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São Luís (MA), 29 de agosto de 2025

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Pesca gorda! CPMI do INSS pode quebrar sigilos do deputado Edson Araújo

Os membros da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS deverão analisar, até a próxima semana, três requerimentos de convocação e mais dois de pedido de quebra de sigilo contra o deputado estadual Edson Araújo (PSB). Ele é presidente licenciado da Federação das Colônias de Pescadores do Estado do Maranhão (Fecopema) e é acusado de recebimento de mais de R$ 5 milhões em propina de uma das entidades responsáveis pelos descontos indevidos do salário de aposentados e pensionistas.

Os pedido de convocação foram feitos pelos deputados Alencar Santana (PT-SP) e Rogério Correia (PT-MG) e pelo senador Izalci Lucas (PL-DF). O senador petista também pediu o envio pelo Coaf do Relatório de Inteligência Financeira de Edson Araújo.

Além disso, Izalci Lucas pede a quebra de sigilo bancário do deputado estadual maranhense dos anos 2020 a 2025.

Em maio de 2025, foi revelado o relatório da Polícia Federal que apontou que Edson Araújo teria recebido cerca de R$ 5,4 milhões de uma das entidades investigadas no esquema bilionário de fraudes contra aposentados.

Segundo a PF, os pagamentos ao parlamentar foram feitos entre maio de 2023 e maio de 2024 pela Federação das Colônias dos Pescadores do Estado do Maranhão, que entrou na investigação por ter recebido R$ 400 mil da Confederação Brasileira dos Trabalhadores de Pesca e Aquicultura (CBPA), entidade que arrecadou R$ 99 milhões com descontos de mensalidade de aposentados.

De acordo com a polícia, as transações envolvem “valores expressivos e desconexos com capacidade econômica” do parlamentar, com suspeita de “ocultação de bens e patrimônio ou sonegação fiscal”.

Os requerimentos ainda não foram votados na comissão, segundo informou o vice-presidente da CPMI, deputado Duarte Júnior (PSB). A previsão é de que até a próxima semana, os pedidos sejam analisados principalmente os referentes a quebra de sigilo bancário.

Por causa da suspeita sobre Edson Araújo, a investigação tramita no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). (Imirante)

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