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	<title>Exibindo: escrivães | Maranhão Brasil</title>
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	<title>Exibindo: escrivães | Maranhão Brasil</title>
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		<title>Delegado propineiro é condenado à prisão e leva com ele 2 escrivães</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Sep 2025 12:52:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Dois funcionários da delegacia, que atuavam irregularmente como escrivães, também foram condenados. A sentença foi publicada no último dia 5 de setembro e atendeu a uma Ação Civil Pública proposta pela Promotoria de Justiça de Morros, em 2016. (G1 Maranhão) Ex-delegado de Morros e mais dois são condenados a até 19 anos de prisão — [&#8230;]</p>
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<h1 class="wp-block-heading">Dois funcionários da delegacia, que atuavam irregularmente como escrivães, também foram condenados. A sentença foi publicada no último dia 5 de setembro e atendeu a uma Ação Civil Pública proposta pela Promotoria de Justiça de Morros, em 2016. (G1 Maranhão)</h1>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://s2-g1.glbimg.com/wMJwae5SbYnzDaWH9dikbO88A1o=/0x0:1920x1080/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/F/p/yAv6aaSGeIaQBMaIEm1g/sem-nome-1920-x-1080-px-4-.jpg" alt="Ex-delegado de Morros e mais dois são condenados a até 19 anos de prisão — Foto: Divulgação/SSP"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ex-delegado de Morros e mais dois são condenados a até 19 anos de prisão — Foto: Divulgação/SSP</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Justiça condenou <a class="" href="https://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2016/05/delegado-de-policia-civil-e-preso-por-desviar-combustivel-no-maranhao.html">o ex-delegado de Polícia Civil de Morros, Alexsandro de Oliveira Passos Dias</a>, a <strong>19 anos, seis meses e 28 dias de prisão</strong>, além de 539 dias-multa, pelos crimes de concussão e peculato. Ele também perdeu o cargo de delegado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sentença foi publicada no último dia 5 de setembro e atendeu a uma Ação Civil Pública proposta pela Promotoria de Justiça de <a class="" href="https://g1.globo.com/ma/maranhao/cidade/morros/">Morros</a> em 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do ex-delegado, também foram condenados <strong>Paulo Jean Dias da Silva,</strong> a 11 anos e sete meses de reclusão e 277 dias-multa; e <strong>Adernilson Carlos Siqueira Silva</strong>, com pena de oito anos de reclusão e 196 dias-multa. Os dois também eram funcionários da Delegacia de Morros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar da determinação de regime inicialmente fechado, os réus poderão recorrer da sentença em liberdade, desde que mantenham as medidas cautelares já impostas. Cada dia-multa equivale a 1/30 do salário mínimo vigente à época dos fatos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o Ministério Público do Maranhão, os três foram denunciados por concussão, peculato em continuidade delitiva, associação criminosa e usurpação da função pública. Os dois últimos crimes estavam prescritos na data da sentença.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>A </em><strong><em>concussão</em></strong><em>, que é quando um servidor público exige para si ou para outro, direta ou indiretamente, vantagem indevida, foi verificada por diversas vezes, em especial em casos de apreensão de veículos.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">As investigações apontam que, entre 2015 e abril de 2016, os réus se uniram para cometer crimes contra a administração pública, utilizando a estrutura da Delegacia de Polícia Civil de Morros. Na época, Alexsandro era o delegado titular, enquanto Paulo Jean e Adernilson atuavam irregularmente como escrivães, sem vínculo formal com o Estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diversos casos de concussão foram identificados, especialmente em situações de apreensão de veículos. Em um dos episódios, o proprietário de uma motocicleta foi informado que deveria pagar R$ 600 para reaver o veículo, valor posteriormente reduzido a R$ 500 após negociação. Em outro caso, uma vítima de ameaça teve sua moto apreendida e foi cobrada em R$ 1 mil, também negociado para R$ 500.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os pagamentos eram feitos em espécie a Paulo Jean, sem emissão de recibos ou registros oficiais. Para o juiz Geovane da Silva Santos, <strong>a ausência de documentação comprova o caráter irregular das condutas.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A prática também se estendia à cobrança de fianças, cujos valores não eram integralmente repassados aos cofres públicos. Em abril de 2016, a família de um homem preso por ameaça pagou R$ 1.760 em espécie, mas apenas R$ 294 foram oficialmente recolhidos. Após intervenção de um advogado, R$ 1.400 foram devolvidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O crime de peculato também foi constatado. Em março de 2016, um homem preso por porte ilegal de arma pagou R$ 2,5 mil de fiança, a Adernilson Carlos Silva, mas apenas R$ 290 foram repassados ao Estado.<strong> Não houve devolução do restante.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>O crime de </em><strong><em>peculato </em></strong><em>é quando um servidor público se apropria de dinheiro, valor ou bem móvel que detém por razão do cargo, ou o desvia em benefício próprio ou de terceiros.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">As investigações revelaram ainda que o ex-delegado cobrava R$ 20 mensais para autorizar o funcionamento de bares na cidade, com pagamentos feitos diretamente na Delegacia ou nos próprios estabelecimentos. Comerciantes recebiam um documento chamado <strong>“autorização de funcionamento”</strong>, e as cobranças eram feitas até com uso de viatura policial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após o início das investigações, Paulo Jean recolheu algumas dessas autorizações, rasgando-as ou prometendo ajustes, numa tentativa de apagar provas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Interrogado, Alexsandro confirmou a cobrança, alegando que os valores eram destinados à manutenção da Delegacia, mas não apresentou documentos ou testemunhas que comprovassem a versão. Segundo a sentença, os valores deveriam ter sido destinados ao Fundo Estadual de Segurança Pública, o que não ocorreu. Documento da Secretaria de Segurança Pública confirma que não houve depósitos da Delegacia de Morros nos anos de 2015 e 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também foram identificadas cobranças irregulares para realização de festas na cidade, no valor de R$ 160 por evento, pagos diretamente a Paulo Jean. A liberação era condição para pareceres favoráveis da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os réus foram condenados a ressarcir o prejuízo causado. Alexsandro Dias e Paulo Jean da Silva responderão solidariamente pelo pagamento de R$ 8,2 mil relativos à cobrança de licenças de festas e taxas de bares, além da cobrança pela liberação de motocicletas da Delegacia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ex-delegado e Adernilson Carlos Silva deverão ressarcir outros R$ 2.210 referentes a valores cobrados indevidamente a título de fiança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Ação, a promotora de justiça Érica Ellen Beckman da Silva destaca, ainda, a condenação dos envolvidos ao pagamento de indenização por dano moral coletivo no valor de R$ 100 mil, que deverão ser revertidos ao Fundo Estadual de Direitos Difusos do Maranhão.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Ao converterem a Delegacia de Polícia, local que deveria ser um bastião da legalidade e da proteção social, em um balcão de negócios ilícitos, os acusados, liderados pela própria autoridade policial do município, abalaram profundamente a credibilidade das instituições de segurança pública e a confiança da comunidade de Morros no Estado”, conclui a sentença.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">O delegado Alessandro de Oliveira Passos Dias já atuou nas delegacias dos municípios de Barreirinhas, São João dos Patos e Rosário. Em 2016, <a class="" href="https://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2016/05/delegado-de-policia-civil-e-preso-por-desviar-combustivel-no-maranhao.html">ele chegou a ser preso suspeito de desviar R$ 400 mil em combustível</a>. Na época, <strong>Adernilson Carlos Silva e Paulo Jean Dias da Silva também foram presos</strong>.</p>
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