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São Luís (MA), 16 de março de 2026

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Novela da FMF continua, apesar de reunião dos cabeças da bola

A intervenção judicial no comando da Federação Maranhense de Futebol (FMF) segue rendendo e sem solução à vista, já que a audiência de conciliação realizada na Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, conduzida pelo juiz Douglas Martins, terminou sem consenso. o que manterá o processo sob análise das instâncias superiores.

Durante o ato, o magistrado propôs o estabelecimento de um cronograma de 75 dias para a realização de novas eleições na entidade. O plano previa datas específicas para todas as etapas do processo, desde a publicação do edital e instituição da comissão eleitoral até o prazo para inscrição de chapas e a votação propriamente dita. No entanto, a proposta não foi aceita pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e por outros participantes, inviabilizando o acordo imediato.

AO STF

Como a audiência foi uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), o resultado do encontro será enviado à Corte para que os ministros tomem uma decisão sobre o futuro da Federação. Paralelamente, os envolvidos definiram que haverá novas tratativas junto ao Ministério Público para tentar uma solução consensual antes da próxima audiência, que já foi agendada pelo juiz Douglas Martins para o dia 26 de maio.

A audiência reuniu diversas frentes do cenário esportivo e jurídico. Dentre os presentes, as promotoras de Justiça Alineide Rabelo e Doracy Moreira, além da interventora da FMF, Susan Lucena. O debate também contou com advogados do presidente afastado da Federação, representantes da CBF, do Sindicato dos Atletas e de clubes maranhenses como Sampaio Corrêa, MAC, Pinheiro Atlético Clube e São José de Ribamar.

A intervenção na FMF foi debatida em audiência de conciliação realizada na manhã desta segunda-feira (16), na sede do Tribunal de Justiça do Maranhão, em São Luís. O encontro discutiu os próximos passos da administração provisória da Federação Maranhense de Futebol, mas terminou sem consenso entre as partes.

Diante do impasse, uma nova audiência foi marcada para o fim do mês de maio. No entanto, antes desse prazo, o Supremo Tribunal Federal (STF) poderá deliberar sobre as propostas apresentadas durante a reunião.

O principal ponto discutido foi a realização de uma eleição após 75 dias. Apesar de haver concordância de parte dos envolvidos, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não aceitou dividir a responsabilidade pelo processo eleitoral, argumentando que a condução do pleito deve ser exclusiva da entidade que administra o futebol brasileiro.

Propostas

Durante a audiência sobre a intervenção na FMF, foi apresentada uma proposta que previa a continuidade da administração provisória por mais 75 dias; realização de eleição para escolha de nova diretoria,  com participação da Confederação Brasileira de Futebol e da junta interventora. A CBF, porém, não aceitou e diz  que o processo eleitoral deve ser conduzido exclusivamente pela entidade nacional para garantir legitimidade, conforme os regulamentos da FIFA. A defesa do presidente afastado Antônio Américo Lobato Gonçalves também se posicionou contra o modelo apresentado.

Após o encontro, o relatório da audiência será encaminhado ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, responsável por relatar o processo. Caberá ao magistrado analisar as propostas discutidas e decidir os próximos passos da intervenção na FMF, podendo homologar algum dos encaminhamentos ou determinar novas medidas.

A intervenção na FMF foi determinada em 4 de agosto de 2025 pelo juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís.

A decisão afastou toda a diretoria da Federação Maranhense de Futebol, incluindo o então presidente Antônio Américo Lobato Gonçalves, além da direção do Instituto Maranhense de Futebol, presidido por Sílvio Arley Brito Fonseca.

A medida ocorreu após uma Ação Civil Pública apresentada pelo Ministério Público do Maranhão, que apontou irregularidades na gestão administrativa e financeira das entidades. Alegações: falta de transparência na gestão; possível desvio de finalidade institucional; e irregularidades administrativas e financeiras . Ao todo, 17 dirigentes foram denunciados na ação.

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