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	<title>Exibindo: renda percapta | Maranhão Brasil</title>
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	<title>Exibindo: renda percapta | Maranhão Brasil</title>
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		<title>Maranhão: Renda pouca, propaganda muita!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Feb 2026 01:25:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O IBGE divulgou nesta sexta-feira (27) que o rendimento médio nacional domiciliar per capita subiu para R$ 2.316 em 2025, um avanço de 11,9%. No Nordeste, o Rio Grande do Norte lidera a região com R$ 1.819, enquanto o Maranhão registrou o menor valor do Brasil: R$ 1.219. Diferente do discurso do governo, em sua propaganda oficial.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>IBGE divulga renda média per capita no Brasil e, mais uma vez, o Maranhão fica na rabada da fila</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O IBGE divulgou nesta sexta-feira (27) que o rendimento médio nacional domiciliar per capita subiu para R$ 2.316 em 2025, um avanço de 11,9%. No entanto, a PNAD Contínua revela que nenhum estado nordestino atingiu dois terços desse valor, evidenciando a persistente desigualdade regional no país. </p>



<p class="wp-block-paragraph">No Nordeste, o Rio Grande do Norte lidera a região com R$ 1.819, enquanto o Maranhão registrou o menor valor do Brasil: R$ 1.219. Além de medir o bem-estar, esses dados são fundamentais para o cálculo do Fundo de Participação dos Estados (FPE), impactando diretamente o repasse de recursos da União para os governos estaduais. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O dado é oficial. Não é oposição, não é militância, não é narrativa adversária. É o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística quem afirma: o rendimento médio domiciliar per capita do Brasil chegou a R$ 2.316 em 2025. Crescimento de 11,9%. </p>



<p class="wp-block-paragraph">No Maranhão, porém, o rendimento é de R$ 1.219 — o menor do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso significa que o maranhense médio vive com pouco mais da metade da renda nacional. Em termos práticos: enquanto o Brasil avança, ainda que modestamente, o Maranhão permanece no rodapé da tabela. Não é um tropeço momentâneo. É uma permanência histórica.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O Nordeste abaixo, o Maranhão no fundo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A própria PNAD Contínua mostra que nenhum estado nordestino alcança dois terços da média nacional. O melhor desempenho regional é do Rio Grande do Norte (R$ 1.819). Ainda assim, distante do padrão brasileiro. Mas o Maranhão não está apenas abaixo da média nacional. Está abaixo de todos os estados da federação. Isso não é estatística fria. É indicador de fracasso estrutural.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Renda per capita reflete: produtividade econômica; nível de formalização do trabalho; inanismo industrial; capacidade de geração de valor agregado; qualificação da mão de obra. Quando o estado ocupa reiteradamente a última posição, estamos diante de um modelo que não conseguiu romper o ciclo da pobreza.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Dependência crônica</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A renda baixa impacta diretamente o Fundo de Participação dos Estados (FPE). Estados mais pobres dependem mais das transferências da União. O Maranhão é estruturalmente dependente de recursos federais.Essa dependência não é um detalhe contábil. É sinal de fragilidade fiscal e baixa autonomia econômica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto outros estados ampliam base industrial, tecnologia, serviços sofisticados, o Maranhão continua ancorado em atividades primárias e baixa agregação de valor.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O contraste com os gastos festivos</h2>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://mahoje.com.br/storage/2026/02/Carnaval4-2.jpg" alt="https://mahoje.com.br/storage/2026/02/Carnaval4-2.jpg"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>Cachês astronômicos para as bandas e cantores de fora&#8230;</em></strong></figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ccv-ma.org.br/app/uploads/2020/02/foto-tambor-20016.jpg" alt="https://ccv-ma.org.br/app/uploads/2020/02/foto-tambor-20016.jpg"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>E o &#8220;troco&#8221; para os grupos de manifestação cultural populares.</em></strong></figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://images.openai.com/static-rsc-1/w-BHxgCtWfRmatsbi_LBG7_uUjmfRLLNutCp8YsfvuablR_cSnku327FEVSDoyNh6D0Pl4w-82S5M0BbNor7_uQetM3MN-RxDQ9fS2w_6PiWn5jldWhOJ84qDHREswRpYZCPciC_H1QhDeKBgjhJuQ" alt="https://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/images/Diversas/MA_IMAT/MA_Tambor_de_Crioula_Edgar_Rocha_8.jpg"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Neste cenário, o governador Carlos Brandão autorizou gastos milionários no Carnaval, sob o argumento de geração de emprego e renda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eventos culturais têm importância econômica? Sim. Geram renda permanente? Não. O impacto é temporário, concentrado e sazonal. Ambulantes vendem mais por alguns dias. Hotéis registram ocupação maior. Mas nenhum indicador estrutural se altera. O rendimento médio anual não sobe por causa de uma semana de festa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando um estado que lidera o ranking da pobreza investe cifras elevadas em espetáculos importados, a pergunta deixa de ser cultural e passa a ser moral e econômica: qual é a prioridade?</p>



<h2 class="wp-block-heading">A tragédia como sintoma</h2>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://cdn.gazetaweb.com/img/inline/880000/onibus-com-trabalhadores-rurais-tomba-em-rodovia-e-00881372-31c138b3f749b288cc29e964098d0aec.jpg?xid=1923171" alt="https://cdn.gazetaweb.com/img/inline/880000/onibus-com-trabalhadores-rurais-tomba-em-rodovia-e-00881372-31c138b3f749b288cc29e964098d0aec.jpg?xid=1923171"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>Maranhenses deixam casa, família, e partem em busca de trabalho. Muitos só voltam dentro do caixão&#8230;</em></strong></figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://proxy.organicadigital.com/img-3b9539eb4b7badba.png?thumb=1200x630%23" alt="https://proxy.organicadigital.com/img-3b9539eb4b7badba.png?thumb=1200x630%23"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>No acidente recente, maranhenses partiram para a colheita de uva, em Santa Catarina&#8230;</em></strong></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O recente acidente rodoviário em São Paulo, que vitimou dezenas de maranhenses a caminho do Sul para a colheita da uva, não é um episódio isolado. É parte de um fenômeno recorrente: migração sazonal por falta de oportunidade local.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando cidadãos precisam atravessar milhares de quilômetros para realizar trabalhos temporários e de baixa remuneração, isso revela um dado estrutural: o mercado interno não absorve sua própria força de trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E muitas dessas migrações terminam em condições degradantes, trabalho análogo à escravidão ou tragédias nas estradas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não é destino. É consequência econômica.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Publicidade versus realidade</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Governos divulgam ações. Isso é legítimo. Mas quando o discurso de “atração de investimentos”, “qualificação profissional” e “novo momento econômico” não se traduz em elevação consistente de renda, algo precisa ser confrontado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se os investimentos fossem estruturalmente transformadores: a renda subiria acima da média nacional; o estado deixaria a última posição; a migração por sobrevivência diminuiria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados mostram o contrário.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A pergunta que precisa ser feita</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Quantos anos mais o Maranhão permanecerá na última posição?<br>Quantos ciclos de governo ainda repetirão o mesmo discurso?<br>Quanto da arrecadação pública continuará sendo direcionada para eventos episódicos enquanto os indicadores estruturais permanecem estagnados?</p>



<p class="wp-block-paragraph">A denúncia aqui não é partidária. É estatística. O IBGE não faz oposição. A renda média não mente. O ranking não é ideológico. Se desenvolvimento fosse real, ele apareceria nos números.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E os números continuam dizendo que o Maranhão segue sendo o estado mais pobre do Brasil em rendimento domiciliar per capita.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso não é apenas um dado. É um diagnóstico.</p>
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