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São Luís (MA), 5 de junho de 2026

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Dino defende colegas de STF do pedido de indiciamento em CPI do Crime Organizado

“Atualmente há, por parte de alguns, o equívoco de apontar o STF como o ‘maior problema nacional'”, protestou o ministro do Supremo em rede social

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino (foto) publicou um texto em defesa dos colegas de tribunal incluídos no relatório final da CPI do Crime Organizado.

O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), pediu o indiciamento dos ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do procurador-geral Paulo Gonet, pela atuação ou omissão no caso do Banco Master.

Ele não mencionou diretamente os pedidos de indiciamento nem a CPI do Crime Organizado.

“É um imenso erro”

Segundo o ministro, “é uma irresponsabilidade investigar o crime organizado e não tratar sobre milicianos, traficantes de drogas, vendedores de armas ilegais, garimpos ilegais, facções que controlam territórios, matadores e pistoleiros etc”.

“Atualmente há, por parte de alguns, o equívoco de apontar o STF como o “maior problema nacional”. É um imenso erro, para dizer o mínimo. Friso: gigantesco erro histórico, que exige uma melhor reflexão quanto às consequências”, criticou Dino, acrescentando:

“Críticas e investigações devem ser feitas, sem dúvida. Mas com respeito à dignidade das pessoas e com preservação das instituições da democracia, pois sem elas não existem direitos fundamentais nem futuro para a Nação.

Infelizmente a minha condição de magistrado me impede de escrever mais sobre o tanto que o STF fez e está fazendo no combate ao crime organizado. Não me cabe falar, mas está nos autos.

Contudo, posso e devo registrar a minha SOLIDARIEDADE PESSOAL aos colegas alvo de injustiças.

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