Governo ainda não consegue sequer oferecer dados precisos de como estão as UTIs de Estados, municípios e do sistema particular. Ainda na gestão Mandetta, o Ministério da Saúde chegou a criar uma plataforma para acompanhar a taxa de ocupação tanto de leitos públicos quanto privados, mas nunca chegou a divulgar essas informações, que deveriam ser acompanhadas pela sociedade diariamente. A pasta admite que apenas 611 hospitais atualizaram até o momento o <a href="http://gestaoleitos.saude.gov.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">sistema</a> e apela para que os hospitais cadastrem as informações diariamente. Também assumiu que não tem um controle global dos hospitais de campanha que já foram instalados por Estados e municípios. Sabe apenas que há altas taxas de ocupação de leitos em Estados com maior incidência da doença, como por exemplo São Paulo, Rio de Janeiro, Paraíba, Ceará e Pernambuco. “Se nós não tivermos dados atualizados de ocupação de leitos, taxa de óbitos e notificação de casos, fica muito difícil da gente ajudar tecnicamente e até reforçar estruturas nesses locais”, afirmou Élcio Franco durante a coletiva.</p>



<p>Sem uma estratégia unificada com Estados e municípios, e diante de discursos do próprio presidente que prejudicam essa integração, o ministro interino Pazuello decidiu viajar outra vez a Manaus ―onde <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2020-05-16/governo-prepara-novo-protocolo-para-tratar-a-covid-19-estopim-para-a-saida-de-teich-do-governo.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">o ex-ministro Nelson Teich</a> já havia cumprido agenda para visitar hospitais― para avaliar as ações implementadas ali e a possibilidade de replicá-las em outros Estados. Durante a coletiva, Franco confirmou que Pazuello avaliaria o êxito de políticas, sem detalhar quais seriam elas. Manaus vive uma situação dura frente à pandemia. O Governo enviou 267 profissionais da saúde de seu cadastro nacional, que são custeado pelos gestores locais, e habilitou leitos de UTI. Não lançou ali, no entanto, nenhum ensaio de uma política diferenciada de enfrentamento à doença.</p>



<p>O EL PAÍS perguntou durante a coletiva qual é a nova estratégia do Ministério da Saúde para conter a epidemia após a saída de seu segundo ministro, mas a pergunta sequer foi lida aos gestores pela assessoria de imprensa. A estratégia de comunicação do Ministério da Saúde também tem mudado durante as sucessivas trocas de comando da pasta. Em seus releases à imprensa, tem preferido ressaltar números de pessoas que contraíram o novo coronavírus e se curaram, com a <a href="https://www.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/46934-coronavirus-153-8-mil-pessoas-estao-curadas-no-brasil" target="_blank" rel="noreferrer noopener">publicação de textos no site oficial no qual discorre sobre esses números por vários parágrafos</a> até chegar nos dados mais duros da pandemia: as mortes e contágios em uma curva ascendente.</p>



<p>Na coletiva de imprensa, ao ser questionado se o ministério mudaria a estratégia em relação ao uso da cloroquina, após a suspensão dos ensaios pela OMS, Franco defendeu, novamente, a segurança da droga. “Meu filho teve malária e tomou sem nenhum problema”, afirmou, antes de passar a palavra para Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, que rechaçou o estudo da organização, afirmando que ele não é “metodologicamente aceitável”, e disse seguir estudos nacionais e internacionais ainda em andamento, sem citar quais. “Estamos muito tranquilos e serenos sobre a nossa orientação do uso da cloroquina associada à azitromicina. Claro, respeitando a autonomia da prescrição médica”, diz.</p>
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