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São Luís (MA), 5 de julho de 2026

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Identificação ideológica: direita supera esquerda pela primeira vez desde 2014

Os brasileiros voltaram a se identificar majoritariamente com a direita, segundo pesquisa do Datafolha divulgada neste final de semana. De acordo com o levantamento, 44% dos brasileiros com 16 anos ou mais se enquadram na direita ou centro-direita, enquanto 39% se identificam com a esquerda ou centro-esquerda. Além disso, 17% foram classificados como de centro

Os brasileiros voltaram a se identificar majoritariamente com a direita, segundo pesquisa do Datafolha divulgada neste final de semana.

De acordo com o levantamento, 44% dos brasileiros com 16 anos ou mais se enquadram na direita ou centro-direita, enquanto 39% se identificam com a esquerda ou centro-esquerda. Além disso, 17% foram classificados como de centro.

Cenário de inversão

O cenário representa uma inversão em relação a 2022, quando, durante o governo de Jair Bolsonaro, a esquerda somava 49% e a direita, 34%.

Segundo o instituto, esta é a primeira vez desde 2014 que a direita aparece numericamente à frente da esquerda. Naquele ano, durante o governo Dilma Rousseff (PT), a direita reunia 45% dos entrevistados, enquanto a esquerda registrava 35%.

A classificação não se baseia apenas na autodeclaração política. Para chegar ao resultado, o Datafolha aplicou um conjunto de perguntas sobre valores sociais, culturais, políticos e econômicos.

Outras questões ideologicas

Ao todo, foram dez questões sobre comportamento, envolvendo temas como armas, pobreza, criminalidade, homossexualidade e religião, além de outras seis perguntas sobre economia, relacionadas a impostos e legislação trabalhista.

Entre os destaques do levantamento, houve mudança relevante na percepção sobre a pobreza. A parcela que atribui a pobreza à “preguiça de pessoas que não querem trabalhar” passou de 22% para 40%. Já aqueles que associam o problema à falta de oportunidades iguais caíram de 76% para 58%, embora ainda sejam maioria.

O perfil ideológico também varia por gênero. Entre os homens, 50% foram classificados à direita e 33% à esquerda. Já entre as mulheres, a esquerda aparece à frente, com 44%, enquanto a direita soma 37%.

Metodologia

A pesquisa foi realizada presencialmente nos dias 17 e 18 de junho, com 2.004 eleitores de 16 anos ou mais em 139 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-09956/2026.

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