
O presidente Lula comentou e repudiou os ataques à Venezuela. Sem citar os Estados Unidos, ele disse que os bombardeios e a prisão de Maduro e sua esposa “ultrapassam uma linha inaceitável”.
O que aconteceu
Ataque é “afronta gravíssima” à soberania da Venezuela, afirma Lula. Segundo o brasileiro, ação é “mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”.
Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo.
Lula, em publicação no X:
Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional. Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo. A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões. A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz. A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação.
Governo Lula fará reunião emergencial
Mauro Vieira interrompeu suas férias para voltar a Brasília e participar de uma reunião emergencial sobre o ataque. Ele se ausentou do cargo no dia 21 de dezembro e voltaria a trabalhar no dia 6, segundo publicação no Diário Oficial da União.
Conversa com ministros brasileiros será sediada no Palácio do Itamaraty. Não há detalhes sobre como o presidente Lula, que está no Rio de Janeiro, participará da reunião







