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	<title>Exibindo: MARANHÃO | Maranhão Brasil</title>
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	<title>Exibindo: MARANHÃO | Maranhão Brasil</title>
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		<title>Dino assume no STF investigações contra adversário no Maranhão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Apr 2026 00:00:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[desavenças]]></category>
		<category><![CDATA[flávio dino]]></category>
		<category><![CDATA[investigações]]></category>
		<category><![CDATA[MARANHÃO]]></category>
		<category><![CDATA[Poderes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Matéria do Poder 360 lembra que o ministro Flávio Dino comanda apurações sobre compra de vagas no Tribunal de Contas do Estado (TCE) pelo governador Carlos Brandão (PSB-MA) e seus familiares e possível interferência no caso do homicídio do Tech Office. No Maranhão, o governador comanda uma ofensiva contra o ex-aliado.</p>
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<p><strong>Matéria do Poder 360 lembra que o </strong>m<strong>inistro comanda apurações sobre compra de vagas no Tribunal de Contas do Estado (TCE) pelo governador Carlos Brandão (PSB-MA) e seus familiares e possível interferência no caso do homicídi</strong>o <strong>do Tech Office</strong>. <strong>Abaixo a matéria&#8230;</strong></p>



<p>O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, é relator de ao menos 4 investigações da Polícia Federal contra o atual governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), e familiares. As apurações citam compra de vagas no Tribunal de Contas do Estado e possível interferência em julgamento no Superior Tribunal de Justiça em um caso de homicídio.</p>



<p>Antes de assumir o governo estadual, em 2022, Carlos Brandão foi vice-governador na chapa encabeçada por Dino, de 2015 a 2022. Brandão rompeu politicamente com o grupo em 2024, depois que Dino, já ministro do Supremo, suspendeu em decisão liminar (provisória) a indicação feita pelo atual governador para uma das vagas para o TCE.</p>



<p>Aliados de Brandão afirmam que o ministro tem atuado para favorecer a pré-candidatura de Felipe Camarão (PT), atual vice-governador e adversário de Brandão, para a disputa ao Palácio dos Leões em 2026. O governador apoia a candidatura de seu sobrinho, Orleans Brandão (MDB), atual secretário de Assuntos Municipalistas.</p>



<p>Questionado pelo Poder360, o gabinete de Flávio Dino afirmou que o ministro não se manifesta sobre as investigações em andamento e não comenta “assuntos de natureza política”, como determina a Lei Orgânica da Magistratura.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Os-Brandao-Tech-off-1024x683.jpeg" alt="" class="wp-image-33760" srcset="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Os-Brandao-Tech-off-1024x683.jpeg 1024w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Os-Brandao-Tech-off-400x267.jpeg 400w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Os-Brandao-Tech-off-768x512.jpeg 768w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Os-Brandao-Tech-off.jpeg 1536w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>O chamado assassinato do Tech Office, em 2022, tem sido uma das dores de cabeça de Brandão</em></strong>&#8230;</figcaption></figure>



<p>Em 3 de março, Dino requisitou ao gabinete do ministro André Mendonça o acesso às provas colhidas pela operação Sem Desconto contra o senador Weverton Rocha (PDT-MA). Aliado de Brandão, o congressista passou a ser investigado por ser suspeito de “tentar cooptar” um ministro do STJ para “garantir a impunidade de pessoas”, segundo dados do processo, no caso do assassinato de João Bosco Pereira, em agosto de 2022, no Tech Office, um prédio comercial em São Luís (MA)….</p>



<p>Nas investigações sobre o homicídio, foi identificado um possível envolvimento de Daniel Brandão, presidente do TCE-MA e sobrinho de Carlos Brandão. Gilson Cesar Soares Curtinum Junior, acusado de ser o matador, foi o único denunciado pelo Ministério Público do Maranhão. Em 11 de setembro de 2024, o Tribunal do Júri condenou apenas Gilson pelo homicídio. …</p>



<p>Agora, as apurações retornam aos casos para averiguar se a presença de Daniel Brandão perto da cena do crime tinha alguma relação direta com o homicídio. O sobrinho do governador foi indicado ao Tribunal de Contas em 2023 e detém prerrogativa de foro privilegiado no STJ….</p>



<p>Em outubro de 2025, a defesa dele apresentou um habeas corpus ao Supremo, indicando uma interferência de Weverton no julgamento da progressão da pena de Gilson, que até então estava em análise no Superior Tribunal de Justiça. O processo subiu para o STF por causa do foro privilegiado do senador e foi designado ao gabinete de Flávio Dino por sorteio….</p>



<p>O ministro determinou que fosse aberta uma investigação pela Polícia Federal para apurar se há indícios de que o congressista atuou para atrapalhar o processo no STJ. Dino também indicou uma conexão entre as apurações envolvendo Weverton e outro inquérito, também sob sua relatoria, que apura venda de indicação de vagas ao TCE mediante contrapartidas políticas. Um dos investigados é Carlos Brandão….</p>



<p>A defesa de Brandão nega qualquer irregularidade no processo de indicação ao Tribunal Eleitoral e sustenta que o Supremo não tem competência para analisar as investigações, uma vez que a prerrogativa de foro privilegiado para governadores é do STJ. O grupo do governador também afirma que Dino suspendeu duas indicações para o TCE em ações de inconstitucionalidade sob sua relatoria….</p>



<p>Trata-se de ações que questionam a constitucionalidade do rito de indicação dos conselheiros na Assembleia Legislativa do Maranhão por uma “tramitação secreta”. Em fevereiro de 2024, Dino foi sorteado relator de pedidos da PGR (Procuradoria Geral da República) e do partido Solidariedade contra o modelo de indicação. Em liminar, o ministro suspendeu o processo de indicação….</p>



<p>A liminar chegou a ser submetida ao referendo do plenário, em março de 2024, mas o julgamento foi interrompido com o pedido de vista do ministro Kássio Nunes Marques. Nos autos dessas duas ações, a advogada Clara Alcântara Botelho Machado apresentou um pedido para ser amicus curiae (que significa amigo da corte) no caso, alegando que havia indícios de irregularidades no sistema de indicação –possível venda de indicações para o TCE e nepotismo….</p>



<p>Dino negou o pedido de amicus curiae, uma vez que pessoa física não pode acompanhar os processos nessa condição, mas determinou a abertura de uma investigação sobre o caso. As apurações estão a cargo da Polícia Federal e têm como principais alvos o governador Carlos Brandão e seu sobrinho Daniel….</p>



<p>ELEIÇÕES Aliados de Carlos Brandão afirmam que as investigações não têm conexão direta e que o ministro Flávio Dino tem interesses eleitorais no Estado. Segundo o grupo, Dino quer fortalecer a candidatura de Felipe Camarão (PT) para o governo estadual. Camarão é investigado pelo Ministério Público do Estado por lavagem de dinheiro e se mantém no cargo de vice-governador enquanto o Tribunal de Justiça do Maranhão julga um pedido liminar para o seu afastamento da função pública….</p>



<p>Procurado, o gabinete do ministro Flávio Dino declarou que não se manifestará sobre alegações de cunho político. “A assessoria do ministro Flávio Dino informa que, de acordo com a Lei Orgânica da Magistratura Nacional, é vedado ao magistrado se manifestar ou emitir opinião sobre processos em tramitação e comentar assuntos de natureza política”, declarou….</p>



<p>O Poder360 tentou entrar em contato com o senador Weverton Rocha, mas não teve sucesso em encontrar um telefone ou e-mail válido para informar sobre o conteúdo desta reportagem. Este jornal digital seguirá tentando fazer contato com o congressista e este texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada….</p>



<p>Este jornal digital também procurou a assessoria de comunicação de Carlos Brandão e pediu uma manifestação do governador sobre as investigações da PF. (O Poder360 atualizará esta reportagem caso uma manifestação seja enviada)</p>



<p>Autor: Nino Guimarães, repórter…</p>



<p></p>



<p></p>



<p></p>
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		<title>Rodolfo Reis é promovido a procurador de Justiça pelo Conselho Superior do MPMA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Apr 2026 20:55:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[MARANHÃO]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério Público]]></category>
		<category><![CDATA[procurador]]></category>
		<category><![CDATA[promoção]]></category>
		<category><![CDATA[Rodolfo Reis]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sessão aprovou outras movimentações na carreira ministerial, como promoções e transferências O promotor de justiça Rodolfo Soares dos Reis foi promovido, em sessão ordinária do Conselho Superior do Ministério Público do Maranhão, realizada nesta sexta-feira, 10, ao cargo de procurador de justiça, pelo critério de merecimento. Ele será o titular da 18ª Procuradoria de Justiça [&#8230;]</p>
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<p><strong>Sessão aprovou outras movimentações na carreira ministerial</strong>, <strong>como promoções e transferências</strong></p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.mpma.mp.br/wp-content/uploads/2026/04/foto-1-3-1024x653.jpg" alt="" class="wp-image-90691"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>Rodolfo Reis é o novo integrante da segunda instância do MPMA</em></strong></figcaption></figure>



<p>O promotor de justiça Rodolfo Soares dos Reis foi promovido, em sessão ordinária do Conselho Superior do Ministério Público do Maranhão, realizada nesta sexta-feira, 10, ao cargo de procurador de justiça, pelo critério de merecimento. Ele será o titular da 18ª Procuradoria de Justiça Cível.</p>



<p>Na sessão, também foram aprovadas outras cinco promoções, sendo três para entrância final (Imperatriz – duas – e Timon), duas para entrância intermediária (Pedreiras e Viana) e uma remoção para comarca de entrância intermediária.</p>



<p>Além das movimentações na carreira ministerial, a pauta incluiu a análise de relatórios de correição, pedidos de afastamento para cursos e comunicações de arquivamento de procedimentos.</p>



<p>Presidida pelo procurador-geral de justiça, Danilo de Castro, a sessão contou com participação da corregedora-geral do MPMA, Maria de Fátima Rodrigues Travassos Cordeiro (ambos membros natos do colegiado) e dos conselheiros Eduardo Jorge Hiluy Nicolau, Regina Maria da Costa Leite, Francisco das Chagas Barros de Sousa, Paulo Silvestre Avelar Silva e Haroldo Paiva de Brito.</p>



<p>Antes do início da sessão, o Conselho Superior recebeu a visita de cortesia do conselheiro Thiago Diaz, que integra o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) como representante da advocacia. Os membros do Conselho Superior deram as boas-vindas ao conselheiro do CNMP, que agradeceu e colocou-se à disposição para colaborar com a instituição.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.mpma.mp.br/wp-content/uploads/2026/04/foto-3-1-1024x684.jpg" alt="" class="wp-image-90693"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>Conselheiro do CNMP Thiago Diaz acompanhou a sessão</em></strong></figcaption></figure>



<p><strong>PROMOÇÕES</strong></p>



<p>O colegiado aprovou, ainda, as promoções dos promotores de justiça Fernando Evellin de Miranda Menezes, para a 8ª Promotoria de Justiça Especializada na Defesa da Mulher de Timon; Alline Matos Pires, para a 2ª Promotoria de Justiça Especializada de Imperatriz, e Raquel Chaves Duarte Sales, para a 11ª Promotoria de Justiça Especializada, também de Imperatriz. Ambas as comarcas são de entrância final.</p>



<p>Na entrância intermediária, foram promovidos Xilon de Sousa Júnior, para a 3ª Promotoria de Justiça de Pedreiras, e Alessandra Darub Alves, para a 2ª Promotoria de Justiça de Viana.</p>



<p>O Conselho Superior do MPMA aprovou, também, a remoção do promotor de justiça Lindomar Luiz Della Libera, da 3ª Promotoria de Balsas para a 1ª Promotoria de Estreito.</p>



<p><strong>POSSE</strong></p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.mpma.mp.br/wp-content/uploads/2026/04/foto-4-1024x685.jpg" alt="" class="wp-image-90697"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>Ato de posse no gabinete do procurador-geral</em></strong> <strong><em>de Justiça</em></strong></figcaption></figure>



<p>Logo após a sessão do Conselho Superior do MPMA, Rodolfo Reis foi empossado pelo procurador-geral de justiça. Membros do colegiado prestaram homenagem ao novo integrante da segunda instância ministerial, que agradeceu as manifestações.</p>



<p><strong>Comunicação do MPMA</strong></p>
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		<title>Brandão não sai do governo, mas convive com o pesadelo de ser sacado pela Justiça</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Apr 2026 15:07:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Super Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[análise]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Brandão]]></category>
		<category><![CDATA[eleições 2026]]></category>
		<category><![CDATA[governo]]></category>
		<category><![CDATA[MARANHÃO]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Governador preferiu ficar no Palácio dos Leões para formar trincheira pela eleição do sobrinho, Orleans. Mas, como na lenda da Espada de Dâmocles, convive com o risco  dessa arma desabar sobre sua cabeça, no caso, uma decisão judicial, obrigando-o a  sair do Palácio...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Governador preferiu ficar no Palácio dos Leões para formar trincheira pela eleição do sobrinho</strong></p>



<p>O xadrez político do Maranhão vive um daqueles momentos em que a aparência institucional pouco revela do que realmente se move nos bastidores. A decisão do governador Carlos Brandão de permanecer no cargo — abrindo mão de disputar o Senado — não é um gesto de recuo, mas de cálculo. E dos mais frios.</p>



<p>Ao evitar a desincompatibilização, Brandão resolve dois problemas imediatos. Primeiro, impede que o vice-governador Felipe Camarão assuma o comando do estado — algo que, nas circunstâncias atuais, significaria entregar a máquina administrativa a um grupo político adversário, ainda que formalmente aliado até há pouco tempo. Segundo, mantém sob seu controle direto a engrenagem estatal, ativo decisivo para impulsionar a candidatura do sobrinho, Orleans Brandão, cuja viabilidade eleitoral depende menos de carisma próprio e mais da musculatura política e financeira herdada.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="1024" height="615" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Carlos-Brandao-.png" alt="" class="wp-image-33517" srcset="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Carlos-Brandao-.png 1024w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Carlos-Brandao--400x240.png 400w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Carlos-Brandao--768x461.png 768w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>Carlos Brandão apostou alto para perpetuar seu grupo político-familiar no poder&#8230;</em></strong></figcaption></figure>



<p>Esse movimento, no entanto, escancara uma ruptura que já não pode mais ser disfarçada: o rompimento com o grupo do ministro Flávio Dino. O acordo original — quase um contrato político — previa que Brandão, eleito vice na chapa de Dino, assumiria o governo e, posteriormente, passaria o bastão a Camarão, permitindo a continuidade do grupo no poder sob nova liderança. Não apenas isso não ocorreu, como o atual governador passou a operar ativamente para esvaziar o espaço político do próprio vice, inclusive com tentativas de redesenho institucional que beiram o casuísmo.</p>



<p>A consequência é um cenário de guerra fria, com episódios cada vez menos discretos. De um lado, Brandão consolida sua base com apoio de prefeitos, deputados e setores da elite política local, valendo-se do controle da máquina e de uma mídia regional amplamente alinhada. De outro, o grupo de Dino — ainda robusto — mantém influência significativa, especialmente por meio de quadros como Camarão e parlamentares leais, além da projeção nacional que o ex-governador conquistou ao chegar ao Supremo Tribunal Federal.</p>



<p>É nesse ponto que a narrativa ganha contornos mais delicados — e perigosos. A insistência de setores ligados ao Palácio dos Leões em sugerir que Flávio Dino atuaria nos bastidores do Supremo Tribunal Federal para influenciar processos envolvendo o governo estadual não apenas tensiona a relação institucional, como flerta com uma retórica que, em outros contextos, já se mostrou corrosiva para a democracia: a deslegitimação preventiva de decisões judiciais.</p>



<p>O pano de fundo dessa disputa é ainda mais sensível diante da existência de um processo sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, relacionado ao episódio do assassinato ocorrido no edifício Tech Office, em março de 2022, em São Luís. Ainda que não haja, até o momento, desfecho que atinja diretamente o governador, a simples tramitação do caso em Brasília adiciona um elemento de imprevisibilidade ao tabuleiro — e serve de combustível para versões, insinuações e disputas narrativas.</p>



<p>O que se observa, portanto, é uma sobreposição de três camadas de conflito:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>A disputa pelo controle da sucessão estadual</strong>, em que Brandão aposta todas as fichas na eleição de Orleans Brandão como forma de perpetuar seu grupo no poder.</li>



<li><strong>O racha com o dinismo</strong>, que transforma antigos aliados em adversários com capacidade real de enfrentamento político e institucional.</li>



<li><strong>A judicialização latente</strong>, que pode, a depender dos desdobramentos no STF, alterar completamente o equilíbrio de forças.</li>
</ol>



<p>Para o eleitor maranhense, o cenário que se desenha está longe de ser trivial. Não se trata apenas de escolher entre nomes, mas de compreender que há um embate estrutural em curso: de um lado, a lógica tradicional de manutenção de poder via controle da máquina; de outro, um grupo que, embora também forjado nas engrenagens do sistema, busca se reposicionar como alternativa após a ruptura.</p>



<p>O desfecho é, neste momento, aberto — mas alguns caminhos são plausíveis.</p>



<p>Se Brandão conseguir manter coesa sua base e blindar-se de eventuais desgastes judiciais, tende a chegar competitivo ao processo eleitoral, com vantagem operacional significativa. Por outro lado, qualquer fissura — seja política, seja jurídica — pode abrir espaço para uma recomposição do grupo de Dino, especialmente se conseguir capitalizar o discurso de “traição” e se apresentar como vítima de um projeto de poder personalista. </p>



<p>Aqui, pode-se adicionar mais um ingrediente: a possibilidade real de que todos esses oposicionistas, ou &#8216;dinistas&#8217;, encontrem abrigo no grupo do ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide, atual líder nas pesquisas eleitorais para governador e que deixou a prefeitura no apagar das luzes da desincompatibilização, para também ser candidato.</p>



<p>No limite, o Maranhão assiste à reedição de um velho enredo da política brasileira: alianças pragmáticas que se desfazem ao primeiro sinal de disputa real por poder, revelando que, por trás dos discursos de continuidade e projeto coletivo, o que prevalece é a lógica crua da sobrevivência política.</p>



<p>E, como quase sempre, quem paga o preço dessa instabilidade não são os protagonistas do embate — mas a população, que segue à margem de decisões tomadas em arenas onde o interesse público costuma ser apenas argumento, nunca prioridade.</p>



<p><strong>José Machado, jornalista</strong></p>



<p><strong>www.maranhaobrasil.com.br</strong></p>



<p></p>
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		<item>
		<title>Empreiteira suspeita de comprar sentenças acumula R$ 1,3 bilhão em obras no MA</title>
		<link>https://www.maranhaobrasil.com.br/empreiteira-suspeita-de-comprar-sentencas-acumula-r-13-bilhao-em-obras-no-ma/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Apr 2026 13:32:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Maranhão]]></category>
		<category><![CDATA[governo]]></category>
		<category><![CDATA[Lucena Enegenharia]]></category>
		<category><![CDATA[MARANHÃO]]></category>
		<category><![CDATA[obras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lucena Infraestrutura Ltda. é investigada pelo TCU por fraude à licitação e, agora, pela Polícia Federal por suposta compra de sentenças Tácito Lorran/Metrópoles Lucena Infraestrutura Ltda, alvo de operação da Polícia Federal (PF) que investiga a venda de sentenças no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), acumula R$ 1,3 bilhão em obras do governo estadual. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Lucena Infraestrutura Ltda. é investigada pelo TCU por fraude à licitação e, agora, pela Polícia Federal por suposta compra de sentenças</strong></p>



<p><strong>Tácito Lorran/Metrópoles</strong></p>



<p>Lucena Infraestrutura Ltda, alvo de operação da Polícia Federal (PF) que investiga a <a href="https://www.metropoles.com/colunas/tacio-lorran/desembargador-do-tjma-vendeu-sentenca-sobre-fazendas-de-r-50-milhoes" target="_blank" rel="noreferrer noopener">venda de sentenças no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA)</a>, acumula R$ 1,3 bilhão em obras do governo estadual. O valor foi levantado pela coluna junto ao portal da transparência do Maranhão. Os dados são de 2022 a 2026.</p>



<p>Já o painel de valores pagos anualmente pela gestão estadual à <a href="https://grupollucena.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Lucena Infraestrutura Ltda</a> revela um crescimento ano após ano, sobretudo a partir de 2021. A empresa saiu de uma receita de R$ 13,6 milhões em 2020 para R$ 439,4 milhões em 2025, o que representa um salto de 3.130% em apenas cinco anos.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-datawrapper wp-block-embed-datawrapper"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted" title="Despesas pagas à Lucena Infraestrutura Ltda pelo governo do Maranhão (2015-2026)" src="https://datawrapper.dwcdn.net/IxrMp/1/#?secret=sVnx2MRgxZ" data-secret="sVnx2MRgxZ" scrolling="no" frameborder="0" height="449"></iframe>
</div></figure>



<p><strong><em>Fonte: Portal da Transparência</em></strong></p>



<p>Uma das principais obras feitas pela Lucena é o prolongamento da Avenida Litorânea, que vai ligar São Luís a São José do Ribamar. Conforme revelou a coluna, o Tribunal de Contas da União (TCU) investiga possível fraude à licitação que beneficiou a empreiteira. O empreendimento custará R$ 235 milhões aos cofres públicos.</p>



<p></p>



<p></p>
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		<title>TJMA: quando a corrupção deixa de ser exceção e passa a ser método</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Apr 2026 21:56:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>As mensagens reveladas pela revista Veja sobre o escândalo no Tribunal de Justiça do Maranhão não expõem apenas mais um caso de suspeita de venda de sentenças. Elas revelam algo mais profundo — e mais inquietante: um sistema que parece ter naturalizado a própria degradação. No centro das conversas, aparece o nome do desembargador Luiz [&#8230;]</p>
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<p>As mensagens reveladas pela revista Veja sobre o escândalo no Tribunal de Justiça do Maranhão não expõem apenas mais um caso de suspeita de venda de sentenças. Elas revelam algo mais profundo — e mais inquietante: um sistema que parece ter naturalizado a própria degradação.</p>



<p>No centro das conversas, aparece o nome do desembargador Luiz de França Belchior Silva, descrito, em diálogos interceptados, de forma quase caricatural — cômica, não fosse trágica — como alguém que “roubava e era roubado”. A frase, que poderia soar como exagero retórico, ganha contornos literais no contexto da investigação conduzida pela Polícia Federal.</p>



<p>Segundo os autos, a própria assessora do magistrado não atuaria apenas como operadora do esquema, mas como uma espécie de agente autônoma dentro dele, também interessada nos ganhos ilícitos. Ou seja: não se trata apenas de corrupção verticalizada, mas de um ambiente onde o desvio se pulveriza — e até se disputa internamente.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="799" height="532" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Desembargador-roubado.webp" alt="" class="wp-image-33743" srcset="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Desembargador-roubado.webp 799w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Desembargador-roubado-400x266.webp 400w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Desembargador-roubado-768x511.webp 768w" sizes="(max-width: 799px) 100vw, 799px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>Desembargador Luiz de França Belchior Silva, caricatura do dito popular: quem rouba do ladrão&#8230;</em></strong></figcaption></figure>



<p>A operação Operação Inauditus, que já havia levado ao afastamento de magistrados, avança agora para um estágio mais delicado: o da exposição pública de como funcionaria, na prática, esse suposto mercado de decisões judiciais.</p>



<p>E aqui reside o ponto mais perturbador. Não é apenas o crime em si que chama atenção — mas a banalização. Em uma das mensagens, um dos interlocutores resume o ambiente com uma expressão seca e devastadora: “só bandido”. Não há indignação institucional, nem disfarce. Há, ao contrário, uma espécie de reconhecimento tácito de que o sistema teria sido capturado por interesses privados.</p>



<p>Esse tipo de revelação desmonta uma das últimas barreiras simbólicas do Estado: a confiança no Judiciário. Diferentemente do Executivo e do Legislativo, cuja disputa política é explícita, o Judiciário se sustenta sobre a premissa da imparcialidade. Quando essa premissa é corroída, o efeito não é apenas jurídico — é civilizatório.</p>



<p>No Maranhão, o episódio ganha contornos ainda mais sensíveis por ocorrer em meio a um cenário político já tensionado, marcado por disputas internas, realinhamentos de poder e crescente judicialização de conflitos políticos. Nesse contexto, a suspeita de que decisões judiciais possam ter sido influenciadas por interesses financeiros lança uma sombra que ultrapassa os limites do tribunal.</p>



<p>A questão que emerge não é apenas quem participou — mas até onde isso vai.</p>



<p>Quantas decisões foram contaminadas?<br>Quantos processos foram desviados de seu curso natural?<br>E, sobretudo, quem se beneficiou desse suposto balcão de negócios travestido de Justiça?</p>



<p>As respostas ainda estão em construção. Mas uma coisa já parece clara: o escândalo não é episódico. Ele é sintomático.</p>



<p>E talvez a frase mais emblemática de toda a investigação — “roubava e era roubado” — não descreva apenas um personagem, mas um modelo. Um retrato de um sistema que, ao perder seus limites, passa a se corroer por dentro.</p>
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		<title>Venda de sentenças volta a abalar credibilidade da Justiça do Maranhão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Apr 2026 16:55:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Corrupção]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Operação Inauditus, deflagrada nesta quarta-feira (1º) pela Polícia Federal, lança uma sombra pesada sobre o Tribunal de Justiça do Maranhão e expõe, mais uma vez, suspeitas de que decisões judiciais — instrumento máximo de garantia de direitos — possam ter sido transformadas em mercadoria de alto valor.</p>
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<p><strong>STJ manda afastar os desembargadores Antônio Pacheco Guerreiro Júnior e Luiz de França Belchior Silva. Guerreiro é reincidente; já estava afastado.</strong></p>



<p>A Operação Inauditus, deflagrada nesta quarta-feira (1º) pela Polícia Federal, lança uma sombra pesada sobre o Tribunal de Justiça do Maranhão e expõe, mais uma vez, suspeitas de que decisões judiciais — instrumento máximo de garantia de direitos — possam ter sido transformadas em mercadoria de alto valor.</p>



<p>O afastamento dos desembargadores Antônio Pacheco Guerreiro Júnior e Luiz de França Belchior Silva, determinado pelo Superior Tribunal de Justiça, não é um fato isolado. No caso de Guerreiro Júnior, o histórico agrava ainda mais o cenário: ele já havia sido alvo de outra operação por suspeitas semelhantes, o que levanta questionamentos inevitáveis sobre a capacidade de depuração interna do próprio Judiciário.</p>



<p>As investigações da PF descrevem um suposto esquema sofisticado e persistente, que operaria com divisão de tarefas e engrenagem bem ajustada: identificação de processos milionários — sobretudo em disputas agrárias —, atuação de intermediários e, por fim, o direcionamento de decisões judiciais. Uma engrenagem onde o tempo do processo deixaria de obedecer à lei para seguir o ritmo do interesse de quem paga.</p>



<p>O caso envolvendo o ex-deputado Manoel Nunes Ribeiro Filho é emblemático. Uma disputa por terras avaliadas em cerca de R$ 50 milhões teria sido “resolvida” mediante o pagamento de R$ 250 mil para reverter uma decisão desfavorável. Se confirmados, os fatos desmontam qualquer narrativa de neutralidade e reforçam a percepção de que, em determinadas circunstâncias, o acesso à Justiça pode ser distorcido por influência econômica.</p>



<p>No centro desse suposto mercado paralelo, aparece a figura do ex-assessor Lúcio Fernando Penha Ferreira, preso na operação. Descrito como operador do esquema, ele simboliza um elo recorrente em investigações desse tipo: o intermediário que transita entre gabinetes, advogados e interesses privados. O apelido de “assessor ostentação”, atribuído nos bastidores, não é apenas folclórico — é sintoma de um padrão de vida que, segundo os investigadores, destoava frontalmente de sua renda oficial.</p>



<p>A Polícia Federal aponta ainda indícios de triangulação financeira e ocultação de recursos, sugerindo que o esquema não apenas vendia decisões, mas também se preocupava em lavar seus rastros. Mesmo após afastamentos pontuais, há suspeitas de que a engrenagem tenha continuado a operar, o que indica um problema menos episódico e mais estrutural.</p>



<p>As medidas determinadas — 25 mandados de busca e apreensão, prisão preventiva, bloqueio de até R$ 50 milhões em bens e restrições diversas aos investigados — dão a dimensão da gravidade do caso. Mas também evidenciam um padrão: operações espetaculares que, não raro, expõem fragilidades institucionais profundas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Os alvos</h2>



<p>Nomes ligados ao Judiciário e ao esquema investigado:<br>• Antônio Pacheco Guerreiro Júnior – desembargador (afastado)<br>• Luiz de França Belchior Silva – desembargador (afastado)<br>• Douglas Lima da Guia – juiz de Direito<br>• Tonny Carvalho Araújo Luz – juiz de Direito<br>• Sumaya Heluy Sancho Rios – ex-assessora<br>• Maria José Carvalho de Sousa Milhomem – assessora<br>• Eduardo Moura Sekeff Budaruiche – assessor<br>• Francisco Adalberto Moraes da Silva – ex-servidor<br>• Karine Pereira Mouchrek Castro – ex-assessora<br>• Ulisses César Martins de Sousa – advogado<br>• Eduardo Aires Castro – advogado<br>• Antônio Edinaldo de Luz Lucena – empresário<br>• Lucena Infraestrutura Ltda – empresa<br>• Manoel Nunes Ribeiro Filho – investigado<br>• Aline Feitosa Teixeira – investigada<br>• Jorge Ivan Falcão Costa – investigado</p>



<p>Em nota, o TJMA afirma colaborar com as investigações e reafirma compromisso com a transparência. É o gesto esperado — mas que, diante da reincidência de suspeitas envolvendo membros da Corte, pode soar insuficiente para conter o desgaste da credibilidade.</p>



<p>Mais do que um escândalo pontual, a Operação Inauditus recoloca em debate um tema sensível: até que ponto mecanismos de controle interno e externo do Judiciário têm sido eficazes para prevenir — e não apenas remediar — desvios de conduta em suas fileiras?</p>



<p>Quando decisões judiciais passam a ser tratadas como ativo negociável, o que está em jogo deixa de ser apenas a lisura de processos específicos. É a própria confiança pública no sistema de Justiça que entra em xeque.</p>
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		<title>Levantamento do Paraná Pesquisa coloca Eduardo Braide à frente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Mar 2026 12:58:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O atual prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD),&#160;lidera a corrida para o governo do Maranhão, em outubro de 2026, seguido de Orleans Brandão (MDB) com, respectivamente, 34,6% e 30,3%, no cenário estimulado. É o que apurou levantamento do Instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta terça-feira. A margem de erro da pesquisa é de 2,8 pontos [&#8230;]</p>
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<p><strong>O atual prefeito de São Luís, Eduardo Braide </strong>(PSD),&nbsp;lidera a corrida para o governo do Maranhão, em outubro de 2026, seguido de <strong>Orleans Brandão</strong> (MDB) com, respectivamente, 34,6% e 30,3%, no cenário estimulado. É o que apurou levantamento do Instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta terça-feira. A margem de erro da pesquisa é de 2,8 pontos percentuais para mais ou para menos, segundo o instituto.</p>



<p>O levantamento do Paraná Pesquisas ouviu também as intenções de voto para as duas cadeiras ao Senado pelo Maranhão. Carlos Brandão (sem partido), Roberto Rocha (sem partido), Weverton Rocha (PDT), André Fufuca (PP) e Roseana Sarney (MDB) são os mais lembrados.</p>



<p>Na sequência para o governo, aparece Lahesio Bonfim (Novo), que registra 16,1%. O vice-governador Felipe Camarão (PT) tem 6,9%. Outros 5,7% dos entrevistados disseram não saber em quem votar, enquanto 6,4% afirmaram que pretendem votar em branco ou anular o voto.</p>



<p>O levantamento ouviu 1.300 eleitores do Estado. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número MA-00634/2026. De acordo com a empresa, o estudo custou R$ 35.000 e foi financiado com recursos próprios.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="957" height="544" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/pesq-cenario-1.webp" alt="" class="wp-image-33446" srcset="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/pesq-cenario-1.webp 957w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/pesq-cenario-1-400x227.webp 400w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/pesq-cenario-1-768x437.webp 768w" sizes="(max-width: 957px) 100vw, 957px" /></figure>



<p><strong>CENÁRIOS DE 2º TURNO</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter"><a href="https://johncutrim.com.br/wp-content/uploads/2026/03/pesquisa-2.jpg"><img decoding="async" src="https://johncutrim.com.br/wp-content/uploads/2026/03/pesquisa-2.jpg" alt="" class="wp-image-74795"/></a></figure>



<p>A pesquisa também simulou cenários de 2º turno. Em um eventual confronto entre Braide e Orleans Brandão, o prefeito de São Luís teria 47,3% das intenções de voto, contra 39,1% do emedebista. Em outro cenário, Orleans Brandão aparece com 47,1%, enquanto Lahesio Bonfim alcança 36,8%.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter"><a href="https://johncutrim.com.br/wp-content/uploads/2026/03/3.jpg"><img decoding="async" src="https://johncutrim.com.br/wp-content/uploads/2026/03/3.jpg" alt="" class="wp-image-74797"/></a></figure>



<p>Quando questionados sobre quem acreditam que vencerá a eleição para o governo estadual, 37,3% dos entrevistados declararam Orleans Brandão como favorito e 35,3% acham que será Eduardo Braide o vencedor.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter"><a href="https://johncutrim.com.br/wp-content/uploads/2026/03/pesquisa-4.jpg"><img decoding="async" src="https://johncutrim.com.br/wp-content/uploads/2026/03/pesquisa-4.jpg" alt="" class="wp-image-74800"/></a></figure>



<p><strong>AVALIAÇÃO DO GOVERNO ESTADUAL</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter"><a href="https://johncutrim.com.br/wp-content/uploads/2026/03/rejeicao.jpg"><img decoding="async" src="https://johncutrim.com.br/wp-content/uploads/2026/03/rejeicao.jpg" alt="" class="wp-image-74801"/></a></figure>



<p>O levantamento também mediu a avaliação da gestão do governador Carlos Brandão (sem partido). Para 11,5% dos entrevistados, a administração é considerada ótima, enquanto 34,1% avaliam como boa. Outros 32,2% classificam o governo como regular. Já 6,8% dizem que a gestão é ruim e 13,2% a consideram péssima.</p>



<p><strong>DISPUTA PELO SENADO</strong></p>



<figure class="wp-block-image aligncenter"><a href="https://johncutrim.com.br/wp-content/uploads/2026/03/senador-1.jpg"><img decoding="async" src="https://johncutrim.com.br/wp-content/uploads/2026/03/senador-1.jpg" alt="" class="wp-image-74798"/></a></figure>



<p>Quanto à disputa pelo Senado, a pesquisa também testou cenários. Em um 1º quadro, com a presença de Carlos Brandão na disputa, o atual governador tem 34,6% das intenções de voto. Ele é seguido por Roberto Rocha (PRD), que aparece com 27,8%, e por Weverton Rocha (PDT), com 20,5%.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter"><a href="https://johncutrim.com.br/wp-content/uploads/2026/03/senador-2.jpg"><img decoding="async" src="https://johncutrim.com.br/wp-content/uploads/2026/03/senador-2.jpg" alt="" class="wp-image-74799"/></a></figure>



<p>Em um 2º cenário, sem a participação de Brandão, Roberto Rocha passa à frente, com 29,2%. Na sequência, aparecem Roseana Sarney (MDB), com 24,4%, e Weverton Rocha, que registra 21,7% das intenções de voto.</p>
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		<title>Maranhão: Renda pouca, propaganda muita!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Feb 2026 01:25:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Super Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[IBGE]]></category>
		<category><![CDATA[MARANHÃO]]></category>
		<category><![CDATA[menor renda]]></category>
		<category><![CDATA[nordeste]]></category>
		<category><![CDATA[renda percapta]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O IBGE divulgou nesta sexta-feira (27) que o rendimento médio nacional domiciliar per capita subiu para R$ 2.316 em 2025, um avanço de 11,9%. No Nordeste, o Rio Grande do Norte lidera a região com R$ 1.819, enquanto o Maranhão registrou o menor valor do Brasil: R$ 1.219. Diferente do discurso do governo, em sua propaganda oficial.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>IBGE divulga renda média per capita no Brasil e, mais uma vez, o Maranhão fica na rabada da fila</strong></p>



<p>O IBGE divulgou nesta sexta-feira (27) que o rendimento médio nacional domiciliar per capita subiu para R$ 2.316 em 2025, um avanço de 11,9%. No entanto, a PNAD Contínua revela que nenhum estado nordestino atingiu dois terços desse valor, evidenciando a persistente desigualdade regional no país. </p>



<p>No Nordeste, o Rio Grande do Norte lidera a região com R$ 1.819, enquanto o Maranhão registrou o menor valor do Brasil: R$ 1.219. Além de medir o bem-estar, esses dados são fundamentais para o cálculo do Fundo de Participação dos Estados (FPE), impactando diretamente o repasse de recursos da União para os governos estaduais. </p>



<p>O dado é oficial. Não é oposição, não é militância, não é narrativa adversária. É o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística quem afirma: o rendimento médio domiciliar per capita do Brasil chegou a R$ 2.316 em 2025. Crescimento de 11,9%. </p>



<p>No Maranhão, porém, o rendimento é de R$ 1.219 — o menor do país.</p>



<p>Isso significa que o maranhense médio vive com pouco mais da metade da renda nacional. Em termos práticos: enquanto o Brasil avança, ainda que modestamente, o Maranhão permanece no rodapé da tabela. Não é um tropeço momentâneo. É uma permanência histórica.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O Nordeste abaixo, o Maranhão no fundo</h2>



<p>A própria PNAD Contínua mostra que nenhum estado nordestino alcança dois terços da média nacional. O melhor desempenho regional é do Rio Grande do Norte (R$ 1.819). Ainda assim, distante do padrão brasileiro. Mas o Maranhão não está apenas abaixo da média nacional. Está abaixo de todos os estados da federação. Isso não é estatística fria. É indicador de fracasso estrutural.</p>



<p>Renda per capita reflete: produtividade econômica; nível de formalização do trabalho; inanismo industrial; capacidade de geração de valor agregado; qualificação da mão de obra. Quando o estado ocupa reiteradamente a última posição, estamos diante de um modelo que não conseguiu romper o ciclo da pobreza.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Dependência crônica</h2>



<p>A renda baixa impacta diretamente o Fundo de Participação dos Estados (FPE). Estados mais pobres dependem mais das transferências da União. O Maranhão é estruturalmente dependente de recursos federais.Essa dependência não é um detalhe contábil. É sinal de fragilidade fiscal e baixa autonomia econômica.</p>



<p>Enquanto outros estados ampliam base industrial, tecnologia, serviços sofisticados, o Maranhão continua ancorado em atividades primárias e baixa agregação de valor.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O contraste com os gastos festivos</h2>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://mahoje.com.br/storage/2026/02/Carnaval4-2.jpg" alt="https://mahoje.com.br/storage/2026/02/Carnaval4-2.jpg"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>Cachês astronômicos para as bandas e cantores de fora&#8230;</em></strong></figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ccv-ma.org.br/app/uploads/2020/02/foto-tambor-20016.jpg" alt="https://ccv-ma.org.br/app/uploads/2020/02/foto-tambor-20016.jpg"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>E o &#8220;troco&#8221; para os grupos de manifestação cultural populares.</em></strong></figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://images.openai.com/static-rsc-1/w-BHxgCtWfRmatsbi_LBG7_uUjmfRLLNutCp8YsfvuablR_cSnku327FEVSDoyNh6D0Pl4w-82S5M0BbNor7_uQetM3MN-RxDQ9fS2w_6PiWn5jldWhOJ84qDHREswRpYZCPciC_H1QhDeKBgjhJuQ" alt="https://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/images/Diversas/MA_IMAT/MA_Tambor_de_Crioula_Edgar_Rocha_8.jpg"/></figure>



<p>Neste cenário, o governador Carlos Brandão autorizou gastos milionários no Carnaval, sob o argumento de geração de emprego e renda.</p>



<p>Eventos culturais têm importância econômica? Sim. Geram renda permanente? Não. O impacto é temporário, concentrado e sazonal. Ambulantes vendem mais por alguns dias. Hotéis registram ocupação maior. Mas nenhum indicador estrutural se altera. O rendimento médio anual não sobe por causa de uma semana de festa.</p>



<p>Quando um estado que lidera o ranking da pobreza investe cifras elevadas em espetáculos importados, a pergunta deixa de ser cultural e passa a ser moral e econômica: qual é a prioridade?</p>



<h2 class="wp-block-heading">A tragédia como sintoma</h2>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://cdn.gazetaweb.com/img/inline/880000/onibus-com-trabalhadores-rurais-tomba-em-rodovia-e-00881372-31c138b3f749b288cc29e964098d0aec.jpg?xid=1923171" alt="https://cdn.gazetaweb.com/img/inline/880000/onibus-com-trabalhadores-rurais-tomba-em-rodovia-e-00881372-31c138b3f749b288cc29e964098d0aec.jpg?xid=1923171"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>Maranhenses deixam casa, família, e partem em busca de trabalho. Muitos só voltam dentro do caixão&#8230;</em></strong></figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://proxy.organicadigital.com/img-3b9539eb4b7badba.png?thumb=1200x630%23" alt="https://proxy.organicadigital.com/img-3b9539eb4b7badba.png?thumb=1200x630%23"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>No acidente recente, maranhenses partiram para a colheita de uva, em Santa Catarina&#8230;</em></strong></figcaption></figure>



<p>O recente acidente rodoviário em São Paulo, que vitimou dezenas de maranhenses a caminho do Sul para a colheita da uva, não é um episódio isolado. É parte de um fenômeno recorrente: migração sazonal por falta de oportunidade local.</p>



<p>Quando cidadãos precisam atravessar milhares de quilômetros para realizar trabalhos temporários e de baixa remuneração, isso revela um dado estrutural: o mercado interno não absorve sua própria força de trabalho.</p>



<p>E muitas dessas migrações terminam em condições degradantes, trabalho análogo à escravidão ou tragédias nas estradas.</p>



<p>Não é destino. É consequência econômica.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Publicidade versus realidade</h2>



<p>Governos divulgam ações. Isso é legítimo. Mas quando o discurso de “atração de investimentos”, “qualificação profissional” e “novo momento econômico” não se traduz em elevação consistente de renda, algo precisa ser confrontado.</p>



<p>Se os investimentos fossem estruturalmente transformadores: a renda subiria acima da média nacional; o estado deixaria a última posição; a migração por sobrevivência diminuiria.</p>



<p>Os dados mostram o contrário.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A pergunta que precisa ser feita</h2>



<p>Quantos anos mais o Maranhão permanecerá na última posição?<br>Quantos ciclos de governo ainda repetirão o mesmo discurso?<br>Quanto da arrecadação pública continuará sendo direcionada para eventos episódicos enquanto os indicadores estruturais permanecem estagnados?</p>



<p>A denúncia aqui não é partidária. É estatística. O IBGE não faz oposição. A renda média não mente. O ranking não é ideológico. Se desenvolvimento fosse real, ele apareceria nos números.</p>



<p>E os números continuam dizendo que o Maranhão segue sendo o estado mais pobre do Brasil em rendimento domiciliar per capita.</p>



<p>Isso não é apenas um dado. É um diagnóstico.</p>
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		<title>Maranhense Edson Araújo movimentou R$ 18 milhões em 6 meses!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Jan 2026 14:17:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[CPMI do INSS]]></category>
		<category><![CDATA[deputado]]></category>
		<category><![CDATA[Edson Araújo]]></category>
		<category><![CDATA[entidade]]></category>
		<category><![CDATA[MARANHÃO]]></category>
		<category><![CDATA[pescadores]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Deputado estadual do PSB-MA, investigado na farra do INSS e que ameaçou CPMI, é vice-presidente da CBPA Andre Shalders/Andreza Matais/Metrópoles Um deputado estadual maranhense do PSB, acusado de ameaçar o vice-presidente da CPMI do INSS, movimentou mais de R$ 18 milhões em apenas seis meses, no começo de 2025. O deputado Edson Júnior (PSB-MA) é [&#8230;]</p>
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<h2 class="wp-block-heading">Deputado estadual do PSB-MA, investigado na farra do INSS e que ameaçou CPMI, é vice-presidente da CBPA</h2>



<p><strong><a href="https://www.metropoles.com/author/andre-shalders">Andre Shalders</a>/Andreza Matais/Metrópoles</strong></p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i.metroimg.com/eUWXZZSFjNtIt556JbX8-A9S1q22t2FpRTHgEtfnwrg/w:900/q:85/f:webp/plain/https://www.metropoles.com/wp-content/uploads/wp-content/uploads/2025/05/02155631/Edson-Araujo.jpg" alt="Foto colorida do deputado estadual Edson Araújo (PSB-MA)."/></figure>



<p>Um deputado estadual maranhense do PSB, acusado de ameaçar o vice-presidente da <a href="https://legis.senado.leg.br/atividade/comissoes/comissao/2794/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>CPMI do INSS</strong></a>, movimentou mais de R$ 18 milhões em apenas seis meses, no começo de 2025. O deputado Edson Júnior (PSB-MA) é vice-presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquacultura (CBPA), uma das entidades investigadas na farra do INSS.</p>



<p>As informações sobre a movimentação financeira de Edson Júnior foram enviadas pela Receita Federal à CPMI do INSS, após o colegiado aprovar a quebra do sigilo fiscal dele em novembro do ano passado. Na ocasião, a CPMI também aprovou a convocação de Edson.</p>



<p>O deputado estadual foi alvo da quarta fase da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal (PF), deflagrada no dia 13 de novembro passado.</p>



<p>A movimentação financeira de Edson Júnior está dividida entre diversas contas, tanto correntes quanto de investimentos. A maior delas movimentou pouco menos de R$ 5 milhões nos primeiros seis meses de 2025.</p>



<p>Por outra conta, passaram R$ 928,9 mil — o valor dos créditos é praticamente igual ao dos débitos. Ambas as contas são de uma agência do Banco do Brasil no bairro Olho d’Água, bairro nobre de São Luís (MA).</p>



<p>A movimentação é incompatível com a renda de Araújo como deputado estadual — em dezembro de 2025, ele recebeu R$ 25,3 mil líquidos da Assembleia Legislativa do Maranhão.</p>



<p>O montante também não é compatível com outros investimentos que ele possa ter. Nas eleições de 2022, ele declarou R$ 939,5 mil em bens, incluindo aplicações financeiras de R$ 544,5 mil.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Ameaças contra correligionário</h3>



<p>No começo de novembro passado, Edson Araújo fez ameaças contra o deputado federal e vice-presidente da CPMI do INSS, Duarte Júnior, também do PSB maranhense.</p>



<p>“Eu passo a semana toda (…) preocupado com o que está acontecendo com a minha esposa, onde minha esposa está, onde meu filho está. Minha esposa está grávida de oito meses, e eu peço muito ajuda de vossas excelências para que eu possa garantir o mínimo de segurança à minha família”, disse Duarte Júnior à época.</p>



<p>Na ocasião, a CPMI do INSS requisitou a proteção da Polícia Legislativa para Duarte Júnior em Brasília e escolta da Polícia Federal no Maranhão.</p>



<p>Duarte Júnior registrou um boletim de ocorrência no qual foram incluídos <a href="https://www.metropoles.com/brasil/veja-prints-da-ameaca-sofrida-pelo-vice-presidente-da-cpmi-do-inss" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>prints (reproduções) das ameaças feitas por Edson Araújo</strong></a>. Na conversa, ele diz: “Ainda vamos nos encontrar”. Depois, confirma que está ameaçando o deputado federal. “Tô (ameaçando), porque você é um m*rda irresponsável”. “Você vai ter que provar tudo o que falou ou vai se arrepender”, disse.</p>



<p>A coluna procurou Edson Araújo para comentários, mas não há resposta até o momento. O espaço segue aberto.</p>



<p>Em maio, a CPMI do INSS revelou que Edson Araújo recebeu R$ 5,4 milhões da Federação das Colônias dos Pescadores do Estado do Maranhão. Os pagamentos foram entre maio de 2023 e maio de 2024. A Federação passou a ser investigada por ter recebido recursos da CBPA, entidade da qual Edson é vice-presidente. A CBPA arrecadou cerca de R$ 99 milhões com os descontos dos benefícios dos aposentados.</p>



<p>Em maio, a CPMI do INSS revelou que Edson Araújo recebeu R$ 5,4 milhões da Federação das Colônias dos Pescadores do Estado do Maranhão. Os pagamentos foram entre maio de 2023 e maio de 2024. A Federação passou a ser investigada por ter recebido recursos da CBPA, entidade da qual Edson é vice-presidente. A CBPA arrecadou cerca de R$ 99 milhões com os descontos dos benefícios dos aposentados.</p>
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		<title>Congresso mandou R$ 26 milhões para Turilândia, onde prefeito, vice e vereadores foram presos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Dec 2025 15:43:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Super Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[emendas parlamentares]]></category>
		<category><![CDATA[MARANHÃO]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Lucas]]></category>
		<category><![CDATA[prefeito]]></category>
		<category><![CDATA[Turilândia]]></category>
		<category><![CDATA[vereadores]]></category>
		<category><![CDATA[vice-prefeita]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Repasses a Turilândia (MA) incluem uma “emenda pix” de R$ 2 milhões no ano passado, do deputado Pedro Lucas Fernandes. Além dele, também destinaram recursos para Turilândia a bancada do Maranhão (R$ 5,3 milhões), a Comissão de Saúde da Câmara (R$ 5,1 milhões) e a senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA), com R$ 1,4 milhão, entre outros. Fernandes publicou nota, tirando o dele da reta.</p>
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<h2 class="wp-block-heading">Repasses a Turilândia (MA) incluem uma “emenda pix” de R$ 2 milhões no ano passado, do deputado Pedro Lucas Fernandes</h2>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://image.metroimg.com/wp-content/uploads/2025/12/3f48d9de-paulo-curio-instagram-edit.jpg" alt="O prefeito foragido de Turilândia (MA), Paulo Curió, com o ex-ministro Juscelino Filho e o deputado Pedro Lucas Fernandes"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>Instagram Paulo Curió / reprodução</em></strong></figcaption></figure>



<p>O Congresso Nacional enviou R$ 26,5 milhões em emendas para a cidade de Turilândia, no Maranhão, desde 2023. No começo desta semana, a Justiça determinou a <a href="https://www.metropoles.com/brasil/prefeito-primeira-dama-e-vereadores-sao-presos-por-desvio-milionario" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>prisão do prefeito, da vice-prefeita, da primeira-dama e de todos os vereadores do município maranhense</strong></a>. A acusação é de que o grupo teria desviado R$ 56,3 milhões por meio de empresas de fachada.</p>



<p>O prefeito de Turilândia, Paulo Curió (União), ficou foragido, mas já se entregou e está recolhido à Penitenciária de Pedrinhas, depois que, na segunda-feira (22), o Ministério Público do Maranhão (MPMA) deflagrou a operação Tântalo II e a Justiça mandou  prender, além do prefeito,  a vice-prefeita, Tânya Mendes (PRD), a primeira dama, Eva Curió, a ex-vice prefeita e decretou prisão preventiva de todos os 11 vereadores da cidade, do contador da prefeitura, empresários e agentes públicos</p>



<p>“Na Câmara, todos os vereadores faziam parte do esquema, recebendo dinheiro desviado diretamente ou por meio de parentes”, afirmou o promotor do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MPMA, Fernando Berniz.</p>



<p>Segundo os investigadores, a quadrilha usava empresas de fachada para desviar o dinheiro, principalmente das áreas de saúde e assistência social.</p>



<p>Além dos R$ 26,5 milhões enviados em emendas parlamentares, Turilândia também recebeu outros R$ 13,9 milhões em verbas do Executivo federal. A maior parte desses recursos veio de repasses do Ministério da Saúde e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).</p>



<p>Ao todo, Turilândia recebeu cerca de R$ 40,5 milhões em recursos públicos federais desde 2023.</p>



<p>Dentro das emendas parlamentares, quem mais enviou recursos para Turilândia foi o deputado Pedro Lucas Fernandes (União-MA), com R$ 9,9 milhões. No ano passado, Fernandes destinou uma “emenda pix” de R$ 2 milhões para a prefeitura de Turilândia. Ele é aliado do prefeito Paulo Curió. Fernandes também mandou R$ 5,3 milhões para o custeio da saúde local.</p>



<p>Além de Pedro Lucas Fernandes, também destinaram recursos para Turilândia a bancada do Maranhão (R$ 5,3 milhões), a Comissão de Saúde da Câmara (R$ 5,1 milhões) e a senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA), com R$ 1,4 milhão, entre outros. Ela assumiu o mandato após Flávio Dino ser nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal.</p>



<p>Após a publicação da reportagem, Pedro Lucas Fernandes enviou nota rejeitando “qualquer insinuação de associação irregular ou indevida”, e dizendo apoiar “que todas as apurações sejam conduzidas pelos órgãos competentes, com rigor, transparência e responsabilidade”. Leia a nota na íntegra abaixo.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Turilândia: 13ª cidade mais pobre do país</h3>



<p>Turilândia é uma das cidades mais pobres do país, com PIB <em>per capita</em> de <a href="https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ma/turilandia/panorama" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>apenas R$ 8,8 mil em 2023, segundo o IBGE</strong></a>. O indicador faz de Turilândia o 13º município mais pobre do país.</p>



<p>Ainda segundo o IBGE, apenas 0,48% das residências de Turilândia dispunham de saneamento básico em 2022. Só 2,8% das vias públicas da cidade eram urbanizadas, em 2010.</p>



<p>De outro lado, a cidade somava apenas 915 postos de trabalho formal em 2023, e 54% das pessoas integravam famílias com renda per capita abaixo de meio salário mínimo, em 2010. Já a taxa de mortalidade infantil, em 2023, era de 19,8 por mil nascidos vivos — quase o dobro da média brasileira, de 12,5.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Pedro Lucas Fernandes nega irregularidades</h3>



<p>Em nota, o deputado Pedro Lucas Fernandes disse que seu papel se resume a enviar os recursos para a cidade, e que cabe ao município zelar pela boa aplicação do dinheiro das emendas. O deputado disse ainda apoiar as investigações e rechaçou “qualquer insinuação de associação irregular ou indevida”.</p>



<p><strong>Leia abaixo a íntegra da nota:</strong></p>



<p>“<em>Diante de matérias veiculadas pelo site Metrópoles que mencionam meu nome em relação ao município de Turilândia/MA, esclareço à população do Maranhão e à imprensa que:</em></p>



<p><em>• Cumpro regularmente meu dever como deputado federal ao destinar recursos públicos para beneficiar diretamente a população, atendendo demandas apresentadas pelos municípios e suas comunidades;</em></p>



<p><em>• A destinação de emendas ocorre exclusivamente para municípios regularmente adimplentes, que apresentam certidões válidas junto aos órgãos estaduais e federais. Não são enviados recursos a municípios em situação irregular;</em></p>



<p><em>• A execução, gestão e prestação de contas dos recursos são de responsabilidade exclusiva do Poder Executivo municipal, conforme determina a legislação vigente;</em></p>



<p><em>• A fiscalização da correta aplicação dos recursos cabe aos órgãos de controle, especialmente os Tribunais de Contas;</em></p>



<p><em>• Minha relação com prefeitos e lideranças locais é estritamente institucional e política, voltada à melhoria das condições de vida da população;</em></p>



<p><em>• Rejeito de forma categórica qualquer insinuação de associação irregular ou indevida e apoio integralmente que todas as apurações sejam conduzidas pelos órgãos competentes, com rigor, transparência e responsabilidade, para que a população não seja prejudicada”.</em></p>



<p><strong>Com informações de Andreza Matais/André Shalders/Metrópoles</strong></p>



<p></p>
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