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	<title>Exibindo: presidente | Maranhão Brasil</title>
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	<title>Exibindo: presidente | Maranhão Brasil</title>
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	<item>
		<title>Ricardo Duailibe é o novo presidente do Tribunal de Justiça</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Feb 2026 00:36:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[Super Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[diretoria]]></category>
		<category><![CDATA[Eleição]]></category>
		<category><![CDATA[Gervásio Santos]]></category>
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		<category><![CDATA[presidente]]></category>
		<category><![CDATA[Ricardo Duailibe]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) elegeu, nesta terça-feira (4), a nova Mesa Diretora que comandará o Judiciário estadual no biênio 2026–2028. O desembargador Ricardo Duailibe foi escolhido presidente da Corte, ao obter 19 votos, contra 14 do desembargador José Luiz Almeida.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Também foram eleitos os desembargadores Gervásio Santos (vice-presidente), Gonçalo Sousa (corregedor-geral da Justiça) e a desembargadora Angela Salazar (corregedora-geral do Foro Extrajudicial)</strong></p>



<p>O Tribunal de Justiça do Maranhão definiu, nesta quarta-feira (4/2), por meio de votação de desembargadores e desembargadoras, a Mesa Diretora do Judiciário estadual para o biênio 2026-2028. Para o cargo de presidente, o desembargador Ricardo Duailibe. Para os demais cargos, foram eleitos os desembargadores Gervásio Santos (vice-presidente), José Gonçalo de Sousa (corregedor-geral da Justiça) e a desembargadora Angela Salazar (corregedora-geral do Foro Extrajudicial).</p>



<p>A eleição de ocupantes dos cargos para o próximo biênio, conduzida pelo presidente do TJMA, desembargador Froz Sobrinho, ocorreu de forma híbrida (presencial e videoconferência), em sessão plenária administrativa. O magistrado parabenizou os três desembargadores eleitos e a desembargadora eleita.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://novogerenciador.tjma.jus.br/storage/imagens/2fev/presidente_do_tjma_desembargador_froz_sobrinho_04_02_2026_15_39_19.jpg" alt="Foto horizontal do presidente do TJMA - desembargador Froz Sobrinho. Fotografia colorida em plano médio mostrando um homem de pele clara, o Desembargador Froz Sobrinho, falando durante uma sessão solene. O desembargador tem cabelos grisalhos penteados para trás e usa óculos de armação fina. Ele está com as mãos juntas à frente do corpo, em sinal de interlocução, e olha levemente para a direita enquanto fala ao microfone."/></figure>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><strong>&#8220;Acabou a eleição, o trabalho continua. Todo mundo está preparado, todo mundo pronto. Eu fico muito feliz em poder conduzir essa eleição de forma pacífica, de forma regimental. Então, eu estou torcendo para que dê tudo certo, e eles vão ter um grande apoiador, porque eu vou apoiar qualquer política que seja feita em todos os níveis da Presidência, Vice-presidência, Corregedoria da Justiça, Corregedoria do Foro Extrajudicial e o Eleitoral&#8221;</strong>, destacou Froz Sobrinho.</p>
</blockquote>



<p>A contagem dos votos, com a presença de candidatos e candidatas, foi conduzida pelo decano da Corte, desembargador Bayma Araújo. De acordo com o Regimento Interno do TJMA, a posse dos eleitos e da eleita será realizada em sessão solene do Plenário, na última sexta-feira útil do mês de abril.</p>



<p>Na votação para presidente, o desembargador Ricardo Duailibe foi eleito com 19 votos, contra 14 votos do desembargador José Luiz Almeida. O futuro presidente disse que anunciará as metas da gestão 2026-2028,&nbsp;depois que formar sua equipe de trabalho. Atual presidente da Coordenação de Sustentabilidade e Responsabilidade Social do TJMA, Ricardo Duailibe se define como agregador.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://novogerenciador.tjma.jus.br/storage/imagens/2fev/desembargador_ricardo_duailibe_presidente_eleito_do_tjma_04_02_2026_15_37_50.jpg" alt="Foto horizontal do desembargador Ricardo Duailibe - presidente eleito do TJMA. A foto destaca o Desembargador Ricardo Duailibe, eleito presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) para o biênio 2026-2028. O magistrado aparece sorridente e aplaudindo, vestindo a toga oficial preta com detalhes em renda branca e o cordão distintivo vermelho. A imagem captura um momento de celebração e reconhecimento logo após o resultado da votação no plenário. Ao fundo, notam-se elementos do ambiente institucional, reforçando o caráter solene da ocasião."/></figure>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><strong>&#8220;Eu vou ser o presidente de todos os 33 desembargadores. Eu sempre fui conhecido como agregador e essa vai ser minha principal função. Então, todos os meus projetos serão visando isso: unir a Corte&#8221;</strong>, prometeu Duailibe, citando o quórum total de votantes na eleição e agradecendo pela conquista.</p>
</blockquote>



<p>O presidente eleito disse que manterá a linha de atuação da atual gestão em relação à proteção das pessoas mais necessitadas. Afirmou que nunca o Tribunal se aproximou tanto da população, principalmente a mais carente, com uma Justiça atuante.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><strong>Eu tenho 13 anos no Tribunal: foi a melhor administração que eu vivenciei. Tanto é que foi reconhecida nacionalmente. Nunca nosso Tribunal recebeu tantos prêmios a nível nacional</strong>&#8220;, reconheceu Duailibe, destacando o selo Diamante do Prêmio CNJ de Qualidade.</p>
</blockquote>



<p>Antes da votação, os candidatos fizeram uma breve exposição de suas trajetórias e dos motivos que os levaram a concorrer ao cargo.&nbsp;</p>



<p><strong>DIRETRIZES</strong></p>



<p>O presidente eleito citou como principais diretrizes para a futura gestão: tratar o TJMA como órgão colegiado, em tarefa coletiva, guiada por princípios transparentes e democráticos; organização da infraestrutura com ponto central nos recursos humanos, observando a transparência, a responsabilidade fiscal e social da Corte, com condições para valorização profissional e contínua capacitação de magistrados/as e servidores/as.</p>



<p>Duailibe também destacou a necessidade de canalizar mais recursos para a Escola Superior da Magistratura (Esmam). Sob o ângulo operacional, afirmou que o TJMA continuará alinhado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com foco na celeridade e produtividade. Disse que a instituição seguirá agilizando processos por meio do uso da tecnologia. Acrescentou que tudo será feito com uma gestão orçamentária responsável, transparente e eficiente, mantendo estreito relacionamento institucional com os poderes Executivo e Legislativo, porém guardando a independência da Corte.</p>



<p><strong>DEMAIS ELEIÇÕES</strong></p>



<p>Para o cargo de vice-presidente, o desembargador Gervásio Santos foi o vencedor, com 19 votos, enquanto o desembargador Tyrone Silva obteve 14 votos. O magistrado eleito destacou o que considera fundamental para exercer a vice-presidência: atuar conjuntamente com o presidente eleito, desembargador Ricardo Duailibe, e toda a Mesa Diretora. Ele também reforçou o compromisso em aprofundar o trabalho que vem sendo construído, a fim de fortalecer e melhor servir o Judiciário maranhense.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://novogerenciador.tjma.jus.br/storage/imagens/2fev/desembargador_gervasio_santos_vice_presidente_eleito_04_02_2026_15_37_50.jpg" alt="Foto horizontal do desembargador Gervásio Santos - vice-presidente eleito do TJMA. O Desembargador Gervásio Santos é registrado em um momento solene durante sua eleição para o cargo de vice-presidente, falando ao microfone, usando toga preta."/></figure>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><strong>Nós precisamos ter o compromisso de melhorar sempre os nossos serviços, aprofundar e dar continuidade ao bom trabalho que vem sendo feito em determinadas áreas e ter a consciência de que, passada a eleição, nosso dever é fortalecer o Judiciário, garantir a unidade da Corte e permitir que possamos efetivamente prestar um bom serviço para a sociedade maranhense&#8221;</strong>, afirmou.</p>
</blockquote>



<p>O desembargador José Gonçalo de Sousa foi eleito para o cargo de corregedor-geral da Justiça com 20 votos, ficando à frente do desembargador Raimundo Barros, com 13 votos. Juiz de carreira há 34 anos, com trajetória marcada pela atuação em cidades do interior, o magistrado destacou em seu discurso a importância de aproximar o Judiciário das pessoas e de fortalecer o primeiro grau de jurisdição.&nbsp;</p>



<p>Ele ressaltou que a Corregedoria da Justiça deve atuar de forma preventiva e pedagógica, buscando maior celeridade nos processos e ampliando o alcance social das ações do Tribunal de Justiça, a exemplo do que tem sido feito pelo atual presidente Froz Sobrinho.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://novogerenciador.tjma.jus.br/storage/imagens/2fev/desembargador_goncalo_sousa_corregedor_da_justica_eleito_04_02_2026_15_37_50.jpg" alt="Foto horizontal do desembargador Gonçalo Sousa - corregedor da Justiça eleito. A fotografia colorida, em plano médio e levemente em ângulo, mostra um homem de pele clara e meia-idade, identificado como o Desembargador Gonçalo Sousa. Ele está sentado em uma bancada oficial, falando ao microfone durante uma sessão plenária ou cerimônia jurídica."/></figure>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><strong>Meu foco sempre foi e sempre será as pessoas. Quer seja na magistratura, com meus colegas, quer seja a população. Quando estive à frente do TRE-MA, nossas ações foram voltadas a facilitar e melhorar a vida das pessoas, e esse será também o propósito na Corregedoria. Pretendemos conversar com os colegas, enfrentar os gargalos, para conferir maior celeridade à Justiça, que hoje não se resume apenas a processos, mas também a iniciativas sociais que levam dignidade e acesso completo à cidadania&#8221;, </strong>pontuou.</p>
</blockquote>



<p>Por fim, para o cargo de corregedora-geral do Foro Extrajudicial, a desembargadora Angela Salazar recebeu 18 votos, enquanto a desembargadora Sônia Amaral obteve 15 votos. A desembargadora eleita declarou que sua gestão será pautada pela integridade moral, ética e uma atuação humanizada, transparente e dialógica, que busca modernizar e integrar as atividades cartorárias em todo o estado para garantir a efetividade da Justiça e o exercício da cidadania. </p>



<p>Ela apresentou o plano de ações focado em eixos estratégicos que priorizam a capacitação técnica, a governança fundiária, a erradicação do sub-registro civil, a modernização tecnológica, política de fiscalização qualitativa, educação registral e governança dialogada e participativa. A magistrada enfatiza que sua fiscalização terá caráter pedagógico e colaborativo, visando a inclusão social de populações vulneráveis — como indígenas e quilombolas — e a digitalização do acervo, garantindo continuidade aos projetos atuais, enquanto promove um Judiciário mais ágil, sustentável e acessível a todos os maranhenses.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://novogerenciador.tjma.jus.br/storage/arquivos/2fev/desembargadora_angela_salazar_corregedora_do_foro_extrajudicial_eleita_04_02_2026_15_38_56.jpg" alt="Foto horizontal da desembargadora Angela Salazar - corregedora do Foro Extrajudicial eleita. A fotografia colorida, capturada em plano médio, mostra uma mulher negra, identificada como a Desembargadora Angela Salazar. Ela está sentada à mesa de um tribunal, inclinada levemente para frente, enquanto lê documentos durante uma sessão oficial."/></figure>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Nós vamos intensificar campanhas de conscientização, de sensibilização, no sentido de enfrentarmos e sub-registro civil. Essa é a nossa bandeira principal, porque a partir da emissão do registro civil do cidadão, ele realmente passa a exercer a cidadania de forma plena, acesso às políticas públicas e demais benefícios&#8221;, frisou Angela Salazar.</p>
</blockquote>



<p>Os três desembargadores vencedores e a desembargadora vencedora foram proclamados eleitos e eleita pelo presidente do TJMA, desembargador Froz Sobrinho, que declarou estar disposto a concluir o mandato com as metas cumpridas.</p>



<p>“De forma positiva, a gente vai encerrar o mandato, com toda certeza, concluindo aquilo que a gente se comprometeu, principalmente nas questões dos níveis da ampliação de acesso, com mais Pontos de Inclusão Social (PIDs), mais juízes/as nas comarcas, mais servidores/as nas comarcas, mais fóruns – fazer com que a sociedade busque o Judiciário em todos os rincões do Maranhão. Também o investimento em tecnologia, que a gente tem feito também, para poder facilitar a questão dos trabalhos judiciais, também o trabalho do extrajudicial e a questão da sustentabilidade&#8221;, finalizou o atual presidente.</p>



<p><strong>OUVIDORA E DIRETOR DO FÓRUM</strong></p>



<p>Logo depois que foram definidos os nomes da Mesa Diretora para o próximo biênio, o futuro corregedor-geral da Justiça, José Gonçalo de Sousa, indicou o juiz Marcelo Oka para o cargo de diretor do Fórum de São Luís, nome aprovado pela unanimidade de integrantes da Corte.</p>



<p>O presidente eleito do TJMA, desembargador Ricardo Duailibe, indicou para o cargo de ouvidora do Judiciário maranhense a desembargadora Márcia Chaves e, para o cargo de ouvidor substituto o desembargador Raimundo Neris.</p>



<p>Texto:<strong> Ascom </strong>Fotos:<strong> Ribamar Pinheiro</strong></p>



<p></p>
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		<item>
		<title>Vergonha: Câmara promove autoritarismo, agredindo deputados, jornalistas e a democracia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Dec 2025 14:45:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Por ordem do presidente da Casa, Hugo Motta, agentes da Polícia Legislativa batem até em mulheres de forma gratuita. Deputado Glauber Braga levou um mata-leão. O presidente da Casa acionou a Polícia Legislativa contra o deputado do PSOL, que foi alvo de truculência, além de mandar tirar a TV Câmara do ar e expulsar os [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-twitter wp-block-embed-twitter"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">A cena desta tarde na Câmara dos Deputados representa uma violação frontal à liberdade parlamentar e de imprensa: um deputado foi retirado à força e jornalistas foram expulsos do Plenário, impedidos de registrar e fiscalizar os atos da Presidência, e o sinal de transmissão da TV… <a href="https://t.co/t0CjtSS2PG">pic.twitter.com/t0CjtSS2PG</a></p>&mdash; Lindbergh Farias (@lindberghfarias) <a href="https://twitter.com/lindberghfarias/status/1998510680253583794?ref_src=twsrc%5Etfw">December 9, 2025</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>
</div></figure>



<p>Por ordem do presidente da Casa, Hugo Motta, agentes da Polícia Legislativa batem até em mulheres de forma gratuita. Deputado Glauber Braga levou um mata-leão. O presidente da Casa acionou a Polícia Legislativa contra o deputado do PSOL, que foi alvo de truculência, além de mandar tirar a TV Câmara do ar e expulsar os jornalistas do plenário &#8211; para não mostrar as agressões.</p>



<p>Os parlamentares <strong>Glauber Braga </strong>(PSOL-RJ), <strong>Sâmia Bomfim</strong> (PSOL-SP) e <strong>Célia Xakriabá</strong> (PSOL-MG) foram à 5ª Delegacia de Polícia do Distrito Federal para registrar Boletim de Ocorrência e realizar exames de corpo de delito após as agressões sofridas dentro da Câmara dos Deputados.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="960" height="540" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Glauber-Braga-garroteado1c.jpg" alt="" class="wp-image-32743" srcset="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Glauber-Braga-garroteado1c.jpg 960w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Glauber-Braga-garroteado1c-400x225.jpg 400w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Glauber-Braga-garroteado1c-768x432.jpg 768w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /></figure>



<p>A ação ocorreu sob ordem do presidente da Câmara,<strong> Hugo Motta</strong> (Republicanos-PB), quando a Polícia Legislativa utilizou violência extrema para retirar Glauber Braga do plenário. No momento da abordagem<strong>, Sâmia Bomfim, Célia Xakriabá, Rogério Correia (PT-MG) e Alencar Santana (PT-SP) tentaram proteger o deputado do PSOL e também acabaram agredidos.</strong></p>



<p>Os parlamentares <strong>Glauber Braga </strong>(PSOL-RJ), <strong>Sâmia Bomfim</strong> (PSOL-SP) e <strong>Célia Xakriabá</strong> (PSOL-MG) foram à 5ª Delegacia de Polícia do Distrito Federal para registrar Boletim de Ocorrência e realizar exames de corpo de delito após as agressões sofridas dentro da Câmara dos Deputados.</p>



<p>O líder do PT na Câmara dos Deputados, <strong>Lindbergh Farias</strong> (PT-RJ), discursou logo após a violência cometida contra o parlamentar <strong>Glauber Braga</strong> (PSOL-RJ), que foi agredido pela Polícia Legislativa, e afirmou que <strong>Hugo Motta </strong>(Republicanos-PB) não tem mais condições de permanecer na presidência da Câmara.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><strong><em>&#8220;Vossa excelência [Hugo Motta] está perdendo as condições de continuar na presidência dessa Casa. O que aconteceu no dia de hoje é muito grave, porque vossa excelência foi tolerante quando a turma aqui invadiu, sequestraram a mesa por 48 horas. Vossa excelência não usou da força, não usou da Polícia Legislativa. São dois pesos e duas medidas&#8221;, disparou Lindbergh Farias.</em></strong></p>
</blockquote>



<p></p>
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		<title>Tem peixe gordo do Maranhão no cardápio da CPMI do INSS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Aug 2025 14:23:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[CPMI INSS]]></category>
		<category><![CDATA[deputado estadual]]></category>
		<category><![CDATA[Edson Araújo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A CPMI do INSS já começa seu cardápio com peixe gordo maranhense no seu cardápio. Isso porque requerimento apresentado pelo senador Izalci Lucas (DF) solicita a quebra de sigilo bancário e fiscal da Federação das Colônias de Pescadores do Maranhão (Fecopema), que já deve ser analisado nesta terça-feira (26/Ago). A medida abrange movimentações financeiras entre [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" width="161" height="225" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Deputado-Edson-Araujo-1c.jpg" alt="" class="wp-image-31395" style="width:800px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>Deputado estadual Edson Araújo, presidente da Fecopema</em></strong></figcaption></figure>



<p>A CPMI do INSS já começa seu cardápio com peixe gordo maranhense no seu  cardápio. Isso porque requerimento apresentado pelo senador Izalci Lucas (DF) solicita a quebra de sigilo bancário e fiscal da Federação das Colônias de Pescadores do Maranhão (<strong>Fecopema</strong>),  que já deve ser analisado nesta terça-feira (26/Ago). A medida abrange movimentações financeiras entre janeiro de 2020 e julho de 2025 da entidade presidida pelo deputado estadual maranhense Edson Araújo.</p>



<p>A base do pedido foi um relatório do foi Coaf que apontou transações atípicas de cerca de R$ 5,4 milhões nas contas da entidade entre 2023 e 2024. O relatório indica possível uso irregular dos recursos, o que reforçou a necessidade de investigação. Araújo é citado no requerimento como exemplo de “conflito de interesses”, por acumular o mandato político e o comando da federação.</p>



<p>O senador autor do pedido afirmou em seu requerimento que o Maranhão concentra cerca de 192 mil beneficiários do Seguro-Defeso, com média de mil segurados por barco, dado considerado incompatível com a realidade local. Segundo o texto, a apuração busca identificar se os valores foram desviados para agentes públicos, atividades políticas ou mesmo para o próprio dirigente da federação.</p>



<p>Edson Araújo é deputado estadual desde 2011. Foi eleito  em 2010 e reeleito em 2014 e 2018. O deputado é investigado pela Polícia Federal (PF) por ter recebido 5,4 milhões de reais de uma entidade envolvida no Esquema de fraudes no INSS.</p>
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		<title>Líder iraniano oferece U$ 2 milhões pela cabeça de Donald Trump</title>
		<link>https://www.maranhaobrasil.com.br/lider-iraniano-oferece-u-2-milhoes-pela-cabeca-de-donald-trump/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Aug 2025 21:36:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Durante um discurso realizado neste domingo (6) na cidade de Urmia, no norte do Irã, Mansour Emami &#8211; chefe da Organização de Propaganda Islâmica da Província do Azerbaijão Ocidental -fez uma declaração explosiva: ofereceu 100 bilhões de tomans (cerca de US$ 2 milhões) a quem matar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Emami afirmou [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="599" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Mansour-x-Trump-c1-1024x599.jpeg" alt="" class="wp-image-31298" srcset="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Mansour-x-Trump-c1-1024x599.jpeg 1024w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Mansour-x-Trump-c1-400x234.jpeg 400w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Mansour-x-Trump-c1-768x450.jpeg 768w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Mansour-x-Trump-c1-1536x899.jpeg 1536w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Mansour-x-Trump-c1.jpeg 1845w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p><a href="https://snigel.com/?utm_source=snigel-pub?source=logo&amp;wid=001w000001L4EIgAAN_M12374" target="_blank" rel="noreferrer noopener"></a></p>



<p>Durante um discurso realizado neste domingo (6) na cidade de Urmia, no norte do Irã, Mansour Emami &#8211; chefe da Organização de Propaganda Islâmica da Província do Azerbaijão Ocidental -fez uma declaração explosiva: ofereceu 100 bilhões de tomans (cerca de US$ 2 milhões) a quem matar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.</p>



<p>Emami afirmou que &#8220;qualquer um que trouxer a cabeça daquele bastardo do Trump será recompensado&#8221; e que quem se sacrificar nessa missão terá um &#8220;encontro direto com Alá&#8221;. As palavras inflamaram a multidão, que respondeu com gritos de &#8220;Morte à América&#8221;.</p>



<p>Com base na cotação atual do mercado livre, o valor prometido equivale a pouco mais de 2 milhões de dólares. Emami ainda ironizou a importância de Trump, dizendo que &#8220;os cadarços das botas dos nossos soldados valem mais do que toda a família dele&#8221;, destacando que a recompensa serve para afirmar a autoridade do regime iraniano.</p>



<p>A fala repercutiu em meio a tensões diplomáticas e pode ter consequências internacionais.</p>
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		<title>Após eleição solitária, roraimense Samir Xaud assume presidência da CBF.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 May 2025 15:28:46 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[CBF]]></category>
		<category><![CDATA[Eleição]]></category>
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		<category><![CDATA[Samir Xaud]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) elegeu neste domingo (25) o médico e empresário Samir Xaud como presidente. Ele recebeu votos de 26 federações e 20 clubes e assume o cargo imediatamente. Xaud havia sido eleito em janeiro desse ano para substituir seu pai, Zeca Xaud, no comando da Federação Roraimense de Futebol. Agora, Samir [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="888" height="595" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/05/CBF-Samir-Xaud.webp" alt="" class="wp-image-30750" srcset="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/05/CBF-Samir-Xaud.webp 888w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/05/CBF-Samir-Xaud-400x268.webp 400w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/05/CBF-Samir-Xaud-768x515.webp 768w" sizes="(max-width: 888px) 100vw, 888px" /><figcaption><strong><em>Candidato único, empresário Samir Xaud é eleito presidente da CBF, apoiado por 26 federações. </em></strong></figcaption></figure>



<p>A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) elegeu neste domingo (25) o médico e empresário Samir Xaud como presidente. Ele recebeu votos de 26 federações e 20 clubes e assume o cargo imediatamente.</p>



<p>Xaud havia sido eleito em janeiro desse ano para substituir seu pai, Zeca Xaud, no comando da Federação Roraimense de Futebol. Agora, Samir não assume o cargo na Federação Roraimense.</p>



<p>Os 21 clubes que apoiavam a candidatura de Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista de Futebol, não estiveram presentes na reunião. Reinaldo não conseguiu avançar e chegar às eleições porque a chapa dele não obteve o apoio mínimo de oito federações, conforme determina o estatuto.</p>



<p>Samir Xaud foi apoiado por 25 confederações e 10 clubes. O médico deve assumir o posto que ficou vago após o afastamento do ex-presidente da CBF Ednaldo Rodrigues. Ele foi afastado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro por suposta falsificação em uma das assinaturas do acordo feito em fevereiro com ex-dirigentes da CBF que manteve o presidente no poder. Ednaldo foi o quinto presidente da CBF a ser removido do cargo nos últimos 7 mandatos.</p>



<p>Em sua campanha, Xaud defende a profissionalização da arbitragem, o fortalecimento do futebol feminino e uma gestão que priorize todas as regiões do país. A expectativa nos bastidores é de uma gestão mais próxima das federações regionais, já que essas instituições deram sustentação à sua candidatura.</p>



<h2 class="wp-block-heading" id="h-como-e-feita-a-votacao">Como é feita a votação?</h2>



<p>A votação ocorre somente de forma presencial e por meio de urnas eletrônicas. Participam da eleição os seguintes eleitores:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>27 federações estaduais (voto com peso 3);</li><li>20 clubes da Série A do Brasileirão (peso 2);</li><li>20 clubes da Série B (peso 1).</li></ul>



<p>Com essa composição, um candidato que recebe apoio de pelo menos 23 federações já alcança 69 votos, o suficiente para vencer mesmo sem apoio&nbsp;de&nbsp;clubes.</p>



<p><strong>Processo eleitoral e racha</strong></p>



<p id="paragrafo-qqa9rymzhf">Ainda que a eleição deste domingo, às 10h30, na sede da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), no Rio de Janeiro, tenha sido uma formalidade para aclamar Samir de Araújo Xaud, 41, como presidente da entidade, ela vai evidenciar um racha entre clubes e a confederação.</p>



<p id="paragrafo-crjj0ks6kn">Médico, nascido em Boa Vista, capital de Roraima, recém-eleito para comandar a federação de seu estado a partir de 2027, Xaud teve seu nome lançado como candidato ao cargo na CBF menos de 24 horas após Ednaldo Rodrigues ter sido afastado da cadeira de presidente, por decisão da Justiça do Rio.</p>



<p id="paragrafo-55upnxrxtz">Desconhecido no cenário nacional, Samir Xaud conseguiu, menos de 48 horas após a saída de Rodrigues, reunir o apoio de 25 das 27 federações estaduais, o que inviabilizou a tentativa de Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da FPF (Federação Paulista de Futebol), de participar do pleito.</p>



<p id="paragrafo-g6f5d39czt">Pelo estatuto vigente na entidade, um candidato precisa do apoio de, no mínimo, oito federações e cinco clubes para formar uma chapa. Somente as entidades que comandam o futebol de São Paulo e de Mato Grosso não se juntaram ao bloco de Samir, que atraiu também dez times, sendo quatro da Série A: Vasco, Botafogo, Palmeiras e Grêmio.</p>



<p id="paragrafo-j26yb34y9y">O sistema eleitoral da CBF prevê, ainda, uma peso maior às federações na contagem dos votos. No pleito, times da Série A têm peso 2, equipes da Série B têm peso 1 e as federações têm peso 3.</p>



<p id="paragrafo-v59f67ddlp">As exigências para formação da chapa, assim como o peso dos clubes, são motivos de críticas por parte das equipes. Um grupo de 21 clubes decidiu nem participar da votação por discordar desse sistema.</p>



<p id="paragrafo-wg91vkv5cu">Entre os times da Série A, fazem parte do bloco: Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Fortaleza, Internacional, Mirassol, Santos, São Paulo e Juventude. Da Série B assinaram: América-MG, Athletico-PR, Atlético-GO, Botafogo-SP, Chapecoense, Coritiba, Cuiabá, Goiás, Novorizontino, Sport e Operário-PR.</p>



<p id="paragrafo-4zpbwqwml0">Em nota conjunta, os clubes afirmaram que não concordam com o processo vigente: &#8220;Estaremos prontos para conversar com a nova gestão, a partir da próxima semana, para que juntos possamos debater como mudar o processo eleitoral e outras demandas dos clubes em prol de um futebol cada vez melhor&#8221;.</p>



<p id="paragrafo-wjoaij4jh8">O rápido processo eleitoral na CBF e a limitada representatividade dos clubes irritaram muitos dirigentes.</p>



<p id="paragrafo-7lz4pxkzz3">&#8220;Quase 75% dos clubes demonstraram desejo legítimo [de ter um candidato], e esse desejo não pode nem ir ao pleito, não pode nem ser disputado. O modelo eleitoral atual não foi feito para que a vontade dos clubes possa prevalecer&#8221;, afirmou Marcelo Paz, presidente do CNC (Conselho Nacional de Clubes) e da LFU (Liga Forte União) e CEO do Fortaleza.</p>



<p id="paragrafo-840j7a9poc">&#8220;Os clubes exigem protagonismo maior. São os clubes que têm os torcedores, não existe um torcedor de federações&#8221;, acrescentou Alessandro Barcellos, presidente do Internacional.</p>



<p id="paragrafo-i8swzugk0v">A despeito das críticas, no lançamento de sua candidatura, a chapa de Samir Xaud afirmou que o bloco nasceu &#8220;com o compromisso de transformar a administração do futebol por meio da transparência, da inclusão e da modernização da gestão&#8221;.</p>



<p id="paragrafo-gha4vrt204">Presidente da Federação Paraense, Ricardo Gluck Paul, afirmou que todos são &#8220;sócio da mesma dor&#8221; e que acredita que &#8220;esse distanciamento inicial vai sendo superado à medida que o diálogo se estabelece com mais transparência e firmeza&#8221;. Paul será um dos oito vice-presidentes da CBF.</p>



<p id="paragrafo-ndndou386a">O mandato do novo presidente da CBF será vigente de 2025 a 2029.</p>
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		<title>Bolsonaro é pessoalmente responsável pela atenção negativa que Brasil recebe, diz consultoria internacional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Portal Maranhão Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2020 14:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Executivo]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[estados unidos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Bolsonaro é o pior presidente democraticamente eleito a lidar com a crise do coronavírus&#8221;. A opinião não é de um oposicionista ao governo do mandatário brasileiro, mas de Ian Bremmer, 50 anos, cientista político americano formado em política internacional. Autor do best-seller&#160;Nós versus Eles: o fracasso do globalismo, Bremmer é fundador da consultoria Eurasia Group [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>&#8220;Bolsonaro é o pior presidente democraticamente eleito a lidar com a crise do coronavírus&#8221;. A opinião não é de um oposicionista ao governo do mandatário brasileiro, mas de Ian Bremmer, 50 anos, cientista político americano formado em política internacional. Autor do best-seller&nbsp;<em>Nós versus Eles: o fracasso do globalismo</em>, Bremmer é fundador da consultoria Eurasia Group — com escritórios nos Estados Unidos, Reino Unido, Japão, Cingapura e Brasil — e cujo trabalho é fazer análise política de risco para alguns dos maiores investidores do mundo.</strong></p>



<p>Segundo Bremmer, &#8220;Bolsonaro é pessoalmente responsável pela atenção internacional negativa que o país tem recebido&#8221;. Em entrevista à BBC News Brasil, no entanto, ele descarta que o país tenha se tornado &#8220;um pária internacional&#8221; por causa disso. &#8220;Não acho que alguém deva mudar toda a sua visão do Brasil a longo prazo por causa de um presidente que pode não ser reconduzido na próxima eleição&#8221;.</p>



<p>Bremmer, que ficou órfão de pai aos quatro anos e teve uma infância pobre em conjuntos habitacionais na região metropolitana de Boston, Massachusetts, analisa a situação atual do Brasil, as eleições presidenciais americanas em novembro, a possível guerra fria entre China e Estados Unidos e a nova ordem global, que tem retirado dos organismos multilaterais importância para mediar a relação entre diferentes países.</p>



<p>A seguir, os principais trechos da entrevista:</p>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; Nas últimas semanas e meses, o Brasil viu uma avalanche de críticas de veículos e analistas internacionais. Só para citar dois exemplos, o colunista de relações internacionais do Financial Times disse que &#8220;o populismo de Jair Bolsonaro está levando o país ao desastre&#8221; e o Telegraph diz que o presidente &#8220;quebrou o Brasil&#8221;. Você diria que o país agora é visto como um pária internacional?</strong></p>



<p><strong>Ian Bremmer &#8211;</strong>&nbsp;Não, não. O Brasil não é visto como um pária internacional. As pessoas ainda estão fazendo negócios com o Brasil. É um grande mercado emergente, é a maior economia da América do Sul. É uma democracia em funcionamento, embora tenha um presidente que administrou mal a crise do coronavírus e levou o Brasil a ser o novo epicentro do surto, e que tem um conjunto cada vez maior de escândalos de corrupção contra si e sua família, poucos anos depois de o país passar pelo turbilhão da Operação Lava Jato.</p>



<p>Claramente o Brasil está com desempenho significativamente abaixo do que poderia ter, dadas todas as vantagens da demografia extraordinária, com uma classe média emergente, da incrível biodiversidade, da produção de commodities e dos recursos naturais disponíveis. O Brasil é um país que você esperaria ver se saindo bem. E agora o país não está indo bem. E o presidente do Brasil é um grande motivo para isso.</p>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; Bolsonaro é hoje a principal razão para o mal-estar internacional com o Brasil?</strong></p>



<p><strong>Bremmer &#8211;</strong>&nbsp;É certamente uma das principais razões. O presidente Bolsonaro é um personagem incrivelmente divisivo. As coisas que ele diz no Brasil normalmente não seriam grande notícia internacional. Seria talvez controverso dentro do próprio Brasil, mas, no contexto em que estamos, algumas das coisas que ele disse são enormemente polêmicas e controversas.</p>



<p>Toda a questão dos testes pessoais (de Bolsonaro) para coronavírus, depois que o filho dele (Eduardo Bolsonaro) falou com a Fox News e disse que ele estava com coronavírus, o que depois ele negou, ou quando ele fala sobre a cloroquina e o modo como ele promoveu isso como um remédio, a recusa em implementar o distanciamento social, sua participação em manifestações populares, o fato de ter demitido seu popular ministro de saúde (Luiz Henrique Mandetta) e então, algumas semanas depois, outro ministro da saúde pedir demissão (Nelson Teich).</p>



<p>Mesmo quando você o compara com o presidente Trump, que é controverso ao máximo nos Estados Unidos, é preciso admitir que Bolsonaro é pior, e isso não é pouca coisa. Então, eu acho que o presidente brasileiro é pessoalmente responsável por grande parte do foco internacional negativo que o Brasil está recebendo. E isso se torna um desafio para o país.</p>



<p>Veja, acaba de haver uma votação na Holanda que foi contrária a acordo comercial entre União Europeia e Mercosul (que levou 20 anos pra ser negociado e foi anunciando em 2019). Por quê? Por causa de Bolsonaro e sua má gestão do desmatamento e do clima. E isso foi muito antes do coronavírus.</p>



<p>Um dos motivos pelos quais ele foi eleito é que ele é um outsider, um antiestablishment e um político de orientação populista. Ele diz o que pensa e usa obscenidades para isso. Todas essas coisas o tornam muito popular entre sua base no Brasil, que ainda é bastante significativa, mesmo que ele tenha perdido muita popularidade nos últimos dois meses. Ele se tornou motivo de escárnio internacional e muitos líderes mundiais o chamam de &#8216;Trump dos trópicos&#8217;, um título que ele talvez pessoalmente goste, mas que garanto que não o ajuda a negociar com a maioria dos líderes mundiais hoje.</p>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; Você aconselha alguns dos maiores e mais importantes investidores do mundo. O que você diria hoje para eles sobre colocar seu dinheiro no Brasil?</strong></p>



<p><strong>Bremmer &#8211;</strong>&nbsp;Quando montamos nossos dois primeiros escritórios baseados em países em desenvolvimento, os instalamos no Brasil e fizemos isso porque, no Brasil, a longo prazo, há um grande população com tendências demográficas muito promissoras. O país possui uma classe média relevante, tem boa educação, o custo do trabalho é comparativamente barato e há um forte sistema bancário e boa cultura empresarial. Um ótimo nível internacional, além de ser um lugar interessante para se estar, com uma cultura e uma sociedade maravilhosas. Então, o que quero dizer é que existem muitas razões para entrar no Brasil.</p>



<p>E se pensarmos a longo prazo no mundo, Bolsonaro pode dizer que ele não vai obedecer o Supremo Tribunal Federal, mas o fato é que você tem um Judiciário independente no Brasil, um Congresso independente, com partidos políticos que não são subservientes ao presidente brasileiro.</p>



<p>Assim, da mesma maneira que Trump diz ou tuita coisas que não se tornam políticas públicas reais, o mesmo acontece com Bolsonaro. Portanto, não acho que alguém deva mudar toda a sua visão do Brasil a longo prazo por causa de um presidente eleito democraticamente que pode não ser reconduzido na próxima eleição.</p>



<p>Mas existe uma crise no momento que é ao mesmo tempo econômica e sanitária e o governo brasileiro está respondendo muito mal exatamente por causa da liderança. E isso é um problema no curto prazo, digamos, nos próximos um ou dois anos, porque essa crise estará conosco por mais alguns anos até que tenhamos uma vacina que seja fabricada e distribuída globalmente. Então podemos esperar um desempenho consideravelmente ruim do Brasil por enquanto.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/coronavirus_gettyimages.jpg" alt="" class="wp-image-189" width="624" height="350" srcset="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/coronavirus_gettyimages.jpg 624w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/coronavirus_gettyimages-400x224.jpg 400w" sizes="(max-width: 624px) 100vw, 624px" /><figcaption>Para Bremmer, a falta de credibilidade nos dados brasileiros de covid-19 mostram que Bolsonaro é incapaz de lidar com a crise</figcaption></figure>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; Você vê a real possibilidade de um boicote aos produtos brasileiros no exterior devido à insatisfação com o manejo da pandemia ou com o tratamento dado pelo governo brasileiro ao meio ambiente?</strong></p>



<p><strong>Bremmer &#8211;</strong>&nbsp;Eu ficaria muito surpreso se isso acontecesse. No ambiente internacional, o denominador comum sobre coisas como direitos humanos está diminuindo. Há menos liderança global, há menos coordenação multilateral. Certamente há exceções, como a Alemanha da (chanceler Angela) Merkel ou a França do (presidente Emmanuel) Macron. Mas estamos enfrentando a maior contração global da economia das nossas vidas. E lidando com uma pandemia global, que vai acabar matando milhões de pessoas. Não acho que, nessas circunstâncias, os países estejam facilmente dispostos a se envolver em boicotes a bens produzidos por democracias. Não mesmo.</p>



<p>Então eu não exageraria o fato de Bolsonaro ofender muita gente internacional e domesticamente a ponto de dizer que o Brasil se tornou um pária. O Brasil não é um pária. Assim como os Estados Unidos não são um pária por causa do Trump. Sabemos que nem (o primeiro ministro canadense) Justin Trudeau, nem (o presidente mexicano) Lopez Obrador gostam de Trump, mas eles foram capazes de fazer um novo acordo comercial juntos porque os Estados Unidos são a economia mais importante do mundo.</p>



<p>E lógica parecida serve para o Brasil, a maior economia da América do Sul. É um lugar atraente para o longo prazo por muitas e muitas razões que não desaparecem com o que está acontecendo no presente. Existem desafios profundos no Brasil, mas também há muitas oportunidades a longo prazo.</p>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; Na última sexta-feira, o governo Bolsonaro deixou de publicar o acumulado de mortes e casos por covid-19 e anunciou que poderia inclusive recontar as mortes, diante de números considerados &#8220;fantasiosos&#8221;.</strong></p>



<p><strong>Bremmer &#8211;</strong>&nbsp;Isso só mostra que Bolsonaro é de longe o presidente eleito democraticamente mais incapaz de responder à crise do coronavírus.</p>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; O governo de Bolsonaro tem ampla inspiração no presidente americano, Donald Trump, e investiu pesadamente em se aproximar da Casa Branca. Como você avalia essa abordagem e qual é a chance hoje de haver um acordo de livre comércio entre os dois países em breve?</strong></p>



<p><strong>Bremmer &#8211;</strong>&nbsp;É difícil imaginar algo sendo feito nesse ambiente político antes da eleição. Certamente há interesse entre os dois países e vimos isso como um desejo (dos dois presidentes), mas o processo é muito, muito lento. Trump definitivamente gosta de Bolsonaro, está feliz de tê-lo a seu lado no palco internacional, mas Trump é fundamentalmente unilateralista, ele é &#8216;América First&#8217; (&#8216;Estados Unidos primeiro&#8217;, slogan de Trump) e o Brasil não faz parte disso. Portanto, este é um ambiente em que é mais difícil realizar a cooperação internacional, independentemente dessa boa relação.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/trump_bolsonaro_reuters.jpg" alt="" class="wp-image-190" width="624" height="350" srcset="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/trump_bolsonaro_reuters.jpg 624w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/trump_bolsonaro_reuters-400x224.jpg 400w" sizes="(max-width: 624px) 100vw, 624px" /><figcaption>Para Bremmer, Trump gosta de ter Bolsonaro a seu lado no palco internacional, mas Trump é fundamentalmente unilateralista</figcaption></figure>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; No Brasil, o governo tenta vender que a aproximação com Trump é um sinal da importância do país. Afinal, qual a relevância do Brasil para os Estados Unidos?</strong></p>



<p><strong>Bremmer &#8211;</strong>&nbsp;O Brasil não é assunto constante no noticiário. Os Estados Unidos estão enfrentando um desemprego de dois dígitos, mais de cem mil mortos em uma pandemia, protestos súbitos por questões raciais em todo o país no momento. A maioria dos americanos não tem ideia de que você tem os mesmos problemas de desigualdade racial no Brasil, a maioria dos americanos não tem ideia de que o Brasil é o epicentro do coronavírus. E na classe política, o foco está muito mais na China, na Europa, ou no México e no Canadá.</p>



<p>O Brasil não é uma área de preocupação de segurança nacional, a relação econômica é bastante consistente. E mesmo quando está na ordem do dia, como quando surgiram os problemas na Amazônia (no ano passado), o americano médio não prestou tanta atenção a isso. Não dá pra dizer que o Brasil é uma prioridade.</p>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; Os Estados Unidos hoje enfrentam a epidemia mais mortal desde a gripe espanhola, a pior recessão desde 1929 e a maior onda de protestos populares desde 1968. Como você vê o desempenho do presidente Trump em cada uma dessas frentes?</strong></p>



<p><strong>Bremmer &#8211;</strong>&nbsp;Trump é divisivo e sua base, de 35% a 43% dos americanos, o apoia, não importa o que ele faça. Então, se você olhar para o lado econômico, os Estados Unidos tiveram uma resposta econômica muito rápida e robusta, e as ações do FED (Federal Reserve, o Banco Central americano) têm sido incrivelmente fortes e todos apoiam Jerome Powell (o presidente do FED), nomeado por Trump. Eu acho que ele está fazendo um ótimo trabalho de forma consistente com os republicanos e os democratas, com (o secretário do Tesouro americano Steven) Mnuchin e (com a democrata presidente da House of Representatives Nancy) Pelosi, gastaram muito dinheiro quando precisava (o FED injetou US$1,5 trilhão em socorro à economia na crise do coronavírus). Foram benefícios desemprego, auxílio emergencial para todos, alívio para as empresas, e muito mais.</p>



<ul class="wp-block-list"><li><a href="https://www.bbc.com/portuguese/brasil-52847575">PIB cai 1,5% no 1º trimestre e mostra início de &#8216;efeito coronavírus&#8217;, mas pior ainda está por vir</a></li></ul>



<p>Acho que essa resposta vai diminuir agora que tivemos bons números de empregos (em maio, os Estados Unidos tiveram a criação de 2,5 milhões de empregos, revertendo a tendência de aumento no desemprego) e que estamos nos aproximando das eleições. Acho que o Congresso vai diminuir o ritmo, e isso tornará mais difícil para os EUA realmente serem tão rápidos quanto as pessoas gostariam na recuperação econômica. Então tivemos de saída uma ação forte e vamos ter um enfraquecimento.</p>



<p>Na saúde, é exatamente o contrário, resposta inicial muito fraca, com Trump, se comportando como um líder de torcida. Ele interrompeu a viagens da China cedo e foi só. Não conseguiu testes que funcionassem no volume necessário, e não rastreou casos de contaminação. Foi muito mais fraco do que a Alemanha, a Coreia do Sul. Mas quando finalmente Trump levou o assunto a sério, ele e os governadores ao menos garantiram que os hospitais estejam funcionando bem e que a UTIs não fiquem sobrecarregadas, como aconteceu na Itália. Como perdemos a chance de agir cedo, muito mais pessoas morreram em consequência.</p>



<p>Mas você sabe, agora que estamos com três meses de quarentena, você está começando a ver os americanos responderem com muito mais eficácia. Agora, nas questões raciais, é aí que Trump realmente falhou. Os incidentes de organizações supremacistas brancas aumentaram muito nos últimos três anos. O país se sente muito mais dividido do que antes. Os republicanos estão todos do lado de Trump, os democratas todos não o suportam. E a resposta de Trump ao descontentamento com a questão racial é usar o Exército, obviamente um recurso antidemocrático. Ele só se preocupa com sua própria imagem e não se importa com pessoas que não votam nele. E isso é um problema sério para um líder em tempos de crise doméstica. Então é aí que ele realmente está falhando.</p>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; Qual é o possível impacto dos protestos na eleição presidencial que acontecerá em cinco meses?</strong></p>



<p><strong>Bremmer &#8211;</strong>&nbsp;Não há dúvida de que os índices de aprovação dele seguem inabaláveis. Ele está com 42% de aprovação no momento. E ele estava com 42% quando o desemprego estava em um nível recorde. E com 42% quando a economia estava crescendo e não havia mortes por coronavírus. Então isso ficou constante. E o fato de o general (James) Mattis (ex-secretário de defesa de Trump que o acusou de atacar a Constituição americana) ter dito coisas ruins sobre ele é sem precedentes, é lamentável, mas o país está tão dividido que isso não está afetando a popularidade de Trump.</p>



<p>Por outro lado, há números bons de emprego agora, o que surpreendeu a todos pela rapidez na recuperação. Eu não acho que isso signifique que a economia dos Estados Unidos voltará ao normal tão cedo, mas Trump fez uma volta olímpica com isso. Isso realmente vai ajudar Trump nas pesquisas? Provavelmente não, porque as pessoas que não gostam de Trump, continuarão não gostando dele e não há nada que Trump possa fazer sobre isso. E o oposto também é válido.</p>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; No caso da pandemia, o governo americano tem culpado a China pela situação. De fato, a China é hoje o principal antagonista dos EUA. Ambos os países parecem à beira de uma nova guerra fria. Que análise você faz da situação e o que isso significa para o mundo?</strong></p>



<p><strong>Bremmer &#8211;</strong>&nbsp;Sim, eles estão se movendo nessa direção. Certamente é lamentável. Não há confiança entre os dois países. Também não havia confiança quando Barack Obama era o presidente. Mas até então havia pelo menos interdependência econômica, o que fazia os americanos e os chineses quererem continuar trabalhando juntos porque precisávamos um do outro. Essa interdependência está desaparecendo no lado da tecnologia. Não temos acesso ao seu mercado. Eles não têm acesso ao nosso mercado. Estamos cada vez mais lutando contra eles internacionalmente em tecnologia.</p>



<p>E você tem Hong Kong, você tem Taiwan (dois casos em que os Estados Unidos acusam a China de suprimir direitos da população local de autodeterminação e democracia). As empresas dos Estados Unidos, que fizeram um processo de terceirização de manufaturas e serviços na China, vão se afastar cada vez mais do país. Isso significa que as economias estarão menos interligadas, menos interdependentes.</p>



<p>Isso levará a mais combates, mais confrontos, mesmo que (o democrata Joe) Biden seja o próximo presidente. Eu acho que isso vai acontecer. E certamente nos próximos meses essa tensão se intensificará, tanto por causa da pandemia — que Trump reputa, com certa razão, ao acobertamento dos chineses — quanto porque Trump nunca se responsabiliza por nada, então lança isso sobre os chineses. Então, quero dizer, estamos caminhando para uma guerra fria agora com os chineses. Espero que isso não aconteça, mas essa é a direção que estamos seguindo no momento.</p>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; Trump tem enfraquecido organismos multilaterais que os próprios Estados Unidos ajudaram a construir. Qual é a estratégia por trás disso? Isso aumenta de alguma maneira o poder americano no mundo?</strong></p>



<p><strong>Bremmer &#8211;</strong>&nbsp;Eu não acho que enfraquecer essas instituições aumenta o poder americano. Trump já anunciou a retirada do acordo nuclear iraniano, do acordo climático de Paris, da Organização Mundial de Saúde, embora não possa sair de todos eles, ao menos não tão rápido. Portanto, há mais anúncios do que realidade, mas, ainda assim, é muito óbvio que Trump não está muito interessado em acordos multilaterais.</p>



<p>Esses acordos foram originalmente criados pelos Estados Unidos, então quando Trump sai, ele está reduzindo definitivamente a influência americana em todo o mundo. Eu aceito essa realidade. Mas também tenhamos em mente que as próprias instituições são mais fracas porque a ordem global mudou. Mas como os Estados Unidos têm bancos mais fortes, detém as grandes empresas de tecnologia, têm a moeda de reserva global, coisas que os aliados não têm, mesmo que essa retirada dos organismos multilaterais prejudique os Estados Unidos, o país ainda está saindo disso em uma posição melhor do que muitos de seus aliados.</p>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; Em cinco meses, os EUA viverão eleições presidenciais. Qual é a sua aposta hoje?</strong></p>



<p><strong>Bremmer &#8211;</strong>&nbsp;Nesse momento cada um deles tem a mesma chance que você tem de acertar se sai cara ou coroa quando jogamos uma moeda. Quero dizer, (Joe) Biden é obviamente muito mais popular e seus índices de aprovação em todo o país são mais altos. Ele provavelmente ganhará por muitos milhões de votos no voto popular, mas isso não significa que ele ganhará os votos necessários no colégio eleitoral. Os&nbsp;<em>swing-states</em>&nbsp;(Estados pêndulos) estão muito mais competitivos dessa vez. O voto não é obrigatório, então motivar o eleitor a ir às urnas é importante. Só que, vamos ter em mente que haverá distanciamento social. Há muitas oportunidades para suprimir a votação nesse ambiente.</p>



<p>E Trump fará tudo o que puder para tentar manter o comparecimento às urnas relativamente baixo, e ele tem uma base mais entusiasta, menor do que a Biden, mas mais entusiasmada. Então ainda é muito cedo para dizer quem vai ganhar a eleição neste momento.</p>



<p>Em termos da diferença que faz para o país e para o mundo, obviamente, hum, as divisões nos Estados Unidos são aceleradas por Trump. Ele é o presidente mais divisivo da minha vida, mas as divisões no país já estavam expandindo até mesmo sob Obama, por razões estruturais, pelo desemprego proveniente do desenvolvimento tecnológico e do livre comércio. Temos uma desigualdade crescente nos Estados Unidos, economicamente. Temos um crescente sentimento anti-imigração. Fracassamos em retirar as pessoas da pobreza. Isso é estrutural. E não importa se o governo é Biden, é Obama, é Trump. Essas coisas estão crescendo.</p>



<p>Elas crescem mais rapidamente sob um presidente como Trump, e um líder abertamente populista. E, é claro, globalmente, a divisão também aumenta sob Trump, que é unilateralista na maneira como ele pensa sobre o mundo. Mas direi que acho que as questões estruturais são realmente muito maiores do que quem é o presidente americano individual. E devemos lembrar disso.</p>



<p><strong>BBC News Brasil &#8211; Se Joe Biden vencer, o que isso significa para o mundo? E para o Brasil, que investiu tanto em relação com Trump?</strong></p>



<p><strong>Bremmer &#8211;</strong>&nbsp;Não acho que o bom sentimento entre Trump e Bolsonaro tenha ajudado muito o Brasil até agora. E acho que a abordagem multilateral que você veria de Biden em política externa seria, de diferentes formas, mais consistente e um pouco menos volátil do que temos agora.</p>
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		<title>Bolsonaro tem papel de &#8216;causar explosão&#8217; para permitir ação &#8216;reparadora&#8217; de militares, diz antropólogo</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Jun 2020 18:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Executivo]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Desde o começo dos anos 90, o antropólogo e professor da Universidade Federal de São Carlos Piero Leirner faz pesquisas com militares. Durante esse período, estabeleceu com integrantes das Forças Armadas uma relação que classifica como sendo de &#8220;desconfiança mútua&#8221;. Apesar das dificuldades, ele conseguiu manter pesquisas que tratam principalmente da hierarquia nas organizações militares [&#8230;]</p>
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<p>Desde o começo dos anos 90, o antropólogo e professor da Universidade Federal de São Carlos Piero Leirner faz pesquisas com militares. Durante esse período, estabeleceu com integrantes das Forças Armadas uma relação que classifica como sendo de &#8220;desconfiança mútua&#8221;.</p>



<p>Apesar das dificuldades, ele conseguiu manter pesquisas que tratam principalmente da hierarquia nas organizações militares do Exército Brasileiro, como a Escola de Comando e Estado Maior.</p>



<p>Em entrevista à BBC News Brasil, ele afirma que a atual escalada do conflito político não é acidental. Para Leirner, ela faz parte do projeto dos militares para o país e inclui Bolsonaro em um papel bem específico: &#8220;funcionar como uma espécie de &#8216;para-raios sem fio terra'&#8221;.</p>



<p>&#8220;Ele causa a explosão, para possibilitar a ação reparadora dos bombeiros&#8221;, diz o antropólogo, que está prestes a publicar um livro sobre guerras híbridas.</p>



<p>Piero Leirner traça um panorama sobre a atuação dos militares no governo Bolsonaro, e afirma que &#8220;não é uma questão de se os militares aprovam ou não o governo: eles são o governo&#8221;.</p>



<p><strong>BBC&nbsp;</strong><strong>News&nbsp;</strong><strong>Brasil &#8211; Como os militares embarcaram no governo Bolsonaro?</strong></p>



<p><strong>Piero Leirner &#8211;</strong>&nbsp;A pergunta poderia ser invertida: &#8220;Como Bolsonaro embarcou no governo dos militares?&#8221; Vejo matérias e entrevistas com alguns generais que já estavam na reserva, e agora estão no núcleo do governo, dizendo que &#8220;aderiram&#8221; à candidatura &#8220;em cima da hora&#8221;, em 2018, e fico me perguntando: por que, então, os colegas deles que estavam na ativa começaram a campanha pró-Bolsonaro tão antes?</p>



<p>Embora representasse um risco e até uma ilegalidade, isso era visível desde novembro de 2014. Dias após o segundo turno que reelegeu Dilma Rousseff, Bolsonaro foi à formatura dos cadetes na Academia Militar das Agulhas Negras e fez um discurso se lançando candidato em 2018. Saiu de lá aclamado como &#8220;líder!&#8221;. Esse tipo de ato só é possível se houver autorização do comandante da Academia. E, como Bolsonaro repetiu a visita em 2015, 2016, 2017 e 2018, posso afirmar que ele contou com o conhecimento do Comandante do Exército e com o descaso dos Ministros da Defesa e dos Presidentes da República.</p>



<p>Deixar a política entrar nos quartéis dessa maneira compromete o Estado como um todo. Por um lado, os civis não deram a menor bola para esses eventos, pois não conseguiram pensar o papel da instituição militar no país. De outro, os militares sabem muito bem o que significa um político entrar numa instalação militar e fazer campanha, lobby, articulação etc&#8230; Bolsonaro fez tudo isso sozinho? Não. Foi o topo da cadeia de comando que ligou a ignição para um projeto político de, pelo menos, quatro anos.</p>



<p><strong>BBC Brasil &#8211; Em linhas gerais, qual é o projeto das Forças Armadas para o país?</strong></p>



<p><strong>Piero Leirner &#8211;</strong>&nbsp;Trata-se de um projeto de refundação do Estado. Fazendo um paralelo com sistemas de informática, pense na ideia de &#8220;reiniciar o sistema&#8221;, como um &#8220;reboot em modo de segurança&#8221;, ou seja, quando o &#8220;administrador&#8221; tem total controle sobre o que &#8220;roda&#8221; e o que &#8220;não roda&#8221; naquele sistema.</p>



<p>Para isso, ele aciona ferramentas. As principais sempre foram &#8211; e tudo indica que continuarão a ser &#8211; o Poder Judiciário e o aparato policial. Entram aí também órgãos de controle e fiscalização e &#8220;aparelhos ideológicos&#8221;, que mobilizam setores estratégicos da sociedade.</p>



<p>Os militares têm um jargão próprio para nomear essa interação. É a ideia de &#8220;sinergia&#8221;. O ex-comandante Villas Bôas, por exemplo, falava da &#8220;sinergia entre Exército e TRF-4&#8221; (Tribunal Regional Federal da quarta região, responsável pelo julgamento dos processos da Lava Jato em segunda instância). Essa &#8220;sinergia&#8221; está presente no STF (Supremo Tribunal Federal), com os &#8220;assessores militares&#8221; que apareceram por lá, como os generais Fernando Azevedo (atual ministro da Defesa) e Ajax Porto Pinheiro (assessor da presidência do STF). Mas também existe em lugares menos visíveis, como na Escola Superior de Guerra (ESG), na concessão de medalhas e homenagens, no Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República e em redes de parentesco.</p>



<p>Toda essa maquinaria permaneceu mais ou menos latente depois do regime militar, mas voltou a rodar seus protocolos em meados dos anos 2000. Galvanizou cada vez mais os militares, com capturas ideológicas nas fileiras das Força Armadas, por volta de 2010, 2011. Mas tudo de forma sutil.</p>



<p><strong>BBC Brasil &#8211; Se os militares estão tão presentes no governo, por que aceitam que Jair Bolsonaro dê declarações vistas como estapafúrdias a respeito da pandemia de&nbsp;</strong><strong>c</strong><strong>ovid-19 e entre em rota de colisão com os poderes Judiciário, Legislativo e com governadores e prefeitos, em vez de buscar ações que promovam a união nacional para combater a doença?</strong></p>



<p><strong>Piero Leirner &#8211;&nbsp;</strong>As declarações de Bolsonaro não são estapafúrdias apenas diante da pandemia. São diante de tudo. Seu papel é funcionar como uma espécie de &#8220;para-raios sem fio terra&#8221;. Ele causa a explosão, para possibilitar a ação reparadora dos bombeiros.</p>



<p>Esse foi o modelo escolhido, e foi escolhido justamente por ser assim: Bolsonaro atrai o caos para si, enquanto a &#8220;solução da ordem&#8221; emerge das &#8220;instituições que estão funcionando&#8221;. Dentre elas, a que se considera mais funcional e que fez um trabalho de convencimento da opinião pública para parecer assim é a instituição militar. Então, não é que os militares &#8220;aceitam&#8221; o que o Presidente diz ou faz.</p>



<p>De um lado, eles colocam que &#8220;não podem fazer nada, pois o jogo democrático não permite que eles intervenham&#8221;. De outro, eles não só &#8220;aceitam&#8221; como &#8220;operam&#8221; essas manifestações. E saem lucrando, reafirmando sua &#8220;vocação democrática&#8221;.</p>



<p>&#8220;A partir daí, os outros poderes começam a reagir, invadindo atribuições. E o que começa a aparecer? A ideia de que são os outros poderes que passam dos limites da democracia. E isso de fato ocorre, pois replicam todos os mecanismos da &#8220;sinergia&#8221; que foram estabelecidos no passado. Há, assim, uma retroalimentação dessas posições. As Forças Armadas jogam nas duas pontas: no &#8220;vitimismo bolsonarista&#8221; e na &#8220;tolerância&#8221; e &#8220;respeito&#8221; ao jogo institucional, reafirmando sistematicamente estarem longe do golpismo.</p>



<p>Como essa sempre foi uma operação baseada em contradições, justamente o que não se busca é a &#8220;união nacional&#8221;. Pelo menos até a hora em que tudo ficar tão insuportável, desorganizado e caótico, que o único jeito será apelar para que eles deem um jeito nessa situação.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="624" height="351" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/112718758_bolsonaroo1.jpg" alt="" class="wp-image-200" srcset="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/112718758_bolsonaroo1.jpg 624w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/112718758_bolsonaroo1-400x225.jpg 400w" sizes="(max-width: 624px) 100vw, 624px" /><figcaption>Jair Bolsonaro e apoiadores durante uma manifestação em Brasília, semanas atrás</figcaption></figure>



<p><strong>BBC Brasil &#8211; Como você vê esse embates entre o governo e o poder Judiciário, especialmente com o STF a partir da instauração dos inquéritos das&nbsp;</strong><strong>f</strong><strong>ake&nbsp;</strong><strong>n</strong><strong>ews e da investigação das denúncias feitas pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro?</strong></p>



<p><strong>Piero Leirner &#8211;</strong>&nbsp;Em primeiro lugar, é bom observar que isso segue um padrão: o próprio governo cria uma situação que força uma interferência de outro poder no Executivo, e aí eles entram com a ameaça de &#8220;interferir na interferência&#8221;. Ambos os lados acionam seus mecanismos para dizer que estão na &#8220;legalidade&#8221;.</p>



<p>Desde o começo, o governo poderia simplesmente ter se recusado a entregar o vídeo da reunião ministerial e interromper o processo. O que o STF faria? Nada. Como nada fez quando Renan Calheiros se recusou a receber a notificação do STF de afastamento da presidência do Senado, em 2016, e, dois dias depois, o plenário derrubou a decisão monocrática de Marco Aurélio Mello.</p>



<p>Mas, nesse caso, o governo sabia que, para seus propósitos, era melhor escalar o conflito. E o STF? Agora o Tribunal se tornou a força moral de defesa da &#8220;civilização contra a barbárie&#8221;. Todos os que são antigoverno apostam suas fichas no &#8220;padrão lavajatista&#8221;, que voltou a ser acionado com a saída de Moro. A PF age a favor, age contra, e o que sobra? A ideia de que estamos em um embate final entre duas forças contrárias.</p>



<p>Isso, na linguagem militar, é chamado de &#8220;operação em pinça&#8221;. Sabe aquela tática do &#8220;bom policial versus mau policial&#8221;? No final, quem se rende é o interrogado. Ou seja, todo mundo acaba aceitando o &#8220;reboot do Estado&#8221; porque não suporta mais essa situação. Ao que tudo indica, os militares vão forçar essa situação. Se não pela ação direta, pela caneta dos juízes.</p>



<p><strong>BBC Brasil &#8211; Acho que aqui cabe a pergunta clássica, muito repetida desde a eleição de Bolsonaro: corre-se o risco de um golpe militar no Brasil?</strong></p>



<p><strong>Piero Leirner &#8211;</strong>&nbsp;Depende de como você está considerando a ideia de &#8220;golpe&#8221;. O que vejo aqui desde 2014? Uma série de intervenções feitas por militares e a construção de uma rede de outros agentes públicos que agiu em cooperação com eles, na tal &#8220;sinergia&#8221;.</p>



<p>Para fazer isso, houve manipulação de informações, ingerências, operações não explícitas, ameaças e, acima de tudo, propaganda e muito bombardeio ideológico. Todo este processo foi executado, até o momento da eleição de Bolsonaro, com a preocupação de manter o discurso de que &#8220;as instituições estão funcionando&#8221;, mas estavam &#8220;em risco&#8221; por conta do PT e dos &#8220;políticos&#8221;.</p>



<p>Dilma Rousseff foi grampeada falando de dentro do Planalto. Uma falha de segurança no Palácio do Jaburu quase derruba Michel Temer (no grampo de Joesley Batista). Criou-se uma intervenção no Rio de Janeiro que travou o Congresso por quase um ano. Quem fez isso? Sempre parece ter partido de alguém de fora das Forças Armadas, mas os militares sempre estiveram indiretamente envolvidos, na órbita desses eventos.</p>



<p>Note que a invasão de um poder por outros começou lá atrás. Villas Bôas injetava a política dentro dos quartéis, afirmando que o Exército é uma instituição de Estado, não de governo. Isso é a invasão da política no poder armado. Depois, o poder armado instalou uma sucursal no STF, que ainda está presente com um general, o assessor da presidência Ajax Porto Pinheiro.</p>



<p>Agora o padrão se repete, mas Augusto Heleno (ministro-chefe do GSI) diz que isso causa &#8220;instabilidade&#8221;. Então vamos voltar à pergunta: há sentido em se falar em &#8220;golpe&#8221;, se esses movimentos partem dos mesmos setores do Estado que seguem no protagonismo das ações? A palavra &#8220;golpe&#8221; tem uma eficácia: dizer que há um rompimento institucional. Mas acho que ela também livra a cara de todos os atores que se mexeram nesse sentido até 2018. Ocorra o que ocorrer, prefiro pensar numa linha de continuidade.</p>



<p><strong>BBC Brasil &#8211; Os militares aprovam, então, a forma como Jair Bolsonaro faz política, colocando as instituições brasileiras frequentemente em xeque?</strong></p>



<p><strong>Piero Leirner &#8211;</strong>&nbsp;&#8220;Os militares&#8221;, assim, no genérico, fica difícil de dizer. Mas os que estão no governo o apoiam, sim.</p>



<p>Há duas questões: eles percebem que as instituições estão sendo colocadas em xeque pelos militares? Ou, ao contrário, as instituições é que estão colocando eles em xeque? É preciso respondê-las dentro de um processo mais amplo, que parte, sobretudo, de &#8220;inversões de sinais&#8221;, algo que se faz muito em &#8220;operações psicológicas&#8221;, descritas em manuais de campanha militares.</p>



<p>Se voltarmos uma década, veremos que se propagou dentro das Forças Armadas a ideia de que elas estavam sendo atacadas pelos governos petistas na tentativa de controle da hierarquia, dos currículos das escolas militares, de interferência nos valores e missões da instituição e, especialmente, com a Comissão da Verdade. A partir daí, eles projetaram essa ideia para o todo, e aderiram à visão de que o PT visava a &#8220;divisão&#8221; do Brasil: em classes, raças, gêneros, &#8220;ideologias&#8221; etc.</p>



<p>Aí eles alardeiam: &#8220;as instituições foram colocadas em xeque&#8221;. E o que fazer? Tomar o Estado e começar um processo de aparelhamento, exatamente o que eles alegavam que o PT promovia.</p>



<p>Aí, vamos para a segunda questão: foi o governo Bolsonaro que colocou as instituições em xeque, ou elas mesmas se colocaram, antes? Eu acho que o governo Bolsonaro é a projeção de instituições que primaram pela subversão de seus papéis: as Forças Armadas, onde a política entrou por uma porta e a disciplina saiu por outra, e o Judiciário, que resolveu mergulhar na política. Não é uma questão de se os militares aprovam ou não o governo: eles são o governo e Bolsonaro é o projeto deles.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="624" height="351" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/112754614_gettyimages-649087514.jpg" alt="" class="wp-image-201" srcset="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/112754614_gettyimages-649087514.jpg 624w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/112754614_gettyimages-649087514-400x225.jpg 400w" sizes="(max-width: 624px) 100vw, 624px" /><figcaption>Piero Leirner afirma que desde 2014 percebe uma &#8216;série de intervenções feitas por militares e a construção de uma rede de outros agentes públicos que agiu em cooperação com eles&#8217;.</figcaption></figure>



<p><strong>BBC Brasil &#8211; O governo parece se apoiar nas Forças Armadas, mas também em setores ideológicos ligados a Olavo de Carvalho. Essa composição tem suscitado conflitos entre os militares e outros grupos. Como os militares enxergam essa outra ala?</strong></p>



<p><strong>Piero Leirner &#8211;</strong>&nbsp;Para os militares, Olavo de Carvalho e sua entourage cumprem o mesmo papel de Bolsonaro: são incendiários convenientes. Servem para operar em contraste com a &#8220;ala racional&#8221;, associada a eles próprios. Essa sensação de racionalidade se tornou tão ampla que parece ter conseguido transformar a tal &#8220;ala ideológica&#8221; em boi de piranha.</p>



<p>Obviamente, os militares perceberam que essa trupe tem a vocação de &#8220;homens-bomba&#8221;. A única coisa que conseguem fazer, de fato, é produzir um enorme estrago, o que não é pouco. Atingem, sobretudo, áreas que são mais difíceis para os militares entrarem, como educação, relações internacionais, cultura. Aí, produzem uma &#8220;estratégia de abordagem indireta&#8221;, uma espécie de terceirização de uma ação ofensiva. No jargão militar, isso se chama &#8220;cabeça de ponte&#8221;, aqui atuando como &#8220;forças especiais ideológicas&#8221;, atrás da linha do inimigo.</p>



<p>De quebra, os militares usam fragmentos do arsenal olavista para convencimento do próprio público, de que a conspiração comuno-globalista está batendo à porta no Brasil, colocando isso no âmbito de uma teoria de guerra de 4ª geração, as guerras assimétricas, irregulares, híbridas. Muito do campo de batalha está nas &#8220;operações psicológicas&#8221;, em propaganda, informações e contra-informações. Não há contradição de fato, ela é só aparente. Para mim, não faz sentido se falar em &#8220;alas&#8221; no governo.</p>



<p><strong>BBC Brasil &#8211; Recentemente, os militares também entraram em rota de colisão com o ministro da Economia, Paulo Guedes, ao propor um plano de gastos públicos para reativar a economia após a pandemia de&nbsp;</strong><strong>c</strong><strong>ovid-19. Há diferença de opiniões na condução da política econômica entre os militares e Guedes?</strong></p>



<p><strong>Piero Leirner &#8211;</strong>&nbsp;Não me parece que tenham entrado, de fato, em rota de colisão com Guedes. Houve mais a apresentação de um &#8220;power point&#8221;, do que um plano para recuperação da economia. No geral, e de forma bem resumida, diria que a maior parte dos militares é liberal, ou neoliberal, e está sintonizada com a ideia de que o Brasil tem um papel de &#8220;defesa mínima não provocativa&#8221; do capitalismo financeiro. Ou seja, acreditam que o país cumpre o papel indispensável de fornecedor de commodities em escala global, mesmo que sob controle estrangeiro, pois isso tem uma função geopolítica no mundo. E, para sustentar esse papel, concordam com uma ideia de &#8220;Estado mínimo&#8221;.</p>



<p><strong>BBC Brasil &#8211; Como os militares lidam com acusações de envolvimento da família Bolsonaro com milícias no Rio de Janeiro?</strong></p>



<p><strong>Piero Leirner &#8211;</strong>&nbsp;Os militares em geral, não sei. Mas para alguns que estão no controle desse processo é só mais uma vantagem: possibilita um descarte em caso de &#8220;pânico&#8221;, isto é, caso pareça que toda a ordem do Estado e da sociedade tenha naufragado com Bolsonaro. Não tenhamos ilusões: militares ocuparam a segurança pública do Rio de Janeiro em 2018, durante a intervenção federal determinada pelo governo Temer, com Braga Netto à frente. Hoje ele é o ministro-chefe da Casa Civil e até foi apelidado de &#8220;presidente operacional&#8221;. Se não sabiam do que se tratava, mesmo com toda a unificação da inteligência que a intervenção providenciou, é sinal de que não sabem do mínimo para se pensar num projeto de país. &#8220;Inteligência&#8221;, afinal, é isso, reconhecer o terreno onde se pisa.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="624" height="351" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/112754615_bolsonaro4.jpg" alt="" class="wp-image-202" srcset="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/112754615_bolsonaro4.jpg 624w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/112754615_bolsonaro4-400x225.jpg 400w" sizes="(max-width: 624px) 100vw, 624px" /><figcaption>&#8220;Na minha opinião, o impeachment, se vier, será porque chegou a hora do descarte desse &#8216;para-raios&#8217;. Mas, para isso ocorrer, é preciso que a percepção do caos iminente seja absoluta&#8221;, diz antropólogo.</figcaption></figure>



<p><strong>BBC Brasil &#8211; Militares de baixa patente e policiais militares nos Estados têm se mostrado apoiadores fiéis do&nbsp;</strong><strong>p</strong><strong>residente da República. De alguma forma, isso ameaça o comando das Forças Armadas?</strong></p>



<p><strong>Piero Leirner &#8211;</strong>&nbsp;Não são só militares de baixa patente que apoiam o governo e a própria figura de Bolsonaro. Diante disso, não creio que eles enxergam com maus olhos esses rompantes das PMs. Acho que há mais sintonia ideológica do que conflito de atribuições. Todos concordam que a disciplina saiu para dar uma volta, e assim todos fingem estar &#8220;disciplinados&#8221;, porque estão na mesma &#8220;vibração&#8221;, outro termo bastante utilizado no jargão militar.</p>



<p><strong>BBC Brasil &#8211; Há tentativas abertas de formação de grupos paramilitares pró Bolsonaro, como é o caso do acampamento &#8220;300 do Brasil&#8221;, montado recentemente em Brasília. O que isso significa?</strong></p>



<p><strong>Piero Leirner &#8211;</strong>&nbsp;Se esses &#8220;grupos&#8221; vão ganhar força é difícil dizer. Vendo por alto, pode ser que apareça algum controle de militares, se assim precisar. Por enquanto, eles estão nessa guerra psicológica, deixando todo mundo com os nervos à flor da pele.</p>



<p><strong>BBC Brasil &#8211; Os pedidos de impeachment contra Bolsonaro se intensificaram na Câmara dos Deputados. Como as Forças Armadas lidam com essa possibilidade?</strong></p>



<p><strong>Piero Leirner &#8211;</strong>&nbsp;Na minha opinião, o impeachment, se vier, será porque chegou a hora do descarte desse &#8220;para-raios&#8221;. Mas, para isso ocorrer, é preciso que a percepção do caos iminente seja absoluta. Tem de chegar ao ponto em que o tal &#8220;reboot do Estado&#8221; seja consenso. Se vier, vem com pacote de transformações mais abrangente.</p>



<p>Acho mais viável sustentar Bolsonaro nessa condição fraca e manipular a eleição de 2022, produzindo um repeteco de 2018 com uma &#8220;solução de consenso&#8221;. Uma chapa composta por Sergio Moro e Santos Cruz, por exemplo, versus alguma ameaça petista de plantão. Se vão antecipar isso com Mourão, é difícil saber.</p>



<p>Precisamos ter noção de como estará o controle do Congresso e do Judiciário, com os tribunais superiores representando a caneta que irá decidir quem pode e quem não pode existir na política. Já o GSI deve ter o papel de abastecer todo esse processo com informações.</p>



<p><strong>BBC Brasil &#8211; É possível imaginar como seria um governo Mourão?</strong></p>



<p><strong>Piero Leirner &#8211;&nbsp;</strong>Até gostaria de pensar como seria esse cenário, mas só dá para arriscar algo vendo o desenho de uma saída de Bolsonaro, se ela ocorrer de fato. Tudo depende dessa avaliação de &#8220;ponto de ruptura&#8221;, e como certos atores vão ser enquadrados. Ainda mais com esse imponderável da pandemia, e todos os seus desdobramentos no plano internacional.</p>



<p>Considerando que o consórcio que projetou a situação até aqui ainda está no controle, diria que um governo Mourão teria mudanças superficiais, embora todo mundo possa ficar aliviado com o aparente triunfo da &#8220;civilização&#8221; sobre a &#8220;barbárie&#8221;.</p>
<p>O post <a href="https://www.maranhaobrasil.com.br/bolsonaro-tem-papel-de-causar-explosao-para-permitir-acao-reparadora-de-militares-diz-antropologo/">Bolsonaro tem papel de &#8216;causar explosão&#8217; para permitir ação &#8216;reparadora&#8217; de militares, diz antropólogo</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.maranhaobrasil.com.br">Maranhão Brasil</a>.</p>
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		<title>João Azevêdo rebate declarações de Bolsonaro contra a Paraíba e condena postura do presidente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Jul 2019 04:45:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[José Machado]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[declaração]]></category>
		<category><![CDATA[discriminação]]></category>
		<category><![CDATA[flávio dino]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB), usou seu perfil numa rede social para rebater as declarações do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), contra os estados da Paraíba e do Maranhão.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>PB Agora</strong> &#8211; O governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB), usou seu perfil numa rede social para rebater as declarações do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), contra os estados da Paraíba e do Maranhão. João declarou que condena a postura do governo federal em relação aos estados do Nordeste.</p>
<p>Em vídeo divulgado no final da tarde desta sexta-feira (19), o presidente aparece em um café da manhã ao lado do ministro Onix Lorenzoni e demais membros da gestão e dispara contra os governadores Flávio Dino e João Azevêdo: “O governador de Paraíba é pior que esse do Maranhão. Não tem que ter nada com esse cara”.</p>
<p>A atitude não foi bem recebida pelo gestor paraibano que rebateu: “Condenamos toda e qualquer postura que venha ferir os princípios básicos da unidade federativa e as relações institucionais deles decorrentes”, publicou João.</p>
<p>O chefe do Executivo paraibano acrescentou ainda que os estados da Paraíba e do Maranhão “precisam da atenção do Governo Federal,  independentemente das diferenças políticas existentes”.<br />
<strong>NOTA DO BLOG:</strong> Os grandes jornais do país, portais de notícias, blogs e televisões como a TV Globo publicaram como tendo sido assim a declaração do presidente Bolsonaro:</p>
<p>— “Daqueles governadores <strong>de… Paraíba</strong>, o pior é o do Maranhão. Não tem que ter nada com esse cara&#8230;&#8221; — disse o presidente para o ministro. Pelo áudio da transmissão — distribuída pela TV Brasil, que pertence ao governo federal — não é possível saber o contexto da conversa, porque o Palácio do Planalto informou que não vai comentar o episódio.<br />
Mas, pelo visto, dos governadores do Nordeste, o  alvo foi o governador do Maranhão e, por extensão, todos os nordestinos, como está no post que publicaremos mais tarde&#8230;</p>
<p>Aguardem!</p>
<p><strong>Confira postagens do governador:</strong></p>
<figure id="attachment_490556" class="wp-caption alignnone" aria-describedby="caption-attachment-490556"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-490556 lazyautosizes pk-lazyloaded" src="https://s3.amazonaws.com/pbagora/20190719185144/JOAO-TT-1-292x300.jpg" sizes="499px" srcset="https://s3.amazonaws.com/pbagora/20190719185144/JOAO-TT-1-292x300.jpg 292w, https://s3.amazonaws.com/pbagora/20190719185144/JOAO-TT-1.jpg 293w, https://s3.amazonaws.com/pbagora/20190719185144/JOAO-TT-1-80x82.jpg 80w, https://s3.amazonaws.com/pbagora/20190719185144/JOAO-TT-1-78x80.jpg 78w" alt="" width="499" height="513" data-pk-sizes="auto" data-ls-sizes="(max-width: 499px) 100vw, 499px" data-pk-src="https://s3.amazonaws.com/pbagora/20190719185144/JOAO-TT-1-292x300.jpg" data-pk-srcset="https://s3.amazonaws.com/pbagora/20190719185144/JOAO-TT-1-292x300.jpg 292w, https://s3.amazonaws.com/pbagora/20190719185144/JOAO-TT-1.jpg 293w, https://s3.amazonaws.com/pbagora/20190719185144/JOAO-TT-1-80x82.jpg 80w, https://s3.amazonaws.com/pbagora/20190719185144/JOAO-TT-1-78x80.jpg 78w" /><figcaption id="caption-attachment-490556" class="wp-caption-text">Foto: reprodução / twitter</figcaption></figure>
<figure id="attachment_490557" class="wp-caption alignnone" aria-describedby="caption-attachment-490557"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-490557 lazyautosizes pk-lazyloaded" src="https://s3.amazonaws.com/pbagora/20190719185145/JOAO-TT-2.jpg" sizes="500px" srcset="https://s3.amazonaws.com/pbagora/20190719185145/JOAO-TT-2.jpg 294w, https://s3.amazonaws.com/pbagora/20190719185145/JOAO-TT-2-80x76.jpg 80w" alt="" width="500" height="474" data-pk-sizes="auto" data-ls-sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" data-pk-src="https://s3.amazonaws.com/pbagora/20190719185145/JOAO-TT-2.jpg" data-pk-srcset="https://s3.amazonaws.com/pbagora/20190719185145/JOAO-TT-2.jpg 294w, https://s3.amazonaws.com/pbagora/20190719185145/JOAO-TT-2-80x76.jpg 80w" /><figcaption id="caption-attachment-490557" class="wp-caption-text">Foto: reprodução / twitter</figcaption></figure>
<figure id="attachment_490558" class="wp-caption alignnone" aria-describedby="caption-attachment-490558"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-490558 lazyautosizes pk-lazyloaded" src="https://s3.amazonaws.com/pbagora/20190719185147/JOAO-TT-3.jpg" sizes="500px" srcset="https://s3.amazonaws.com/pbagora/20190719185147/JOAO-TT-3.jpg 296w, https://s3.amazonaws.com/pbagora/20190719185147/JOAO-TT-3-80x65.jpg 80w" alt="" width="500" height="409" data-pk-sizes="auto" data-ls-sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" data-pk-src="https://s3.amazonaws.com/pbagora/20190719185147/JOAO-TT-3.jpg" data-pk-srcset="https://s3.amazonaws.com/pbagora/20190719185147/JOAO-TT-3.jpg 296w, https://s3.amazonaws.com/pbagora/20190719185147/JOAO-TT-3-80x65.jpg 80w" /><figcaption id="caption-attachment-490558" class="wp-caption-text">Foto: reprodução / twitter</figcaption></figure>
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		<title>Mais um disparate! “Passar fome no Brasil é uma grande mentira”, afirma Bolsonaro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jul 2019 15:13:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[José Machado]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[fome]]></category>
		<category><![CDATA[inexistente]]></category>
		<category><![CDATA[presidente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O mandatário da República defendeu ainda que “os políticos que criticam a fome no Brasil têm que se preocupar e estudar um pouco mais as consequências [de dar bolsas]”.</p>
<p>O post <a href="https://www.maranhaobrasil.com.br/mais-um-disparate-passar-fome-no-brasil-e-uma-grande-mentira-afirma-bolsonaro/">Mais um disparate! “Passar fome no Brasil é uma grande mentira”, afirma Bolsonaro</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.maranhaobrasil.com.br">Maranhão Brasil</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em café da manhã com jornalistas estrangeiros, na manhã desta sexta-feira (19/07/2019), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que não há fome no Brasil. “Não se vê gente, mesmo pobre, pelas ruas, com físico esquelético”, disse.</p>
<p>Bolsonaro criticou políticos que usam essa situação em discursos e os chamou de populistas. “O Brasil é um país rico para praticamente qualquer plantio. Fora que passar fome no Brasil é uma grande mentira. Passa-se mal, não come bem, aí eu concordo”, pontuou. De acordo com o chefe do Executivo, a situação brasileira não é igual a de outros “países pelo mundo”.<br />
O mandatário da República defendeu ainda que “os políticos que criticam a fome no Brasil têm que se preocupar e estudar um pouco mais as consequências [de dar bolsas]”</p>
<p>Pelo Brasil e pelo mundo, as declarações de Bolsonaro  repercutiram, majoritariamente, de forma negativa. Muitos consideram mais uma declaração espalhafatosa do presidente do Brasil.</p>
<p>O post <a href="https://www.maranhaobrasil.com.br/mais-um-disparate-passar-fome-no-brasil-e-uma-grande-mentira-afirma-bolsonaro/">Mais um disparate! “Passar fome no Brasil é uma grande mentira”, afirma Bolsonaro</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.maranhaobrasil.com.br">Maranhão Brasil</a>.</p>
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