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	<title>Tecnologia | Maranhão Brasil</title>
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	<title>Tecnologia | Maranhão Brasil</title>
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		<title>A controversa aposta da China para &#8216;fabricar&#8217; chuva &#8211; e por que muitos ainda duvidam dos resultados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Feb 2026 19:00:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ally Hirschlag &#8211; BBC Future Em março de 2025, uma frota de 30 aviões e drones lançou partículas de iodeto de prata no céu do norte da China. Ao atingirem o ar, o pó amarelo-pálido em seu interior emergiu e logo se transformou em &#8220;fios&#8221; acinzentados, entrelaçando o céu enquanto as aeronaves as liberavam em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image is-resized"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/d913/live/94cc3330-0b47-11f1-b5e2-dd58fc65f0f6.jpg.webp" alt="Dois homens com jaquetas amarelas e capacetes vermelhos estão de cada lado de um lançador de foguetes, com um deles carregando um projétil. Montanhas e neblina podem ser vistas ao fundo" style="width:670px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>A China tenta aumentar artificialmente seus índices de chuva desde a década de 1950 por meio de um método conhecido, embora ainda controverso: a semeadura de nuvens</em></strong></figcaption></figure>



<p><strong>Ally Hirschlag &#8211; BBC Future</strong></p>



<p>Em março de 2025, uma frota de 30 aviões e drones lançou partículas de iodeto de prata no céu do norte da <a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/cdr56r2v966t">China</a>. Ao atingirem o ar, o pó amarelo-pálido em seu interior emergiu e logo se transformou em &#8220;fios&#8221; acinzentados, entrelaçando o céu enquanto as aeronaves as liberavam em padrões cruzados. Muito abaixo delas, mais de 250 geradores terrestres lançavam foguetes com as mesmas partículas.</p>



<p>O objetivo era trazer alívio à seca nas regiões norte e noroeste, conhecidas como o cinturão de grãos do país. A grande operação foi o projeto &#8220;chuva de primavera&#8221;, conduzido pela Administração Meteorológica da China, e planejada para beneficiar as plantações no início da temporada de plantio.</p>



<p>A enorme operação foi aparentemente um sucesso, tendo supostamente produzido 31 milhões de toneladas adicionais de precipitação em 10 regiões suscetíveis à seca.</p>



<p>A China tenta aumentar artificialmente seus índices de chuva desde a década de 1950 por meio de um método conhecido, embora ainda controverso: a <a href="https://www.bbc.com/portuguese/internacional-62589828">semeadura de nuvens</a>.</p>



<p>Esse método busca estimular as nuvens a produzir mais umidade com o uso de partículas minúsculas, geralmente de iodeto de prata, cuja forma e peso são semelhantes aos de uma partícula de gelo.</p>



<p>A semeadura de nuvens há muito tempo gera preocupações, que vão desde os possíveis riscos ambientais e os impactos dos produtos químicos utilizados até possíveis danos a populações em áreas vizinhas, decorrentes de alterações nos padrões de chuva, além de tensões de segurança que possam surgir como consequência.</p>



<p>E, mesmo enquanto o país mais populoso do mundo intensifica a prática, cientistas e especialistas continuam questionando o quanto ela realmente funciona.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Caminho-para-a-chuva">Caminho para a chuva</h2>



<p>Nos últimos anos, a China intensificou de forma significativa seus esforços de semeadura de nuvens, em grande parte graças ao avanço das tecnologias de drones e de radar. O país realiza hoje modificações climáticas em mais de 50% de seu território, principalmente para aumentar a precipitação, embora também esteja tentando reduzi-la em determinadas áreas.</p>



<p>A técnica chegou a ser empregada para gerenciar as condições meteorológicas em datas específicas, como nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, e nas comemorações do centenário do Partido Comunista Chinês, em 2021.</p>



<p>A modificação do clima se tornou &#8220;um projeto vital para o desenvolvimento científico das nuvens atmosféricas e dos recursos hídricos, servindo ao país e beneficiando o povo&#8221;, afirmou Li Jiming, diretor do Centro de Modificação do Clima da China, à época da operação &#8220;chuva de primavera&#8221; de 2025. &#8220;É um componente crucial para a construção de uma nação meteorológica forte&#8221;, acrescentou, ao destacar a necessidade de impulsionar a China &#8220;de grande protagonista na modificação artificial do clima a líder global&#8221;.</p>



<figure class="wp-block-image is-resized"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/4905/live/b371b340-0b48-11f1-b5e2-dd58fc65f0f6.jpg.webp" alt="Funcionários do departamento meteorológico chinês se preparam para disparar projéteis de artilharia para semeadura de nuvens em Yongchuan, em 2009" style="width:674px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>Funcionários do departamento meteorológico chinês se preparam para disparar projéteis de artilharia para semeadura de nuvens em Yongchuan, em 2009</em></strong></figcaption></figure>



<p>O crescente interesse da China em controlar a precipitação é óbvia: desde a década de 1950, o país vêm enfrentando secas cada vez mais frequentes e severas, com impactos sobre a agricultura e a economia do país.</p>



<p>Os experimentos chineses com semeadura de nuvens começaram em 1958, quando uma aeronave supostamente teria provocado chuva sobre a província de Jilin, atingida pela seca. A técnica, porém, havia sido descoberta nos Estados Unidos uma década antes e, como tantas ideias inovadoras, totalmente por acaso.</p>



<p>Na década de 1940, Vincent Schaefer era pesquisador da General Electric e trabalhava para evitar que as aeronaves ficassem muito geladas durante o voo. Ele havia desenvolvido um refrigerador especial para demonstrar como o gelo se forma nas nuvens.</p>



<p>Um dia, ele chegou ao laboratório e descobriu que o equipamento havia desligado. Quando colocou um pedaço de gelo seco (dióxido de carbono sólido, em temperatura extremamente baixa) dentro dela para resfriar o interior, testemunhou uma reação surpreendente: cristais de gelo surgiram subitamente, flutuando dentro do compartimento. Ele havia produzido precipitação de forma artificial.</p>



<p>Um ano depois, em 1946, Schaefer lançou quilos de gelo seco sobre nuvens super resfriadas acima das montanhas Adirondack, no Estado de Nova York. O experimento aparentemente desencadeou uma queda de neve.</p>



<p>Depois dessa experiência, iniciativas de semeadura de nuvens surgiram ao redor do mundo, embora com resultados variados e inconclusivos, marcados por dificuldades na medição de dados.</p>



<p>Para demonstrar resultados efetivos da semeadura de nuvens, cientistas precisam de um cenário meteorológico de controle quase idêntico àquele em que tentam intervir na natureza. &#8220;Não conseguimos fazer a mesma nuvem acontecer duas vezes. Portanto, não podemos realizar um experimento controlado&#8221;, afirmou Robert Rauber, professor de ciências atmosféricas na Universidade de Illinois em Urbana-Champaign (EUA).</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Semeadura-de-neve">Semeadura de neve</h2>



<p>Na China e em outras partes do mundo, a semeadura de nuvens, tanto para experimentos quanto para o uso prático, é realizada com mais frequência em áreas montanhosas para produzir neve, principalmente porque a neve é mais fácil de enxergar e medir do que a chuva.</p>



<p>Os cientistas usam radares para encontrar nuvens que contenham água líquida super-resfriada (entre -15°C e 0°C). Em seguida, liberam nelas partículas minúsculas de iodeto de prata por meio de aeronaves ou geradores instalados no solo. Essas partículas congelam ao entrar em contato com a água super-resfriada, formando cristais de gelo nas nuvens, que se tornam mais pesados e, por fim, caem no solo como neve ou gelo.</p>



<p>A semeadura de nuvens em clima quente funciona de maneira semelhante, mas utiliza sal para estimular pequenas gotículas de água a se unirem e aumentarem de tamanho até cair no solo. No entanto, é menos comum, porque nuvens mais quentes costumam se deslocar mais rapidamente e contêm menos água super-resfriada, além de a água não se acumular de forma tão visível quanto a neve, o que dificulta o monitoramento.</p>



<figure class="wp-block-image is-resized"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/d30c/live/2e7ce050-0b49-11f1-9972-d3f265c101c6.jpg.webp" alt="O químico americano Vincent Schaefer, que demonstrou e testou a ideia da semeadura de nuvens, tenta transformar sua respiração em cristais em 1949" style="width:674px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>O químico americano Vincent Schaefer, que demonstrou e testou a ideia da semeadura de nuvens, tenta transformar sua respiração em cristais em 1949</em></strong></figcaption></figure>



<p>A primeira base operacional de semeadura de nuvens da China foi estabelecida em 2013, e hoje o país conta com seis bases que colaboram em pesquisas. Seu programa de modificação do clima é agora o maior do mundo, e as ambições de indução de chuvas cresceram na mesma proporção.</p>



<p>Em particular, a enorme iniciativa Tianhe (&#8220;rio do céu&#8221;, em tradução livre) do país, que visa criar um corredor de vapor de água do Planalto Tibetano até a região seca do norte da China, por meio de milhares de geradores instalados no solo.</p>



<p>Mas a China também enfrenta críticas diante de preocupações com os impactos mais amplos dessas operações. &#8220;Aplicadas em escala suficientemente grande, essas tecnologias de modificação climática podem representar riscos à habitabilidade e à segurança de países vizinhos&#8221;, disse Elizabeth Chalecki, pesquisadora em relações internacionais e governança tecnológica na Balsillie School of International Affairs (Canadá).</p>



<p>Um relatório recente argumentou que uma intervenção de tão grande escala no Planalto Tibetano poderia levar ao controle unilateral da China sobre recursos hídricos compartilhados com países vizinhos, como a Índia, levando a tensões geopolíticas. Por outro lado, uma análise ainda não publicada, baseada em 27 mil experimentos de semeadura de nuvens na China, concluiu que o impacto sobre outras nações foi mínimo.</p>



<p>Os potenciais danos da semeadura de nuvens podem ser exagerados, segundo Katja Friedrich, professora de ciências atmosféricas e oceânicas da Universidade do Colorado (EUA). Por exemplo, &#8220;não há indicação de que a semeadura de nuvens saia do controle e de repente você tenha essa explosão que gera uma tempestade&#8221;, disse ela em referência às inundações em Dubai, em 2024, e no Texas, em 2025, ambas erroneamente atribuídas à semeadura de nuvens.</p>



<p>Ainda assim, especialistas como Chalecki alertam para a ausência de políticas internacionais capazes de prevenir eventuais impactos transfronteiriços à medida que o programa chinês de modificação do clima avança. A China poderia até ser capaz de obter &#8220;um benefício de segurança auxiliar ao degradar discretamente o meio ambiente e a habitabilidade de um Estado rival&#8221;, sugere ela.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Falta-de-evidências">Falta de evidências</h2>



<p>Há, no entanto, outro problema com a semeadura de nuvens: segundo cientistas, a China pode simplesmente não estar produzindo a quantidade de chuva que afirma gerar. &#8220;Acho que as alegações não são suficientemente sustentadas pelos dados&#8221;, afirmou Rauber, da Universidade de Illinois.</p>



<p>Na última década, o governo chinês divulgou repetidas vezes que seu programa de semeadura de nuvens estaria alcançando resultados expressivos. Um comunicado à imprensa afirmou que a iniciativa &#8220;chuva de primavera&#8221; de 2025 aumentou a precipitação na área-alvo em 20% em comparação com 2024. Já a agência meteorológica chinesa declarou, em dezembro de 2025, que as operações de chuva e neve artificial haviam produzido 168 bilhões de toneladas adicionais de precipitação (volume equivalente a cerca de 67 milhões de piscinas olímpicas) desde 2021.</p>



<figure class="wp-block-image is-resized"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/e256/live/622feef0-0b4a-11f1-b7e1-afb6d0884c18.jpg.webp" alt="O experimento Snowie, considerado referência na área, reuniu dados que indicam de forma clara que a semeadura de nuvens levou à produção de neve" style="width:675px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>O experimento Snowie, considerado referência na área, reuniu dados que indicam de forma clara que a semeadura de nuvens levou à produção de neve</em></strong></figcaption></figure>



<p>&#8220;Há muitas alegações [globalmente], seja por parte de agências governamentais ou de empresas que podem se beneficiar de operações de semeadura de nuvens&#8221;, disse Jeffrey French, cientista atmosférico da Universidade do Wyoming (EUA). &#8220;Acho que há muitas declarações [vindas da China] que não podem ser validadas cientificamente nem comprovadas.&#8221;</p>



<p>Em 2017, French liderou um avanço significativo nas evidências sobre a técnica, quando o projeto &#8220;Snowie&#8221;, nas montanhas Payette, no Estado de Idaho (EUA), conseguiu coletar dados que demonstraram de forma inequívoca a produção de neve por meio da semeadura de nuvens. Desde então, os resultados repercutiram internacionalmente.</p>



<p>&#8220;Conseguimos, em diversos casos, identificar exatamente onde o material de semeadura estava nas nuvens e realizar medições diretamente nessas áreas&#8221;, afirmou French, pesquisador principal do projeto. Isso foi possível apesar de haver &#8220;tamanha variabilidade natural, tantas variações na natureza das nuvens e da precipitação&#8221;, disse.</p>



<p>Os pesquisadores também realizaram medições adicionais em áreas próximas, a 1 a 2 quilômetros de distância, o que permitiu comparar as duas regiões e demonstrar uma diferença clara entre a quantidade de neve produzida naturalmente e a gerada artificialmente pelo mesmo sistema de nuvens.</p>



<p>Foi o mais próximo que um estudo financiado de forma independente já chegou de um experimento controlado bem-sucedido na natureza. O extenso conjunto de dados do Snowie representou um marco: não apenas demonstrou que a semeadura de nuvens pode funcionar, mas também evidenciou o equilíbrio complexo de quando e como a técnica apresenta melhores resultados. Os dados viraram referência para um campo científico que carecia de comprovação empírica.</p>



<p>O estudo de referência foi citado em diversas pesquisas chinesas sobre semeadura de nuvens publicadas em periódicos com revisão por pares, incluindo uma que afirma que o trabalho &#8220;demonstra rigorosamente que a semeadura de nuvens realmente criou nuvens precipitantes e aumentou a precipitação na superfície&#8221;.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Resultados-modestos">Resultados modestos</h2>



<p>Ainda assim, os resultados do Snowie indicaram que o impacto da semeadura de nuvens é, no fim das contas, limitado. &#8220;É por isso que as pessoas tinham dificuldade em demonstrar o efeito nesses sistemas de precipitação&#8221;, disse Friedrich, da Universidade do Colorado. E, embora a técnica tenha sido comprovada em certa medida em outros contextos, até mesmo os cientistas que observaram os resultados de perto questionam se ela é eficaz o suficiente para justificar o esforço.</p>



<p>Alguns também avaliam que o uso da tecnologia avançou mais rápido do que a pesquisa científica, e que ainda não há dados confiáveis em quantidade suficiente para sustentar os resultados divulgados. &#8220;O problema desses programas de semeadura de nuvens é que a maioria é conduzida por governos, como na China ou nos Emirados Árabes Unidos&#8221;, disse Friedrich. &#8220;Mas há pouquíssima análise independente.&#8221;</p>



<p>Isso é relevante porque continua extremamente difícil distinguir entre a precipitação gerada pela intervenção e aquela que as nuvens produziriam naturalmente. &#8220;Em geral, é muito difícil saber se a semeadura de nuvens funciona em todos os casos&#8221;, afirmou Adele L. Igel, professora associada de física de nuvens na Universidade da Califórnia em Davis (EUA). &#8220;A teoria e a ciência indicam que deveria funcionar, mas é difícil verificar essas previsões de forma rotineira com observações e medições.&#8221;</p>



<figure class="wp-block-image is-resized"><img decoding="async" src="https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/640/cpsprodpb/1156/live/dc936a50-0b4a-11f1-b7e1-afb6d0884c18.jpg.webp" alt="Um soldado carrega projéteis usados na semeadura de nuvens durante uma operação para combater a seca em Xigu Township, na Província de Shanxi, no norte da China, em fevereiro de 2011" style="width:676px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>Um soldado carrega projéteis usados na semeadura de nuvens durante uma operação para combater a seca em Xigu Township, na Província de Shanxi, no norte da China, em fevereiro de 2011</em></strong></figcaption></figure>



<p>Persistem ainda inúmeras limitações para que a técnica funcione de forma previsível. A semeadura de nuvens, por exemplo, não produz efeito se não houver nuvens com potencial de precipitação. Também é muito menos eficaz nos meses mais quentes, quando são raras as nuvens com água super-resfriada.</p>



<p>Isso significa que, em muitos casos, o custo pode superar os resultados, sobretudo quando se utilizam métodos aéreos. As técnicas baseadas em solo — que dependem de geradores que lançam iodeto de prata ou outro agente para as nuvens por meio de correntes de ar — são mais baratas, mas muito menos previsíveis. &#8220;A semeadura aérea é bastante eficiente, mas também muito cara, por isso as pessoas recorrem aos métodos terrestres&#8221;, disse Friedrich, da Universidade do Colorado.</p>



<p>Também é impossível prever com precisão quais serão os efeitos de modificações climáticas amplas e contínuas, seja na China ou em outros países. &#8220;É muito difícil avaliar, quanto mais prever, impactos climáticos regionais e anomalias remotas decorrentes de operações de modificação do tempo&#8221;, disse Manon Simon, professora da Universidade da Tasmânia (Austrália), que pesquisou extensivamente as implicações geopolíticas potenciais do programa chinês. Segundo ela, é particularmente complexo determinar se programas de longo prazo podem resultar em secas ou inundações mais frequentes ou intensas. A identificação desses riscos, acrescenta, exige monitoramento permanente e ampla cooperação internacional.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="Uma-nova-fronteira">Uma nova fronteira</h2>



<p>Nos quase dez anos desde o projeto Snowie, as técnicas de semeadura e as tecnologias de radar evoluíram, o que pode significar maior produção de precipitação. Com o avanço recente dos drones, a China ampliou o uso de equipamentos mais sofisticados e passou a recorrer à inteligência artificial (IA) para aumentar a precisão na liberação de iodeto de prata.</p>



<p>China e Emirados Árabes Unidos também experimentam métodos como o flare seeding (semeadura com sinalizadores, em tradução livre) e o envio de cargas de íons negativos às nuvens para estimular a união de gotículas, processo que leva à precipitação.</p>



<p>Ainda assim, como ocorre com a semeadura tradicional, permanece escassa a pesquisa independente que comprove de forma conclusiva que esses novos métodos produzem mais chuva. Os cientistas temem que o aumento das secas no mundo, impulsionado pelas mudanças climáticas, acelere a adoção da tecnologia sem que haja, na mesma proporção, estudos que indiquem quando e onde ela funciona com bom custo-benefício.</p>



<p>Os especialistas concordam que mais dados independentes ajudariam a identificar em que circunstâncias a semeadura pode surtir efeito e quando é improvável que funcione. As mesmas informações poderiam orientar medidas de proteção para proteger países vizinhos de eventuais impactos adversos.</p>



<p>Tudo isso, porém, demanda tempo, um argumento difícil de sustentar quando a escassez de água já é realidade, e muitos países buscam soluções imediatas.</p>
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		<title>E o foguete não sobe em Alcântara</title>
		<link>https://www.maranhaobrasil.com.br/foguete-sul-coreano-explode-durante-tentativa-de-lancamento-em-alcantara/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Dec 2025 03:41:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Super Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Base de Alcântara]]></category>
		<category><![CDATA[explosão]]></category>
		<category><![CDATA[lançamentto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O lançamento do foguete sul-coreano, HANBIT-Nano, foi frustrado após explosão da aeronave na noite desta segunda-feira (22), no Centro de Lançamento de Alcântara. Quando percebeu que o foguete tinha uma anomalia, a base o explodiu em poucos segundos após o lançamento.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Empresa responsável pelo equipamento alega anomalia durante o voo; segundo a FAB, quando o veículo colidiu com o solo e o Corpo de Bombeiros da Base da Alcântara foi enviado ao local para análise dos destroços e da área de colisão</strong></p>



<p>O lançamento do foguete sul-coreano, HANBIT-Nano, <strong>foi frustrado após explosão da aeronave na noite desta segunda-feira (22), </strong>no Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão.</p>



<p>Após o lançamento, <strong>uma nuvem de fogo se formou envolta do foguete</strong>. Segundo a FAB (Força Área Brasileira), após a saída da plataforma, &#8220;o veículo iniciou sua trajetória conforme o previsto. No entanto, houve uma anomalia no veículo que o fez colidir com o solo&#8221;, diz trecho da nota oficial.</p>



<p>Falhas em lançamentos de foguetes são comuns em voos de novas iniciativas. <strong>O voo iria marcar o primeiro lançamento de foguete orbital ao espaço em território brasileiro.&nbsp;</strong></p>



<p>Ainda em nota, a FAB alega que &#8220;uma equipe da FAB e do Corpo de Bombeiros do CLA já foi enviada ao local para análise dos destroços e da área de colisão. Todas as ações sob responsabilidade da FAB para coordenação da operação, que envolvem segurança, rastreio e coleta de dados foram cumpridas exatamente conforme planejado, garantindo um lançamento controlado e dentro dos parâmetros internacionais do setor espacial&#8221;, conclui.</p>



<p><strong>A parceria inédita entre o Brasil e uma empresa privada para um lançamento de um foguete marca um avanço para novas missões espaciais brasileiras</strong>. A última vez que o Brasil tentou lançar um foguete orbital, ou seja, entrar na órbita do espaço, foi em 1999.</p>



<p>Em 2003, <strong>21 pessoas morreram durante uma explosão de um foguete ainda no solo, </strong>o acidente que paralisou as atividades por alguns anos<strong>.&nbsp;</strong></p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://admin.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/2025/12/image-6.png?w=849&amp;h=477&amp;crop=0" alt="Central de controle no momento da anomalia ocorrida no foguete, na noite desta segunda-feira (22) • Reprodução/Innospace"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>Central de controle no momento da anomalia ocorrida no foguete, na noite desta segunda-feira (22) • Reprodução/Innospace</em></strong></figcaption></figure>



<p><strong>Veja momento da tentativa de lançamento:</strong></p>



<p></p>



<h2 class="wp-block-heading">Veja momento da tentativa de lançamento;</h2>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="HANBIT-Nano | ‘SPACEWARD’ Mission Launch Livestream – INNOSPACE | 이노스페이스" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/RqGZ1mS5FC0?start=11&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>
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		<title>Lançamento comercial de foguete em Alcântara é adiado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Nov 2025 15:58:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Super Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[adiamento]]></category>
		<category><![CDATA[Alcântara]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O primeiro lançamento comercial de um foguete a partir de solo brasileiro foi adiado deste sábado, 22, para o dia 17 de dezembro, segundo informou a Força Aérea Brasileira (FAB) na noite desta quinta-feira, 20. "A alteração na data ocorre para que sejam feitos ajustes técnicos.</p>
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<p><br><strong>Evento estava marcado para sábado, 22, e foi postergado para realização de novos testes</strong></p>



<p>O primeiro lançamento comercial de um foguete a partir de solo brasileiro foi adiado de sábado, 22, para o dia 17 de dezembro, segundo informou a Força Aérea Brasileira (FAB) na noite desta quinta-feira, 20. &#8220;A alteração na data ocorre para que sejam feitos aprimoramentos no processamento dos sinais coletados do veículo e utilizados na avaliação do seu desempenho durante o lançamento&#8221;, explicou a FAB em nota, lembrando que a operação será conduzida em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB).</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="600" height="400" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/11/CLA-Alcantara.jpg" alt="" class="wp-image-32581" style="width:738px;height:auto" srcset="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/11/CLA-Alcantara.jpg 600w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/11/CLA-Alcantara-400x267.jpg 400w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></figure>



<p>O comunicado explica que a empresa sul-coreana Innospace decidiu estender o período da Operação Spaceward, para lançamento do foguete HANBIT-Nano a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão (MA), até o dia 22 de dezembro. Conforme a FAB, a decisão conjunta vai permitir novos testes de segurança no veículo e garantir &#8220;máxima confiabilidade&#8221;. &#8220;O evento marca a entrada do Brasil no mercado global de lançamentos espaciais, abrindo novos caminhos para geração de renda e investimentos no segmento.&#8221;</p>



<p>Segundo o coordenador Geral da Operação, Coronel Engenheiro Rogério Moreira Cazo, as equipes, instalações e sistemas da FAB permanecem prontos e operando dentro dos padrões mais rigorosos e a ampliação do período não representa retrocesso, mas um ciclo de testes &#8220;mais robusto&#8221;, alinhado às melhores práticas da atividade espacial. &#8220;Os resultados dos ensaios para validar os sistemas de aviônica do HANBIT-Nano apresentaram uma oportunidade para realizar alguns aprimoramentos que vão elevar ainda mais o nível de segurança e confiabilidade antes do lançamento&#8221;, explicou.</p>



<p>Essa etapa, conforme Cazo, é natural em missões inaugurais e fundamental para garantir que cada sistema do foguete opere com máxima precisão. &#8220;Estamos aqui para prover todo o suporte técnico necessário e acompanhar esse processo lado a lado com a empresa, sempre com foco na segurança, na transparência e na excelência das operações conduzidas em Alcântara.&#8221;<br>Ensaio</p>



<p>Nos últimos dois dias, a cliente sul-coreana concluiu um ensaio geral na plataforma, reproduzindo as etapas de uma operação real: deslocamento do veículo até a plataforma, preparativos de lançamento, verificação da sequência de lançamento e procedimentos de retorno da plataforma. A empresa confirmou que os testes dos sistemas de pressão, elétrica, controle e integração entre veículo e plataforma foram concluídos com sucesso.</p>



<p>Como resultado do edital de chamamento público lançado pela AEB em 2020, a Innospace foi selecionada para operar no CLA e assinou contrato com o Comando da Aeronáutica em 2022. O foguete HANBIT-Nano transportará cinco satélites e três experimentos, desenvolvidos por instituições e empresas do Brasil e da Índia.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Conheça o Centro de Lançamento de Alcântara | Ciência é Tudo" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/OYzBOrgjNYs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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<p><strong>Por: Célia Froufe (Terra)</strong></p>
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		<title>Foguete lançado em Alcântara leva ao espaço até satélite da UFMA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Nov 2025 17:49:44 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O lançamento do foguete sul-coreano HANBIT-Nano, da empresa Innospace, foi confirmado provavelmente para o dia 22 de novembro, a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão (MA). O voo integra a Operação Spaceward 2025, conduzida pela FAB em parceria com a Agência Espacial Brasileira.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O lançamento do foguete sul-coreano HANBIT-Nano, da empresa Innospace, <strong>foi confirmado provavelmente para o dia 22 de novembro, a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão (MA)</strong>. O voo integra a Operação Spaceward 2025, conduzida pela Força Aérea Brasileira (FAB) em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB), que vai colocar cinco satélites em órbita e promover três experimentos, desenvolvidos por entidades do Brasil e da Índia</p>



<p><strong>Preparação e execução</strong></p>



<p>Nessa segunda-feira (03/11), a Força Aérea Brasileira (FAB) deu início à fase de execução da operação, responsável pelo lançamento do foguete sul-coreano HANBIT-Nano a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão (MA). Para completar a equipe, foram enviados mais 47 servidores, totalizando cerca de 400 profissionais. A iniciativa, sob coordenação do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA/FAB), vai até o dia 28 de novembro e ainda não tem data definida para o lançamento. O evento marca a entrada do Brasil no mercado global de lançamentos espaciais, abrindo novos caminhos para geração de renda e investimento no segmento.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" width="600" height="400" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Satelite-maior-1c.jpeg" alt="" class="wp-image-32448" style="width:699px;height:auto" srcset="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Satelite-maior-1c.jpeg 600w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Satelite-maior-1c-400x267.jpeg 400w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></figure>



<p>“A Operação Spaceward marca o primeiro lançamento comercial realizado a partir do território nacional e simboliza a entrada definitiva do país no mercado global de lançamentos espaciais. Essa evolução inaugura um círculo virtuoso para o Programa Espacial Brasileiro, promovendo maior investimento no segmento, impulsionando o desenvolvimento tecnológico do país e fortalecendo a soberania do Brasil no setor. A FAB mobilizou equipes altamente qualificadas, com décadas de experiência na condução de operações complexas, para garantir que cada etapa seja executada com precisão, segurança e excelência. Lançar um veículo estrangeiro aqui no Brasil mostra ao mundo que nós temos infraestrutura, conhecimento e autonomia para operar em um dos segmentos mais estratégicos da atualidade”, comenta o Diretor-Geral do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), Tenente-Brigadeiro do Ar Ricardo Augusto Fonseca Neubert.</p>



<p>A confirmação do lançamento ocorreu após uma revisão completa dos parâmetros climáticos, da integração do veículo e das cargas úteis, dos protocolos de segurança e da prontidão operacional. A data e o horário ainda poderão ser ajustados caso haja alterações no clima ou no status das operações no local.&nbsp;</p>



<p>A missão é resultado de um edital de chamamento público feito pela AEB em 2020, voltada a empresas interessadas em realizar lançamentos a partir do CLA. A Innospace foi uma das selecionadas, assinando contrato com o Comando da Aeronáutica (COMAER) em 2022.<br>    <br>Além da confirmação do lançamento, também estão definidas as cargas úteis que estarão embarcadas no HANBIT-Nano. São cinco satélites e três experimentos, desenvolvidos por entidades do Brasil e da Índia. Confira detalhes de cada uma delas: O PION-BR2 | Cientistas de Alcântara é um satélite educacional desenvolvido pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), em parceria com a AEB, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a startup PION. O veículo levará mensagens de alunos da rede pública local ao espaço, tal como uma metáfora da tradicional “garrafa ao mar”. Além do caráter simbólico e educacional da ação, a universidade fará testes de módulos e sistemas nacionais de comunicação, energia, painéis solares e computador de bordo, contribuindo para o fortalecimento da indústria espacial brasileira.</p>



<p>A iniciativa busca aproximar as comunidades quilombolas de Alcântara das atividades espaciais, transformando moradores e estudantes em protagonistas de uma missão inédita para o país. “Essa missão demonstra como ciência, cultura e educação podem caminhar juntas, conectando tecnologias estratégicas às comunidades tradicionais. Ver jovens de Alcântara participando diretamente da integração do satélite é um marco histórico e reforça o protagonismo local neste momento único para o país”, destaca o Vice-Coordenador do projeto e Professor da UFMA, Alex Oliveira Barradas Filho. </p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" width="600" height="400" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/11/lancamento-estudantes-1c.jpeg" alt="" class="wp-image-32449" style="width:699px;height:auto" srcset="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/11/lancamento-estudantes-1c.jpeg 600w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/11/lancamento-estudantes-1c-400x267.jpeg 400w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>Estudantes da UFMA integrados ao projeto aeroespacial: olha o &#8220;Jussara-K&#8221; aí&#8230;</em></strong></figcaption></figure>



<p>O Jussara-K é um satélite também desenvolvido pela UFMA, em parceria com startups e instituições nacionais. O nome faz referência ao fruto juçara, tradicional do Maranhão, enquanto a letra “K” representa a colaboração com a Epic of Sun, que planeja lançar uma constelação de satélites denominada Kara. O veículo foi concebido para coletar dados ambientais em regiões de difícil acesso, comunicando-se com plataformas terrestres de coleta de dados (PCDs) posicionadas estrategicamente na região de Alcântara.&nbsp;</p>



<p>Entre as instituições que participaram no desenvolvimento do satélite, estão a Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA) e a Fundação Sousândrade de Apoio ao Desenvolvimento da UFMA (FSADU), além de startups como All to Space, Bizu Space, Usiped e Epic of Sun. O Coordenador do projeto pela UFMA, Professor Carlos Brito, comenta a participação na operação. “É um desafio pelo alto nível de complexidade envolvida na integração de vários sistemas, além de ser uma oportunidade de estar em um evento histórico para o Programa Espacial Brasileiro. É uma grande honra e um orgulho para os pesquisadores, alunos e toda comunidade envolvida”, destaca.&nbsp;</p>



<p><strong>Comunicação em órbita</strong><br>Os satélites FloripaSat-2A e FloripaSat-2B, desenvolvidos pelo SpaceLab da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), devem validar em órbita tecnologias criadas no próprio laboratório, consolidando a plataforma FloripaSat-2 como base para futuras missões espaciais. Será a primeira vez que uma plataforma completa e projetada integralmente pelo SpaceLab será testada em voo. Entre os experimentos, está a validação de um sistema de comunicação via LoRa, tecnologia de baixo consumo energético amplamente utilizada em aplicações de IoT (Internet das Coisas).</p>



<p>O satélite FloripaSat-2B é 100% nacional, com antenas projetadas no próprio laboratório, estrutura fabricada no país e painéis solares desenvolvidos em parceria com empresas brasileiras. O lançamento marca o primeiro voo dessa nova geração de plataforma nacional, reforçando a autonomia tecnológica e ampliando as possibilidades para futuros satélites acadêmicos e institucionais.&nbsp;</p>



<p>“Participar dessa missão representa um marco histórico e simbólico para a nossa equipe e para a UFSC. Do ponto de vista tecnológico, demonstra a capacidade do país de desenvolver e testar soluções inovadoras no espaço. Do ponto de vista institucional e educacional, é um orgulho ver o trabalho de estudantes integrando uma missão pioneira que reforça o protagonismo do Brasil no cenário espacial”, destaca o Coordenador do SpaceLab/UFSC, Eduardo Bezerra, reforçando que os dois satélites foram totalmente projetados e integrados por estudantes de graduação, pós-graduação e pesquisadores do laboratório, com apoio da AEB e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).&nbsp;</p>



<p><strong>Navegação de precisão do foguete</strong><br>O foguete HANBIT-Nano levará ao espaço o Sistema de Navegação Inercial (SNI), uma plataforma nacional desenvolvida por meio de uma encomenda tecnológica da AEB em parceria com as empresas Concert Space, Cron e Horuseye Tech. Considerado o principal equipamento de controle de um foguete, o SNI será enviado como carga útil para teste de desempenho em ambiente real de voo.</p>



<p>O objetivo é validar a tecnologia, permitindo que empresas brasileiras ofereçam o produto no mercado. O SNI é responsável por determinar, com precisão, a velocidade, a posição e a atitude de um veículo durante a sua trajetória, garantindo maior controle e eficiência. Além do setor aeroespacial, a tecnologia pode ser aplicada em IoT, drones, veículos terrestres e marítimos, representando um avanço estratégico para a indústria nacional.&nbsp;</p>



<p>“Fazer este lançamento será uma excelente oportunidade para gerar herança de voo ao nosso sistema, abrindo portas para o desenvolvimento de muitas outras tecnologias nacionais que são estratégicas para o Brasil”, destaca o CEO da Concert Space, Rafael Mordente.&nbsp;</p>



<p><strong>Posicionamento de alta precisão</strong><br>A empresa Castro Leite Consultoria (CLC) integra a missão com dois equipamentos embarcados no foguete HANBIT-Nano. Por solicitação da fabricante, a Agência Força Aérea teve acesso apenas aos dados do PINA-FD, um Sistema de Navegação Inercial (INS) desenvolvido para qualificação tecnológica em ambiente de voo espacial real. O sistema é responsável pela execução do algoritmo de navegação, tanto autônoma quanto auxiliada por GNSS (<em>Global Navigation Satellite System</em>). O objetivo é testar e validar a plataforma em ambiente suborbital, obtendo dados fundamentais para sua futura aplicação em sistemas de navegação embarcados em missões espaciais.</p>



<p>A missão representa um passo importante para a empresa, ao permitir a qualificação dos dois equipamentos para voos espaciais, ampliando oportunidades no Programa Espacial Brasileiro e no mercado internacional. “Estar nessa operação representa muito mais do que um teste tecnológico: é a oportunidade de demonstrar a capacidade da indústria nacional de atuar em um cenário espacial de alto nível. A presença da CLC nessa operação reforça a importância de desenvolvermos soluções no Brasil, para o Brasil e para o mundo”, afirma o sócio-diretor da empresa, Waldemar de Castro Leite Filho.&nbsp;<strong></strong></p>



<p><strong>Cooperação internacional</strong><br>O Solaras-S2 é a carga internacional a bordo do foguete HANBIT-Nano. Trata-se de um módulo de comunicações voltado à observação da atividade solar, desenvolvido pela empresa indiana Grahaa Space, referência em soluções tecnológicas para missões de pequeno porte. O objetivo é monitorar fenômenos solares que podem impactar comunicações, navegação e sistemas tecnológicos na Terra.</p>



<p><strong>Fonte: Força Aérea Brasileira (FAB) &#8211; <em>Fotos: Divulgação / Innospace</em></strong></p>
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		<title>Do Maranhão, Brasil lança foguete comercial pela primeira vez</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Oct 2025 15:31:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Super Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Foguete será lançado na Base de Alcântara, no Maranhão, segundo a FAB. Lançamento está previsto entre os dias 13 de outubro e 7 de novembro Laura Braga Está previsto para acontecer entre os dias 13 de outubro e 7 de novembro, o primeiro lançamento de um foguete comercial no Brasil, de acordo com Força Aérea [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.maranhaobrasil.com.br/do-maranhao-brasil-lanca-foguete-comercial-pela-primeira-vez/">Do Maranhão, Brasil lança foguete comercial pela primeira vez</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.maranhaobrasil.com.br">Maranhão Brasil</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">Foguete será lançado na Base de Alcântara, no Maranhão, segundo a FAB. Lançamento está previsto entre os dias 13 de outubro e 7 de novembro</h2>



<p><a href="https://www.metropoles.com/author/laura-braga">Laura Braga</a></p>



<p>Está previsto para acontecer entre os dias 13 de outubro e 7 de novembro, o <a href="https://www.metropoles.com/brasil/brasil-lancara-no-ma-com-a-coreia-do-sul-o-1o-foguete-comercial">primeiro lançamento de um foguete comercial no Brasil</a>, de acordo com <a href="https://www.metropoles.com/colunas/paulo-cappelli/forca-aerea-brasileira-paga-r-9-milhoes-a-azul-para-treinar-pilotos">Força Aérea Brasileira (FAB)</a>. Fabricado por uma empresa sul-coreana, HANBIT-Nano será lançado do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão.</p>



<p>O lançamento do foguete foi autorizado no último mês de maio pela Agência Espacial Brasileira (AEB). Esta será a primeira vez em que um veículo espacial comercial será lançado de solo brasileiro.</p>



<p>“O lançamento no CEA marca um momento importante em nossas campanhas espaciais. Esta aprovação reflete a forte colaboração com o Brasil e o progresso rumo a um transporte espacial acessível”, afirmou a empresa Innospace em comunicado divulgado em maio.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Acordo com empresa sul-coreana</h4>



<p>Em março de 2023, a mesma empresa lançou o foguete sul-coreano HANBIT-TLV no CLA como um teste para as operações comerciais regulares que se iniciam em 2025. O lançamento foi possível graças a um Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST) feito pelo Governo Federal, em 2019.</p>



<p>Após a assinatura do documento, a Agência Espacial Brasileira (AEB) lançou um edital para atrair o interesse de empresas privadas na utilização do Centro de Lançamento de Alcântara. Quatro empresas foram habilitadas, dentre elas, a sul-coreana Innospace.</p>



<p>O acordo contém cláusulas que protegem tanto a tecnologia usada pelos estrangeiros quanto pelos brasileiros. No caso de um acordo feito com os Estados Unidos, eles poderão lançar satélites e foguetes do local, mas o território de Alcântara continuará sendo espaço de jurisdição brasileira.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Como é o foguete</h4>



<p>O HANBIT-Nano é um foguete orbital de dois estágios desenvolvido pela startup sul-coreana Innospace, projetado para o lançamento de pequenos satélites. Com 21,8 metros de comprimento e 1,4 metro de diâmetro, o veículo é capaz de transportar cargas úteis de até 90 kg para órbitas síncronas ao Sol (SSO) a uma altitude de 500 km.</p>



<p>O primeiro estágio do HANBIT-Nano é equipado com um motor híbrido de 25 toneladas de empuxo, que utiliza uma combinação de parafina sólida e oxigênio líquido como propelentes. O segundo estágio pode ser configurado conforme a missão: com o motor híbrido HyPER ou com o motor líquido LiMER, ambos com empuxo de aproximadamente 3 toneladas. Essa flexibilidade permite adaptar o foguete a diferentes requisitos de carga e perfil de voo.</p>
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		<title>Novo drone militar da China é do tamanho de uma mosca!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Jul 2025 22:04:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Do tamanho de uma mosca: o novo drone militar da China &#8211; Pequim quer usar minúsculo espião em atividades de inteligência e combate. Minidrones potentes são cada vez mais requisitados no campo de batalha. Mas tecnologia ainda não é tão acessível assim.O sonho de todo serviço secreto parece uma mosca, tem duas asas translúcidas, um [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/07/drone-2.jpg" alt="" class="wp-image-30872" width="838" height="838"/><figcaption><strong>O &#8220;drone mosca&#8221; está mais vocacionado para a espionagem&#8230;</strong></figcaption></figure>



<p>Do tamanho de uma mosca: o novo drone militar da China &#8211; Pequim quer usar minúsculo espião em atividades de inteligência e combate. Minidrones potentes são cada vez mais requisitados no campo de batalha. Mas tecnologia ainda não é tão acessível assim.O sonho de todo serviço secreto parece uma mosca, tem duas asas translúcidas, um corpo miúdo e três perninhas. Mas não é um inseto, e sim um minidrone desenvolvido pela Universidade Nacional de Tecnologia de Defesa (NUDT) da China.</p>



<p>O minúsculo equipamento foi projetado para uso em operações militares e de inteligência, segundo o jornal South China Morning Post, de Hong Kong. Ele foi apresentado em uma reportagem recente do canal militar CCTV7, parte da rede de emissoras estatais controladas pelo governo chinês.</p>



<p>&#8220;Aqui na minha mão está um robô parecido com um mosquito. Minirrobôs biônicos como este são especialmente indicados para obtenção de informações e operações especiais no campo de batalha&#8221;, afirmou à CCTV7 Liang Hexiang, pesquisador da NUDT que também desenvolve robôs humanoides.</p>



<p>A reportagem também exibiu o protótipo de um outro minidrone com quatro asas que pode ser controlado por um smartphone.</p>



<p><strong>Corrida militar pelo menor drone</strong></p>



<p>A reportagem do CCTV7 surpreendeu não só pela demonstração dos avanços dos militares chineses no setor de tecnologia robótica, mas também pela revelação pública da existência do minúsculo drone espião.</p>



<p>Ao redor do mundo, militares trabalham há anos no desenvolvimento de drones cada vez menores e mais potentes. O processo é complexo, já que requer a acomodação de diversos componentes, como microfones, câmeras, controles e baterias. Ao mesmo tempo, o produto final precisa ser silencioso, robusto, potente e capaz de percorrer grandes distâncias.</p>



<p>A fabricação de minidrones também demanda conhecimentos específicos em diversas disciplinas, como robótica, ciência de materiais e sensores &#8211; expertise técnica disponível principalmente em instalações militares.</p>



<p>Muito semelhante a modelo americano.</p>



<p>Mas não são só os militares da China que investem pesado no desenvolvimento de drones minúsculos inspirados em abelhas, vespas ou mosquitos.</p>



<p>O modelo chinês da NUDT lembra o &#8220;RoboBee&#8221;, um drone de cerca de três centímetros de tamanho que foi apresentado em 2013 por pesquisadores de Harvard. O aparelho, porém, havia sido projetado para o monitoramento agropecuário e ambiental, e é bem maior que a versão chinesa.</p>



<p>Alguns modelos autônomos do &#8220;RoboBee&#8221; são capazes de nadar embaixo da água e, dali, alçar voo, ou manter-se &#8220;sobre superfícies com a ajuda de eletricidade estática&#8221;, segundo o Wyss Institute, de Harvard.</p>



<p><strong>Nanodrones robustos para uso no campo de batalha</strong></p>



<p>Mas esses minidrones espiões não são robustos o suficiente para uso em campo de batalha. Para isso, eles teriam que resistir às intempéries do clima. Além disso, as imagens e dados teriam que ser precisos, a bateria teria que ter maior durabilidade e o alcance teria que ser tal que possibilitasse a soldados controlá-los de uma posição segura.</p>



<p>Por isso, os militares se empolgam mais com drones do tamanho aproximado da palma da mão, como o &#8220;Black Hornet&#8221; desenvolvido na Noruega e que já é usado há alguns anos para reconhecimento seguro em operações de combate.</p>



<p>O aparelho, que lembra um mini-helicóptero de brinquedo, também está em uso pela Bundeswehr, as forças armadas alemãs. Ele serve para o &#8220;reconhecimento óptico silencioso em áreas táticas próximas&#8221; e &#8220;permite que os soldados realizem um reconhecimento imediato e discreto, mesmo sem um treinamento especial&#8221;, segundo a instituição.</p>



<p>O &#8220;Black Hornet&#8221; também dispõe de tecnologia infravermelha, é &#8220;muito leve e não emite praticamente ruído nenhum&#8221;, afirma a Bundeswehr. Com uma capacidade de voo de até 25 minutos, o nanodrone portátil entrega vídeos ao vivo e imagens em HD, o que pode ser útil para reconhecer armadilhas.</p>



<p>O exército americano também desenvolve minidrones próprios, conforme anunciado pela Força Aérea em 2021. Mas a instituição mantém segredo sobre o estágio de desenvolvimento e uso de seus produtos.</p>



<p><strong>Autor: Alexander Freund</strong></p>



<pre class="wp-block-code"><code></code></pre>
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		<title>A nova e aterrorizante arma que está mudando o rumo da guerra na Ucrânia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 31 May 2025 18:41:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os drones com cabos de fibra óptica estão fazendo com que a transferência de soldados para suas posições se torne mais mortal do que a própria frente de batalha na Ucrânia.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os drones com cabos de fibra óptica estão fazendo com que a transferência de soldados para suas posições se torne mais mortal do que a própria frente de batalha na Ucrânia.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://s2-g1.glbimg.com/46ymDWUZFt2i-AfZe9ZZDx8RV58=/48x48/smart/filters:strip_icc()/s2-g1.glbimg.com/Eq2Q0pn8d2Lb6hon-EKCrvXRdDU%3D/600x0/filters%3Aquality%2850%29/https%3A//i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/g/i/AztVSYRiSVsudGiiYxuw/bbc-news-stacked-black-core-colour-rgb-hr.png" alt="TOPO"/><figcaption>Por Yogita Limaye — Rodynske, Ucrânia</figcaption></figure>



<p></p>



<p>Um odor acre cobre a cidade de Rodynske, na região ucraniana de Donetsk. E, poucos minutos depois de entrarmos na cidade, podemos observar de onde ela vem.</p>



<p>Uma bomba planadora de 250 kg atingiu o principal edifício administrativo da cidade e destruiu três blocos residenciais. Nossa visita ocorre um dia após a explosão, mas ainda se vê fumaça saindo de parte dos destroços.</p>



<p>Dos limites da cidade, ouvimos o som da artilharia e tiros. São soldados ucranianos derrubando drones russos.</p>



<p>Rodynske fica a cerca de 15 km ao norte da conturbada cidade de Pokrovsk. A <a class="" href="https://g1.globo.com/tudo-sobre/russia/">Rússia</a> vem tentando capturá-la a partir do lado sul desde o ano passado, mas, até agora, as forças ucranianas conseguiram impedir a marcha dos soldados russos.</p>



<p>Por isso, a Rússia mudou de tática, passando a sitiar a cidade, interrompendo suas vias de abastecimento.</p>



<p>Os frenéticos esforços diplomáticos das últimas duas semanas para estabelecer um cessar-fogo na <a class="" href="https://g1.globo.com/tudo-sobre/ucrania/">Ucrânia</a> fracassaram. A Rússia intensificou seus ataques e, desde então, realizou seus avanços mais significativos desde o mês de janeiro.</p>



<p>A prova está na cidade de Rodynske. Minutos depois da nossa chegada, ouvimos um drone russo sobre as nossas cabeças. Nossa equipe corre para a cobertura mais próxima disponível: uma árvore.</p>



<p>Nós nos comprimimos junto à árvore para que o drone não nos veja. Segue-se o som alto de uma explosão – um segundo drone, que atinge as proximidades.</p>



<p>O primeiro drone ainda paira acima de nós. Por mais alguns minutos, ouvimos o som sibilante e assustador daquela que se tornou a arma mais mortal desta guerra.</p>



<p>Quando não conseguimos mais ouvi-lo, aproveitamos a oportunidade para correr em busca de uma cobertura mais sólida, em uma construção abandonada a cerca de 30 metros de distância.</p>



<p>Do abrigo, ouvimos novamente o drone. Ele pode ter retornado depois de observar a nossa movimentação.</p>



<p>A invasão de Rodynske por drones russos é uma evidência de que os ataques vêm de locais muito mais próximos do que as posições russas conhecidas, ao sul de Pokrovsk.</p>



<p>Muito provavelmente, eles vêm de territórios recém-capturados, como uma estrada importante que leva do leste de Pokrovsk até a cidade ucraniana de Kostyantynivka.</p>



<p>Depois de meia hora esperando no abrigo, não conseguimos mais ouvir o drone. Nós, então, nos movimentamos rapidamente até o nosso carro, estacionado embaixo da árvore. Saímos de Rodynske a toda velocidade.</p>



<p>Ao lado da estrada, observamos a fumaça subindo e algo queimando. Provavelmente, um drone que foi derrubado.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://s2-g1.glbimg.com/nc4b9GxmamXfs1OcNKgKxLMUQNs=/0x0:800x450/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/7/K/5YmX0iTXiD3Kq5BNCW6w/1-drones-bbc.jfif" alt="Cidades como Rodynske, agora, estão em escombros, esmagadas pelos ataques aéreos da Rússia — Foto: BBC"/></figure>



<p><strong><em>Cidades como Rodynske, agora, estão em escombros, esmagadas pelos ataques aéreos da Rússia — Foto: BBC</em></strong></p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-maior-tempo-de-deslocamento">Maior tempo de deslocamento</h2>



<p>Seguimos para Bilytske, que fica mais distante da linha de frente.</p>



<p>Observamos uma fileira de casas destruídas por um ataque noturno com mísseis. Em uma delas, morava Svitlana, de 61 anos.</p>



<p>&#8220;Está ficando cada vez pior&#8221;, ela conta.</p>



<p>&#8220;No início, podíamos ouvir explosões distantes, eles estavam longe. Mas, agora, nossa cidade está sendo atacada – estamos vivenciando por nós mesmos.&#8221;</p>



<p>Svitlana recolhe alguns pertences entre os destroços da sua casa. Felizmente, ela não estava ali quando ocorreu o ataque.</p>



<p>&#8220;Vá até o centro da cidade e você verá o quanto foi destruído ali&#8221;, ela conta. &#8220;A padaria e o zoológico também foram destruídos.&#8221;</p>



<p>Encontramos soldados da unidade de artilharia da 5ª Brigada de Assalto ucraniana, em um abrigo fora do alcance dos drones.</p>



<p>&#8220;Você pode sentir o aumento da intensidade dos ataques russos&#8221;, conta Serhii.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;Foguetes, morteiros, drones&#8230; eles estão usando tudo o que têm para interromper as vias de abastecimento que levam à cidade.&#8221;</p></blockquote>



<p>Sua unidade aguarda há três dias para voltar para se movimentar.</p>



<p>Eles esperam pela cobertura das nuvens ou por ventos de alta velocidade, de forma a se proteger dos drones.</p>



<p>Neste conflito em constante evolução, os soldados precisaram se adaptar rapidamente às novas ameaças representadas pelas mudanças tecnológicas.</p>



<p>Os drones de fibra óptica são a mudança mais recente.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://s2-g1.glbimg.com/FrgTK-yHZ8yngMvtRxnYxkaZvBE=/0x0:1024x576/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/L/3/IvhZ7yRPaJDv4hOtrMEQ/2-drones-getty.jfif" alt="Os drones de fibra óptica são um novo e terrível perigo na linha de frente da guerra na Ucrânia — Foto: Getty Images"/></figure>



<p><strong><em>Os drones de fibra óptica são um novo e terrível perigo na linha de frente da guerra na Ucrânia — Foto: Getty Images</em></strong></p>



<p>Uma bobina com dezenas de quilômetros de cabo óptico é fixada à parte de baixo do drone e a fibra física é conectada ao controlador que fica com o piloto.</p>



<p>&#8220;O sinal de vídeo e controle é transmitido de e para o drone através do cabo, não por frequências de rádio. Isso faz com que ele não sofra interferências por interceptores eletrônicos&#8221;, explica um soldado com o codinome Moderador, engenheiro de drones da 68ª Brigada Jaeger.</p>



<p>Quando os drones começaram a ser empregados em larga escala na guerra na Ucrânia, os dois exércitos equiparam seus veículos com sistemas eletrônicos que conseguiam neutralizar os drones. Mas esta proteção evaporou com a chegada dos drones de fibra óptica.</p>



<p>No momento, a Rússia está na frente no desenvolvimento destes aparelhos, enquanto a Ucrânia tenta alavancar a sua produção.</p>



<p>&#8220;A Rússia começou a usar drones de fibra óptica muito antes de nós, quando ainda estávamos em fase de testes&#8221;, afirma Venia, responsável pela pilotagem de drones da 68ª Brigada Jaeger.</p>



<p>&#8220;Estes drones podem ser usados em locais onde precisamos ir mais baixo do que os drones habituais. Podemos até entrar em casas e procurar alvos no seu interior.&#8221;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;Começamos a brincar que, talvez, devêssemos carregar tesouras para cortar os cabos&#8221;, conta Serhii.</p></blockquote>



<p><strong>LEIA TAMBÉM</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li><a class="" href="https://g1.globo.com/mundo/noticia/2025/05/30/trump-repete-ha-1-mes-que-tera-novidades-sobre-guerra-na-ucrania-em-duas-semanas.ghtml">Só mais &#8216;duas semanas:&#8217; Trump repete há 1 mês promessa sobre solucionar conflito entre Rússia e Ucrânia</a></li><li><a class="" href="https://g1.globo.com/mundo/noticia/2025/05/30/leao-mata-homem-em-alojamento-de-safari-na-namibia.ghtml">Leão mata homem em alojamento de luxo durante safari na Namíbia</a></li><li><a class="" href="https://g1.globo.com/mundo/noticia/2025/05/30/elon-musk-aparece-com-o-olho-roxo-em-evento-com-trump-foto.ghtml">&#8216;Vai e me dá um soco&#8217;: Musk explica olho roxo em evento com Trump</a></li></ul>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://s2-g1.glbimg.com/arcumbRGcQbT0vc6P0f2rMDJ0S8=/0x0:800x450/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/v/0/vSN564SASALaBMB9JH1w/3-drones-bbc.jfif" alt="A unidade de Serhii precisou esperar dias até se mover para suas posições na linha de frente, devido à ameaça dos drones — Foto: BBC"/></figure>



<p><em>A unidade de Serhii precisou esperar dias até se mover para suas posições na linha de frente, devido à ameaça dos drones — Foto: BBC</em></p>



<p>Os drones de fibras ópticas também apresentam desvantagens. Eles são mais lentos, e o cabo pode ficar preso nas árvores.</p>



<p>Mas, no momento, seu uso generalizado pela Rússia faz com que o transporte de soldados de e para suas posições, muitas vezes, passe a ser mais mortal do que o próprio campo de batalha.</p>



<p>&#8220;Quando você entra em posição, você não sabe se foi identificado ou não. E, se tiver sido identificado, você pode já estar vivendo suas últimas horas de vida&#8221;, explica o sargento-chefe Oles, da unidade de reconhecimento da 5ª Brigada de Assalto.</p>



<p>Esta ameaça faz com que os soldados passem cada vez mais tempo nas suas posições.</p>



<p>Oles e seus subordinados são da infantaria. Eles servem nas trincheiras da linha de frente da defesa ucraniana.</p>



<p>Atualmente, é raro que jornalistas falem com soldados da infantaria, pois ficou muito perigoso chegar a estas trincheiras.</p>



<p>Encontramos Oles e Maksym em uma propriedade rural transformada em base improvisada. Aqui, os soldados vêm descansar quando não estão na linha de frente.</p>



<p>&#8220;O máximo de tempo que passei em posição foram 31 dias, mas conheço gente que passou 90 e até 120 dias ali&#8221;, conta Maksym. &#8220;Antes da chegada dos drones, as rotações poderiam ser de três ou sete dias em posição.&#8221;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;A guerra é sangue, morte, lama e um calafrio que vai da cabeça até o dedão do pé. É assim que você passa todos os dias.&#8221;</p></blockquote>



<p>&#8220;Eu me lembro de uma vez em que não dormimos por três dias, ficamos em alerta a cada minuto. Os russos continuavam vindo contra nós, uma onda após a outra. O menor lapso teria significado a nossa morte&#8221;, relembra Maksym.</p>



<p>Oles afirma que a infantaria russa mudou de tática.</p>



<p>&#8220;No início, eles atacavam em grupos&#8221;, ele conta. &#8220;Agora, eles mandam apenas uma ou duas pessoas de cada vez. Eles também usam motocicletas e, em alguns casos, quadriciclos. Às vezes, eles chegam sem serem percebidos.&#8221;</p>



<p>Isso significa que algumas partes da linha de frente não são mais linhas convencionais, com os ucranianos de um lado e os russos, do outro. Elas se parecem mais com tabuleiros de xadrez, onde as posições das peças podem ser intercaladas.</p>



<p>Tal configuração dificulta a observação dos avanços de cada um dos lados.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://s2-g1.glbimg.com/ylKrPxcIivJscYK16aYr_OvPXyc=/0x0:800x450/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/r/m/bHj0FiQEO2VYtiZgdMWQ/4-drones-bbc.jfif" alt="O soldado conhecido como 'Moderador' trabalha nos drones de fibra óptica da Ucrânia — Foto: BBC"/></figure>



<p><strong><em>O soldado conhecido como &#8216;Moderador&#8217; trabalha nos drones de fibra óptica da Ucrânia — Foto: BBC</em></strong></p>



<p>Apesar dos recentes ganhos da Rússia, não será fácil nem rápido tomar toda a região de Donetsk, onde fica a cidade de Pokrovsk.</p>



<p>A Ucrânia reagiu duramente, mas precisa do abastecimento constante de armas e munição para sustentar a luta. E, à medida que a guerra entra no seu quarto verão (do hemisfério norte), fica também evidente a falta de soldados ucranianos frente ao exército russo, que é muito maior que o da Ucrânia.</p>



<p>A maioria dos soldados que encontramos entrou no exército depois do início da guerra. Eles tiveram alguns meses de treinamento, mas precisaram aprender muito no <em>front</em>, em meio ao calor da guerra.</p>



<p>Maksym trabalhou em uma empresa de bebidas antes de entrar no exército. Perguntei como sua família encara seu trabalho.</p>



<p>&#8220;É difícil, é muito difícil&#8221;, responde ele.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;Minha família realmente me apoia. Mas tenho um filho com dois anos de idade e não consigo vê-lo muito.&#8221;</p></blockquote>



<p>&#8220;Mas faço chamadas de vídeo para ele, de forma que tudo está bem, dentro do possível, nestas circunstâncias&#8221;, diz ele, enquanto seus olhos se enchem de lágrimas.</p>



<p>Maksym é um soldado lutando pelo seu país. Mas também é um pai com saudade do seu filho de dois anos.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://s2-g1.glbimg.com/uHuJyMryMe39RigjVUi8_-DxvCw=/0x0:1280x1066/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/y/1/t2CowkS3CfhkcVriampg/5-drones-bbc.png" alt="Mapa mostra disputa pelo território da Ucrânia — Foto: BBC"/></figure>



<p>Mapa mostra disputa pelo território da Ucrânia — Foto: BBC</p>



<p><em>Com colaboração de Imogen Anderson, Sanjay Ganguly, Volodymyr Lozhko e Anastasiia Levchenko.</em></p>



<p><a href="http://www.bbc.com/portuguese" target="_blank" rel="noreferrer noopener"></a></p>



<p></p>



<p>31/05/2025 03h00 Atualizado há 11 horas</p>
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		<title>Inovação e desenvolvimento firmados em favor do Maranhão</title>
		<link>https://www.maranhaobrasil.com.br/inovacao-e-desenvolvimento-firmados-em-favor-do-maranhao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jan 2025 20:39:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O secretário de Desenvolvimento Econômico e Programas Estratégicos do Governo do Estado José Reinaldo Tavares e equipe técnica receberam, esta semana, na sede da SEDEPE, os professores e pesquisadores da Marandu, Agência de Inovação e Empreendedorismo da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA).</p>
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<p>O secretário de Desenvolvimento Econômico e Programas Estratégicos do Governo do Estado José Reinaldo Tavares e equipe técnica receberam, esta semana, na sede da SEDEPE, os professores e pesquisadores da Marandu, Agência de Inovação e Empreendedorismo da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA).</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter"><img decoding="async" src="https://portaloinformante.com.br/wp-content/uploads/2025/01/727970B9-31F3-4AC3-849A-AA039D00EC42.jpeg" alt="" class="wp-image-156362"/></figure>



<p><br>Criada em 2019, a agência tem objetivo de oferecer à sociedade a possibilidade de aplicação em projetos e políticas públicas do conhecimento científico produzido por alunos e professores da UEMA. A reunião foi conduzida pelo diretor-executivo da Marandu, Antônio Roberto Serra, que apresentou exemplos de estudos e pesquisas e experimentos realizados, projetos e outras iniciativas.</p>



<p>Serra, que é mestre em Administração pela Universidade Federal de Santa Catarina, doutor em Administração pela Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e pós-doutor pela Open University do Reino Unido, foi acompanhado dos professores Mauro Carozzo, João Augusto Silva, José Sampaio e da assessora especial da Reitoria Hermeneilce Wasti.</p>



<p>O ex-governador José Reinaldo destacou a importância da futura parceria estratégica da Marandu com a SEDEPE para o desenvolvimento do estado e citou projetos elaborados pela pasta, tais como a Zona de Processamento de Exportação do Maranhão (ZPE-MA) e as oportunidades extraordinárias de avanços em diversos setores com a inserção do estado em um cabo submarino de fibra ótica para transporte de informações digitais, pauta já discutida em audiência no Ministério das Comunicações. O presidente da ZPE-MA, Geraldo Carvalho Júnior, participou da reunião.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter"><img decoding="async" src="https://portaloinformante.com.br/wp-content/uploads/2025/01/E2E6111E-9234-444C-9BC0-60EDF589901D.jpeg" alt="" class="wp-image-156363"/></figure>



<p><br>“Muito promissora essa reunião uma vez que nos dá a perspectiva de cooperação com vista a desenvolvimento do Estado a partir exatamente do desenvolvimento de soluções de base científica e tecnológica com as competências que estão representadas na universidade. Foi esse o propósito: apresentar esse horizonte de soluções que as universidades do estado do Maranhão podem oferecer em contributo ao desenvolvimento estadual”, explicou Antônio Roberto Serra, diretor-executivo da Marandu.<br>O assessor especial de Apoio Institucional, Fabrício Brito, destacou a convergência da agência de inovação comum entre a secretaria e a agência da UEMA.</p>



<p>“É uma agência de desenvolvimento dentro do modelo que a SEDEPE busca, que é trabalhar as pautas de desenvolvimento econômico dentro de uma visão de inovação porque só assim vamos conseguir vencer os desafios e, principalmente, consolidar os caminhos que já têm sido estabelecidos como a ZPE, por exemplo. A agência trouxe possibilidades de inovação para os negócios, para os modelos de negócios que vão ocorrer na ZPE. Então eu acredito que é um passo bastante importante para a consolidação dos projetos da SEDEPE”, avaliou Brito.</p>
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		<title>Sancionada lei que restringe celular nas escolas do ensino básico</title>
		<link>https://www.maranhaobrasil.com.br/senado-aprova-restricao-ao-celular-nas-escolas-do-ensino-basico/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Dec 2024 21:22:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Legislativo]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[aparovação]]></category>
		<category><![CDATA[ensinoi básico]]></category>
		<category><![CDATA[restrição]]></category>
		<category><![CDATA[senado federal]]></category>
		<category><![CDATA[uso do celular]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Senado aprovou, quarta-feira (19 dez), o projeto de lei que regulamenta o uso de aparelhos eletrônicos portáteis, como celulares, por estudantes em escolas de educação básica. A proposta (PL 4.932/2024), de autoria da Câmara dos Deputados, teve como relator o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e segue agora para sanção presidencial.</p>
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<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Celular-na-sala-1.jpeg" alt="" class="wp-image-30375" width="841" height="490"/></figure>



<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou na última segunda-feira (13) o Projeto de Lei 104/2015, que restringe o uso de aparelhos eletrônicos portáteis, sobretudo telefones celulares, nas salas de aula de escolas públicas e privadas do ensino básico em todo o país. Um decreto do presidente, que sairá em até 30 dias, vai regulamentar a nova legislação, para que passe valer para o início do ano letivo, em fevereiro. O projeto de lei foi aprovado no fim do ano&nbsp;passado pelo Congresso Nacional. &nbsp;<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1626694&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1626694&amp;o=node"></p>



<p>“Essa sanção aqui significa o reconhecimento do trabalho de todas as pessoas sérias que cuidam da educação, de todas as pessoas que querem cuidar das crianças e adolescentes desse país”, afirmou o presidente, que&nbsp;fez questão de elogiar o trabalho dos parlamentares que aprovaram a medida.</p>



<p>“Imagina uma professora dando aula e, quando ela olha para os alunos, está cada um olhando para o celular, um tá na China, outro tá na Suécia, outro tá no Japão, outro está em outro estado conversando com gente que não tem nada a ver com a aula que ela está recebendo. A gente precisa voltar a permitir que o humanismo não seja trocado por algoritmo”, enfatizou Lula ao comentar sobre a nova lei.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-outros-paises">Outros países</h2>



<p>Países como França, Espanha, Grécia, Dinamarca, Itália e Holanda já adotam&nbsp;legislações que restringem uso de celular em escolas. Apoiado pelo&nbsp;governo federal e por especialistas, o projeto alcançou um amplo consenso no Legislativo, unindo governistas e oposicionistas.</p>



<p>“Não dá para um aluno estar na sala de aula, no Tiktok, na rede social, quando o professor está dando aula. Toda vez que um aluno recebe uma notificação, é como se ele saísse da sala de aula. Toda vez que ele recebe uma notificação quando ele está numa roda de conversa, é como se a gente perdesse a atenção dele”, afirmou o secretário municipal de Educação do Rio de Janeiro, Renan Ferreirinha, que é deputado federal licenciado e autor do projeto na Câmara. Ele classificou o projeto como uma das principais vitórias do século na educação brasileira.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-o-que-diz-a-lei">O que diz a lei</h2>



<p>De acordo com o ministro da Educação, Camilo Santana, a lei restringe o uso em sala de aula e nos intervalos, para fins pessoais, mas há exceções, como o uso para finalidade pedagógica, sob supervisão dos professores, ou em casos de pessoas que necessitem de apoio do aparelho para acessibilidade tecnológica ou por alguma necessidade de saúde.</p>



<p>“Nós não somos contra acesso a tecnologias, até porque não há mais retorno no mundo de hoje. Mas nós queremos que essa tecnologia, essa ferramenta, seja utilizada de forma adequada e, principalmente, nas faixas [etárias] importantes da vida das crianças e adolescentes”, afirmou o ministro, que alertou sobre o uso cada vez mais precoce e prolongado do celular por crianças.</p>



<p>“Estamos fazendo uma ação na escola, mas é importante conscientizar os pais de limitar e controlar o uso desses aparelhos fora de sala de aula, fora da escola”, acrescentou Camilo Santana.</p>



<p>O ministro pediu engajamento das famílias e das comunidades escolares para fazer valer a nova lei.</p>



<p>A secretária nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Maria do Pilar Lacerda Almeida e Silva, que coordena a Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE), afirmou que o colegiado vai publicar orientação para as redes públicas e privadas. “O Conselho Nacional de Educação vai fazer uma resolução que oriente as redes, as escolas, de como fazer isso sem parecer uma opressão”, disse. O MEC também deve publicar guias com orientações para as escolas de todo o país.</p>
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		<title>Acesso à internet cresce em 2023 no Brasil: 91% da população conectada￼</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Nov 2023 03:51:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Cetic.br]]></category>
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		<category><![CDATA[pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[TIC Domicílios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>TIC Domicílios mostra que 64 milhões de residências estão conectadas à web, de modo que a internet está presente em 84% dos lares brasileiros; para 58% da população que navega na rede, celular é o único meio de acesso.</p>
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<p><a href="https://www.telesintese.com.br/author/eduardo-vasconcelos/">EDUARDO VASCONCELOS</a>*</p>



<p><strong>TIC Domicílios mostra que 64 milhões de residências estão conectadas à web, de modo que a internet está presente em 84% dos lares brasileiros; para 58% da população que navega na rede, celular é o único meio de acesso</strong>.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-style-default"><img loading="lazy" decoding="async" width="936" height="600" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Internet-crescimento.jpg" alt="" class="wp-image-29883" srcset="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Internet-crescimento.jpg 936w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Internet-crescimento-400x256.jpg 400w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Internet-crescimento-768x492.jpg 768w" sizes="(max-width: 936px) 100vw, 936px" /><figcaption><strong><em>Classes mais vulneráveis impulsionam o acesso à internet no País (crédito: Freepik)</em></strong></figcaption></figure>



<p>O estudo aponta que, em números absolutos, <strong>64 milhões de domicílios estão conectados à rede</strong>. Em termos percentuais, houve um aumento de quatro pontos na comparação com 2022, quando o acesso estava presente em 80% dos lares.</p>



<p>A pesquisa mostra que, estatisticamente, os avanços mais significativos foram observados nos domicílios das classes C (passando de 87% em 2022 para <strong>91% em 2023</strong>) e DE (de 60% para <strong>67%</strong>). No caso das classes A e B, a presença da internet é vista em 98% dos lares, o que indica estabilidade dentro da margem de erro do levantamento.</p>



<p>No que diz respeito aos usuários, a proporção também cresceu. A TIC Domicílios mostra que a taxa da população com acesso à web subiu de 81%, em 2022, para <strong>84%</strong>, neste ano, o que indica que há <strong>156 milhões de usuários de internet no País</strong>.</p>



<p>O crescimento em termos populacionais foi <strong>puxado pelas mulheres</strong>, cuja proporção de usuárias subiu de 81% para 86%, ficando à frente dos homens (83%).</p>



<p><strong>Compartilhamento com vizinho</strong></p>



<p>Com base no estudo, nota-se que <strong>um quarto (25%) das residências das classes DE compartilham a conexão com o vizinho</strong>. O percentual cai para 15% na classe C e 9%, na B – na classe A, de renda mais elevada, fica em 1%.</p>



<p>O compartilhamento do acesso à rede é mais comum na zona rural, onde 27% dos domicílios têm essa prática, e no Nordeste, região na qual praticamente um quarto (24%) das residências divide a conexão com o vizinho.</p>



<p><strong>Celular predomina</strong></p>



<p>A pesquisa mostra que, <strong>para 58% dos usuários de internet no País, o celular é o único meio de acesso</strong>. O percentual mostra queda em relação à <a href="https://www.telesintese.com.br/celular-e-unico-meio-de-acesso-para-62-usuarios-de-internet-no-brasil/">edição anterior do estudo</a>, que apontava que o smartphone era o único dispositivo de acesso para 62%.</p>



<p>Além disso, a conectividade exclusiva pelo celular <strong>predomina nos estratos da população com menor nível de escolaridade</strong>, chegando a 91% das pessoas que possuem educação infantil ou são analfabetas. Entre aqueles que completaram o Ensino Fundamental (80%) e Médio (61%), a proporção também é significativa.</p>



<p>No recorte por nível de renda, <strong>a conexão somente via smartphone é uma realidade para 87% da classe DE e 61% da classe C</strong>.</p>



<p>O estudo ainda apresenta que <strong>menos da metade dos usuários</strong> <strong>(41%)</strong> conseguem navegar utilizando tanto o celular quanto o computador.</p>



<p><strong>Desconectados</strong></p>



<p>A <strong>quantidade de pessoas que não navegam na web caiu de 36 milhões, em 2022, para 29 milhões, em 2023</strong>. Desse total, 24 milhões residem em áreas urbanas, 17 milhões se declaram pretos ou pardos e 17 milhões pertencem às classes DE. Mais da metade dos desconectados (16 milhões) tem 60 anos ou mais. Além do mais, 24 milhões estudaram até o Ensino Fundamental.</p>



<p>No caso dos domicílios, <strong>16% das residências do País não têm qualquer acesso à rede</strong>.</p>



<p>Realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), a pesquisa foi feita com 23.975 domicílios e 21.271 indivíduos. Os dados foram coletados a partir de entrevistas presenciais, conduzidas entre março e julho deste ano. <a href="https://www.telesintese.com.br/tag/acesso-a-internet/">acesso à internet</a>, <a href="https://www.telesintese.com.br/tag/cetic/">cetic</a>, <a href="https://www.telesintese.com.br/tag/cgi/">CGI</a>, <a href="https://www.telesintese.com.br/tag/nic-br/">nic.br</a>, <a href="https://www.telesintese.com.br/tag/tic-domicilios/">TIC Domicílios</a>, <a href="https://www.telesintese.com.br/tag/tic-domicilios-2023/">TIC Domicílios 2023</a></p>



<p><strong><em>*bEduardo Vasconcelos, editor do PORTAL DE TELECOMUNICAÇÕES, INTERNET E TICS</em></strong></p>



<figure class="wp-block-image"><a href="https://www.telesintese.com.br/"><img decoding="async" src="https://www.telesintese.com.br/wp-content/uploads/2023/11/logo-telesintese-branco-02.png" alt="" class="wp-image-188682"/></a></figure>



<h3 class="wp-block-heading"></h3>



<figure class="wp-block-image"><a href="https://www.telesintese.com.br/"><img decoding="async" src="https://www.telesintese.com.br/wp-content/uploads/2023/11/logo-telesintese-branco-02.png" alt="" class="wp-image-188682"/></a></figure>
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