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	<title>Exibindo: economia | Maranhão Brasil</title>
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	<title>Exibindo: economia | Maranhão Brasil</title>
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		<title>&#8220;Pix é do povo brasileiro&#8221;, defende o presidente Lula diante das críticas de Trump</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Apr 2026 20:11:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Documento da gestão Trump divulgado nesta quarta (1º) apontou o PIX como um sistema prejudicial às gigantes de cartão de crédito. Durante discurso na Bahia, presidente foi orientado por ministro da Secom a falar sobre o mecanismo de pagamentos instantâneos. (G1) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (2) que &#8220;ninguém&#8221; [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.maranhaobrasil.com.br/pix-e-do-povo-brasileiro-defende-o-presidente-lula-diante-das-criticas-de-donald-trump/">&#8220;Pix é do povo brasileiro&#8221;, defende o presidente Lula diante das críticas de Trump</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.maranhaobrasil.com.br">Maranhão Brasil</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Documento da gestão Trump divulgado nesta quarta (1º) apontou o PIX como um sistema prejudicial às gigantes de cartão de crédito. Durante discurso na Bahia, presidente foi orientado por ministro da Secom a falar sobre o mecanismo de pagamentos instantâneos.</strong> (G1)</p>



<p>O presidente <a href="https://g1.globo.com/tudo-sobre/luiz-inacio-lula-da-silva/" class="">Luiz Inácio Lula da Silva</a> (<a href="https://g1.globo.com/politica/partido/pt/" class="">PT</a>) afirmou nesta quinta-feira (2) que &#8220;ninguém&#8221; vai fazer o governo brasileiro mudar o PIX. O petista deu a declaração durante visita a obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de <a href="https://g1.globo.com/ba/bahia/cidade/salvador/" class="">Salvador</a>, na Bahia.</p>



<p>O presidente fez o comentário após citar um relatório, divulgado pelo governo <a class="" href="https://g1.globo.com/tudo-sobre/donald-trump/">Donald Trump</a> nesta quarta-feira (1º), que, mais uma vez, <a class="" href="https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/04/02/governo-trump-diz-que-pix-cria-desvantagem-para-gigantes-de-cartao-de-credito.ghtml">apontou o PIX como um sistema prejudicial às gigantes de cartão de crédito</a>, como Visa e Mastercard (<a class="" href="https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/04/02/ninguem-vai-fazer-a-gente-mudar-o-pix-diz-lula-ao-comentar-relatorio-dos-eua-com-criticas-a-ferramenta.ghtml#1"><em>leia mais aqui</em></a>).</p>



<p>&#8220;Os Estados Unidos fizeram um relatório nesta semana sobre o PIX, disseram que o PIX distorce o comércio internacional, porque o PIX acho que cria problema para a moeda deles&#8221;, introduziu <a class="" href="https://g1.globo.com/politica/politico/lula/">Lula</a>.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>&#8220;O que é importante a gente dizer para quem quiser nos ouvir. O PIX é do Brasil, e ninguém vai fazer a gente mudar o PIX pelo serviço que ele está prestando à sociedade brasileira&#8221;, completou o petista.</p>
</blockquote>



<p>Na sequência, Lula disse que o governo brasileiro, por própria iniciativa, pode até &#8220;aprimorar o PIX, para que, cada vez mais, ele possa atender às necessidades de mulheres e homens&#8221; que usam a ferramenta.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Lula deu a declaração pouco antes de encerrar o discurso em Salvador. Ele conversava com apoiadores, quando foi alertado pelo ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, Sidônio Palmeira, que disse ao presidente: &#8220;Não esqueça de falar do PIX&#8221;.</p>
</blockquote>



<p>Lula, então, deu a declaração sobre o relatório norte-americano e encerrou o evento na capital baiana.</p>



<p><em>🔎O PIX é um meio de pagamento instantâneo criado pelo Banco Central que permite realizar transferências e pagamentos de forma direta entre contas em poucos segundos.</em></p>



<p><em>🔎🔎Disponível 24 horas por dia, ele funciona por meio de chaves, como CPF, celular ou e-mail, ou QR codes, eliminando a necessidade de digitar todos os dados bancários e servindo como uma alternativa gratuita e ágil aos antigos modelos de DOC e TED.</em></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://g1.globo.com/politica/blog/valdo-cruz/post/2026/04/02/trump-pode-ajudar-lula-de-novo-se-insistir-em-pressionar-por-mudanca-no-pix.ghtml" class="">Valdo: Trump pode ajudar Lula ao pressionar contra o PIX</a></li>
</ul>



<p>Integrantes do governo têm visto, no embate de Lula com Trump, uma <a class="" href="https://g1.globo.com/politica/noticia/2025/09/17/quaest-lula-soberania-estados-unidos.ghtml">possibilidade de crescimento eleitoral do petista</a>. Trump é apoiado pelo bolsnarismo, que deve ter Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato ao Palácio do Planalto em 2026.</p>



<p>Pesquisa Quaest de setembro de 2025 aponta que 64% dos entrevistados <a class="" href="https://g1.globo.com/politica/noticia/2025/09/17/quaest-lula-soberania-estados-unidos.ghtml">acha certo Lula defender soberania frente aos EUA</a>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Prejuízo a fornecedores dos EUA, diz relatório</h2>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://s2-g1.glbimg.com/zDtYro18gIgrylbSh6CxAxOTe98=/0x0:2048x1152/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/C/X/aE114MQAOkhFAvQFmC3A/55183746196-aa1eb6db49-k.jpg" alt="O presidente Lula durante discurso em cerimônia na cidade de Salvador (BA) — Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República"/></figure>



<p>O presidente Lula durante discurso em cerimônia na cidade de Salvador (BA) — Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República</p>



<p>No documento divulgado nesta quarta-feira, <a class="" href="https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/04/02/governo-trump-diz-que-pix-cria-desvantagem-para-gigantes-de-cartao-de-credito.ghtml">o governo norte-americano fala que o PIX gera prejuízo a fornecedores dos EUA de pagamentos eletrônicos</a>.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>&#8220;O Banco Central criou e regula o PIX; stakeholders dos EUA temem que o BC [Banco Central] dê tratamento preferencial ao sistema, prejudicando fornecedores americanos de serviços de pagamentos eletrônicos. O uso do Pix é obrigatório para instituições com mais de 500.000 contas&#8221;, diz o documento.</p>
</blockquote>



<p>Esta não é a primeira vez que o governo Trump cita o PIX como um risco a empresas americanas. Em julho de 2025, o <a class="" href="https://g1.globo.com/economia/noticia/2025/07/17/por-que-o-pix-virou-alvo-de-trump-em-investigacao-comercial-contra-o-brasil.ghtml">sistema brasileiro de pagamento instantâneo entrou na mira do governo dos Estados Unidos</a>.</p>



<p>No ano passado, a gestão Trump não mencionou o PIX diretamente, mas fez referência a “serviços de comércio digital e pagamento eletrônico”, inclusive os oferecidos pelo Estado brasileiro.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>&#8220;O Brasil parece se envolver em uma série de práticas desleais em relação a serviços de pagamento eletrônico, incluindo, mas não se limitando a favorecer seus serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo governo&#8221;, disse o Escritório do Representante de Comércio dos EUA na época.</p>
</blockquote>



<p>O Relatório de Estimativa do Comércio Nacional de 2026, documento do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos divulgado nesta quarta, ainda cita:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Mineração ilegal de ouro no Brasil</li>



<li>Extração ilegal de madeira</li>



<li>Leis trabalhistas brasileiras</li>



<li>PL dos Mercados Digitais</li>



<li>Regulamentação da Lei Geral de Proteção de Dados</li>



<li>Taxa de uso de rede</li>



<li>Satélites</li>
</ul>



<p></p>
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		<title>Lula anuncia corte de impostos para frear a disparada do diesel</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Mar 2026 22:34:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[Super Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta quinta-feira (12/3), medidas para reduzir o impacto da guerra no Irã sobre o preço de combustíveis no Brasil. Entre as ações, o chefe do Planalto assinou um decreto para zerar as alíquotas do PIS e Cofins para o diesel.</p>
<p>O post <a href="https://www.maranhaobrasil.com.br/lula-anuncia-corte-de-impostos-para-frear-a-disparada-do-diesel/">Lula anuncia corte de impostos para frear a disparada do diesel</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.maranhaobrasil.com.br">Maranhão Brasil</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Escalada do conflito no Oriente Médio pressiona o preço do petróleo e pode gerar reflexos na economia brasileira</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="996" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Sol-Diesel_2-1024x996.jpg" alt="" class="wp-image-33486" srcset="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Sol-Diesel_2-1024x996.jpg 1024w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Sol-Diesel_2-308x300.jpg 308w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Sol-Diesel_2-768x747.jpg 768w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Sol-Diesel_2-1536x1494.jpg 1536w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Sol-Diesel_2.jpg 1651w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>O governo do presidente <a href="https://www.metropoles.com/tag/lula" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Luiz Inácio Lula da Silva (PT)</a> anunciou, nesta quinta-feira (12/3), medidas para reduzir o impacto da guerra no Irã sobre o preço de combustíveis no Brasil. Entre as ações, o chefe do Planalto assinou um decreto para zerar as alíquotas do PIS e Cofins para o diesel.</p>



<p>Também foi assinada uma medida provisória (MP) que institui a subvenção a produtores e importadores de óleo diesel, e estabelece uma alíquota de 12% para a exportação. Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, as medidas devem reduzir o <strong>preço nas refinarias em R$ 0,64</strong>.</p>



<p>O titular da equipe econômica também afirmou que a renúncia fiscal com a mudança nos impostos federais é de R$ 20 bilhões, enquanto a subvenção soma R$ 10 bilhões. O ministro ressaltou que, do ponto de vista fiscal, a medida é neutra.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Isso não tem impacto fiscal nem a favor, nem contra. Significa dizer que, com os 12% do imposto de exportação que entra em vigor hoje, e esperamos que seja um período curto de tempo, há um equilíbrio desse ponto de vista”, destacou Haddad.</p>
</blockquote>



<p>Outra medida anunciada foi o aumento da integração entre a Agência Nacional de Petróleo (ANP) e outros órgãos de fiscalização, para evitar práticas abusivas e especulação.</p>



<p>As ações foram divulgadas em uma entrevista coletiva no Palácio do Planalto, da qual participaram os ministros Rui Costa (Casa Civil), Fernando Haddad (Fazenda), e Alexandre Silveira (Minas e Energia), além do secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa.</p>



<p>Durante o anúncio, o presidente Lula afirmou que as medidas vão proteger o consumidor.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Estamos fazendo um sacrifício enorme aqui, uma engenharia econômica para evitar que os efeitos da irresponsabilidade da guerra chegue ao povo brasileiro”, disse.</p>
</blockquote>



<h2 class="wp-block-heading">Variação do petróleo</h2>



<p>O preço do barril de petróleo passou a subir após a escalada do conflito envolvendo Israel, Irã e Estados Unidos, no fim de fevereiro. Navios mercantes que trafegam pelo Estreito de Ormuz, principal rota do petróleo mundial, foram alvo de ataques do Irã.</p>



<p>Nesta quinta, o preço da <a href="https://www.metropoles.com/mundo/petroleo-volta-a-ultrapassar-us-100-por-barril-em-meio-a-guerra" target="_blank" rel="noreferrer noopener">commodity voltou a ultrapassar a marca dos US$ 100 por barril</a>. A preocupação do governo é que o aumento provoque reflexos na economia brasileira, elevando o preço dos combustíveis, em especial o diesel e, consequentemente, impactando a inflação.</p>



<p>Nos últimos dias,<strong> alguns postos já registraram aumento</strong>, mesmo sem reajuste por parte da <a href="https://petrobras.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Petrobras</a>. Isso ocorre porque uma parcela significativa do combustível vendido no país é importada ou produzida por refinarias privadas, que costumam acompanhar, com mais rapidez, as variações do mercado internacional de petróleo e diesel, repassando esses movimentos ao mercado doméstico.</p>
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		<item>
		<title>Lula terá a menor inflação acumulada de um mandato desde o Plano Real</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Oct 2025 21:36:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“O presidente está batendo o próprio recorde”, afirmou Haddad. “Está como o Usain Bolt: voltou para a Olimpíada para superar a marca anterior” Por Julinho Bittencourt O terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve encerrar com a menor inflação acumulada para um período de quatro anos desde a criação do Plano [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">“O presidente está batendo o próprio recorde”, afirmou Haddad. “Está como o Usain Bolt: voltou para a Olimpíada para superar a marca anterior”</h2>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="960" height="540" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Hadade-e-Lula-1c.jpg" alt="" class="wp-image-32195" srcset="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Hadade-e-Lula-1c.jpg 960w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Hadade-e-Lula-1c-400x225.jpg 400w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Hadade-e-Lula-1c-768x432.jpg 768w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /></figure>



<p><a href="https://revistaforum.com.br/autor/julinho.html"></a></p>



<p><a href="https://revistaforum.com.br/autor/julinho.html">Por Julinho Bittencourt</a></p>



<p></p>



<p>O terceiro mandato do presidente<a href="https://revistaforum.com.br/temas/lula-558.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> Luiz Inácio Lula da Silva (PT)</a> deve encerrar com a menor <a href="https://revistaforum.com.br/temas/inflao-4938.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">inflação </a>acumulada para um período de quatro anos desde a criação do <a href="https://revistaforum.com.br/temas/plano-real-9570.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Plano Real</a>, em 1994. Segundo projeções do<strong> Boletim Focus do Banco Central</strong>, divulgadas nesta segunda-feira (20), a inflação acumulada entre 2023 e 2026 deve chegar a 19,73%.</p>



<p>O índice supera o recorde anterior, de 22,21%, registrado no segundo mandato do próprio Lula (2007–2010). Os números consideram os resultados oficiais de 2023 (4,62%) e 2024 (4,83%), além das estimativas de 4,70% para 2025 e 4,27% para 2026.</p>



<p>O feito foi comemorado pelo ministro da Fazenda, <a href="https://revistaforum.com.br/temas/fernando-henrique-cardoso-588.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Fernando Haddad</a>, durante o lançamento do programa “<strong>Reforma Casa Brasil</strong>”, no <strong>Palácio do Planalto</strong>.</p>



<p>“O presidente está batendo o próprio recorde”, afirmou Haddad. “Está como o<strong> Usain Bolt</strong>: voltou para a Olimpíada para superar a marca anterior. O senhor voltou à Presidência e colocou a inflação novamente em trajetória de queda.”</p>



<h2 class="wp-block-heading">Comparação com outros governos</h2>



<p>Se confirmada, a projeção colocará o atual mandato de Lula à frente de todos os presidentes desde o Plano Real.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://revistaforum.com.br/temas/fernando-henrique-cardoso-588.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Fernando Henrique Cardoso (PSDB)</a> acumulou 43,44% no 1º mandato (1995–1998) e 39,87% no 2º (1999–2002).</li>



<li>O 1º mandato de Lula (2003–2006) registrou 28,20%, e o governo <a href="https://revistaforum.com.br/temas/jair-bolsonaro-3080.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Jair Bolsonaro (PL) </a>(2019–2022) somou 26,94%.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">Desemprego e contas públicas</h2>



<p>Além da inflação controlada, Haddad afirmou que o governo deve encerrar o mandato com a menor taxa média de desemprego de quatro anos da série histórica do <strong>IBGE</strong>. O ministro também destacou a expectativa de melhora nas contas públicas, dizendo que o Executivo entregará “o melhor resultado fiscal desde 2015”.</p>
<p>O post <a href="https://www.maranhaobrasil.com.br/lula-tera-a-menor-inflacao-acumulada-de-um-mandato-desde-o-plano-real/">Lula terá a menor inflação acumulada de um mandato desde o Plano Real</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.maranhaobrasil.com.br">Maranhão Brasil</a>.</p>
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		<title>Paul Krugman: tarifa de Trump ao Brasil é “proteção a ditadores”</title>
		<link>https://www.maranhaobrasil.com.br/krugman-tarifa-de-trump-ao-brasil-e-protecao-a-ditadores-e-motivo-para-impeachment/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jul 2025 18:49:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A tarifa de 50% imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros ganhou um contundente crítico: o economista e Prêmio Nobel Paul Krugman. Em artigo publicado na noite de quarta-feira (9) em sua newsletter no Substack, Krugman classificou a medida como parte de um “programa de proteção a ditadores” e afirmou que [&#8230;]</p>
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<p>A tarifa de 50% imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros ganhou um contundente crítico: o economista e Prêmio Nobel Paul Krugman. Em artigo publicado na noite de quarta-feira (9) em sua newsletter no Substack, Krugman classificou a medida como parte de um “programa de proteção a ditadores” e afirmou que a atitude, por si só, deveria ser motivo para o impeachment do republicano.</p>



<p>“No geral, isso é maligno e megalomaníaco”, escreveu Krugman. “Se ainda tivéssemos uma democracia funcional, essa jogada contra o Brasil já seria, por si só, motivo de impeachment. Claro, teria que esperar na fila, atrás de todas as outras razões.”</p>



<p>O economista argumenta que a medida adotada por Trump não tem justificativa econômica plausível e que, na prática, se trata de uma retaliação política contra o Brasil por julgar o ex-presidente Jair Bolsonaro, aliado declarado do norte-americano. “Trump mal finge ter uma justificativa econômica. É tudo sobre punir o Brasil por colocar Jair Bolsonaro em julgamento”, afirmou.</p>



<p>Para Krugman, a política de tarifas, tradicionalmente usada para promover a paz e fortalecer democracias após a Segunda Guerra Mundial, está sendo distorcida para atacar instituições democráticas. “Trump agora tenta usar tarifas para ajudar outro aspirante a ditador. Se alguém ainda acreditava que os EUA estavam do lado certo da história, isso deve fazer repensar”, escreveu.</p>



<p>Ele ainda questiona a lógica da pressão comercial sobre um país do tamanho do Brasil, lembrando que as exportações brasileiras aos EUA representam menos de 2% do PIB nacional. “Trump realmente acha que pode usar tarifas para intimidar uma nação com mais de 200 milhões de habitantes, que nem sequer depende tanto do mercado americano, a abandonar a democracia?”, ironizou.</p>



<p>Krugman encerra seu artigo alertando que a atitude de Trump é mais um passo perigoso no que ele chama de “espiral descendente” da democracia americana. “Não desprezem isso. Estamos testemunhando mais um passo terrível na decadência do nosso país.”</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-entenda-o-caso">Entenda o caso</h2>



<p>O presidente Donald Trump <a href="https://www.infomoney.com.br/mercados/trump-anuncia-tarifa-de-50-sobre-produtos-brasileiros/">anunciou uma tarifa de 50% sobre todos os produtos importados do Brasil</a>, justificando a medida como resposta ao que chamou de “relações comerciais injustas” e, sobretudo, como retaliação ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, aliado político seu, que é acusado de tentativa de golpe. A decisão teve forte repercussão, com o <a href="https://www.infomoney.com.br/mundo/elevacao-de-tarifas-sera-respondida-a-luz-da-lei-de-reciprocidade-diz-lula/">presidente Lula afirmando que o Brasil é soberano e que responderá com base na lei de reciprocidade</a>, enquanto o Supremo Tribunal Federal manteve a disposição de seguir com o julgamento, previsto para agosto.</p>



<p>A medida surpreendeu o mercado e derrubou os ativos brasileiros: o dólar disparou, o Ibovespa recuou e houve avanço nos contratos de juros futuros. Especialistas apontam risco de impacto na inflação e nas exportações de commodities, além de uma possível escalada na guerra comercial caso o Brasil decida retaliar.</p>
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		<title>Pix automático e gratuito estará disponível em outubro de 2024</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Dec 2023 01:12:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[2024]]></category>
		<category><![CDATA[automatizado]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[novas regras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ferramenta permitirá pagamentos recorrentes e até mesadas Com a possibilidade de permitir pagamentos recorrentes e até mesadas, o Pix automático entrará em vigor em 28 de outubro de 2024, informou nesta noite o Banco Central (BC). O órgão publicou as regras da ferramenta cerca de dez meses antes da entrada em vigor do serviço. Entre [&#8230;]</p>
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<p><em>Ferramenta permitirá pagamentos recorrentes e até mesadas</em></p>



<p>Com a possibilidade de permitir pagamentos recorrentes e até mesadas, o Pix automático entrará em vigor em 28 de outubro de 2024, informou nesta noite o Banco Central (BC). O órgão publicou as regras da ferramenta cerca de dez meses antes da entrada em vigor do serviço.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1571205&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1571205&amp;o=node"></p>



<p>Entre as regras gerais de funcionamento do Pix Automático, esclareceu o BC, estão os procedimentos de autorização prévia; as normas para o cancelamento da autorização; as regras para a rejeição e para a liquidação da transação; as funcionalidades a serem oferecidas ao usuário pagador e ao usuário recebedor; as regras de devolução e de responsabilização em caso de erro; o limite diário para as transações relacionadas ao produto, entre outras.</p>



<p>Para os clientes pessoas físicas, a oferta será obrigatória. Para as empresas, caberá às instituições financeiras escolherem se querem ofertar o produto. Assim como no Pix tradicional, não haverá cobrança de tarifas a pessoas físicas e poderá haver cobrança para as pessoas jurídicas, com as tarifas negociadas livremente.</p>



<p>Atualmente, a oferta do Pix recorrente, em que o usuário pode agendar Pix para horários determinados, é facultativa. Com as novas regras, as instituições financeiras que não se adequarem até 28 de outubro de 2024, data do lançamento, ou não passarem nos testes de homologação serão multadas por dia de atraso na oferta e poderão sofrer punições expressas no Manual de Penalidades do Pix, alterado para abranger a nova modalidade de transferências automáticas.</p>



<p>Com funcionamento semelhante ao do débito automático, o novo mecanismo pretende facilitar pagamentos recorrentes. A principal vantagem em relação ao débito automático, além da instantaneidade nas transações, será a não cobrança de tarifas, no caso das pessoas físicas.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-categorias">Categorias</h2>



<p>De acordo com o BC, o Pix automático abrangerá o pagamento a empresas. A ferramenta poderá ser usada em serviços públicos (água, luz, telefone e contas domésticas), assinatura de serviços (internet, streaming, portal de notícias), mensalidades (escola, condomínio, plano de saúde) e serviços financeiros (parcelamento de seguro, empréstimo, consórcio).</p>



<p>O Pix agendado recorrente abrangerá operações entre pessoas físicas. Segundo o BC, algumas das transações que poderão contar com o serviço são mesadas, doações, aluguel entre pessoas físicas e prestação de serviços recorrentes, como diarista, terapia e treinador físico.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-limites">Limites</h2>



<p>Cada produto terá um limite de valor, mas o limite diário será igual ao da transferência eletrônica disponível (TED). Os tetos poderão ser reduzidos imediatamente a pedido do usuário. No caso de pedido de aumento, os limites poderão ser elevados em até oito horas, a critério da instituição financeira, conforme o perfil do cliente.</p>



<p>Em relação ao cancelamento, o pagador poderá anular o débito até as 23h59 do dia da transação. O recebedor poderá fazer o cancelamento até as 22h da véspera. A autorização para a transferência automática poderá ser retirada a qualquer momento.</p>



<p>Fonte: Agência Brasil.</p>
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		<title>Maranhão é o 2º Estado que mais criou empregos neste ano em todo o Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2020 00:32:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[carteira assinada]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[empregos formais]]></category>
		<category><![CDATA[Maranhão]]></category>
		<category><![CDATA[ranking]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É o segundo mês seguido em que o estado cria mais postos formais de trabalho. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério da Economia.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>21 de agosto de 2020 às 18:45 <a href="https://www3.ma.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/25237_empregos_foram_criados_em_diversos_setores_2_6277604156584164785.jpeg"></a></p>



<p>O Maranhão criou 4.919 empregos com carteira assinada no mês de julho, de acordo com dados do governo federal. É o segundo mês seguido em que o estado cria postos formais de trabalho.</p>



<p>Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério da Economia.</p>



<p>O desempenho em julho levou o Maranhão à condição de segundo Estado que mais criou vagas no acumulado do ano (2.327 postos), desde janeiro, em todo o Brasil.</p>



<p>Apenas o Mato Grosso (8.372) tem desempenho melhor. Somente seis Estados têm saldo positivo no ano. Outros 20 e o Distrito Federal têm saldo negativo.</p>



<p>Contando o Brasil inteiro, foram perdidos 1.092.578 empregos com carteira assinada. Ou, seja mais de um milhão.</p>



<p>O Maranhão também teve, em julho, o melhor desempenho em comparação ao período anterior, com crescimento de 1,03%.</p>
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		<title>Leilão do 5G no Brasil é novo capítulo da guerra fria do século XXI entre China e Estados Unidos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2020 20:17:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Super Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[briga comercial]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[estados unidos]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia 5 G]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Participação da chinesa Huawei se torna o pomo da discórdia na disputa pela frequência que promete dar um salto tecnológico no país. Trump faz campanha mundial contra o grupo</p>
<p>O post <a href="https://www.maranhaobrasil.com.br/leilao-do-5g-no-brasil-e-novo-capitulo-da-guerra-fria-do-seculo-xxi-entre-china-e-estados-unidos/">Leilão do 5G no Brasil é novo capítulo da guerra fria do século XXI entre China e Estados Unidos</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.maranhaobrasil.com.br">Maranhão Brasil</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><a href="https://brasil.elpais.com/autor/afonso-benites/">A</a><strong><a href="https://brasil.elpais.com/autor/afonso-benites/">fonso Benites</a>/EL PAÍS</strong></p>



<p>O Brasil está no centro da guerra fria do século XXI com o cobiçado <a href="https://brasil.elpais.com/noticias/telefonia-movil-5g/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">leilão para ocupar a nova frequência celular a ser aberta no país, o 5G</a>. A disputa por uma nova banda de comunicação no mercado tecnológico tem as duas nações mais ricas do mundo em posições de confronto: os Estados Unidos e a China. Em jogo, um mercado que pode atrair até 180 bilhões de reais em investimentos para o Brasil, país que tem mais celulares que habitantes —são 225,3 milhões de aparelhos para 209,5 milhões de pessoas.</p>



<p>No coração dessa concorrência estão a <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2019/05/25/economia/1558795538_036562.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">chinesa Huawei</a> e companhias que não são americanas, mas que contam com a simpatia e, em alguns casos, com a promessa de financiamento do <a href="https://brasil.elpais.com/noticias/donald-trump/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Governo Donald Trump</a>. É o caso da sueca Ericsson, a finlandesa Nokia e a sul coreana Samsung. Elas, assim como a Huawei, são fornecedoras de equipamentos e serviços para companhias como Vivo, Claro, Tim, Oi e Algar. Esse quinteto, conforme informações do mercado e de técnicos do <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2020-07-13/imagem-do-brasil-derrete-no-exterior-e-salienta-crise-etica-e-de-falencia-de-gestao-com-bolsonaro.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Governo Jair Bolsonaro</a>, demonstrou interesse em estar no leilão. Atualmente, elas atuam nas redes 3G e 4G.</p>



<p>A terceira geração das redes móveis, o 3G, começou a se expandir no Brasil em 2007, possibilitou a “transformação” do celular em um minicomputador portátil com internet comparável com as banda largas que haviam nas casas e escritórios. Foi a responsável por popularizar o acesso à internet móvel e chega a 95% dos 5.570 municípios brasileiros. O 4G, que veio de 2012 para cá e aperfeiçoou o tráfego de dados e acelerou a velocidade em até 100 vezes, chega a 75% das cidades. <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2020-07-22/sem-5g-brasil-vai-sempre-perder-de-7-a-1.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O 5G surge como um aperfeiçoamento da geração anterior </a>e promete manter tudo conectado ao mesmo tempo, não apenas os computadores e celulares, mas também TVs, geladeiras, carros, máquinas de lavar, câmeras de segurança. É o que foi batizado de<em> internet das coisas,</em> com uma velocidade de até 20 vezes.</p>



<p>Entre especialistas, é quase um consenso de que a concessão de uma nova frequência para as operadoras é um assunto de segurança nacional e, portanto, deveria ter um cuidado redobrado por parte dos Governos. “É a guerra fria do século XXI porque se trata da escolha o padrão tecnológico de dados. É tão importante que vemos presidentes de vários países debatendo essas questões”, diz o ex-secretário do <a href="https://brasil.elpais.com/noticias/md-ministerio-defesa-brasil/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Ministério da Defesa</a>, o economista Flávio Basílio.</p>



<p>O que será leiloado no Brasil são cinco blocos de frequências para que as companhias de telecomunicações operem o 5G. As frequências a serem leiloadas são como estradas que hoje estão bloqueadas, mas que, a partir da autorização do Governo, os “carros” —ou dados— poderão circular por elas.</p>



<p>Ao redor do planeta tem sido comum se deparar com <a href="https://brasil.elpais.com/noticias/huawei-technologies/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">restrições à Huawei</a>, depois que o Governo dos Estados Unidos vetou a participação dela em seu mercado. O argumento é de que a companhia chinesa não consegue garantir a segurança aos seus equipamentos, o que colocaria em risco a comunicação de temas sensíveis, passando pela área governamental, de defesa, de segurança pública e de relações exteriores. Assim como a comunicação feita entre os cidadãos comuns, como mensagens trocadas por aplicativos de mensagens ou e-mails.</p>



<p>A suspeita é refutada por porta-vozes da empresa em diversos países. “As acusações são infundadas. Todo o crescimento que tivemos ao longo dos últimos dez anos mostram que governos, operadoras e parceiros tiveram todo interesse em avaliar a Huawei de uma forma bastante intensiva”, diz o diretor global de cibersegurança e soluções da companhia, Marcelo Ikegami Motta. Com exceção dos Estados Unidos, nos demais países onde há 5G a Huawei está presente. A companhia é a maior do setor e tem negócios com 170 países no fornecimento de equipamentos e tecnologia para celulares e redes de internet.</p>



<p>Na semana passada, o <a href="https://brasil.elpais.com/tecnologia/2020-07-14/governo-johnson-proibe-uso-da-tecnologia-da-huawei-a-partir-de-2027.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Reino Unido decidiu impedir</a> que as companhias de telecomunicações contratassem os serviços e equipamentos da Huawei. Além disso, determinou que os aparelhos que já estivessem em funcionamento deveriam ser retirados de operação até 2027. Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Grécia, tendem a seguir o mesmo caminho ou ao menos apresentar limitações à companhia chinesa.</p>



<p>O presidente Donald Trump intensificou seus ataques à Huawei em 2018, quando a executiva da companhia, Meng Wanzhou, filha do fundador Ren Zhengfei, foi presa no Canadá sob a acusação de supostas violações da lei de sanções dos Estados Unidos. A partir de então, a empresa passou a ser acusada de espionar para o Governo chinês e de roubar segredos de concorrentes. Por isso, os americanos ameaçam bloquear parcerias no setor de inteligência com os governos que não limitarem a participação da Huawei em seus leilões.</p>



<p>Como o Brasil de Bolsonaro tem um <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2020-03-10/50-anos-depois-brasil-volta-a-ser-alvo-sistematico-de-denuncias-internacionais-por-violacoes-de-direitos-humanos.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">alinhamento quase automático com os Estados Unidos</a>, é forte a tese entre técnicos e políticos de Brasília de que o Palácio do Planalto está avaliando essa possibilidade de restringir a atuação em seu mercado, algo que seria inédito. “O Governo americano está dando exemplo de nacionalismo econômico. Aqui pode ser a mesma coisa”, diz o economista Arthur Barrionuevo Filho, professor da Fundação Getúlio Vargas.</p>



<p>Antes de Bolsonaro, o Brasil estava alheio a esse debate geopolítico. O Governo nunca criou diretrizes e deixou as operadoras se regularem —na cartilha liberal da economia— desde que adquirissem equipamentos legalizados. “Em telecomunicações, o Brasil sempre deixou o mercado escolher”, explicou o ex-secretário Flávio Basílio. Ele foi um dos que participaram do processo inicial do leilão da tecnologia ainda na gestão do presidente Michel Temer, entre 2016 e 2018. Foi o contrário do que ocorreu, por exemplo, na área de defesa, quando o país optou pelo caça sueco Gripen, da empresa SAAB, ou pelo submarino nuclear francês, da DCNS. Naqueles casos, era explícita a preocupação com segurança.</p>



<p>Em resposta ao EL PAÍS, o <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2020-06-11/um-ministerio-sob-medida-para-o-centrao-e-silvio-santos.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Ministério das Comunicações</a> e a Agência Nacional de Telecomunicações demonstram que não há consenso interno sobre uma eventual limitação à Huawei. A pasta não descartou um possível veto e afirmou que não há uma decisão sobre a questão porque ela depende da análise de diversos outros órgãos estatais, como o Gabinete de Segurança Institucional e os ministérios da Economia e de Relações Exteriores. Enquanto que a agência afirma que “inexiste ingerência do poder público sobre a escolha, por se tratar de questão afeita à esfera das relações privadas entre as empresas”.</p>



<p>Por se parecer mais com um software do que com um hardware, a rede 5G é mais vulnerável a ataques porque a evolução se baseia em programas de computadores, não necessariamente nos equipamentos. Por exemplo, para se “grampear” a comunicação da rede 4G um fraudador teria de instalar um aparelho de interceptação em uma antena de celular. No caso da 5G, seria preciso apenas entrar na rede onde ele está instalado e ter acesso a informações sigilosas de milhares de equipamentos que a estejam usando. A grosso modo, seria como instalar vírus em computadores para copiar os arquivos salvos na máquina. À distância, um hacker poderia ter acesso a esses dados, caso a rede não fosse segura.</p>



<p>Segundo especialistas, apesar de toda a pressão norte-americana, não há garantia de que as empresas preferidas dos Estados Unidos sejam 100% seguras. “Há um receio dos EUA de perderem hegemonia, por isso agem dessa maneira”, diz o engenheiro Fábio de Miranda, coordenador do curso de Engenharia da Computação do Insper. Na visão dele, o Brasil não deveria excluir a Huawei do processo. “Enquanto país periférico e não tão próximo de tensões políticas tão exacerbadas, o ideal seria focar no custo e na performance de tecnologia e assegurar uma auditoria sobre os equipamentos”, afirmou.</p>



<p>Segundo os dados internos da companhia, a Huawei hoje fornece produtos para quase a metade do mercado brasileiro. Ao defender que não sofra restrições, a empresa chinesa diz que sua tecnologia hoje é 1,5 vez mais rápida que a de seus concorrentes e que seus equipamentos consomem 30% a menos de energia, diz o diretor Motta.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Cifras bilionárias</h2>



<p>A previsão do Ministério das Comunicações do Brasil e da <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2019/09/13/politica/1568331156_959924.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Agência Nacional de Telecomunicações</a> (Anatel) é que o leilão ocorra até junho de 2021. Inicialmente deveria ter acontecido ainda no primeiro semestre de 2019, foi postergado para março de 2020, mas pressões políticas de empresários da radiodifusão sobre a Anatel adiaram o prazo. No meio da briga estava o uso de uma frequência que poderia interferir na transmissão para cerca de 12 milhões de antenas parabólicas. Por essa razão, o Governo decidiu dar alguns passos para trás. Postergou a análise do processo na agência reguladora e lançou uma consulta pública para a elaboração de um novo edital que não interferisse na frequência desses usuários das parabólicas, em detrimento de outros possíveis 190 milhões de clientes. Além disso, veio a pandemia de coronavírus, que paralisou o mundo.</p>



<p>Ex-secretário nacional de telecomunicações, o advogado e consultor André Muller Borges, diz acreditar que o momento não era o adequado para a realização de um leilão, mesmo antes da pandemia, porque as empresas não tinham recursos para entrar na disputa. “As operadoras estão ainda completando e exaurindo o investimento em 4G que começou a ser feito em 2014. O 5G está sendo jogado para mais adiante porque elas não precisam e não têm condições de fazer esse investimento agora”.</p>



<p>De fato, a questão financeira é uma das que mais pesa na atual conjuntura. Quando começou a ser pensado, em 2017, o Governo calculou que poderia arrecadar de 20 bilhões a 30 bilhões de reais com o leilão. Atualmente, o valor tem sido revisto porque ainda não foi definida a modelagem do certame. “O poder público tem de decidir se vai valorizar a maximização da receita auferida com o leilão, o valor da tarifa para o usuário ou a capacidade de expansão desse serviço no território nacional. Só depois, saberemos o preço”, diz Sergio Paulo Galindo, presidente executivo da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom).</p>



<p>Questionada sobre o tema, a Anatel informou que os estudos de precificação ainda se encontram em curso. “A presente licitação tem como prioridade estabelecer compromissos de investimentos para ampliação do acesso a serviços de telecomunicações pela população em detrimento de aspectos de arrecadação”.</p>



<p>E se as operadoras e os Governo ainda não se entenderam sobre os valores a serem postos à mesa, uma outra fornecedora de equipamentos pressiona pela realização do leilão. No fim do ano passado, a Ericsson apresentou um estudo segundo o qual o atraso na disputa iria retardar uma série de investimentos no país. O cálculo era o de que que a implementação do 5G em 2020 atrairia 180 bilhões de reais pelos próximos cinco anos. Assim, a cada ano de atraso, o país perderia 25 bilhões de reais entre arrecadação de impostos e vendas de equipamentos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Barreiras pelo mundo</h2>



<p>Fontes do Governo americano citaram que além do Reino Unido que seguiu Washington, há diálogos para que Polônia, Dinamarca, República Tcheca, Estônia, Letônia e Romênia também criem barreiras mercadológicas. Atualmente, o serviço de 5G está disponível na Coreia do Sul, a pioneira, e em diversas regiões dos Estados Unidos, China, Cingapura Espanha, Suíça, Alemanha, França e Holanda.</p>



<p>Na América Latina e no Caribe, o 5G ainda engatinha. A tecnologia funciona apenas no Uruguai, por meio de uma empresa estatal. Há registros de que operadoras menores atuam também em regiões de Porto Rico, Suriname, Trinidad e Tobago e nas Ilhas Virgens Americanas. No início deste ano, o Chile anunciou que estava preparando o seu leilão, enquanto que a Argentina decidiu iniciar testes exatamente com a Huawei.</p>
<p>O post <a href="https://www.maranhaobrasil.com.br/leilao-do-5g-no-brasil-e-novo-capitulo-da-guerra-fria-do-seculo-xxi-entre-china-e-estados-unidos/">Leilão do 5G no Brasil é novo capítulo da guerra fria do século XXI entre China e Estados Unidos</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.maranhaobrasil.com.br">Maranhão Brasil</a>.</p>
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		<title>Jornalista que virou Uber: “É difícil fugir da sensação de fracasso”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 May 2019 14:24:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[José Machado]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
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		<category><![CDATA[taxista]]></category>
		<category><![CDATA[transformação]]></category>
		<category><![CDATA[Uber]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Jornalista com 30 anos de carreira faz relato íntimo de como ele e outros colegas se tornaram motoristas de aplicativo em meio ao desemprego</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Lá pelo início da década de 1990, eu frequentava um misto de bar e lanchonete que ficava no andar térreo do meu prédio, na rua Heitor Penteado, na zona oeste de São Paulo. O dono era um português que havia brigado com seu sócio, o próprio irmão, que, não sei por que cargas d’água, acabou virando taxista. Então o “portuga” costumava dizer que, quando alguém não serve para mais nada na vida, vai ser taxista. Mais ou menos pela mesma época, li em algum lugar o saudoso Paulo Francis dizer que esta categoria de profissionais deveria ser fervida em óleo. Tirando o preconceito dos dois, eu até que achava graça.</p>
<p>A vida dá voltas e o castigo vem a cavalo, como dizem os clichês. Pois não é que cerca de 20 anos depois eu, jornalista com mais de 30 anos de carreira – que até havia pouco eu considerava mais ou menos bem- sucedida –, me transformei num desses profissionais. Não propriamente um taxista, mas um motorista de aplicativo, mais especificamente de Uber e 99. O que, pensando bem, é pior, pois se trabalha mais e se ganha menos que um verdadeiro taxista. São 10 ou 12 horas dirigindo pelo trânsito estressante de São Paulo, transportando todo tipo de gente, para os lugares mais estranhos ou perigosos, para faturar cerca de R$ 200 ou 250 por dia. Se o carro for alugado, como é o meu caso, mal dá para a locação e o combustível. Ninguém merece.</p>
<p>É claro, tanto o trabalho dos taxistas como o nosso de motoristas de aplicativos são dignos e merecem respeito. Mas para mim, e alguns colegas na mesma situação com quem conversei, é difícil, no entanto, fugir daquela sensação de fracasso. O sujeito se pergunta: onde foi que eu errei? E se lembra – pelo menos eu – daquela trilogia de filmes De volta para o futuro. Num dos episódios, o personagem de Michael J. Fox pega um desvio no tempo e vai parar numa época em que seu pai é um fracassado. Felizmente – para ele – o carro é um DeLorean, que funciona como máquina do tempo, e pode voltar e pegar o caminho certo. Infelizmente – para mim – não é meu caso. Estou preso no tempo errado.</p>
<p>Não serve de consolo, claro – não poderia me sentir reconfortado por existirem colegas na mesma situação –, mas não sou o único jornalista que virou motorista de aplicativo a pensar que não deu certo na vida. “Olha, eu também tenho essa sensação de fracasso sim, mas não acho que é necessariamente por causa de um erro meu”, diz a colega Sílvia Marino, 34 anos de profissão e há três motorista de aplicativo. Mas o que diz a seguir pode até ser interpretado como uma contradição. “Como sempre trabalhei em veículos pequenos, não fiz networking e confesso que sou muito ruim nisso”, admite. “Talvez isso seja uma má característica minha.”</p>
<p>Francisco Reis, 57 anos, é mais um colega que se dirige pela mesma trilha. “Também tenho a sensação de fracasso”, confessa. “O problema é entender onde nós fracassamos. Nós paramos no tempo. Por exemplo, agora estou procurando emprego e vi uma vaga, que exige conhecimento de vários programas como Adobe, Photoshop e não sei mais o quê. Todos de imagem, que não é nossa função. Nosso trabalho é escrever. Agora estamos competindo com molecadinha de 22, 23 anos que devora o computador, sabe tudo de informática. Aí fica complicado. É difícil esta sensação de fracasso, mas temos que ir em frente.”</p>
<p>Durante 26 anos, José de Paula Muniz Dantas, 65 anos, filho do conhecido jornalista Audálio Dantas, trabalhou na Rede Globo como produtor de vários programas e, agora, está há um ano e quatro meses como motorista de aplicativo. “A gente sente um pouco de frustração, mas o que vamos fazer, vamos roubar? Não dá”, diz. “Então temos que fazer alguma coisa, temos que trabalhar, arrumar dinheiro para poder sobreviver. E isso é digno. Apesar de ser muito frustrante, trabalhar é digno. Claro, pensamos, já fiz tanta coisa importante e agora estou aqui deste jeito. Mas não podemos pensar assim, não. São 13 milhões de desempregados depois do golpe. Vamos trabalhar, vamos trabalhar.”</p>
<p>Não é por falta de experiência e currículo na nossa área que estamos trabalhando como motorista. Dantas, por exemplo, entrou na Globo em 1976 e durante o tempo em que lá permaneceu foi produtor de novelas, do programa TV Mulher e de musicais do Fantástico, incluindo Elis Regina, Adoniran Barbosa, Rita Lee e Gilberto Gil, do carnaval de São Paulo e do Faustão. Depois, pediu demissão da emissora e foi trabalhar na All TV, uma TV pela internet, que transmitia as atividades da Assembleia Legislativa de São Paulo. “Fique lá sete anos”, lembra.</p>
<p>Seu último emprego foi na TV da Câmara de Vereadores de São Paulo. “Em janeiro de 2018, a empresa terceirizada para a qual eu trabalhava perdeu a renovação da licitação e demitiu todo mundo, inclusive a mim”, conta. “Como já estava na época de me aposentar, seria difícil conseguir outro emprego. Tentei, mas não consegui na nossa área. Daí fui obrigado a trabalhar como motorista de aplicativo para poder conseguir algum dinheiro. Foi o mais rápido e instantâneo que consegui. Vou ficar até sair minha aposentadoria. Aí vou procurar com mais calma trabalho no que sempre fiz. Mas eu tenho que viver, tenho que pagar a comida, as dívidas, s compromissos.”</p>
<p><img decoding="async" class="alignright" src="http://www.blogdomachado.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Uber-t%C3%A1xi-painel.jpg" />Reis, por sua vez, trabalhou nas revistas Transporte Moderno, Carga e Transporte e nos jornais Shopping News, Folha da Tarde e Diário Popular. Mais recentemente, por 12 anos exerceu sua profissão na revista Caminhoneiro. Depois disso, resolveu montar sua própria revista também para este público. Por falta de verbas, ela foi fechada na terceira edição. “Sem emprego e sem dinheiro, resolvi procurar outra profissão”, conta. “Escolhi ser motorista de aplicativos, porque meu pai foi taxista por 30 anos, e eu adoro dirigir e conversar. É o ideal para mim. Se não fossem os baixos rendimentos, seria uma ótima profissão.”</p>
<p>No caso de Sílvia, ela se formou em 1985 e, logo em seguida, trabalhou como estagiária numa pequena editora, que fazia revistas para montadoras de automóveis. “Depois trabalhei para a Vasp, fazendo uma publicação para o grupo de voo [pilotos e comissários]”, revela. “Mais recentemente, fui editora de uma revista sobre logística. Há três anos perdi o emprego e um amigo, que já dirigia para a Uber, me sugeriu começar a fazer isso, já que eu tinha um carro que era aceito nas plataformas. E assim estou até hoje.”</p>
<p>Quanto a mim, me formei em 1984, na PUC de Porto Alegre, e pouco tempo depois fui para Santa Catarina, onde trabalhei, por uns oito meses, no jornal O Estado, hoje extinto. Saí de lá e vim para São Paulo, ingressando na revista IstoÉ, na qual fiquei por cerca de dois anos, e daí fui para o Jornal do Brasil, no Rio, tendo atuado lá por cerca de dez meses. Voltei para São Paulo, onde trabalhei no Estadão entre 1989 e 1990, do qual saí para a sucursal paulista do Jornal do Brasil, em que fiquei até 1994. Em seguida fiz algumas assessorias e, de 1996 a 2001, trabalhei no Jornal da Unesp, da Universidade Estadual Paulista. Deste veículo fui novamente para o Estadão, no qual permaneci até 2005.Depois intercalei alguns empregos, como na assessoria de imprensa da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo e chefe da assessoria de comunicação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) com trabalhos como freelancer. Fiz muitos frilas ao longo de toda a carreira, para revistas como, em ordem alfabética, Cálculo – Matemática para todos, Cláudia, Crescer, Galileu (e sua antecessora Globo Ciência), CartaCapital, IstoÉ Dinheiro, Marie Claire, Pequenas Empresas Grandes Negócios, Planeta, Problemas Brasileiros, Superinteressante, entre outras, além dos jornais Correio Braziliense, Valor Econômico e Brasil Econômico.</p>
<p>Por cerca de dez anos, até recentemente, fui freelancer fixo da revista Pesquisa Fapesp, e por mais de um ano escrevendo para o site da BBC Brasil. Também escrevi um livro, o Almanaque completo da Copa do Mundo: A história de todos os campeões mundiais. Mais recentemente fiz uma matéria para a Pública – Agência de Jornalismo Investigativo.<br />
Nesse novo trabalho, nós agora mudamos de público e de relações. Não é mais com chefes, colegas, fontes e leitores, mas como sua excelência, o passageiro. Para Reis, a relação com eles é o lado bom de ser motorista de aplicativo. “Como gosto de falar, converso com todos eles”, diz o jornalista, que só trabalha à noite, das 18h às 6h. “E aí está a diferença. Os passageiros que utilizam o serviço durante o dia são pouco acessíveis a bater papo. Estão sempre preocupados ou atrasados e no celular. De dez passageiros, um conversa com o motorista. À noite é o contrário, de dez, nove conversam. Normalmente o papo é muito legal.”</p>
<p>Segundo Dantas, nós temos que manter um bom atendimento, procurar ser simpático. “Mas nem todas as pessoas querem conversar”, explica. “Vamos tocando e tentando ser agradável.” Independentemente disso, o que muita gente espera de jornalistas trabalhando como motorista de aplicativo é que recolham e contem boas histórias ocorridas em suas viagens. Pela minha pouca experiência – um pouco mais de um mês –, elas são menos comuns do que se imagina. Mais de 90% dos passageiros entram mudos e saem calados do carro. Mal vemos o rosto deles, só quando estão na calçada esperando. Depois, sentam atrás e praticamente não os vemos mais.<br />
Isso quando estão esperando na calçada. Talvez para ganharem tempo, muitos chamam o carro ainda quando estão se arrumando para sair. Chegamos ao local e nada do passageiro. Só uma mensagem pelo aplicativo: “por favor, aguarde”. E muitas vezes aí é que está o problema. A rua é estreita, não tem lugar para estacionar e temos de dar uma volta no quarteirão. Nesse meio tempo, o cliente chega à rua, não vê o carro, fica bravo e manda uma mensagem reclamando.</p>
<p>O medo de assalto é outra constante. Há casos em que você recebe uma chamada e vê pelo aplicativo que é de uma mulher e fica mais tranquilo. A possibilidade de ser um assaltante é menor. Mas aí, quando você chega ao local, quem está esperando é um homem. A chamada pode ter sido feita pelo celular cadastrado da companheira, irmã, mãe ou patroa. Mas você fica com a pulga atrás da orelha. Ainda mais se aparece no aplicativo que o pagamento será feito em dinheiro. Se for por cartão cadastrado, teoricamente fica mais fácil rastrear depois um eventual assaltante.<br />
Quem está há mais tempo neste serviço tem algumas histórias para contar, no entanto. É o caso de Reis, que já foi assaltado três vezes, em duas das quais levaram o celular e na outra o aparelho e mais o faturamento do dia. “Mas também já houve caso em que o passageiro gostou da música do rádio do carro e aí ele, a acompanhante e eu cantamos juntos”, lembra. “Já aconselhei garotinha com relacionamento desfeito, procurei consolar pessoas que haviam perdido entes queridos. Estou até pensando em escrever um livro contando todas essas histórias.”</p>
<p>Dantas nunca foi assaltado, mesmo trabalhando à noite, mas tem algumas histórias para relatar. Uma engraçada que ele gosta de contar é da vez em que ele atendeu a uma chamada para a rua Frei Caneca. “Eu cheguei e parei em frente ao prédio, quando recebi uma mensagem de quem havia chamado, dizendo para eu aguardar um pouco, que a noiva dele iria descer”, lembra. “Quando o passageiro chegou era uma travesti. O engraçado que ela entrou no carro e ligou um aparelho MP3, no qual tocava uma música do Lulu Santos a todo volume. Não só isso, ela começou a dublar, a cantar junto também a todo volume. E quando a música terminava, ela repetia. E assim foi até o Brooklin. Tive vontade de rir, mas tive de me controlar.”</p>
<p>Ao contrário de Reis, Dantas diz que nunca pensou em escrever um livro com as histórias que vai vivenciando ao volante. “Não há muitas interessantes”, justifica. Mas eu devo confessar que estou tentado a fazer isso. Quem sabe este texto para a Pública não seja pontapé inicial nesse projeto. O que é certo é que espero que este trabalho como motorista de aplicativo seja passageiro – sem trocadilho.</p>
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