Levantamento divulgado nesta quarta mostra evolução positiva da avaliação entre mulheres, jovens, mais pobres, menos escolarizados e evangélicos
Por José Benedito da Silva /VEJA
A popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva melhorou em setores estratégicos do eleitorado, segundo levantamento Genial/Quaest feito entre 5 e 8 de junho e divulgado nesta quarta-feira, 10. A pesquisa foi a primeira feita após a ameaça de novos tarifaços pelo governo dos Estados Unidos ao Brasil.
No geral, a aprovação ao governo Lula pouco mudou: a desaprovação oscilou um ponto para baixo e a aprovação, um ponto para cima, configurando empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A taxa de aprovação é a melhor desde janeiro deste ano.

Aprovação – Lula – Quaest – junho 2026 (Genial/Quaest/Divulgação)
O maior avanço de Lula se deu entre os chamados eleitores independentes, onde a aprovação ao governo petista subiu quatro pontos e a desaprovação recuou cinco (veja quadro abaixo).

Na avaliação por escolaridade, o presidente também subiu cinco pontos percentuais na avaliação de sua gestão entre os eleitores que possuem até ensino fundamental, uma faixa do eleitorado que é tratada como prioridade pelo petista.

Aprovação de Lula por faixa de renda – Quaest – junho de 2026Também houve uma melhora significativa entre o eleitorado mais jovem, onde Lula e a esquerda perderam tração nos últimos anos. A desaprovação nesse setor caiu cinco pontos, enquanto a aprovação oscilou dois pontos para cima.

Outra faixa onde Lula vinha perdendo tração, o eleitorado feminino, deu uma boa notícia ao petista. Após a desaprovação ter superado, de forma inusual, a aprovação em março e abril, as curvas se inverteram no levantamento atual: agora 49% aprovam o mandato atual, enquanto 44% o desaprovam.

Entre as regiões, Lula conseguiu avançar no Sudeste (aprovação foi de 40% para 43% e a desaprovação caiu de 54% para 51%). Também houve uma melhora nas regiões Norte/Centro-Oeste. A região Sul continua sendo a mais desfavorável para o petista: 63% desaprovam o seu trabalho, uma oscilação negativa de dois pontos percentuais em relação ao último levantamento.

Outro segmento crítico para Lula, o evangélico, continua desfavorável ao petista, mas houve uma pequena melhora. A taxa daqueles que desaprovam o seu trabalho caiu de 65% para 60%, enquanto a dos que aprovam foi de 30% para 35%.

A aprovação também melhorou em outro eleitorado tradicional do petista, os dos que ganham até dois salários mínimos: passou de 54% para 59%, enquanto a desaprovação foi de 40% para 36%.

Entre os pontos que influenciaram a melhora da avaliação, segundo a Genial/Quaest, estão o lançamento do Desenrola (renegociação de dívidas) — 71% consideram que o programa fez diferença significativa ou provocou pequena melhora na renda. A ampliação da isenção de imposto de renda para quem ganha até cinco salários mínimos, em vigor desde janeiro, também mostrou que começa a dar retorno positivo ao governo.
Também contribuíram para a melhora da avaliação o comportamento do governo e da oposição diante das ameaças de tarifaço pelo governo dos Estados Unidos.
Pesquisa
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07661/2026. Foram entrevistados presencialmente 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais. A margem de erro estimada é…
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