Compartilhe o nosso portal

São Luís (MA), 5 de março de 2026

Search
Search

Vereador “Pelego” vira prefeito de Turilândia, mesmo com preventiva decretada

Foi a maneira que a Justiça encontrou para não deixar o Poder Executivo acéfalo

Mesmo com prisão preventiva, vereador “Pelego” assume a prefeitura de Turilândia

O presidente da Câmara de Vereadores de Turilândia, José Luís Araújo Diniz, conhecido como “Pelego” (União Brasil), assumiu interinamente o comando da Prefeitura Municipal. A mudança ocorre em cumprimento a uma decisão judicial do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), que impede os titulares eleitos – o prefeito Paulo Curió (União) e a vice-prefeita Tânya Mendes (PRD) – de exercerem cargos no Poder Executivo.

A vacância temporária e a nova linha sucessória foram oficializadas por meio de uma portaria publicada nesta sexta-feira (26).

Com a saída de Pelego para o Executivo, a vice-presidente da Casa, vereadora Inailce Nogueira Lopes, assumiu a presidência interina da Câmara Municipal.

Investigação e prisão domiciliar


Pelego é um dos investigados na Operação Tântalo II e cumpre prisão domiciliar. Apesar da restrição, ele e outros parlamentares estão autorizados pela Justiça a se deslocarem até a Câmara Municipal exclusivamente para participar de sessões previamente marcadas. Qualquer outra saída sem autorização pode resultar na revogação do benefício e transferência para uma unidade prisional.

Além do presidente, outros cinco vereadores de Turilândia tiveram a prisão convertida em domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica.

A conversão para o regime domiciliar, segundo o Ministério Público do Maranhão (MPMA), foi necessária para garantir o funcionamento do Poder Legislativo municipal, uma vez que o prefeito Paulo Curió, a primeira-dama e a vice-prefeita continuam detidos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís.

As investigações do GAECO apontam que uma organização criminosa estruturada se instalou na gestão pública de Turilândia. O esquema teria desviado cerca de R$ 56 milhões, principalmente das áreas de Saúde e Assistência Social, utilizando empresas de fachada para simular serviços.

Ao todo, 21 mandados de prisão foram expedidos. O grupo é investigado por operar de forma hierarquizada, envolvendo agentes políticos, servidores e empresários. A Operação Tântalo II é um desdobramento de uma fase anterior deflagrada em fevereiro deste ano, que já apurava fraudes em licitações e desvios de recursos públicos no município. (Imirante)

Veja também:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *