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	<title>Exibindo: desvios | Maranhão Brasil</title>
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	<title>Exibindo: desvios | Maranhão Brasil</title>
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		<title>Bando já estava com o ‘pé no estribo’, mas Justiça barra soltura</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Jan 2026 17:25:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>No jargão popular maranhense, alguém que está prestes a partir já está “com um pé no estribo”, pronto para subir no cavalo e seguir viagem. Foi essa expressão — que transmite a ideia de deixar um lugar a qualquer momento — que muitos usaram nos bastidores após o Ministério Público ter emitido parecer favorável à soltura de investigados na Operação Tântalo II, deflagrada no interior do Maranhão. Pronto! O bando já está com 'o pé no estribo', disseram muitos, mas a coisa não foi bem assim.</p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="814" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Turilandia-GAECO-sai-1024x814.webp" alt="" class="wp-image-32987" srcset="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Turilandia-GAECO-sai-1024x814.webp 1024w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Turilandia-GAECO-sai-378x300.webp 378w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Turilandia-GAECO-sai-768x610.webp 768w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Turilandia-GAECO-sai.webp 1271w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">No jargão popular maranhense, alguém que está prestes a partir já está “com um pé no estribo”, pronto para subir no cavalo e seguir viagem. Foi essa expressão — que transmite a ideia de deixar um lugar a qualquer momento — que muitos usaram nos bastidores após o Ministério Público ter emitido parecer favorável à soltura de investigados na <strong>Operação Tântalo II</strong>, deflagrada no interior do Maranhão. Pronto! O bando já está com &#8216;o pé no estribo&#8217;, disseram muitos, mas a coisa não foi bem assim.</p>



<p class="wp-block-paragraph"> A Operação Tântalo II apura um <strong>esquema de desvios de cerca de R$ 56 milhões em recursos públicos</strong> do município de Turilândia, envolvendo fraudes em licitações, empresas de fachada e a participação de autoridades locais. No fim de semana, a <strong>Procuradoria-Geral de Justiça do Ministério Público do Maranhão (PGJ/MP-MA)</strong> emitiu parecer favorável à <strong>liberdade provisória do prefeito, da primeira-dama e de outros investigados</strong>, o que intensificou rumores de que o “bando” poderia logo deixar as celas.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Reação e tensão institucional</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A manifestação da PGJ gerou forte reação interna: <strong>dez promotores de Justiça que integram o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco)</strong> pediram <strong>exoneração coletiva de suas funções</strong>, afirmando que o parecer contraria o entendimento técnico construído durante as investigações e enfraquece a atuação institucional no combate ao crime organizado. Segundo o documento dos promotores, a posição da cúpula institucional vai na contramão das provas reunidas e dos fundamentos que embasaram as prisões preventivas decretadas ao longo da apuração do caso.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Justiça mantém prisões</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar da pressão e do parecer favorável do Ministério Público, a <strong>3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA)</strong>, sob relatoria da desembargadora <strong>Graça Amorim</strong>, <strong>negou a maioria dos pedidos de soltura apresentados pelas defesas</strong>. A Justiça entendeu que os acusados — entre os quais o prefeito e membros do Executivo e Legislativo municipal — ainda representam risco de continuidade de atos ilícitos, perigo para a investigação e risco de fuga, fatores que tornam insuficientes medidas cautelares mais brandas.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Medidas cautelares e exceções</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Foram mantidas <strong>prisões preventivas, prisões domiciliares monitoradas, afastamento de cargos públicos e suspensão de atividades econômicas para os envolvidos</strong>. Uma <strong>exceção humanitária</strong> foi concedida: <strong>Clementina de Jesus Pinheiro Oliveira, pregoeira do município, diagnosticada com câncer de útero, teve sua prisão convertida em domiciliar com monitoramento eletrônico</strong>, podendo sair apenas para consultas médicas. Já os pedidos de prisão domiciliar <strong>baseados no Estatuto da Primeira Infância</strong>, apresentados pela primeira-dama e pela vice-prefeita sob argumento de serem mães de crianças pequenas, <strong>foram rejeitados pela magistrada</strong>, que considerou a situação “excepcionalíssima”, citando até o uso de recursos desviados para pagar despesas das próprias crianças — o que, segundo a decisão, fere o “melhor interesse do menor”.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Contexto das investigações</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Os investigados foram alvos de prisões preventivas decretadas no fim de dezembro de 2025, quando a segunda fase da Operação Tântalo II resultou na detenção de vereadores, empresários, servidores públicos e líderes do Executivo municipal. O esquema, conforme as investigações, utilizava licitações fraudulentas para direcionar contratos e repassar recursos públicos a empresas de fachada, com parte dos valores beneficiando diretamente parlamentares locais.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Status atual</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Com a negativa de liberdade provisória, a maioria dos acusados segue detida, embora alguns cumpram prisão domiciliar com monitoramento eletrônico. O caso segue sob análise do TJ-MA, e o Ministério Público deve agora confrontar as declarações colhidas com as provas, abrindo caminho para a formalização de denúncias.</p>
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		<title>Turilândia e o milagre da divisão do que é público — para o privado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Dec 2025 18:23:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em Turilândia, no interior do Maranhão, a pobreza sempre foi abundante. O que nunca se imaginou é que, em meio a índices sociais miseráveis, o município conseguiria produzir tamanha riqueza — ainda que concentrada em mãos muito específicas. O milagre, como revelou o Ministério Público, não era econômico nem divino. Era administrativo.</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Um episódio sem precedentes na história da corrupção maranhense</strong> </p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" width="640" height="458" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Prefeito-Curio-e-esposa-1c.jpg" alt="" class="wp-image-32898" style="width:738px;height:auto" srcset="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Prefeito-Curio-e-esposa-1c.jpg 640w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Prefeito-Curio-e-esposa-1c-400x286.jpg 400w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>O prefeito Curió e a primeira dama: dividindo com a cúpula o que não era deles &#8211; os recursos do povo&#8230;</em></strong></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Em Turilândia, no interior do Maranhão, a pobreza sempre foi abundante. O que nunca se imaginou é que, em meio a índices sociais miseráveis, o município conseguiria produzir tamanha riqueza — ainda que concentrada em mãos muito específicas. O milagre, como revelou o Ministério Público, não era econômico nem divino. Era administrativo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A cidade, com seus pouco mais de 31 mil habitantes e carências históricas em praticamente todas as áreas, tornou-se cenário de uma experiência inédita: <strong>uma prefeitura sem oposição interna</strong>, uma Câmara Municipal em perfeita harmonia e um erário público tratado como buffet livre. Nada de conflitos ideológicos, nada de divergências políticas. Em Turilândia, todos estavam de acordo — especialmente na hora de dividir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Operação Tântalo II, deflagrada pelo Gaeco, funcionou como aquele momento em que a conta chega e alguém lembra que o cartão não é infinito. Foram 51 mandados de busca, 21 prisões e a descoberta de um rombo superior a <strong>R$ 56 milhões</strong> — valor que, para um município pobre, soa como ficção científica. Em São Luís, em apenas um endereço, quase <strong>R$ 2 milhões em dinheiro vivo</strong> foram apreendidos. O cofre municipal, ao que tudo indica, resolveu circular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O prefeito <strong>Paulo Curió</strong>, líder da confraria, decidiu inicialmente praticar o esporte preferido de gestores flagrados: a fuga temporária. Dois dias depois, entregou-se, talvez cansado da adrenalina ou convencido de que a prefeitura já não estava funcionando como antes. Com ele, seguiram para a lista dos investigados a vice, a ex-vice, empresários, servidores, vereadores e o contador — porque toda organização respeitável precisa de alguém que saiba fazer conta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas o enredo ganhou status de tragicomédia quando surgiu a figura da <strong>primeira-dama</strong>, apontada como a gerente financeira do esquema. Segundo as investigações, <strong>Eva Curió</strong> não apenas organizava a distribuição dos recursos desviados como utilizava o cartão corporativo da prefeitura para resolver pendências acadêmicas — como mensalidades atrasadas de uma faculdade de Medicina em São Paulo. Afinal, quem nunca usou dinheiro público para investir na própria formação?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eva também administraria as despesas domésticas do casal, pagaria escolas, contas privadas e ainda teria providenciado um <strong>carro de luxo</strong> como presente familiar. Turilândia pode até carecer de saneamento, saúde e infraestrutura, mas nunca faltou carinho entre os seus governantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Câmara Municipal, o clima era de unanimidade. Segundo o Ministério Público, <strong>todos os vereadores participavam do esquema</strong>, recebendo diretamente ou por intermédio de parentes. Um raro exemplo de união política no Brasil. Tão rara que a Justiça, preocupada com a governabilidade, decidiu converter as prisões preventivas em domiciliar ou tornozeleira eletrônica. Afinal, prender todo mundo poderia atrapalhar o funcionamento da máquina pública — ainda que ela estivesse funcionando para outros fins.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O nome da operação, <strong>Tântalo</strong>, caiu como uma luva. Na mitologia grega, o personagem era condenado a ver água e frutos ao alcance das mãos, sem jamais poder tocá-los. Em Turilândia, a população vê contratos, licitações, cifras milionárias e promessas — mas continua sem beber da fonte nem colher os frutos. A punição, neste caso, não é mitológica. É cotidiana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora, com parte da elite política local alojada no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, resta ao município esperar que o fim da festa resulte, ao menos, em alguma lição. Porque, se em Turilândia a pobreza sempre foi pública, a riqueza — como se descobriu — era muito bem privatizada.</p>
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		<title>PGR pede condenação de Josimar, Gil e Bosco por corrupção</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Nov 2025 11:23:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE) são réus por organização criminosa e corrupção passiva no STF. A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu, em alegações finais, a condenação deles por organização criminosa e corrupção passiva.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Deputados</strong> <strong>Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE) são réus por organização criminosa e corrupção passiva</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu, nesta segunda-feira (11/10), em alegações finais, a condenação dos deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE) por organização criminosa e corrupção passiva. <a href="https://www.otempo.com.br/politica/judiciario/2025/3/12/deputados-do-pl-viram-reus-por-unanimidade-no-stf-por-suposto-esquema-de-desvio-de-emendas" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Os três são réus no Supremo Tribunal Federal (STF) desde março de 2025 a partir de denúncia da própria PGR</strong></a>. </p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho, Josimar, Gil e Bosco teriam cobrado propina de R$ 1,6 milhão do então prefeito de São José do Ribamar (MA), Eudes Sampaio, como contrapartida à indicação de R$ 6,6 milhões de emendas parlamentares à cidade entre 2019 e 2020. À época, Eudes havia acabado de ser empossado como prefeito.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" width="554" height="554" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Josimar-Maranhaozinho.jpeg" alt="" class="wp-image-32475" style="width:699px;height:auto" srcset="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Josimar-Maranhaozinho.jpeg 554w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Josimar-Maranhaozinho-300x300.jpeg 300w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Josimar-Maranhaozinho-150x150.jpeg 150w" sizes="(max-width: 554px) 100vw, 554px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>O deputado Josimar Maranhãozinho, suspeito de liderar o processo, sempre negou participação</em></strong></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Josimar seria o líder do grupo, cuja atuação, segundo o vice-procurador-geral da República, caracterizaria uma organização criminosa. “Os diálogos que instruem os autos revelam que o deputado Josimar era o responsável por operacionalizar os pagamentos aos demais parlamentares da organização, de que é exemplo a transferência bancária realizada em benefício do Pastor Gil”, afirmou.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em dezembro de 2019 e em janeiro e em fevereiro de 2020, Josimar ainda teria transferido R$ 75 mil para as contas bancárias da esposa e do filho de Bosco. “Meses depois, em 9 de julho de 2020, (Josimar) enviou tabela de pagamentos para Bosco e solicitou-lhe a indicação de uma conta para pagamento”, acrescentou Hindenburgo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o vice-procurador, o agiota Josival Cavalcanti da Silva, conhecido como Pacovan, atuaria, em nome dos três deputados, para cobrar propinas. “Pacovan recebia, diretamente de Josimar, os detalhes de cada emenda. O objetivo era usar essas informações para facilitar a identificação dos responsáveis pela destinação dos recursos e, assim, garantir a eficácia das cobranças”, apontou.<br>&nbsp;&nbsp;<br>Hindenburgo observou que Pacovan, já falecido, era conhecido no Maranhão por “empregar métodos violentos contra devedores”. “A primeira cobrança ocorreu em janeiro de 2020, na Prefeitura de São José do Ribamar (MA). (&#8230;) As cobranças somente cessaram após Eudes Sampaio comunicar os fatos à Polícia Federal (PF)”, pontuou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Somadas, as penas máximas para corrupção passiva e organização criminosa podem chegar a 20 anos de prisão. Como Josimar, Gil e Bosco são funcionários públicos, há um agravante que pode aumentar a punição por organização criminosa entre um sexto e dois terços. Além de pedir a condenação, Hildebrando defendeu a cassação dos mandatos dos três deputados federais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora, restam apenas as alegações finais das defesas de Josimar, Gil e Bosco antes de a ação penal ser levada ao plenário da Primeira Turma. Então, caberá ao relator Cristiano Zanin solicitar ao presidente Flávio Dino que leve o processo à pauta. O julgamento deve ocorrer em sessão virtual, assim como foi o acolhimento da denúncia. &nbsp;&nbsp;</p>
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		<title>Rombo de R$ 13 milhões: prefeito e secretários afastados por desvios no Fundeb</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Oct 2025 20:07:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Prefeito e secretários de cidade do Maranhão são afastados por suposto desvio de verbas da educação Wallas Rocha (Republicanos), prefeito de São Benedito do Rio Preto (MA), foi afastado do cargo por suspeitas de desvio de recursos do Fundeb. A Polícia Federal (PF) investiga um esquema que teria desviado mais de R$ 13 milhões do [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="863" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Wallas-Rocha-1c.jpg" alt="" class="wp-image-32183" srcset="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Wallas-Rocha-1c.jpg 1024w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Wallas-Rocha-1c-356x300.jpg 356w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Wallas-Rocha-1c-768x647.jpg 768w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Prefeito e secretários de cidade do Maranhão são afastados por suposto desvio de verbas da educação</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Wallas Rocha (Republicanos), prefeito de São Benedito do Rio Preto (MA), foi afastado do cargo por suspeitas de desvio de recursos do Fundeb. A Polícia Federal (PF) investiga um esquema que teria desviado mais de R$ 13 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (Fundeb) em São Benedito do Rio Preto, no Maranhão. O caso resultou no <a href="https://imirante.com/noticias/sao-benedito-do-rio-preto/2025/10/22/ipolitica-prefeito-de-sao-benedito-do-rio-preto-e-afastado-do-cargo-em-nova-fase-de-investigacao-sobre-desvios-do-fundeb" target="_blank" rel="noreferrer noopener">afastamento do prefeito Wallas Gonçalves Rocha (Republicanos) e de membros do seu secretariado</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Jairo Viana Frazão, secretário de Educação, e Celina Albuquerque, secretaria-adjunta da mesma pasta, também deixarão os cargos por ordem da Justiça, assim como uma funcionária ligada ao ordenamento de despesas do município. a campanha eleitoral do prefeito em 2024. Mais de mil pessoas teriam sido beneficiadas pelo esquema, segundo a PF.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde o início de 2023, foram realizadas diversas transferências de valores das contas do Fundeb para blogueiros, candidatos a vereador ligados ao grupo político do prefeito, familiares, apoiadores e empresas contratadas para promover ações de campanha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do prefeito <strong>Wallas Gonçalves Rocha</strong>, também são investigados: <strong>Jairo Viana Frazão</strong>, secretário de Educação e ordenador de despesas; <strong>Andreya Almeida Aguiar Monteiro da Silva</strong>, apontada como ordenadora de despesas; <strong>Celina Maria Albuquerque</strong>, secretária-adjunta de Educação; e <strong>José Luís Rodrigues Barbosa</strong>, ex-secretário de Planejamento e atual vereador.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Fracionamento</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a PF, as transferências eram fracionadas em valores de R$ 1 mil, R$ 1,2 mil e R$ 5 mil. As operações eram realizadas por meio de contas bancárias de terceiros, mediante pagamento de R$ 50 por transação. Parte dos valores teria sido destinada a empresas de fachada e até a pessoas já falecidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os desvios que causaram os afastamentos são investigados pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União, que deflagraram uma operação para cumprir 17 mandados de busca e apreensão em quatro cidades do Maranhão. Além de São Benedito do Rio endereços em Jatobá, Urbano Santos e na capital São Luís foram revistados pelos agentes. </p>
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		<title>Justiça Federal condena ex-prefeito de Pedro do Rosário  por desvio de recursos da Educação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Sep 2025 16:49:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Municípios]]></category>
		<category><![CDATA[condenação]]></category>
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		<category><![CDATA[Pedro do Rosário]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O ex-prefeito de Pedro do Rosário (MA), Adailton Martins, e uma servidora pública do município foram condenados pela Justiça Federal por atos de improbidade administrativa relacionados ao uso irregular de recursos do Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (Pnate) em 2007. A ação foi ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF) após auditoria do Fundo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="161" height="225" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Ex-pref-P-do-Rosario.jpg" alt="" class="wp-image-31465" style="width:781px;height:auto"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O ex-prefeito de Pedro do Rosário (MA), Adailton Martins, e uma servidora pública do município foram condenados pela Justiça Federal por atos de improbidade administrativa relacionados ao uso irregular de recursos do Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (Pnate) em 2007. A ação foi ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF) após auditoria do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (Fnde) apontar saques indevidos e ausência de comprovação das despesas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os réus emitiram cheques e desviaram verbas destinadas ao transporte de alunos da rede pública. Parte dos valores teria sido registrada como pagamento a um suposto prestador de serviços de manutenção de veículos, que declarou ser pescador e nunca ter trabalhado para a prefeitura. A análise de movimentações bancárias também revelou transferências a particulares sem vínculo com a administração municipal, confirmando o dano aos cofres públicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base nas provas reunidas, o juízo concluiu que houve conduta dolosa dos gestores e determinou a aplicação das sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa. Entre elas estão o pagamento de multa, suspensão dos direitos políticos por cinco anos, a proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios fiscais pelo mesmo período e a obrigação de ressarcir integralmente o dano apurado.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="400" height="266" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Trnasporte-escolar.jpeg" alt="" class="wp-image-31466" style="width:800px;height:auto"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão também determinou que, após o trânsito em julgado, os nomes dos condenados sejam inscritos no Cadastro Nacional de Condenados por Ato de Improbidade Administrativa, mantido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).</p>
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		<title>Maranhãozinho fica em silêncio no STF sobre desvio em emendas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Aug 2025 16:43:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[Super Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[desvios]]></category>
		<category><![CDATA[emendas parlamentares]]></category>
		<category><![CDATA[STF]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O deputado do Partido Liberal (PL) Josimar Maranhãozinho (MA), réu por desvio de emendas no Supremo Tribunal Federal (STF), ficou em silêncio nesta quinta-feira (28/8) durante seu interrogatório no âmbito da ação penal que tramita na Corte contra ele e outras sete pessoas, incluindo outros dois parlamentares, por suposto desvio de emendas.</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Maranhãozinho fica em silêncio no STF sobre desvio em emendas<a href="https://news.google.com/publications/CAAqBwgKMPfq-gowsr7yAg?hl=pt-BR&amp;gl=BR&amp;ceid=BR%3Apt-419" target="_blank" rel="noreferrer noopener"></a></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.metropoles.com/colunas/fabio-serapiao">Fabio Serapião</a>/<a href="https://www.metropoles.com/author/leticia-pille">Letícia Pille</a> &#8211; Metrópoles</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i.metroimg.com/T-2vQk4C4UYI0Jya9nb0jomkEVsVnw4ZWYA-vJ_klTQ/w:1200/q:85/f:avif/plain/2024/09/17075349/josimar-maranhaozinho-1.jpeg" alt="imagem colorida josimar maranhaozinho"/><figcaption class="wp-element-caption">C<strong><em>alado, Maranhãozinho optou por não se comprometer &#8211; Divulgação/Câmara dos Deputados</em></strong></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O deputado do Partido Liberal (PL) Josimar Maranhãozinho (MA), réu por desvio de emendas no <a href="https://portal.stf.jus.br/">Supremo Tribunal Federal (STF)</a>, ficou em silêncio nesta quinta-feira (28/8) durante seu interrogatório no âmbito da ação penal que tramita na Corte contra ele e outras sete pessoas, incluindo outros dois parlamentares, por suposto desvio de emendas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Maranhãozinho (PL-MA) compareceu no Supremo para prestar os esclarecimentos, mas optou por ficar calado diante do juiz auxiliar que comandava as oitivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A medida adotada pelo parlamentar foi uma orientação da defesa técnica, que alegou não ter tido acesso a todas as provas utilizadas pela denúncia da <a href="https://www.mpf.mp.br/pgr">Procuradoria-Geral da República (PGR)</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.metropoles.com/colunas/fabio-serapiao/stf-aceita-denuncia-e-deputados-do-pl-viram-reus-por-desvios-de-emenda">Além de Maranhãozinho, também são réus o deputado Pastor Gil (PL-MA) e o suplente Bosco Costa (PL-SE)</a>. Pastor Gil optou por falar e negou as acusações. Ambos negaram as acusações que pesam contra eles.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As defesas de alguns dos réus chegaram a peticionar nos autos o pedido de adiamento dos interrogatórios, no entanto, o ministro Cristiano Zanin, relator do caso, negou, mantendo os interrogatórios nesta quinta (28).</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Não existe, enfatizo, impedimento à realização do ato processual já ordenado. A eventual inclusão aos autos de outros elementos probatórios cujo conteúdo ou amplitude, neste instante, é desconhecida, não tem o condão de obstar a realização dos interrogatórios”, afirmou em decisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão veio depois da inclusão, na quarta-feira (27/8), de um comunicado da <a href="https://www.gov.br/pf/pt-br">Polícia Federal (PF)</a> no processo afirmando que disponibilizaria um laudo pericial ao STF dentro de três dias. Como resultado, as defesas dos réus passaram a pedir uma reconsideração da decisão do ministro, mas não foi acatado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro a ser interrogado foi Maranhãozinho, apontado pela investigação como líder do esquema de desvios de verba pública. Ele afirmou que ficaria em silêncio até que houvesse mais esclarecimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a PGR, entre janeiro e agosto de 2020, os parlamentares, com o apoio de outras pessoas, solicitaram ao prefeito Eudes Sampaio Nunes, de São José do Ribamar (MA), propina para liberação de recursos federais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O valor do pedido, diz a PGR, foi de R$ 1,6 milhão para que fossem liberados R$ 6,6 milhões em emendas patrocinadas pelos deputados do PL.</p>



<p class="wp-block-paragraph">KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo<img loading="lazy" decoding="async" src="https://uploads.metroimg.com/wp-content/uploads/2025/04/22163208/Movimentacao-no-STF-em-dia-de-analise-da-denuncia-da-PGR-contra-o-chamado-nucleo-2-do-grupo-acusado-de-tentativa-de-golpe-de-Estado-no-periodo-das-eleicoes-de-2022-Metropoles-5-1200x800.jpg" alt="" width="1200" height="800" srcset="https://uploads.metroimg.com/wp-content/uploads/2025/04/22163208/Movimentacao-no-STF-em-dia-de-analise-da-denuncia-da-PGR-contra-o-chamado-nucleo-2-do-grupo-acusado-de-tentativa-de-golpe-de-Estado-no-periodo-das-eleicoes-de-2022-Metropoles-5-1200x800.jpg 1200w, https://uploads.metroimg.com/wp-content/uploads/2025/04/22163208/Movimentacao-no-STF-em-dia-de-analise-da-denuncia-da-PGR-contra-o-chamado-nucleo-2-do-grupo-acusado-de-tentativa-de-golpe-de-Estado-no-periodo-das-eleicoes-de-2022-Metropoles-5-600x400.jpg 600w, https://uploads.metroimg.com/wp-content/uploads/2025/04/22163208/Movimentacao-no-STF-em-dia-de-analise-da-denuncia-da-PGR-contra-o-chamado-nucleo-2-do-grupo-acusado-de-tentativa-de-golpe-de-Estado-no-periodo-das-eleicoes-de-2022-Metropoles-5-300x200.jpg 300w, https://uploads.metroimg.com/wp-content/uploads/2025/04/22163208/Movimentacao-no-STF-em-dia-de-analise-da-denuncia-da-PGR-contra-o-chamado-nucleo-2-do-grupo-acusado-de-tentativa-de-golpe-de-Estado-no-periodo-das-eleicoes-de-2022-Metropoles-5-1536x1024.jpg 1536w, https://uploads.metroimg.com/wp-content/uploads/2025/04/22163208/Movimentacao-no-STF-em-dia-de-analise-da-denuncia-da-PGR-contra-o-chamado-nucleo-2-do-grupo-acusado-de-tentativa-de-golpe-de-Estado-no-periodo-das-eleicoes-de-2022-Metropoles-5-2048x1365.jpg 2048w, https://uploads.metroimg.com/wp-content/uploads/2025/04/22163208/Movimentacao-no-STF-em-dia-de-analise-da-denuncia-da-PGR-contra-o-chamado-nucleo-2-do-grupo-acusado-de-tentativa-de-golpe-de-Estado-no-periodo-das-eleicoes-de-2022-Metropoles-5-450x300.jpg 450w, https://uploads.metroimg.com/wp-content/uploads/2025/04/22163208/Movimentacao-no-STF-em-dia-de-analise-da-denuncia-da-PGR-contra-o-chamado-nucleo-2-do-grupo-acusado-de-tentativa-de-golpe-de-Estado-no-periodo-das-eleicoes-de-2022-Metropoles-5-150x100.jpg 150w"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na sequência, Pastor Gil foi ouvido e disse que a acusação contra ele era “completamente falsa”. Bosco Costa, na mesma esteira, também negou, dizendo que ela “não é verdadeira”. Durante suas falas na oitiva, ambos disseram sequer conhecer algumas das pessoas citadas na denúncia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com relação à liberação de emendas, o deputado Gil negou que alguma vez teria cobrado dinheiro pela destinação de verba, e nem sabe de um comportamento similar por parte de Maranhãozinho. O mesmo foi alegado por Bosco Costa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ambos também foram questionados sobre um documento encontrado na casa de um dos denunciados que mencionava um suposto pagamento a eles. Segundo o Pastor Gil, a explicação está no “perfil de Pacovan”, que “usa o nome de outras pessoas” e era “mentiroso”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Então, eu posso dizer que isso aqui é um lixo, que é uma coisa falsa, que alguém fez. Eu não fiz aquilo, não tem nada meu. Isso aqui foi algo que usaram meu nome. Agora, alguém pegar isso aqui e me acusar, sem ter nada meu que comprove isso aqui, é uma leviandade”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Bosco Costa, por sua vez, disse nunca ter visto o documento. Questionado por que seu nome estava nele, disse que “não tenho ideia”.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Denúncia da PGR</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a denúncia da PGR, foram enviadas três emendas para o município de São José do Ribamar, que totalizavam cerca de R$ 6,6 milhões. Tais emendas teriam sido destinadas pelos deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE), atualmente fora de exercício.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A PGR cita que Maranhãozinho seria o líder do esquema, e teria, além de destinado uma das emendas, coordenado o envio de outras duas. A alegação se dá com base em mensagens de WhatsApp trocadas com Pastor Gil em fins de 2019, quando Maranhãozinho disse para “deixar 1.048.000 para São José de Ribamar” – o que efetivamente ocorreu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já com Bosco Costa, a conversa também teria ocorrido em dezembro de 2019, quando Maranhãozinho determina que São José do Ribamar também fosse contemplada em uma lista de municípios habilitados a receber recursos de emendas parlamentares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Após o esforço do grupo para a autorização das emendas, de que faz prova as mensagens acima descritas, os recursos das duas primeiras (R$ 1.500.000,00 e R$ 4.123.000,00) são finalmente liberados em 30.12.2019. Os da terceira, no valor de R$ 1.048.000,00, algum tempo depois, em 22.4.2020”, diz a Procuradoria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a acusação, a incumbência das cobranças foi entregue a Josival – o Pacovan -com quem Maranhãozinho já mantinha contato. Em uma mensagem obtida pela investigação, Pacovan sugere, inclusive, que se destine ao município “a maior quantidade possível de recursos”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Em outra conversa [com Pacovan], ocorrida em 22.1.2020, Josimar encaminha, a pedido de Pacovan, e para facilitar-lhe o trabalho, os detalhes das propostas das duas emendas que, naquele momento, já haviam sido liberadas”, diz a PGR.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A acusação da Procuradoria também trata do encontro de Pacovan com Eudes, acompanhado de Rocha Silva. A Procuradoria afirma que o agiota teria solicitado do então prefeito de São José do Ribamar a quantia de R$ 1,6 milhão, correspondente a cerca de 25% das três emendas destinadas ao município.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O montante, no entanto, não foi citado por Eudes durante o interrogatório.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse mesmo dia, Pacovan, segundo a PGR, manda mensagem para Maranhãozinho dizendo que estava na prefeitura de Ribamar e questiona quem teria indicado os valores para a cidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois do insucesso das tentativas de extorsão, narra a Procuradoria, Maranhãozinho teriam agido pessoalmente para convencer o prefeito e Gil chegou a mandar mensagem à Eudes lhe sugerindo um encontro.</p>
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		<title>Denúncia: estrada que beneficia governador do MA tem ‘desvio’ que atende apaniguados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Jul 2025 23:05:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Maranhão]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Brandão]]></category>
		<category><![CDATA[corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[desvios]]></category>
		<category><![CDATA[estradas]]></category>
		<category><![CDATA[Executivo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Prefeitura do sertão maranhense diz que cidade ficará isolada por obra de R$ 280 milhões que começará em frente a fazendas de novo aliado do governador Carlos Brandão; governo do Maranhão diz que rodovia melhora logística do Estado e defesa dos outros citados disse que não se manifestaria Por Gustavo Côrtes e Vinícius Valfré &#8211; [&#8230;]</p>
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<h2 class="wp-block-heading">Prefeitura do sertão maranhense diz que cidade ficará isolada por obra de R$ 280 milhões que começará em frente a fazendas de novo aliado do governador Carlos Brandão; governo do Maranhão diz que rodovia melhora logística do Estado e defesa dos outros citados disse que não se manifestaria</h2>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Por <a href="https://www.estadao.com.br/autores/gustavo-cortes/">Gustavo Côrtes</a> e <a href="https://www.estadao.com.br/autores/vinicius-valfre/">Vinícius Valfré</a> &#8211; <strong>ESTADÃO</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Imangens de satélite mostra evolução de fazenda do governador do Maranhão às vésperas de nova estrada</strong></p>



<figure class="wp-block-image is-resized"><img decoding="async" src="https://www.estadao.com.br/resizer/v2/https%3A%2F%2Fd32dgtrnmhd45e.cloudfront.net%2F07-22-2025%2Ft_8d6efb4f95464457815d9aef5d338f7a_name_Captura_de_tela_2025_07_22_124721.jpg?quality=80&amp;auth=e77921f8099dbd9c24c66b3d2fc8e36ed5769eb6c526d450f5292571494b1cb8&amp;width=520&amp;height=292&amp;smart=true" alt="Capa do video - Imanges de satélite mostra evolução de fazenda do governador do Maranhão às vésperas de nova estrada" style="width:792px;height:auto"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>O governador Carlos Brandão (PSB-MA) expande negócios para uma região pouco antes de licitar rodovia que é maior obra da gestão e vai beneficiar suas fazendas. Crédito: Vinícius Valfré com Sentinel-2 L2A/Copernicus</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">BRASÍLIA – A construtora responsável pela pavimentação do principal trecho da rodovia do <a href="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/maranhao-estado/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Maranhão</strong></a> que vai melhorar o acesso a fazendas do governador <a href="https://www.estadao.com.br/tudo-sobre/carlos-brandao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Carlos Brandão (PSB)</strong></a> pertence ao irmão de um novo aliado do chefe do Palácio dos Leões que também será diretamente beneficiado pela obra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A TAC Construções foi contratada para asfaltar 31,1 dos 86 quilômetros centrais da nova MA-372, e receberá R$ 77,8 milhões pela obra. A empresa pertence a Roberto Ferreira, irmão de Nicodemos Ferreira, um ex-prefeito do município de São Domingos do Azeitão (MA) por dois mandatos que passou, nas eleições de 2024, de adversário dos Brandão a um aliado do grupo no interior maranhense.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.estadao.com.br/resizer/v2/NIB7V33JARHT5PQTVJJLYESTJY.jpg?quality=80&amp;auth=5078351b0c9b24b575cd354517b02290bfc69ddcc67d07a6eb24cbba7d3d5cb3&amp;width=768" alt="Com bonés da TAC, Nicodemos Ferreira (com braço erguido) e o irmão Roberto Ferreira (de camisa azul), dono da empresa; entre eles, o governador Carlos Brandão e o secretário estadual de Infraestrutura, Aparício Filho (camisa preta)"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Com bonés da TAC, Nicodemos Ferreira (com braço erguido) e o irmão Roberto Ferreira (de camisa azul), dono da empresa; entre eles, o governador Carlos Brandão e o secretário estadual de Infraestrutura, Aparício Filho (camisa preta) Foto: Ascom/Governo do MA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O advogado que se apresentou à reportagem como representante de Nicodemos e Roberto Ferreira afirmou que nenhum deles faria comentários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em nota, o governo do Maranhão afirma que a obra é uma demanda antiga da região e que beneficia vários produtores de grãos que precisam levar a produção ao porto, na capital São Luís (MA).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os irmãos Ferreira posaram com o boné da construtora da TAC na cerimônia que marcou o início das obras, no ano passado, ao lado do governador e do secretário estadual de Infraestrutura, Aparício Bandeira.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Leia também</h3>



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<li><a href="https://www.estadao.com.br/politica/governador-do-ma-beneficia-fazenda-da-familia-com-estrada-custeada-com-emprestimo-do-bb-veja-video/">Governador do MA beneficia fazenda da família com estrada custeada com empréstimo do BB; veja vídeo</a></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Em nota, o governo do Maranhão afirma que a obra é uma demanda antiga da região e que beneficia vários produtores de grãos que precisam levar a produção ao porto, na capital São Luís (MA).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os irmãos Ferreira posaram com o boné da construtora da TAC na cerimônia que marcou o início das obras, no ano passado, ao lado do governador e do secretário estadual de Infraestrutura, Aparício Bandeira.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.estadao.com.br/resizer/v2/AXKVILDEEREHDH4FY2D3X6L2EQ.png?quality=80&amp;auth=f7c09db0eb845fa3f8ad2623d864e374de34a24271033ae9e0a845d65958f807&amp;width=768" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Como revelou o <strong>Estadão</strong>, <a href="https://www.estadao.com.br/politica/governador-do-ma-beneficia-fazenda-da-familia-com-estrada-custeada-com-emprestimo-do-bb-veja-video/?srsltid=AfmBOopVa7p6oILHJyew9044p5z0VHbra_MMsr-I-9AuWkRzi5XJfBUD" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>o governador intensificou investimentos nas terras da família localizadas às margens da nova estrada o às vésperas de licitar a pavimentação</strong></a>, anunciada como a maior obra de sua gestão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Orçada em R$ 280 milhões, a rodovia é custeada com financiamento do Banco do Brasil. A estrada liga São Domingos do Azeitão ao município de Mirador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O município do Azeitão tem 8 mil habitantes, mas uma extensão territorial equivalente a 60% de toda a área da cidade de São Paulo. Mirador é oito vezes maior, com uma população de cidade pequena, 21 mil moradores. Ambos sobrevivem de repasses de governos e são marcados pela produção agropecuária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Prefeito de 2012 a 2020, Nicodemos é um dos maiores produtores da região. A aliança dele com Brandão é apontada por adversários locais como o motivo de um “desvio” no traçado da nova estrada que vai afastá-lo do centro de São Domingos por cerca de 10 quilômetros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em vez de seguir até as cercanias do comércio local instalado da cidade, o asfalto começará cerca de 10 quilômetros antes, em um cruzamento com a BR-230, conhecida como Rodovia Transamazônica. Com este novo traçado, a estrada começa bem perto do acesso principal às propriedades de Nicodemos Ferreira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cruzando dados ambientais com registros agrários, a reportagem mapeou que Nicodemos possui nas imediações da nova estrada pelo menos 15 mil hectares de terras, o equivalente a 21 mil campos de futebol. O próprio Roberto Ferreira tem cerca de 870 hectares registrados em seu nome nas proximidades da estrada que sua empresa constrói.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ex-prefeito Nicodemos lançou um sobrinho à prefeitura, em 2020. Em 2024, tentou emplacar um primo, Kallyl Ferreira (MDB), que acabou concorrendo a vereador e sendo o mais votado de São Domingos do Azeitão. Ele se prepara para disputar a prefeitura em nome do grupo, em 2028.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante uma agenda na região, o governador foi abordado por empresários, vereadores e pelo prefeito. No vídeo que circulou nos grupos locais, todos aparecem descontentes com o traçado da nova rodovia e o governador se compromete a buscar uma solução.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O risco apontado seria o de inviabilizar negócios, como pequenos hotéis, restaurantes e postos de gasolina, que há anos são alimentados pelo fluxo de pessoas na BR. Não houve mudança no planejamento. Aliados do governador dizem que o interesse do prefeito, sim, é meramente pessoal. Lourival Junior (PP), o Junior do Posto, vende combustíveis. Procurado, ele não quis comentar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em uma publicação do ano passado em sua página oficial nas redes sociais, Júnior do Posto compartilhou o vídeo de um empresário que defende a construção da estrada, mas reclama do fato de ele começar longe de São Domingos do Azeitão. “O projeto, tal como está sendo executado, vai beneficiar apenas um produtor, deixando nossa cidade isolada”, escreveu o prefeito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O município do Azeitão tem 8 mil habitantes, mas uma extensão territorial equivalente a 60% de toda a área da cidade de São Paulo. Mirador é oito vezes maior, com uma população de cidade pequena, 21 mil moradores. Ambos sobrevivem de repasses de governos e são marcados pela produção agropecuária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A etapa de licitação e lançamento da obra coincide com investimentos financeiros e administrativos dos Brandão para ampliar a produção na localidade. Até então, a família focava os negócios em propriedades rurais de Colinas, outra cidade do Maranhão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Portal da Transparência do governo do Maranhão não fornece todas as informações sobre o certame em que a TAC foi escolhida para executar a obra. A plataforma não revela as concorrentes nem apresenta os anexos do edital, que contêm, entre outros dados, o traçado da nova via.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A justificativa apresentada para a omissão de documentos é o alto volume da papelada que precisaria ser digitalizada. Como alternativa, a Secretaria de Infraestrutura do Estado pediu aos interessados que fossem até o órgão para ter acesso pessoalmente às informações.</p>
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