Milícia é um grupo armado paramilitar que atua como poder paralelo, formado por policiais, ex-policiais e civis, controlando territórios e explorando economicamente comunidades no Rio de Janeiro.

Definição e Origem
As milícias surgiram no Rio de Janeiro na década de 1980, inicialmente como grupos de agentes de segurança pública que se organizavam para combater o tráfico de drogas em favelas e conjuntos habitacionais, oferecendo uma falsa sensação de proteção à população local CartaCapital+2. Com o tempo, esses grupos passaram a atuar à margem da lei, impondo controle territorial e cobrando taxas de moradores e comerciantes, além de explorar serviços essenciais como transporte alternativo, gás, água e TV a cabo CartaCapital+2.
Estrutura e Composição
As milícias são compostas por policiais militares, civis, bombeiros, guardas municipais, agentes penitenciários, ex-agentes do Estado e moradores das comunidades. Elas operam de forma organizada, com hierarquia e divisão de funções, e muitas vezes mantêm relações com políticos locais para legitimar sua atuação e expandir seu poder Wikipedia+2. A presença de milicianos em cargos políticos permite que o grupo influencie decisões e obtenha impunidade para suas atividades criminosas Wikipedia+1.
Atividades Criminosas
Além da extorsão e cobrança de “taxas de proteção”, as milícias realizam homicídios, tortura, controle de imóveis, venda de serviços clandestinos e, mais recentemente, passaram a atuar no tráfico de drogas, formando as chamadas “narcomilícias” CartaCapital+2. Elas mantêm um regime de medo, impondo regras e toques de recolher nas comunidades, e disputam territórios com facções como o Comando Vermelho, gerando confrontos violentos globo.com+2.
Impacto Social
Atualmente, estima-se que cerca de 4,4 milhões de pessoas vivam em áreas controladas por milícias e facções no Rio de Janeiro, com as milícias dominando grande parte da Zona Oeste da cidade globo.com+1. A população local sofre com violência, restrição de liberdade, cobrança de taxas e insegurança constante, tornando-se refém do poder paralelo imposto pelos grupos UOL+2.
Evolução e Política
Ao longo de quatro décadas, as milícias evoluíram de grupos de “autodefesa comunitária” para organizações criminosas sofisticadas, com forte presença política e econômica. Elas se consolidaram como uma das principais ameaças à segurança pública no estado, muitas vezes rivalizando ou se aliando ao tráfico de drogas para expandir seus negócios e territórios
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