A Polícia Rodoviária Federal realizou a maior apreensão de ouro de sua história ao prender um homem que transportava 103 quilos de ouro

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou, nesta segunda-feira (4/8), a maior apreensão de ouro de sua história. A operação ocorreu em Boa Vista (RR), onde um homem de 30 anos foi detido em flagrante ao transportar 103 quilos de ouro em um caminhonete. As barras, de metal maciço, estão avaliadas em mais de R$ 60 milhões.
Quem é?
O condutor identificado é Bruno Mendes de Jesus, empresário natural de Rondônia (RO). Ele não estava sozinho no momento da abordagem: no veículo, também estava sua esposa, de 32 anos, e uma criança de colo, que, segundo a PRF, seria filha do casal.
A defesa do empresário, representada pelo advogado Smiller Rodrigues de Carvalho, emitiu uma nota oficial após a prisão. Segundo o defensor, Bruno é “cidadão primário, de bons antecedentes, pai de uma criança de 9 meses de idade, e único responsável pelo sustento de sua família, a qual se encontra em situação de fragilidade social ”.
Influenciadores
A influenciadora Suzy Alencar, esposa de Bruno Mendes de Jesus, que estava no carro é conhecida em Rondônia e acumulava cerca de 30 mil seguidores no Instagram, onde compartilhava conteúdos do dia a dia. Após a a apreensão do ouro e a prisão de Bruno, ela deletou o perfil.
Porém, em outra rede sociail, os posts continuam no ar. Em uma plataforma de vídeos na qual tem 31,5 mil seguidores, Suzy se diz criadora de conteúdo com foco em maternidade e moda. São mais de 200 vídeos, incluindo fotos ao lado do marido, com quem tem um filho de nove meses, que também estava no carro no momento da abordagem.
Advogado se manifesta
O advogado destacou ainda que Bruno atua no setor de mineração, uma atividade comum em diversas regiões do país. “Trata-se de trabalhador que, como milhares de brasileiros, atua em atividades relacionadas ao setor mineral, que embora possam se desenvolver em áreas de tensão regulatória, são, para muitos, meio de subsistência e única alternativa de sobrevivência”, escreveu.
Em sua argumentação, a defesa pontua que a degradação mineral não deve ser, por princípio, criminalizada. “O que a legislação veda é a exploração de recursos minerais sem autorização legal e sem o cumprimento das obrigações ambientais e tributárias; ausência de regularização documental é que transforma a atividade em infração administrativa ou penal, e não o garimpo em si, que é uma realidade histórica e socialmente enraizada em muitas regiões do Brasil ”, argumentou o advogado.
Esclarecimentos
A equipe jurídica acredita que, com o andamento das investigações, os fatos serão devidamente esclarecidos. “Rechaçando qualquer tentativa de criminalizar pessoas humildes que, embora atuem em setores economicamente marginalizados, não tenham envolvimento com organizações criminosas ou atividades que atentem contra a ordem pública”, finalizou a nota.