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	<title>Ciência | Maranhão Brasil</title>
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	<description>Nossa cara na Net</description>
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	<title>Ciência | Maranhão Brasil</title>
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		<title>Lançamento do foguete coreano da Base de Alcântara é adiado mais uma vez</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Dec 2025 15:28:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Super Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[AEB]]></category>
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		<category><![CDATA[Centro de Lançamento]]></category>
		<category><![CDATA[Hanbit-Nano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O primeiro lançamento de um foguete comercial no Brasil, marcado para esta quarta-feira (17), foi adiado novamente. A informação foi divulgada pela empresa Innospace, sul-coreana responsável pela produção do veículo e confirmada pela Força Aérea Brasileira (FAB).</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>O foguete  HANBIT-Nano terá nova data, e passará por ajustes técnicos</strong></p>



<p>O primeiro lançamento de um foguete comercial no Brasil, marcado para esta quarta-feira (17), foi <a class="" href="https://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2025/11/21/lancamento-do-foguete-hanbit-nano-em-alcantara-e-adiado-para-dezembro.ghtml">adiado novamente</a>. A informação foi divulgada pela empresa Innospace, sul-coreana responsável pela produção do veículo e confirmada pela Força Aérea Brasileira (FAB).</p>



<p> Em nota, a Innospace afirmou que o adiamento ocorreu para &#8220;garantir tempo para a substituição de componentes&#8221; após uma anomalia ser detectada no dispositivo de resfriamento do sistema de fornecimento de oxidante do primeiro estágio durante o procedimento de inspeção final para o lançamento.</p>



<p>Ainda segundo a Innospace, cuja sede é em São José dos Campos (SP), &#8220;a medida envolve apenas a substituição de alguns componentes do sistema de refrigeração e que o foguete não apresenta defeitos estruturais&#8221;.</p>



<p>Quando lançado, o foguete terá a bordo oito cargas úteis, sendo cinco satélites e três experimentos que foram desenvolvidos por entidades do Brasil e da Índia.</p>



<p>O lançamento representa um marco para o Programa Espacial Brasileiro, com aplicações em estudos ambientais e no desenvolvimento de futuras missões. Caso seja bem-sucedida, a operação pode posicionar o Brasil de forma estratégica no mercado global de lançamentos espaciais.</p>



<p><em>&nbsp;Essa vai ser a primeira vez que o Brasil vai liderar uma missão comercial de colocação de satélites em órbita a partir do território nacional. O trabalho é coordenado pela Força Aérea Brasileira (FAB) e pela Agência Espacial Brasileira (AEB).</em></p>



<p>Os satélites atuarão em mais de cinco frentes de pesquisa e análise de dados, sendo elas a <strong>coleta e transmissão de dados ambientais</strong>; <strong>testes de comunicação em órbita;</strong> <strong>envio de mensagens ao espaço e outros testes de comunicação</strong>; <strong>navegação e precisão do foguete</strong>; <strong>monitoramento de dados solares </strong>e o <strong>posicionamento de alta precisão.</strong></p>



<p>O lançamento do foguete HANBIT-Nano ocorrerá em dois estágios e poderá ser visto a olho nu dos céu de Alcântara (MA) e em parte de <a href="https://g1.globo.com/ma/maranhao/cidade/sao-luis/">São Luís (MA)</a>. Ao todo, estão sendo mobilizados 500 profissionais entre civis e militares para a operação.</p>



<p><strong>Coleta e transmissão de dados ambientais</strong></p>



<p>O satélite <strong>Jussara-K</strong> foi desenvolvido pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) em parceria com startups e instituições nacionais. O nome faz referência a Jussara, conhecido também como açaí, um fruto tradicional do Maranhão e de estados do Norte.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1000" height="616" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Pesquisadores-da-UFMA-1c.jpg" alt="" class="wp-image-32769" srcset="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Pesquisadores-da-UFMA-1c.jpg 1000w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Pesquisadores-da-UFMA-1c-400x246.jpg 400w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Pesquisadores-da-UFMA-1c-768x473.jpg 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>Satélite desenvolvido por pesquisadores da UFMA será lançado no espaço — Foto: Divulgação/UFMA</em></strong></figcaption></figure>



<p>Sua missão será coletar dados ambientais em regiões de difícil acesso, comunicando-se com plataformas terrestres de coleta de dados (PCDs), que estão posicionadas estrategicamente na região de Alcântara.</p>



<p><strong>Comunicação em órbita</strong></p>



<p>Os satélites<strong> FloripaSat-2A</strong> e <strong>FloripaSat-2B </strong>foram desenvolvidos no laboratório SpaceLab da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O FloripaSat-2B é produzido totalmente no Brasil.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="1000" height="562" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Satelites-irao-ao-espaco1c.jpg" alt="" class="wp-image-32770" srcset="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Satelites-irao-ao-espaco1c.jpg 1000w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Satelites-irao-ao-espaco1c-400x225.jpg 400w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Satelites-irao-ao-espaco1c-768x432.jpg 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>Dois dos satélites que estarão a bordo do foguete HANBIT-Nano — Foto: Divulgação/FAB</em></strong></figcaption></figure>



<p>Ambos devem validar em órbita as tecnologias criadas no próprio laboratório, considerando a plataforma FloripaSat-2 como base para futuras missões espaciais.</p>



<p>O dispositivo também vai validar um sistema de comunicação via LoRa, uma tecnologia de baixo consumo energético amplamente utilizada em aplicações de IoT (Internet das Coisas).</p>



<p><strong>Mensagens ao espaço</strong></p>



<p>Um dos satélites, o <strong>PION-BR2 &#8211; Cientistas de Alcântara</strong>, enviará ao espaço mensagens de alunos da rede pública de Alcântara. O objetivo é aproximar as comunidades quilombolas da região de atividades espaciais na área.</p>



<p>O dispositivo foi desenvolvido pela UFMA, em parceria com a AEB, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a startup PION.&nbsp;</p>



<p>Além das mensagens, o satélite fará testes em sistemas nacionais de comunicação, energia, painéis solares e computador a bordo, contribuindo para o fortalecimento da indústria espacial no Brasil.</p>



<p><strong>Navegação e precisão do foguete</strong></p>



<p>De olho em missões futuras, o HANBIT-Nano levará a bordo um Sistema de Navegação Inercial (SNI), uma plataforma de tecnologia nacional que será testada em condições reais de voo. Ele foi batizado de SNI-GHSS.</p>



<p>➡️ O objetivo é validar o desempenho do sistema, fortalecer a tecnologia desenvolvida no país e permitir que empresas brasileiras passem a oferecer o produto no mercado internacional.</p>



<p>O sistema é capaz de determinar com precisão a velocidade, a posição e a atitude do foguete ao longo da trajetória, garantindo maior controle e eficiência da missão. Além do setor aeroespacial, a tecnologia também possui aplicações em áreas como drones, veículos terrestres e marítimos.</p>



<p>O desenvolvimento do SNI ocorreu por meio de uma encomenda tecnológica da Agência Espacial Brasileira (AEB), em parceria com as empresas Concert Space, Cron e HORUSEYE TECH.</p>



<p><strong>Monitoramento de dados solares</strong></p>



<p>Entre as cargas úteis do foguete está o <strong>Solaras-S2</strong>, um experimento internacional de comunicações voltado à observação da atividade solar. O objetivo é monitorar fenômenos solares que podem impactar sistemas de comunicação, navegação e outras tecnologias na Terra.</p>



<p>O Solaras-S2 é desenvolvido pela empresa indiana Grahaa Space, referência em soluções tecnológicas para missões espaciais de pequeno porte.</p>



<p><strong>Posicionamento de alta precisão</strong></p>



<p>O HANBIT-Nano levará aos céus um <strong>Sistema de Navegação Inercial (INS)</strong>, responsável pela execução de um algoritmo de navegação autônoma e auxiliada por GNSS (Global Navigation Satellite System). O objetivo é testar e validar a plataforma em ambiente suborbital &#8211; quando o veículo sobe até o espaço, realiza os testes e depois retorna à Terra.</p>



<p>🚀 Esse experimento deve gerar dados para sua futura aplicação em sistemas de navegação embarcados em missões espaciais.</p>



<p>O sistema foi desenvolvido pela empresa Castro Leite Consultoria (CLC), que também possui outro experimento a bordo do foguete. No entanto, por solicitação do fabricante, a Força Aérea Brasileira (FAB) terá acesso apenas aos dados de um dos dispositivos.</p>



<p><strong>Parcerias</strong></p>



<p>O HANBIT-Nano é desenvolvido pela empresa sul-coreana Innospace e foi projetado para lançamento de pequenos satélites. A empresa recebeu autorização da Força Aérea Brasileira (FAB) em maio deste ano para o lançamento do veículo espacial.</p>



<p><em>🚀</em><em> O foguete tem 21,9 metros de altura, pesa 20 toneladas e tem 1,4 metro de diâmetro. Em números mais reais, o HANBIT-Nano pode voar 30 vezes mais rápido que um avião comercial e tem o peso de quatro elefantes africanos.</em></p>



<p>Esta não é a primeira vez que a empresa sul-coreana realiza um lançamento na Base de Alcântara. Em março de 2023, foi realizado um voo-teste com o foguete HANBIT-TLV e, na época, a operação foi considerada bem-sucedida e o voo durou 4 minutos e 33 segundos.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="1000" height="562" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Satelite-Inospace-1c.jpg" alt="" class="wp-image-32583" srcset="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Satelite-Inospace-1c.jpg 1000w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Satelite-Inospace-1c-400x225.jpg 400w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Satelite-Inospace-1c-768x432.jpg 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>Foguete HANBIT-Nano previsto para ser lançado nesta sexta-feira (19) no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) no Maranhão — Foto: INNOSPACE</em></strong></figcaption></figure>



<p><strong><em>Com informações FAB/INNOSPACE/G1</em></strong></p>



<p></p>
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		<title>Neutrinos, os mensageiros cósmicos que podem explicar mistérios do Sol e dos buracos negros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Portal Maranhão Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Jun 2020 18:22:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[astrologia]]></category>
		<category><![CDATA[buraco negro]]></category>
		<category><![CDATA[sol]]></category>
		<category><![CDATA[universo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eles são viajantes do Universo, atravessam nossos corpos. &#8220;Dia e noite, a cada segundo, bilhões de neutrinos passam por nós&#8221;, diz o físico Juan de Dios Zornoza, professor da Universidade de Valência (Espanha). Os neutrinos estão entre as partículas mais enigmáticas da Física. Uma das razões para isso está no fato de que eles são [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h3 class="wp-block-heading">Eles são viajantes do Universo, atravessam nossos corpos.</h3>



<p>&#8220;Dia e noite, a cada segundo, bilhões de neutrinos passam por nós&#8221;, diz o físico Juan de Dios Zornoza, professor da Universidade de Valência (Espanha).</p>



<p>Os neutrinos estão entre as partículas mais enigmáticas da Física.</p>



<p>Uma das razões para isso está no fato de que eles são extremamente difíceis de se detectar. Assim, os&nbsp;<a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/cr50y580rjxt">cientistas</a>&nbsp;têm de desenvolver estratégias criativas para tentar &#8220;capturá-los&#8221;.</p>



<p>Alguns chegaram a instalar instrumentos a mil metros abaixo da superfície da Antártida e nas profundezas do mar Mediterrâneo, outros colocaram antenas em um balão que sobrevoa o continente congelado.</p>



<p>&#8220;Assim como um astrônomo vai para uma montanha com seu telescópio e observa as estrelas, queremos saber como o Universo funciona. Mas, em vez de usar a luz, usamos outro mensageiro cósmico, que são os neutrinos&#8221;, explica Zornoza, coordenador do grupo espanhol ANTARES, que busca neutrinos no Mediterrâneo.</p>



<p>Os neutrinos podem vir de outras galáxias, mas também de estrelas mais próximas, como o nosso Sol.</p>



<p>&#8220;Eles nos dão informações sobre lugares impossíveis de se acessar&#8221;, disse à BBC News Mundo (serviço em espanhol da BBC) o físico peruano Carlos Alberto Argüelles, pesquisador do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) e membro do IceCube, projeto que busca neutrinos abaixo do gelo antártico.</p>



<p>O cientista explica que as as fusões nucleares no centro do Sol emitem neutrinos. Assim, estudando essas partículas, seria possível saber o que está acontecendo dentro do astro, por exemplo.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que a Ciência sabe sobre os neutrinos</h3>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/112528944_particula6.jpg" alt="" class="wp-image-68" width="624" height="351" srcset="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/112528944_particula6.jpg 624w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/112528944_particula6-400x225.jpg 400w" sizes="(max-width: 624px) 100vw, 624px" /></figure>



<p>Os neutrinos são partículas elementares, um dos blocos fundamentais da natureza.</p>



<p>&#8220;Eles são a segunda partícula mais abundante do Universo&#8221;, explica Zornoza. &#8220;O que mais há no Universo são fótons, isto é, partículas de luz. Em segundo lugar, vêm os neutrinos.&#8221;</p>



<p>E essas partículas têm a especificidade de dificilmente interagirem com o que encontram em seu caminho, passando facilmente pela matéria.</p>



<p>&#8220;Das quatro forças que conhecemos — gravidade, força eletromagnética, força nuclear forte e força nuclear fraca —, os neutrinos só interagem com uma, a força nuclear fraca&#8221;, aponta Argüelles.</p>



<p>E justamente por isso, diz Zornoza, os neutrinos &#8220;são capazes de atravessar uma barreira de anos-luz de chumbo e chegar ao outro lado, o que os torna muito difíceis de serem detectados&#8221;.</p>



<p>Há muitas características dessa partícula ainda não conhecidas.</p>



<p>&#8220;Os neutrinos são estranhos, sabemos que eles têm uma massa, mas ainda não sabemos o quanto é ou como se origina. Possivelmente, eles estão conectados a outra partícula que pode lhes dar uma massa secreta, algo que esteja produzindo essa massa&#8221;, diz Argüelles.</p>



<p>&#8220;Há também um fenômeno conhecido como oscilação de neutrinos, porque existem vários tipos de neutrinos e eles podem se transformar.&#8221;</p>



<h3 class="wp-block-heading">Eles viajam em linha reta</h3>



<p>Os neutrinos não têm carga elétrica e, portanto, são uma ferramenta eficiente para o estudo do Universo.</p>



<p>&#8220;Como é uma partícula neutra, sem carga, é ideal para a astronomia, porque ela não é desviada por campos magnéticos&#8221;, explica Juan Antonio Aguilar, pesquisador espanhol da Universidade Livre de Bruxelas e chefe do grupo IceCube local.</p>



<p>&#8220;Isso significa que, se existe uma fonte no Universo que emite neutrinos, esses neutrinos virão diretamente de lá para nós&#8221;.</p>



<p>Ao viajar em linha reta e interagir de forma fraca com a matéria, os neutrinos revelam em qual direção está sua fonte, diferente de outros &#8220;mensageiros&#8221;, como os raios cósmicos ou raios gama.</p>



<p>&#8220;Os raios cósmicos, compostos principalmente de prótons, viajam de fontes muito distantes de nós, mas, como eles têm carga elétrica, se houver campos magnéticos, eles são desviados&#8221;, detalha Argüelles.</p>



<p>Os raios gama, por outro lado, são luz. E a luz pode ser bloqueada ou obscurecida por nuvens de poeira ou gás.</p>



<p>&#8220;Então temos o neutrino, que, mesmo que haja campos magnéticos, ele segue seu caminho; e mesmo que haja nuvens de poeira, ele as atravessa. Por isso, eles são mensageiros diretos dos objetos de onde vêm e nos fornecem informações verdadeiramente únicas&#8221;, acrescenta.</p>



<p>&#8220;Sendo partículas quase &#8216;fantasmas&#8217;, que atravessam tudo, elas podem nos trazer informações de lugares muito energéticos e muito densos, como aqueles ao redor dos buracos negros.&#8221;</p>



<h3 class="wp-block-heading">Pesquisas no Polo Sul e no Mediterrâneo</h3>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/112661040_anita.jpg" alt="" class="wp-image-67" width="624" height="351" srcset="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/112661040_anita.jpg 624w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/112661040_anita-400x225.jpg 400w" sizes="(max-width: 624px) 100vw, 624px" /><figcaption>O projeto ANITA também explora neutrinos na Antártida</figcaption></figure>



<p>Para capturar os esquivos neutrinos, cientistas usam táticas diferentes.</p>



<p>O telescópio de neutrinos IceCube, no Polo Sul, é uma iniciativa internacional que envolve cerca de 300 pesquisadores de instituições de 12 países da Europa, América do Norte, Ásia e Oceania.</p>



<p>Eles recebem dados por satélite de sensores instalados abaixo da superfície antártica — e o trabalho não parou durante a atual pandemia de coronavírus.</p>



<p>No caso do projeto ANTARES, os detectores estão a 2,5 mil metros de profundidade no mar Mediterrâneo, perto da costa francesa da Marselha.</p>



<p>O ANTARES ganhará um novo telescópio subaquático de neutrinos, chamado KM3NeT e atualmente em construção. Ele será instalado em profundidades ainda maiores no Mediterrâneo.</p>



<p>Embora os neutrinos se comportem como partículas &#8220;fantasmas&#8221;, os cientistas conseguem encontrá-los.</p>



<p>&#8220;De todos os neutrinos que chegam até nós, de tempos em tempos, alguns interagem e produzem outra partícula, chamada múon, que é um tipo de elétron, mas com mais massa&#8221;, explica Zornoza.</p>



<p>&#8220;Então esse múon, se estivermos em um meio transparente, como água ou gelo, emite o que é chamado de luz Cherenkov, uma luz azul que se pode ver.&#8221;</p>



<p>&#8220;No Mediterrâneo ou na Antártida, colocamos detectores de luz. Muitos neutrinos escapam, mas alguns produzem um múon que emite luz.&#8221;</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/112529055_particula10.jpg" alt="" class="wp-image-66" width="624" height="351" srcset="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/112529055_particula10.jpg 624w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/112529055_particula10-400x225.jpg 400w" sizes="(max-width: 624px) 100vw, 624px" /><figcaption>Equipamentos do projeto ANTARES detectam flashes quando um neutrino produz um múon</figcaption></figure>



<p>Já o projeto ANITA (Antártida Transitive Boost Antena), financiado em parte pela Nasa, a agência espacial americana, usa outra estratégia para detectar neutrinos.</p>



<p>Ele recorre a dezenas de antenas presas a um balão estratosférico.</p>



<p>Os detectores ANITA não procuram flashes de luz, mas sim sinais de rádio produzidos pela interação entre o gelo e os neutrinos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Um mistério centenário</h3>



<p>Por que os cientistas fazem estes esforços e desenvolvem projetos mirabolantes para entender melhor os neutrinos?</p>



<p>Primeiro, eles podem ajudar a resolver grandes enigmas, como o da matéria escura, da qual 80% do Universo é constituído, mas que é praticamente uma desconhecida.</p>



<p>&#8220;É provável que a matéria escura se acumule em lugares como o centro de nossa galáxia ou do Sol. Ali, se emitiriam, entre outras coisas, neutrinos&#8221;, explica Zornoza.</p>



<p>&#8220;Detectar neutrinos dessas fontes nos daria pistas para entender do que a matéria escura é feita.&#8221;</p>



<p>E há outro grande mistério que os neutrinos podem ajudar a esclarecer: a origem dos raios cósmicos.</p>



<p>&#8220;Mais de 100 anos atrás, esses raios cósmicos que chegam à Terra foram descobertos, mas ainda não entendemos de onde vêm. Entretanto, é muito provável que haja neutrinos nestes lugares (de origem)&#8221;, afirma.</p>



<p>&#8220;Se conseguirmos detectar esses neutrinos, eles podem nos ajudar a resolver o mistério secular do que produz os raios cósmicos.&#8221;</p>



<p></p>
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