Senador foi alvo de busca e apreensão na nona fase da Operação Sem Desconto, que investiga descontos indevidos de beneficiários do INSS
O senador Weverton Rocha (PDT-MA) teria sido o responsável por formular demandas, indicar beneficiários, cobrar pagamentos e acompanhar repasses em uma estrutura de lavagem de dinheiro ligada ao esquema de descontos associativos do INSS. A informação consta na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve sigilo retirado nesta terça-feira (4/8).
“Nesse arranjo investigativo, a autoridade policial situa WEVERTON ROCHA como o responsável por formular demandas, indicar beneficiários, cobrar pagamentos, acompanhar repasses, tratar de imóveis, orientar providências e interferir em decisões patrimoniais”, diz trecho do documento.
Os policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Maranhão. O advogado Willer Tomaz também está entre os alvos.
“Por sua vez, WILLER TOMAZ DE SOUZA é apontado como personagem de sustentação, associado a empresas, imóveis, aeronaves, pilotos, funcionários, operadores financeiros e interlocutores políticos”, diz o documento.
Segundo a Polícia Federal, as investigações avançaram após a identificação de indícios de movimentações financeiras e patrimoniais que, em tese, teriam sido realizadas com o uso de pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias de terceiros, estruturas empresariais e operações com dinheiro em espécie, com o objetivo de ocultar a origem e a destinação dos recursos.
Defesa de Willer
Em nota, o advogado e empresário Willer Tomaz afirmou que “a diligência de busca e apreensão a que foi submetido nesta manhã decorre exclusivamente do fato de ser proprietário da aeronave utilizada, em caráter estritamente particular, pelo senador Weverton Rocha em viagem já de conhecimento público. Willer Tomaz não é investigado no âmbito da Operação Sem Desconto e não possui qualquer vínculo com o esquema de fraudes em descontos previdenciários apurado pela Polícia Federal”.







