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	<title>Exibindo: recursos públicos | Maranhão Brasil</title>
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	<title>Exibindo: recursos públicos | Maranhão Brasil</title>
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		<title>Turilândia e o milagre da divisão do que é público — para o privado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Dec 2025 18:23:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em Turilândia, no interior do Maranhão, a pobreza sempre foi abundante. O que nunca se imaginou é que, em meio a índices sociais miseráveis, o município conseguiria produzir tamanha riqueza — ainda que concentrada em mãos muito específicas. O milagre, como revelou o Ministério Público, não era econômico nem divino. Era administrativo.</p>
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<p><strong>Um episódio sem precedentes na história da corrupção maranhense</strong> </p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="640" height="458" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Prefeito-Curio-e-esposa-1c.jpg" alt="" class="wp-image-32898" style="width:738px;height:auto" srcset="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Prefeito-Curio-e-esposa-1c.jpg 640w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Prefeito-Curio-e-esposa-1c-400x286.jpg 400w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>O prefeito Curió e a primeira dama: dividindo com a cúpula o que não era deles &#8211; os recursos do povo&#8230;</em></strong></figcaption></figure>



<p>Em Turilândia, no interior do Maranhão, a pobreza sempre foi abundante. O que nunca se imaginou é que, em meio a índices sociais miseráveis, o município conseguiria produzir tamanha riqueza — ainda que concentrada em mãos muito específicas. O milagre, como revelou o Ministério Público, não era econômico nem divino. Era administrativo.</p>



<p>A cidade, com seus pouco mais de 31 mil habitantes e carências históricas em praticamente todas as áreas, tornou-se cenário de uma experiência inédita: <strong>uma prefeitura sem oposição interna</strong>, uma Câmara Municipal em perfeita harmonia e um erário público tratado como buffet livre. Nada de conflitos ideológicos, nada de divergências políticas. Em Turilândia, todos estavam de acordo — especialmente na hora de dividir.</p>



<p>A Operação Tântalo II, deflagrada pelo Gaeco, funcionou como aquele momento em que a conta chega e alguém lembra que o cartão não é infinito. Foram 51 mandados de busca, 21 prisões e a descoberta de um rombo superior a <strong>R$ 56 milhões</strong> — valor que, para um município pobre, soa como ficção científica. Em São Luís, em apenas um endereço, quase <strong>R$ 2 milhões em dinheiro vivo</strong> foram apreendidos. O cofre municipal, ao que tudo indica, resolveu circular.</p>



<p>O prefeito <strong>Paulo Curió</strong>, líder da confraria, decidiu inicialmente praticar o esporte preferido de gestores flagrados: a fuga temporária. Dois dias depois, entregou-se, talvez cansado da adrenalina ou convencido de que a prefeitura já não estava funcionando como antes. Com ele, seguiram para a lista dos investigados a vice, a ex-vice, empresários, servidores, vereadores e o contador — porque toda organização respeitável precisa de alguém que saiba fazer conta.</p>



<p>Mas o enredo ganhou status de tragicomédia quando surgiu a figura da <strong>primeira-dama</strong>, apontada como a gerente financeira do esquema. Segundo as investigações, <strong>Eva Curió</strong> não apenas organizava a distribuição dos recursos desviados como utilizava o cartão corporativo da prefeitura para resolver pendências acadêmicas — como mensalidades atrasadas de uma faculdade de Medicina em São Paulo. Afinal, quem nunca usou dinheiro público para investir na própria formação?</p>



<p>Eva também administraria as despesas domésticas do casal, pagaria escolas, contas privadas e ainda teria providenciado um <strong>carro de luxo</strong> como presente familiar. Turilândia pode até carecer de saneamento, saúde e infraestrutura, mas nunca faltou carinho entre os seus governantes.</p>



<p>Na Câmara Municipal, o clima era de unanimidade. Segundo o Ministério Público, <strong>todos os vereadores participavam do esquema</strong>, recebendo diretamente ou por intermédio de parentes. Um raro exemplo de união política no Brasil. Tão rara que a Justiça, preocupada com a governabilidade, decidiu converter as prisões preventivas em domiciliar ou tornozeleira eletrônica. Afinal, prender todo mundo poderia atrapalhar o funcionamento da máquina pública — ainda que ela estivesse funcionando para outros fins.</p>



<p>O nome da operação, <strong>Tântalo</strong>, caiu como uma luva. Na mitologia grega, o personagem era condenado a ver água e frutos ao alcance das mãos, sem jamais poder tocá-los. Em Turilândia, a população vê contratos, licitações, cifras milionárias e promessas — mas continua sem beber da fonte nem colher os frutos. A punição, neste caso, não é mitológica. É cotidiana.</p>



<p>Agora, com parte da elite política local alojada no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, resta ao município esperar que o fim da festa resulte, ao menos, em alguma lição. Porque, se em Turilândia a pobreza sempre foi pública, a riqueza — como se descobriu — era muito bem privatizada.</p>
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		<title>Prefeito se entrega à polícia após ser pego em desvio milionário de recursos públicos em Turilândia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Dec 2025 19:10:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[Super Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Gaeco]]></category>
		<category><![CDATA[operação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Paulo Curió (União Brasil), que estava foragido, se entregou à polícia. Segundo o Ministério Público do Maranhão, esquema milionário envolvia a participação de quase todos os políticos no município.</p>
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<p><strong>Paulo Curió (União Brasil), que estava foragido,  entregou-se à polícia. Segundo o Ministério Público do Maranhão, esquema milionário envolve a participação de quase todos os políticos no município.</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" width="253" height="148" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Dinheiro-vivo-1c.jpg" alt="" class="wp-image-32886" style="aspect-ratio:1.709469410024465;width:736px;height:auto"/></figure>



<p>O prefeito de <a class="" href="https://g1.globo.com/ma/maranhao/cidade/turilandia/">Turilândia</a>, Paulo Curió (<a class="" href="https://g1.globo.com/politica/partido/uniao-brasil/">União Brasil</a>), se entregou à polícia em <a class="" href="https://g1.globo.com/ma/maranhao/cidade/sao-luis/">São Luís</a>, na manhã desta quarta-feira (24), após ficar dois dias foragido. Segundo o Ministério Público do Maranhão, todos os vereadores e um ex-vereador do município são investigados por integrar um esquema de desvio de recursos públicos, mas nem todos tiveram mandados de prisão expedidos.</p>



<p>Além do prefeito, outros investigados também se apresentaram à polícia. Entre eles estão a primeira-dama do município, Eva Curió; a ex-vice-prefeita Janaina Lima e o marido dela, Marlon Serrão; além do contador da prefeitura, Wandson Jhonathan Barros. Segundo o Ministério Público do Maranhão, os envolvidos integram uma organização criminosa responsável por desviar recursos públicos do município.</p>



<p><a class="" href="https://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2025/12/22/operacao-investiga-desvio-de-mais-de-r-56-milhoes-e-mira-prefeito-e-vereadores-em-turilandia.ghtml">A <strong>Operação Tântalo II</strong>, deflagrada na última segunda-feira (22)</a>, investiga o desvio de mais R$ 56 milhões que envolve empresas criadas de forma fictícia pelo prefeito e seus aliados, o que inclui os 11 vereadores de Turilândia, a atual vice,além da ex-vice-prefeita, servidores públicos, empresários e outros agentes políticos.</p>



<p>&#8220;Na Câmara, todos os vereadores faziam parte do esquema, recebendo dinheiro desviado diretamente ou através de parentes&#8221;, afirmou o promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), Fernando Berniz.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://s2-g1.glbimg.com/k37rVBOH3gR-P7bDBW8s7lZGTJQ=/0x0:1920x1080/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/A/U/w1Hw70RG6OYcTBnvMn8w/camara-turilandia.jpg" alt="Tânia Mendes (vice-prefeita) e 11 vereadores de Turilândia estão envolvidos em desvios de dinheiro público, segundo o MP-MA — Foto: Divulgação/Câmara de Turilândia"/></figure>



<p><strong><em>Tânia Mendes (vice-prefeita) e 11 vereadores de Turilândia estão envolvidos em desvios de dinheiro público, segundo o MP-MA — Foto: Divulgação/Câmara de Turilândia</em></strong></p>



<p>Após ser preso, Paulo Curió e a vice, Tânia Mendes, serão encaminhados para a Unidade Prisional de Ressocialização de Pedrinhas, em São Luís, para cumprir prisão preventiva. Já os vereadores tiveram a prisão preventiva convertida para domiciliar ou uso de tornozeleira eletrônica.</p>



<p>&#8220;A Justiça preferiu transformar as prisões dos vereadores em domiciliar ou tornozeleira para não interromper as atividades em Turilândia, já que agora o presidente da Câmara terá que assumir o cargo de prefeito&#8221;, explicou o promotor Fernando.</p>



<p>Ao todo, foram cumpridos 51 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão em São Luís, Paço do Lumiar, Santa Helena, Pinheiro, Barreirinhas, Governador Nunes Freire, Vitória do Mearim, Pedro do Rosário, São José de Ribamar e Presidente Sarney. A ação é um desdobramento da <a class="" href="https://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2025/02/25/gaeco-cumpre-mandados-de-busca-e-apreensao-durante-operacao-que-apura-irregularidades-em-contratos-feitos-pelo-municipio-de-turilandia.ghtml">Operação Tântalo, realizada pelo GAECO em fevereiro deste ano.</a></p>



<p>De acordo com procedimento investigatório instaurado no GAECO, há indícios da prática dos crimes de organização criminosa, fraude à licitação, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro. As irregularidades teriam ocorrido durante a gestão do prefeito Paulo Curió, entre 2021 e 2025.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como funcionava o esquema</strong></h2>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://s2-g1.glbimg.com/u1wDnFqx2CPVdYXo3Cv5UcDrt1Y=/0x0:1920x1080/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/k/D/U5LTYdStS7ivJfklzIHQ/copia-de-montagens-1920-x-1080-px-1-.jpg" alt="Vice-prefeita Tânia Mendes e cinco vereadores são presos em operação que investiga desvio de mais de R$ 56 milhões em Turilândia — Foto: Reprodução/Redes Sociais"/></figure>



<p>Vice-prefeita Tânia Mendes e cinco vereadores são presos em operação que investiga desvio de mais de R$ 56 milhões em Turilândia — Foto: Reprodução/Redes Sociais</p>



<p>De acordo com as investigações, a organização criminosa era liderada pelo prefeito Paulo Curió, com o apoio da vice-prefeita Tânia Mendes e da ex-vice-prefeita Janaína Lima. O esquema foi montado através de contratos fraudulentos com empresas de fachada.</p>



<p><strong>Entre as empresas envolvidas estão:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Posto Turi</li>



<li>SP Freitas Júnior Ltda</li>



<li>Luminer Serviços Ltda</li>



<li>MR Costa Ltda</li>



<li>AB Ferreira Ltda</li>



<li>Climatech Refrigeração e Serviços Ltda</li>



<li>JEC Empreendimentos</li>



<li>Potencial Empreendimentos e Cia Ltda</li>



<li>WJ Barros Consultoria Contábil</li>



<li>Agromais Pecuária e Piscicultura Ltda</li>
</ul>



<p>As empresas foram usadas como &#8220;laranjas&#8221; para desviar dinheiro dos cofres públicos. O prefeito Curió e diversos vereadores da cidade se beneficiaram do esquema, recebendo dinheiro tanto em contas pessoais quanto através de familiares.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quem são os alvos?</h2>



<p>A ex-vice-prefeita Janaína Lima e seu marido, Marlon Zerrão, que é tio da atual vice-prefeita, Tânia Mendes, tiveram um papel central no desvio de recursos. O Posto Turi, de propriedade de Marlon Zerrão, recebeu <strong>R$ 17.215.000,00</strong> dos cofres públicos de Turilândia, segundo o MP-MA.</p>



<p>Janaína e Marlon firmaram um acordo com o prefeito Paulo Curió para reter 10% dos valores dos contratos do Posto Ture. Esse valor era destinado ao pagamento da faculdade de medicina de Janaína Lima, <strong>enquanto os 90% restantes eram entregues ao prefeito ou a quem ele indicasse</strong>.</p>



<p>Além disso, o Posto Ture foi usado para emitir notas fiscais falsas, com o objetivo de fraudar o pagamento de contratos públicos.</p>



<p>Segundo a investigação, a atual vice-prefeita, Tânia Mendes, e seu marido, Ilan Alfredo Mendes, são investigados por receber valores de empresas contratadas pelo município, incluindo valores relacionados à venda de notas fiscais falsas.</p>



<p>Ainda de acordo com a investigação, ela entrou para a chapa eleitoral com o objetivo de manter a influência de seu tio, Marlon Zerrão, que tinha uma forte ligação com o prefeito Paulo Curió.</p>



<p><strong>Informações do G1 Maranhão</strong></p>



<p></p>
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