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São Luís (MA), 13 de março de 2026

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Brandão nega acordo e deixa Camarão sem cabeça no jogo sucessório

Enquanto o presidente Lula (PT) intensifica as conversas para formar seu palanque no Maranhão, buscando um nome que una sua base na corrida pelo governo do estado, o governador Carlos Brandão, num momento de amnésia política, diz que nunca houve acordo para que Felipe Camarão assumisse o governo e fosse o candidato. A situação é tensa, com um confronto aberto entre o governador Carlos Brandão (sem partido) e os antigos aliados do ex-governador Flávio Dino, que atualmente é ministro do STF.

Lula acelera negociações para palanque no Maranhão em meio a disputas internas

Orleans Brandão, o ungido, filho de Marcos, irmão do governador Carlos Brandão.

O presidente Lula (PT) intensificou as conversas para formar seu palanque no Maranhão, buscando um nome que una sua base na corrida pelo governo do estado. A situação é tensa, com um confronto aberto entre o governador Carlos Brandão (sem partido) e os antigos aliados do ex-governador Flávio Dino, que atualmente é ministro do STF.

Brandão lançou seu sobrinho, Orleans Brandão (MDB), como candidato ao governo, o que gerou descontentamento entre os petistas, que esperavam que o vice-governador Felipe Camarão (PT) fosse o indicado. Integrantes do PT e do governo de Brandão afirmam que havia um entendimento para que o governador renunciasse em abril para concorrer ao Senado, permitindo que Camarão assumisse o governo.

Contudo, Brandão anunciou que cumprirá seu mandato até o fim e nega ter rompido qualquer acordo, afirmando: “Nunca houve esse acordo de apoiar o Felipe Camarão”.

Após assumir o governo em abril de 2022 e ser reeleito em outubro do mesmo ano, Brandão e Dino se distanciaram. Com a nomeação de Dino ao STF, seus aliados mantiveram um grupo coeso, enquanto parte deles se opôs a Brandão.

A tensão aumentou no último ano, quando Brandão decidiu permanecer no cargo e indicou seu sobrinho para a sucessão. Avalia-se que a solução para manter as forças de esquerda unidas seria encontrar um terceiro nome de consenso.

Lula designou o presidente do PT, Edinho Silva, para dialogar com Brandão. A proposta é que o governador escolha um novo candidato, uma vez que a indicação de um sobrinho pode ser vista como uma tentativa de criar uma oligarquia. Entre os nomes cogitados estão o ministro dos Esportes, André Fufuca (PP), e a deputada estadual Iracema Valle (MDB), presidente da Assembleia Legislativa.

Brandão, no entanto, afirma que a candidatura de Orleans é definitiva e que não há espaço para uma terceira via, destacando seu apoio em pesquisas e a aliança com 12 partidos.

Felipe Camarão, por sua vez, enfatiza que a prioridade do partido é a reeleição de Lula e que ainda há espaço para um entendimento com Brandão. Ele defende que o acordo original seja cumprido, permitindo sua candidatura.

Enquanto isso, Camarão iniciou sua pré-campanha e tem visitado cidades do interior, buscando apoio. Ele conta com o respaldo de 117 dos 192 diretórios do partido e articula uma chapa com apoio de outras legendas.

Em outubro, Brandão se encontrou com Lula e, segundo fontes, pediu que o presidente reconsiderasse seu apoio a Camarão, argumentando que a candidatura de Orleans já estava consolidada. Lula, no entanto, não se manifestou, e aliados relatam que ele ficou incomodado com a situação, mas não pode abrir mão de uma aliança com Brandão, que é fundamental para sua estratégia no Maranhão.

Brandão nega ter discutido esse tema com Lula e afirma que a conversa foi sobre candidaturas ao Senado. Enquanto isso, o grupo de Flávio Dino busca se aproximar do prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), que tem um perfil centrista e pode atrair eleitores de diferentes espectros políticos.

Brandão também tem buscado apoio nos municípios, com ações como a doação de veículos para Câmaras Municipais, visando fortalecer a candidatura de Orleans, que, aos 31 anos, é secretário extraordinário de Assuntos Municipalistas e assumiu a presidência do diretório maranhense do MDB.

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