O Grupo Mateus, terceira maior rede varejista do Brasil, encerrou a operação de 28 de suas lojas no primeiro semestre de 2026 em seis estados das regiões Norte e Nordeste: Maranhão, Pará, Piauí, Ceará, Sergipe e Bahia.
A redução logística foi equivalente a 6.673 demissões, e o quadro de funcionários da empresa caiu de 47,9 mil para 41,2 mil no primeiro trimestre de 2026, queda de 13,9%
Segundo o grupo, a reorganização foi motivada por “eficiência operacional” e “controle de despesas”.
No período, o grupo, que atua no Maranhão, Pará, Piauí, Ceará, Pernambuco, Bahia, Sergipe, Alagoas, Paraíba e Tocantins, com operações em supermercados, atacarejo, móveis, eletrodomésticos e e-commerce, também inaugurou quatro novas lojas.
Em 2025, o faturamento do grupo foi de cerca de R$ 43,5 bilhões, atrás apenas de Carrefour e Assaí no Ranking da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) de 2026, elaborado em parceria com a NielsenIQ.
No primeiro trimestre de 2026, a companhia registrou receita líquida de R$ 9,4 bilhões, alta de 12,9% na comparação anual, mas o lucro líquido caiu para R$ 212,9 milhões, recuo de aproximadamente 22% em relação ao mesmo período de 2025, afetado pela deflação no valor dos alimentos e por condições mais restritivas de crédito.
No primeiro trimestre, as vendas nas mesmas lojas do Grupo Mateus recuaram 7,3%.
Em 2025, o grupo concluiu a substituição da bandeira Mix Mateus pela marca Novo Atacarejo nas unidades de Pernambuco, Paraíba e Alagoas, a fim de unificar a operação das redes em uma parceria instituída em julho daquele ano.
O varejo alimentar brasileiro movimentou R$ 1,145 trilhão em 2025, de acordo com o Ranking ABRAS 2026, equivalente a aproximadamente 9% do PIB nacional.
Segundo o grupo, parte do desempenho foi afetada pelo impacto da deflação de commodities alimentares nas vendas, com a queda nos preços nominais das mercadorias devido às boas safras e à redução dos fretes, motivada pela expansão dos combustíveis.
De acordo com o IBGE, a indústria de alimentos deflacionou 10,47% em 2025, e o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor) de setembro foi o mais baixo desde 1998. A alimentação no domicílio puxou o índice, com queda de 0,70% no valor do consumo domiciliar de alimentos.
Entre os itens mais baratos, destacaram-se a cebola, a batata, o óleo de soja, o filé mignon, o frango, o feijão, o café moído e algumas frutas.
Em 2025, o Brasil registrou a maior deflação da economia em três anos, com queda nos preços dos alimentos, de 0,46%, e da conta de luz, de 4,21%.







