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	<title>Exibindo: post | Maranhão Brasil</title>
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	<title>Exibindo: post | Maranhão Brasil</title>
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		<title>A cada 6 minutos 1 pessoa morre de AVC no Brasil! Reconheça os sinais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Nov 2025 22:41:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dificuldade para falar, paralisia em um lado do corpo e dor de cabeça forte podem indicar um AVC. Qualquer suspeita ligue para 192 Bella Montiel/Especial Metrópoles Conteúdo Especial O Acidente Vascular Cerebral (AVC) está entre as principais causas de mortalidade no Brasil. Segundo estimativas do Portal da Transparência dos Cartórios de Registro Civil, entre janeiro [&#8230;]</p>
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]]></description>
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<h2 class="wp-block-heading">Dificuldade para falar, paralisia em um lado do corpo e dor de cabeça forte podem indicar um AVC. Qualquer suspeita ligue para 192</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Bella Montiel/Especial Metrópoles</strong></p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i.metroimg.com/DXKMdm1haAmMsrXKljpJlwx9Z7LXW8RMPnaSsCI0bcY/w:1920/q:85/f:webp/plain/2025/10/31185412/291025_BM_Dia_Nacional_Prevencao_do_AVC_no_Congresso_Nacional-20.jpg" alt="Foto colorida do Congresso Nacional iluminado no dia do AVC - Metrópoles"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.metropoles.com/author/mlabs">Conteúdo Especial</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Acidente Vascular Cerebral (AVC) está entre as principais causas de mortalidade no Brasil. Segundo estimativas do Portal da Transparência dos Cartórios de Registro Civil, entre janeiro e outubro deste ano, 64.471 pessoas perderam a vida por essa condição, o equivalente a uma morte a cada seis minutos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante da importância do tema, a <a href="https://www.instagram.com/boehringeringelheimbr/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Boehringer Ingelheim</a> promoveu em outubro, em Brasília (DF), um encontro especial do “Pautadas por Elas”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O evento reuniu especialistas, gestores da área da saúde e associações de pacientes para discutir estratégias de acesso ao diagnóstico, tratamento e reabilitação da doença. O debate ocorreu no dia 29 de outubro, data que marca o Dia Mundial do AVC.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Cuidado no tempo certo salva vidas</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A neurologista dra. Sheila Martins, presidente da Rede Brasil AVC, explica que existem dois tipos principais de AVC: o isquêmico, causado por entupimento de artéria, e o hemorrágico, provocado pela ruptura de um vaso sanguíneo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O AVC ocorre quando há interrupção do fluxo sanguíneo no cérebro, provocando morte de células cerebrais e sequelas que podem variar de limitações motoras à perda da fala.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O reconhecimento dos sintomas e o tratamento rápido são essenciais para evitar quadros graves.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Qualquer sinal neurológico súbito deve ser considerado AVC até que se prove o contrário. É fundamental acionar o SAMU (192) imediatamente e levar o paciente a um hospital preparado. Cada minuto sem tratamento significa a perda de 2 milhões de neurônios.”Sheila Martins, neurologista e presidente da Rede Brasil AVC</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Os sintomas aparecem de forma repentina e exigem atendimento imediato. São eles:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Fraqueza ou dormência em um lado do corpo (rosto, braço ou perna)</li>



<li>Dificuldade para falar ou entender o que é dito</li>



<li>Alterações visuais súbitas</li>



<li>Dor de cabeça intensa e sem causa aparente</li>



<li>Perda de equilíbrio, tontura ou confusão mental</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Profissionais de saúde recomendam a regra do “SAMU” para identificar rapidamente:</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter is-resized"><img decoding="async" src="https://uploads.metroimg.com/wp-content/uploads/2025/11/10173716/AVC-1-2-1-369x400.jpg" alt="Imagem colorida de um infográfico sobre sinais de AVC - Metrópoles " class="wp-image-4141070" style="width:677px;height:auto"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Arte / Metrópoles</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A experiência de Sandra Issida Gonçalves, presidente da Associação Mineira do AVC, ilustra a importância de reconhecer os sintomas e agir rapidamente. Em 2011, o marido sofreu um AVC aos 44 anos, mas o diagnóstico inicial foi tardio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Renato Mariz Gonçalves passou por diferentes médicos antes de receber o atendimento correto. Por causa disso, o quadro já estava avançado e as sequelas grandes com paralisia e comprometimento na fala.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Quando ele perdeu força na perna e a fala, foi um verdadeiro filme de terror. Cada gesto, cada progresso, mesmo que mínimo, era uma vitória”, lembrou Sandra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A experiência a motivou a fundar a associação, que hoje acolhe pacientes e familiares, oferecendo orientação, estímulo e esperança.</p>



<figure class="wp-block-image" id="attachment_4107585"><img decoding="async" src="https://uploads.metroimg.com/wp-content/uploads/2025/10/31190335/Sandra-Issida.jpg" alt="Foto colorida de uma mulher - Metrópoles " class="wp-image-4107585"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>Sandra Issida Gonçalves: “A informação salva vidas. Saber reconhecer os sinais e buscar atendimento imediato faz toda a diferença. Nosso objetivo é que ninguém enfrente o AVC sozinho”</em></strong></figcaption></figure>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Tratamento&nbsp;</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Nos hospitais, a tomografia de crânio é o exame que suporta o diagnóstico da doença e demonstra se o AVC é isquêmico ou hemorrágico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando identificado o tipo isquêmico, é possível usar um medicamento que dissolve o coágulo e reduz sequelas caso o tempo entre o início dos sintomas e o tratamento seja de, no máximo, 4 horas e meia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Com o uso do trombolítico, o número de pacientes que ficam sem sequelas é 30% maior em comparação àqueles que não recebem o tratamento. O Brasil já tem mais de 300 hospitais capazes de realizar esse tratamento, 126 deles financiados pelo Ministério da Saúde”, destacou a presidente da Rede Brasil AVC.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para casos mais graves, há ainda a trombectomia mecânica, procedimento que remove o trombo por cateterismo cerebral. No entanto, apenas 18 hospitais do SUS estão habilitados a fazer esse tipo de intervenção.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Prevenção e reabilitação</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos pontos centrais do debate no “Pautadas por Elas” foi a necessidade de fortalecer a linha de cuidado do AVC, da prevenção à reabilitação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A neurologista Sheila Martins defendeu que é preciso integrar melhor a atenção primária, o atendimento de urgência e o acompanhamento pós-alta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O paciente não pode sair do hospital sem saber onde fará fisioterapia e fonoaudiologia. O tempo também conta na reabilitação. E precisamos tratar desde os fatores de risco até o acolhimento social e emocional”, afirmou.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a Sociedade Brasileira de AVC (SBAVC), cerca de 70% dos pacientes que sofreram um derrame não conseguem retornar ao trabalho devido às sequelas. E 50% tornam-se dependentes de outras pessoas para fazer atividades do dia a dia.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o AVC é a segunda principal causa de comprometimento cognitivo no mundo, atrás apenas do Alzheimer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo especialistas, a integração entre atenção hospitalar e domiciliar ainda é um dos maiores desafios, principalmente em regiões mais afastadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Amazônia, por exemplo, onde logística e acesso a insumos limitam a eficiência do cuidado, a fase inicial do tratamento ainda não chega.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Educação e conscientização</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Para ampliar o acesso ao tratamento, a <a href="https://www.facebook.com/BoehringerIngelheimBrasil" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Boehringer Ingelheim</a> promove uma série de ações educativas pelo Brasil junto com a população e a comunidade médica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No encontro, a gerente sênior de assuntos médicos da Boehringer, Renata Miranda, citou duas delas:</p>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira é a Angels, uma iniciativa global presente no Brasil desde 2017. O programa busca qualificar hospitais para atendimento rápido e eficaz do AVC, padronizando protocolos e capacitando profissionais.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Cerca de 624 centros participam da iniciativa em todas as regiões do país. O programa já impactou 750 mil pacientes e promoveu mais de 500 mil treinamentos.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">“O objetivo é garantir que os pacientes cheguem em tempo hábil e sejam tratados de forma adequada, aumentando a sobrevida e reduzindo sequelas”, ressaltou Renata.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Cidade Angels - Uma nova era em cuidados com AVC" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/Z_KUhX4_w1s?start=36&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A segunda iniciativa apontada por Renata é a Fast Heroes. Voltado para crianças de 5 a 10 anos, o programa ensina de forma lúdica a identificar sinais de AVC — perda de fala, fraqueza e desvio facial — e acionar o SAMU.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">Mais de 980 escolas e 90 mil crianças já participaram do projeto.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A ideia é educar as crianças para que elas impactem positivamente as famílias, ampliando o conhecimento comunitário sobre os sinais da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Fast Heroes começou em 2019 e já está implementado em 10 estados brasileiros, com metas de expansão para 2026, incluindo treinamento de mais crianças e ampliação de hospitais participantes.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Prevenir é tratar antes de precisar</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a OMS, até 90% dos AVCs podem ser prevenidos com controle da pressão arterial, diabetes, colesterol, tabagismo e obesidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O debate reforçou que investir em informação, prevenção e integração do cuidado é tão importante quanto ampliar o número de centros habilitados.</p>



<figure class="wp-block-image" id="attachment_4107536"><img decoding="async" src="https://uploads.metroimg.com/wp-content/uploads/2025/10/31185538/Sheila-Martins.jpg" alt="Foto colorida de uma mulher - Metrópoles " class="wp-image-4107536"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>Sheila Martins, presidente da Rede Brasil AVC: “Cada minuto conta, cada ação conta e cada pessoa conta”</em></strong></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">No mesmo dia, foi realizada uma cerimônia no Salão Nobre do Congresso Nacional destacando a necessidade de se tratar do tema de AVC.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o evento, que contou com a participação de membros do Ministério da Saúde, Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, Firjan e de associações médicas e de pacientes, foi lançada a Política Nacional de AVC (PL 5477) e a subcomissão especial de AVC.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No fim, o Congresso Nacional recebeu projeções especiais que alertavam a população sobre sinais e sintomas da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A construção dessa política nacional representa um ponto de partida para que o Brasil avance rumo a um modelo de cuidado efetivo, humano e sustentável para o AVC.</p>
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