O ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), foi eleito governador do Maranhão neste domingo (4), com 54,20% dos votos válidos, e encerrou a disputa pelo Palácio dos Leões ainda no primeiro turno. Orleans Brandão (MDB) ficou em segundo lugar, com 34,59%. O resultado foi confirmado com 97,51% das urnas apuradas, na noite deste domingo (4).
A vitória leva Braide ao comando do governo estadual após dois mandatos consecutivos à frente da capital maranhense, um deles pela metade, já que se desincompatibilizou para ser candidato, e encerra uma eleição marcada pela divisão do grupo político que governou o estado nos últimos anos.
Braide chegou à reta final da campanha na liderança isolada das pesquisas. No último levantamento Quaest encomendado pela TV Mirante e divulgado antes da votação, em 25 de setembro, o ex-prefeito aparecia com 46% das intenções de voto, contra 27% de Orleans Brandão. Felipe Camarão (PT) registrava 10%, enquanto os demais candidatos apareciam numericamente distantes da disputa.
Sempre bem avaliado na capital, Eduardo Braide percebeu que havia espaço para ser candidato a governador, e vencer. Um dos fatos que também o levaram a tomar a decisão foram as cisões entre o grupo político do governador Carlos Brandão e do ministro do STF, Flávio Dino. Melhor ficou quando Brandão anunciou como candidato seu auxiliar e sobrinho, o neófito Orleans Brandão, que nunca tivera uma experiência político-administrativa, exceto o cargo que assumiiu com o objetivo exclusivo de fazer campanha política.
Deu errado, completamente errado, como se viu neste 4 de outubro. Braide ganha a eleição no primeiro turno, com a vantagem de também fazer os dois candidatos a senador que se alinharam ao seu grupo: André Fufuca e Lahesio Bonfim.
Eduardo Braide
O ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) venceu neste domingo (4) a eleição para governador do Maranhão no primeiro turno. Ele alcançou a maioria dos votos válidos durante a apuração das eleições de 2026. Braide havia deixado a Prefeitura de São Luís para concorrer ao governo do Maranhão, tendo Elaine Carneiro (PSD) como candidata a vice-governadora.
Ele venceu com com 54% dos votos válidos, à frente de Orleans Brandão (MDB), que registrou 34%.
Da Prefeitura da capital ao governo
Eduardo Salim Braide, de 56 anos, nasceu em São Luís e é formado em Direito pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). A eleição para governador representa um novo estágio de uma trajetória que passou pela Assembleia Legislativa e pelo comando da capital maranhense.
Antes de entrar na disputa estadual de 2026, Braide deixou a Prefeitura de São Luís para lançar sua candidatura ao governo. A decisão ocorreu após uma trajetória eleitoral iniciada duas décadas antes.
Trajetória política
Braide disputou sua primeira eleição em 2006, quando concorreu ao cargo de deputado federal pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), mas não foi eleito.
Dois anos depois, candidatou-se a vereador em São Luís e ficou como suplente. A primeira vitória nas urnas ocorreu em 2010, quando foi eleito deputado estadual.
Braide posteriormente conseguiu a reeleição para a Assembleia Legislativa. Ele deixou o cargo em 2021, quando assumiu a Prefeitura de São Luís.
Na administração pública
A atuação de Braide na administração pública antecede sua primeira vitória eleitoral. Entre 2005 e 2006, ele presidiu a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema).
Entre 2009 e 2010, Braide também exerceu o cargo de secretário municipal de Orçamento Participativo de São Luís.
Já eleito, Eduardo Braide disse que recebeu esta vitória com muita gratidão e, acima de tudo, com um profundo senso de responsabilidade. “O Maranhão escolheu um novo caminho, e cabe a nós honrar cada voto, trabalhando para melhorar a vida das pessoas em todas as regiões do nosso estado”, comemorou Braide.
Segundo turno

Daqui a três semanas, os eleitores voltam às urnas para definir se Flávio Bolsonaro governará o país pelos próximos quatro anos ou se Lula terá um quarto mandato presidencial.
m uma eleição presidencial marcada pela consolidação da polarização entre bolsonarismo e petismo, o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vão disputar o segundo turno das eleições presidenciais no próximo dia 25 de outubro.
A confirmação de que haverá segundo turno foi anunciada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste domingo (4), às 20h56, quando 96,78% das urnas já tinham sido apuradas. Àquela altura, Flávio Bolsonaro tinha 47,39% dos votos, e Lula, tinha 44,74%.
Às 22h10, conforme o TSE, Flávio estava com 47,07%, mais de 56 milhões de votos. Já Lula estava com 45,12%, mais de 53,7 milhões de votos.
Flávio e Lula vão ao segundo turno, e eleição presidencial será decidida dia 25 de outubro
Em uma eleição presidencial marcada pela consolidação da polarização entre bolsonarismo e petismo, o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vão disputar o segundo turno das eleições presidenciais no próximo dia 25 de outubro.
A confirmação de que haverá segundo turno foi anunciada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste domingo (4), às 20h56, quando 96,78% das urnas já tinham sido apuradas. Àquela altura, Flávio Bolsonaro tinha 47,39% dos votos, e Lula, tinha 44,74%.
Às 22h10, conforme o TSE, Flávio estava com 47,07%, mais de 56 milhões de votos. Já Lula estava com 45,12%, mais de 53,7 milhões de votos.
Daqui a três semanas, os eleitores voltam às urnas para definir se Flávio Bolsonaro governará o país pelos próximos quatro anos ou se Lula terá um quarto mandato presidencial .
Se Flávio for eleito, tomará posse, aos 45 anos, no dia 5 de janeiro de 2027, na cadeira ocupada por seu pai, Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022.
Se vencer, Lula assumirá o quarto mandato aos 81 anos e será o primeiro brasileiro a presidir o país quatro vezes.
Flávio e Lula deixaram para trás Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Edmilson Dias (PCB), Hertz Dias (PSTU), Samara Martins (UP), Wilson Grassi (Democrata), Clariana Barão (DC) e Rui Costa Pimenta (PCO).






