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	<title>Exibindo: TJ | Maranhão Brasil</title>
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	<title>Exibindo: TJ | Maranhão Brasil</title>
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		<title>Venda de sentenças volta a abalar credibilidade da Justiça do Maranhão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Apr 2026 16:55:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Corrupção]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Operação Inauditus, deflagrada nesta quarta-feira (1º) pela Polícia Federal, lança uma sombra pesada sobre o Tribunal de Justiça do Maranhão e expõe, mais uma vez, suspeitas de que decisões judiciais — instrumento máximo de garantia de direitos — possam ter sido transformadas em mercadoria de alto valor.</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>STJ manda afastar os desembargadores Antônio Pacheco Guerreiro Júnior e Luiz de França Belchior Silva. Guerreiro é reincidente; já estava afastado.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Operação Inauditus, deflagrada nesta quarta-feira (1º) pela Polícia Federal, lança uma sombra pesada sobre o Tribunal de Justiça do Maranhão e expõe, mais uma vez, suspeitas de que decisões judiciais — instrumento máximo de garantia de direitos — possam ter sido transformadas em mercadoria de alto valor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O afastamento dos desembargadores Antônio Pacheco Guerreiro Júnior e Luiz de França Belchior Silva, determinado pelo Superior Tribunal de Justiça, não é um fato isolado. No caso de Guerreiro Júnior, o histórico agrava ainda mais o cenário: ele já havia sido alvo de outra operação por suspeitas semelhantes, o que levanta questionamentos inevitáveis sobre a capacidade de depuração interna do próprio Judiciário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As investigações da PF descrevem um suposto esquema sofisticado e persistente, que operaria com divisão de tarefas e engrenagem bem ajustada: identificação de processos milionários — sobretudo em disputas agrárias —, atuação de intermediários e, por fim, o direcionamento de decisões judiciais. Uma engrenagem onde o tempo do processo deixaria de obedecer à lei para seguir o ritmo do interesse de quem paga.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O caso envolvendo o ex-deputado Manoel Nunes Ribeiro Filho é emblemático. Uma disputa por terras avaliadas em cerca de R$ 50 milhões teria sido “resolvida” mediante o pagamento de R$ 250 mil para reverter uma decisão desfavorável. Se confirmados, os fatos desmontam qualquer narrativa de neutralidade e reforçam a percepção de que, em determinadas circunstâncias, o acesso à Justiça pode ser distorcido por influência econômica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No centro desse suposto mercado paralelo, aparece a figura do ex-assessor Lúcio Fernando Penha Ferreira, preso na operação. Descrito como operador do esquema, ele simboliza um elo recorrente em investigações desse tipo: o intermediário que transita entre gabinetes, advogados e interesses privados. O apelido de “assessor ostentação”, atribuído nos bastidores, não é apenas folclórico — é sintoma de um padrão de vida que, segundo os investigadores, destoava frontalmente de sua renda oficial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Polícia Federal aponta ainda indícios de triangulação financeira e ocultação de recursos, sugerindo que o esquema não apenas vendia decisões, mas também se preocupava em lavar seus rastros. Mesmo após afastamentos pontuais, há suspeitas de que a engrenagem tenha continuado a operar, o que indica um problema menos episódico e mais estrutural.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As medidas determinadas — 25 mandados de busca e apreensão, prisão preventiva, bloqueio de até R$ 50 milhões em bens e restrições diversas aos investigados — dão a dimensão da gravidade do caso. Mas também evidenciam um padrão: operações espetaculares que, não raro, expõem fragilidades institucionais profundas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Os alvos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nomes ligados ao Judiciário e ao esquema investigado:<br>• Antônio Pacheco Guerreiro Júnior – desembargador (afastado)<br>• Luiz de França Belchior Silva – desembargador (afastado)<br>• Douglas Lima da Guia – juiz de Direito<br>• Tonny Carvalho Araújo Luz – juiz de Direito<br>• Sumaya Heluy Sancho Rios – ex-assessora<br>• Maria José Carvalho de Sousa Milhomem – assessora<br>• Eduardo Moura Sekeff Budaruiche – assessor<br>• Francisco Adalberto Moraes da Silva – ex-servidor<br>• Karine Pereira Mouchrek Castro – ex-assessora<br>• Ulisses César Martins de Sousa – advogado<br>• Eduardo Aires Castro – advogado<br>• Antônio Edinaldo de Luz Lucena – empresário<br>• Lucena Infraestrutura Ltda – empresa<br>• Manoel Nunes Ribeiro Filho – investigado<br>• Aline Feitosa Teixeira – investigada<br>• Jorge Ivan Falcão Costa – investigado</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em nota, o TJMA afirma colaborar com as investigações e reafirma compromisso com a transparência. É o gesto esperado — mas que, diante da reincidência de suspeitas envolvendo membros da Corte, pode soar insuficiente para conter o desgaste da credibilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que um escândalo pontual, a Operação Inauditus recoloca em debate um tema sensível: até que ponto mecanismos de controle interno e externo do Judiciário têm sido eficazes para prevenir — e não apenas remediar — desvios de conduta em suas fileiras?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando decisões judiciais passam a ser tratadas como ativo negociável, o que está em jogo deixa de ser apenas a lisura de processos específicos. É a própria confiança pública no sistema de Justiça que entra em xeque.</p>
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		<title>CNJ valida licitação do TJ para contadores e mantém os concursados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Aug 2025 13:31:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[CNJ]]></category>
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		<category><![CDATA[Maranhão]]></category>
		<category><![CDATA[TJ]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu que as contratações temporárias de contadores pelo Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) não configuram suspensão do processo licitatório em andamento. A decisão reconheceu que a medida não implica preterição de candidatos aprovados em concurso público, já que estes só podem ser convocados quando houver vagas efetivas previstas [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu que as contratações temporárias de contadores pelo Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) não configuram suspensão do processo licitatório em andamento. A decisão reconheceu que a medida não implica preterição de candidatos aprovados em concurso público, já que estes só podem ser convocados quando houver vagas efetivas previstas no edital.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter"><img decoding="async" src="https://portaloinformante.com.br/wp-content/uploads/2025/08/IMG_2323.jpeg" alt="" class="wp-image-197382"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, o TJMA conta com 14 cargos de Analista Judiciário – Contador, sendo 12 ocupados. O Conselho destacou que a quantidade de terceirizados não pode ser equiparada ao cadastro de reserva, reforçando que a convocação de concursados depende da abertura de vagas. Nesse sentido, o tribunal informou que já autorizou a nomeação dos dois candidatos aprovados no concurso de 2024 para o cargo de contador, além de duas vagas para Analista Judiciário – Direito e dez para Oficial de Justiça, com convocação prevista para as próximas semanas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão também manteve válido o Pregão Eletrônico nº 90.023/2025, preservando a possibilidade de contratações temporárias para demandas pontuais e reconhecendo a autonomia dos Tribunais para definir o melhor momento das convocações dentro do prazo do certame. O pedido de interrupção do processo não foi acolhido.</p>
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