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	<title>Exibindo: Três Poderes | Maranhão Brasil</title>
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	<title>Exibindo: Três Poderes | Maranhão Brasil</title>
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		<title>Lula: sem perdão para os culpados pelo 8 de janeiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jan 2024 05:17:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Super Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[8 de janeiro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em ato no Congresso Nacional que marcou um ano dos ataques aos três Poderes, autoridades defenderam punição dos que atentaram contra a democracia</p>
<p>O post <a href="https://www.maranhaobrasil.com.br/lula-sem-perdao-para-os-culpados-pelo-8-de-janeiro/">Lula: sem perdão para os culpados pelo 8 de janeiro</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.maranhaobrasil.com.br">Maranhão Brasil</a>.</p>
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<p>Em ato no Congresso Nacional que marcou um ano dos ataques aos três Poderes, autoridades defenderam punição dos que atentaram contra a democracia.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2024/01/img20240108170948784-768x473.jpg" alt="O evento Democracia Inabalada reuniu presidentes dos três Poderes um ano após as depredações de 8 de janeiro"/></figure>



<p><strong><em>O evento Democracia Inabalada reuniu presidentes dos três Poderes um ano após ataques</em></strong></p>



<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (8), no Congresso Nacional, que não haverá anistia para os que participaram direta e indiretamente dos atentados às sedes dos Três Poderes em Brasília, há exatamente um ano. Nas palavras do presidente, os envolvidos deverão ser “exemplarmente punidos”.</p>



<p>“Não há perdão para quem atenta contra a democracia, contra seu país e contra seu próprio povo. O perdão soaria como impunidade, e a impunidade como salvo-conduto para novos atos terroristas no País”, discursou Lula no ato Democracia Inabalada.</p>



<p>O evento marcou um ano dos atos de vandalismo e depredação dos palácios do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal e do Planalto por extremistas que contestavam o resultado das eleições de 2022.</p>



<p>Segundo Lula, se a tentativa de golpe fosse bem-sucedida, “a vontade soberana expressa nas ruas teria sido roubada e a democracia teria sido destruída”. Uma eventual vitória do golpe de Estado pela extrema direita, disse ainda o presidente, mergulharia o País em “caos econômico e social”, com cenário em que &#8220;adversários políticos poderiam ser julgados e enforcados em praça pública”.</p>



<p>Lula elogiou a atuação de autoridades no dia 8 de janeiro, entre elas os militares que se recusaram a apoiar o golpe: “A coragem de parlamentares, governadores e governadoras, ministros da Suprema Corte, ministros e ministras de Estado, militares legalistas e, sobretudo, da maioria do povo brasileiro garantiu que estivéssemos celebrando a vitória da democracia contra o autoritarismo”, disse.</p>



<p><em>Mario Agra/Câmara dos Deputados</em></p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2024/01/img20240108163959721-768x473.jpg" alt="Evento de promoção dos três poderes da República em memória à invasão das sedes dos poderes ocorrida em 8 de janeiro de 2023. Presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva"/></figure>



<p><strong><em>Lula: &#8220;O perdão soaria como impunidade, e a impunidade como salvo-conduto para novos atos terroristas no País”</em></strong></p>



<p>Ele também ressaltou a atuação das polícias legislativas do Senado e da Câmara, que mesmo em minoria demonstraram&nbsp; “ato de coragem e de responsabilidade” ao controlar o avanço do vandalismo no Congresso Nacional.</p>



<p>Além de Lula, participaram da solenidade os presidentes do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco; do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso; e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes. Participaram ainda o procurador-geral da Republica, Paulo Gonet; e a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, como representante dos governadores, entre outras autoridades.</p>



<p><strong>Punição</strong><br>Relator dos inquéritos sobre os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, o ministro Alexandre de Moraes reafirmou o compromisso do Supremo com a punição dos culpados pela invasão e a depredação das sedes dos três Poderes.</p>



<p>“Absolutamente todos aqueles que pactuaram covardemente com a quebra da democracia e com a tentativa de instalação de um Estado de exceção serão devidamente investigados, processados e responsabilizados na medida de suas culpabilidades”, afirmou Moraes. “Ignorar tão grave atentado à democracia e ao Estado de Direito seria equivalente a encorajar grupos extremistas à prática de novos atos criminosos e golpistas.”</p>



<p><em>Marina Ramos/Câmara dos Deputados</em></p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2024/01/democracia-inabalada-3-558x417.jpg" alt="Evento de promoção dos três poderes da República em memória à invasão das sedes dos poderes ocorrida em 8 de janeiro de 2023. Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes"/></figure>



<p><strong><em>Alexandre de Moraes reafirmou o compromisso do STF com a punição dos culpados pela invasão</em></strong></p>



<p>Um balanço dos inquéritos sobre o 8 de janeiro de 2023 divulgado neste domingo (7) por Moraes mostrou que foram tomadas mais de 6 mil decisões ao longo de 2023, entre operações de busca e apreensão (255), quebras de sigilo (355), prisões em flagrante (243) e mandados de prisão após investigações da Polícia Federal (81). Até dezembro, cerca de 70 pessoas continuavam presas. Ao todo, o Supremo recebeu 1.345 denúncias da Procuradoria-Geral da República contra envolvidos nos atos antidemocráticos.</p>



<p><strong>Responsabilização</strong><br>A responsabilização dos que participaram dos atos de vandalismo há um ano também foi defendida pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, e pela governadora Fátima Bezerra.</p>



<p>Gonet defendeu tal responsabilização, independentemente da posição que as pessoas ocupem na sociedade. “É o próprio povo que impõe, por meio das leis, que sejam tratadas como crime as inadmissíveis ações e insurgências contra a democracia”, afirmou o procurador-geral. “Cabe ao Ministério Público o que já vem sendo feito há um ano: apurar a responsabilidade de todos e propor ao Judiciário os castigos merecidos. Esta é a nossa forma de prevenir que o passado que se lamenta não ressurja e venha a desordenar o porvir.”</p>



<p>Também Fátima Bezerra cobrou responsabilização de todos que “ousaram destruir” a democracia, seja os que vandalizaram, financiaram, organizaram ou incitaram a “tentativa de golpe”.</p>



<p>“Sem anistia! E não se trata de sentimento de vingança ou de revanchismo. É antes de tudo um ato pedagógico, os que atentaram contra a democracia cometeram um crime e precisam responder pelos seus atos”, defendeu a governadora do Rio Grande do Norte. “A anistia é uma afronta à verdade, à memória e à justiça. Nossa luta é contribuir para que esse passado sombrio não seja esquecido e que nunca mais aconteça.”</p>



<p><em>Marina Ramos/Câmara dos Deputados</em></p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2024/01/img20240108155453707-768x473.jpg" alt="Evento de promoção dos três poderes da República em memória à invasão das sedes dos poderes ocorrida em 8 de janeiro de 2023. Governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra"/></figure>



<p><strong><em>Fátima Bezerra: &#8220;Nossa luta é contribuir para que o passado sombrio não seja esquecido e que nunca mais aconteça”</em></strong></p>



<p>Na avaliação da governadora, o ato Democracia Inabalada simboliza a volta à normalidade democrática, a retomada do pacto federativo, a valorização da soberania popular e o repúdio ao autoritarismo, ao fascismo e à barbárie.</p>



<p>Em sua fala, o senador Rodrigo Pacheco também destacou a importância do ato desta segunda-feira no Congresso. “Esse ato é um ato de reafirmação da opção democrática feita pelo povo brasileiro, reafirmação de que a defesa da democracia é uma ação permanente e constante, reafirmação da maturidade e da solidez de nossas instituições”, disse.</p>



<p>Foram as instituições republicanas, na avaliação de Rodrigo Pacheco, que frearam a evolução dos atentados. O senador repudiou ainda a tentativa de desacreditar o sistema eleitoral brasileiro e o resultado da escolha popular. “Desqualificar e desacreditar o processo eleitoral não ofende apenas as instituições republicanas e o processo eleitoral, ofende de uma maneira ainda mais grave o povo brasileiro”, discursou.</p>



<p><em>Marina Ramos/Câmara dos Deputados</em></p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2024/01/img20240108170950497-768x473.jpg" alt="Evento de promoção dos três poderes da República em memória à invasão das sedes dos poderes ocorrida em 8 de janeiro de 2023. Presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco"/></figure>



<p><strong><em>Rodrigo Pacheco: &#8220;Este é um ato de reafirmação da opção democrática feita pelo povo brasileiro&#8221;</em></strong></p>



<p><strong>Redes sociais</strong><br>No ato, o ministro Alexandre de Moraes defendeu ainda a aprovação de novas regras para o uso das redes sociais, como forma de evitar a cooptação de pessoas pelo que chamou de “novo populismo digital extremista”.</p>



<p>“A falta de transparência na utilização da inteligência artificial e dos algoritmos tornaram os usuários suscetíveis à demagogia e à manipulação política, possibilitando a livre atuação desse novo populismo digital extremista e de seus aspirantes a ditadores”, disse Moraes.</p>



<p><strong>Patrimônio<br></strong>Além de reafirmar a importância da democracia, o evento celebrou a restituição ao patrimônio público de alguns itens depredados durante a invasão. Houve o descerramento de placa alusiva à restauração da tapeçaria de Burle Marx, que faz parte do acervo do Senado Federal, e ainda a entrega simbólica, a Luís Roberto Barroso, da Constituição Federal levada do STF durante os atos antidemocráticos e recuperada posteriormente.</p>



<p><em>Mario Agra/Câmara dos Deputados</em></p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.camara.leg.br/midias/image/2024/01/img20240108153924558-1-768x473.jpg" alt="Evento de promoção dos três poderes da República em memória à invasão das sedes dos poderes ocorrida em 8 de janeiro de 2023."/></figure>



<p><strong><em>Lula, Barroso e Pacheco seguram exemplar restituído da Constituição</em></strong></p>



<p>O presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, lamentou a destruição de parte do acervo cultural e histórico do Supremo, mas destacou que a destruição física dos prédios não foi capaz de abalar o que cada um dos Poderes simboliza: a vontade majoritária do povo.</p>



<p>Reportagem – Emanuelle Brasil, Luiz Gustavo Xavier, Murilo Souza e Noéli Nobre<br>Edição – Pierre Triboli</p>



<p>Fonte: Agência Câmara de Notícias</p>
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