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	<title>Exibindo: covid-19 | Maranhão Brasil</title>
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	<title>Exibindo: covid-19 | Maranhão Brasil</title>
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		<title>Vencemos a covid, mas movimento antivacina é um problema hoje, diz pneumologista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Mar 2025 18:33:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em entrevista, médica e pesquisadora reflete sobre os 5 anos da pandemia e aponta desafios para a saúde no Brasil atual</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Em entrevista, médica e pesquisadora reflete sobre os 5 anos da pandemia e aponta desafios para a saúde no Brasil atual</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por Andrea DiP, Claudia Jardim, Ricardo Terto, Stela Diogo, Ana Alice de Lima | Edição: Bruno Fonseca</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“Teremos o março mais triste de nossas vidas”, disse a médica pneumologista Margareth Dalcolmo, em 2 de março de 2021. Na&nbsp;<a href="https://apublica.us8.list-manage.com/track/click?u=47bdda836f3b890e13c9f416d&amp;id=4a58431137&amp;e=284533f57f" rel="noreferrer noopener" target="_blank">entrevista</a>&nbsp;à BBC, Dalcomo, que também é pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, alertava para as UTIs e leitos de enfermaria lotados de pacientes com&nbsp;<a href="https://apublica.us8.list-manage.com/track/click?u=47bdda836f3b890e13c9f416d&amp;id=742037ed5e&amp;e=284533f57f" rel="noreferrer noopener" target="_blank">covid-19</a>. E ela não errou na previsão: o mês bateria todos os tristes recordes de toda a pandemia, com mais de 79 mil mortes no Brasil, um&nbsp;<a href="https://apublica.us8.list-manage.com/track/click?u=47bdda836f3b890e13c9f416d&amp;id=a7c1d3faca&amp;e=284533f57f" rel="noreferrer noopener" target="_blank">número</a>&nbsp;aterrador que ainda hoje é difícil de contabilizar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse não foi o único alerta grave dado pela médica, antes o contrário. Durante toda a pandemia, Dalcomo foi a jornais para alertar que o perigo era real, e que medidas restritivas seriam importantes se quiséssemos manter mais gente viva. E ela seguiu fazendo isso, ainda que seus avisos nem sempre fossem bem recebidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Eu me lembro que, no Natal de 2020, eu dei uma entrevista no dia 23 de dezembro, dizendo que não podia ter Natal, não podia receber avô, avô não podia ver neto, não podia ver tio, ninguém doente. Enfim, que o Natal teria que ser uma coisa extremamente restrita. Acho que, em alguns momentos, fomos muito veementes, porque precisávamos ser, e, quando eu disse que não podia ter Natal, morriam naquele momento 2 mil pessoas por dia. Não era possível estimularmos algo que poderia trazer dano às famílias, e mais luto e mais tristeza”, relembra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em entrevista para a&nbsp;<strong>Agência Pública</strong>, que você também poderá&nbsp;<a href="https://apublica.us8.list-manage.com/track/click?u=47bdda836f3b890e13c9f416d&amp;id=bd98d67c81&amp;e=284533f57f" rel="noreferrer noopener" target="_blank">ouvir em áudio no podcast Pauta Pública</a>&nbsp;do dia 14 de março, Dalcomo faz uma autoavaliação sobre seu comportamento na pandemia e suas expectativas para o Brasil cinco anos após o início da emergência em saúde. Apesar de reconhecer acertos, como seus avisos veementes para que as pessoas se protegessem, ela reconhece que errou quando disse que a pandemia mudaria comportamentos e sairíamos melhores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nós tínhamos uma esperança, eu diria, de que a humanidade pudesse se ‘humanizar’, ter uma mudança de comportamento, um olhar, usando a expressão de Saramago, um olhar para o outro de maneira diferente […] E nada disso aconteceu”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na entrevista, a médica também fala sobre como o movimento anti vacina não era forte no país, mas conseguiu se estabelecer durante a pandemia, inclusive impulsionado por ações do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que&nbsp;<a href="https://apublica.us8.list-manage.com/track/click?u=47bdda836f3b890e13c9f416d&amp;id=0937cfcf01&amp;e=284533f57f" rel="noreferrer noopener" target="_blank">criticou</a>&nbsp;a vacinação e defendeu curas falsas para a doença. Por outro lado, ela aponta como foi importante a adesão da população à vacinação no momento mais crítico da pandemia, que felizmente conseguiu tornar a covid-19 uma ameaça muito menos letal hoje.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia a entrevista completa e&nbsp;<a href="https://apublica.us8.list-manage.com/track/click?u=47bdda836f3b890e13c9f416d&amp;id=c7e4df00e4&amp;e=284533f57f" rel="noreferrer noopener" target="_blank">acompanhe aqui o&nbsp;<strong>Pauta Pública</strong>.</a></p>



<figure class="wp-block-image is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://ci3.googleusercontent.com/meips/ADKq_NZvHRiH5_6VDuOooaLw90e6mHVo8l3wl46SL59VFkivmS9LK9HQJLUMissCaWVcQvDgWTcFW7y54_3mrkH71vkvLHnXfN6W5PTw9PudDR0UPS9JHUAf19kTz_fn-pgxDgCg8MLaKN3KsVQyvKmRNXt0PTCprD1jPU2Kcxwcm9Bhu9YX_80KFu2sbwY4v9QJcT7HhdQSU0Nweam_c5dyI0LXISSqrMrXGsJzv5YXP3A9QL9Ng75W8K4TiYp6ENAsYo111X0u9w=s0-d-e1-ft#https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2025/03/Foto1_Vencemos-pandemia-mas-movimento-antivacina-e-um-problema-hoje-diz-Margareth-Dalcolmo.jpg?resize=640%2C426&amp;ssl=1" alt="Médica e pesquisadora Margareth Dalcomo" width="837" height="557"/><figcaption><strong><em>Durante toda a pandemia, a médica Margareth Dalcomo foi a jornais para alertar sobre o perigo real da covid-19</em></strong></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Margareth, em 2021, a senhora escreveu um artigo que terminava assim: “podemos considerar que a Covid-19 será para a vida social no planeta o que a AIDS foi para a vida sexual. Mudará nossos comportamentos e paradigmas.” Após cinco anos de pandemia, como a senhora responde a essa avaliação?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Olha, eu já tenho feito uma crítica a mim mesma por ter errado redondamente na avaliação. E, na verdade, a minha avaliação se baseou em dados históricos. A história do homem no planeta é marcada por epidemias e por pandemias e, via de regra, a grande maioria delas gerou ao final, ao seu controle epidemiológico, seja espontâneo, seja por medidas tomadas pelos Estados onde houve os problemas – e o grande exemplo são as grandes pestes do final do século XIV -, elas geraram, em geral, um fenômeno cultural positivo, pelo menos, como foi o Renascimento, ao final de todas as grandes pestes que assolaram a Europa no final do século XIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na pandemia da covid-19, nós tínhamos uma esperança, eu diria, de que a humanidade pudesse se ‘humanizar’, ter uma mudança de comportamento, um olhar, usando a expressão de Saramago, um olhar para o outro de maneira diferente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E nada disso aconteceu. Na verdade, o mundo ficou pior, as guerras insanas apareceram, enfim, conflitos, exclusão social, e hoje nós vemos, quer dizer, não apenas não houve uma mudança de comportamento, a não ser em grupos muito localizados em relação aos cuidados relacionados à AIDS ou à infecção pelo HIV, onde também existe aí uma diferença, como nós temos visto hoje, sobretudo pelo impacto dos cortes norte-americanos [no financiamento de programas de assistência à saúde a outros países].</p>



<p class="wp-block-paragraph">Então, hoje, na verdade, o meu olhar está muito decepcionado sobre uma esperança que eu nutri, tendo em vista tanto sofrimento que nós tivemos, há cinco anos. Essa retrospectiva, para mim, é uma retrospectiva muito decepcionante em relação à minha própria esperança, conforme eu manifestei nesse artigo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Do ponto de vista social, o que a senhora observa na sociedade brasileira? O que ficou depois da pandemia?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu sempre fui uma otimista muito determinada, porque acredito nas medidas da ciência, acredito que não precisávamos ter tido mais de 700 mil mortes por covid-19 no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alcançamos uma taxa de cobertura [de vacinação], no momento inicial, bastante importante, mas tivemos como resultado também uma disseminação da desinformação e do obscurantismo que, para mim, é muito decepcionante. Vejo até entre grupos de médicos desinformando a população, trazendo medo, trazendo dúvidas sobre medidas de saúde pública que são tão marcadamente demonstradas como positivas, e uma delas é a vacinação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na verdade, [a desinformação] foi um fenômeno novo no Brasil. O Brasil nunca tinha tido nenhum movimento anti-vax [anti vacina] até a pandemia da covid-19. Pelo contrário, o Brasil é um país que tem uma tradição de adesão às vacinas muito grande, mesmo que haja um entendimento, digamos, desigual sobre o impacto das vacinas na esperança de vida ao nascer do brasileiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E tudo isso hoje nós vemos, inclusive pelo discurso absolutamente deplorável do atual ministro da Saúde norte-americano [<a href="https://apublica.us8.list-manage.com/track/click?u=47bdda836f3b890e13c9f416d&amp;id=c1b92ceaf9&amp;e=284533f57f" rel="noreferrer noopener" target="_blank">Robert F. Kennedy Jr</a>], que propala uma retórica, a meu juízo, extremamente nociva, e contamina as pessoas com um pensamento totalmente equivocado em relação a isso [as vacinas].</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora, para o Brasil é preciso deixar claro, não há dúvida de que o impacto da vacinação foi positivo, e muita gente entende isso. Para outros não foram, infelizmente, por diversas razões, seja ideológica, religiosa…</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ci3.googleusercontent.com/meips/ADKq_NYmaUkvzlk792TorxKjGYWgF7TSAb92GrM9S3GMUzJewxFX5h3T4jJIbu-bs8VlAggd2kVuUfFcq3scfZTuzXxijIctQGBnfc62BQxaYjAe1PqOyS0kRxO576zDyJr8yWPyQe2FKSlf7QmatGMbX2sJ-jRDCpqhYlGOtUhwC2DqsGCkcYKuOcYF0_0Vse4dvgRpsTjreSXwUUhJmlgA_8xbHstEWV664ecMStVu6HrFUrDdr_aLScf1M20x7fvUTMzGz6Z2TQ=s0-d-e1-ft#https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2025/03/Foto2_Vencemos-pandemia-mas-movimento-antivacina-e-um-problema-hoje-diz-Margareth-Dalcolmo.jpg?resize=640%2C427&amp;ssl=1" alt="Túmulos de pessoas mortas durante a pandemia de covid-19 no cemitério Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte da cidade de São Paulo"/><figcaption>Brasil registra mais de 700 mil óbitos por covid-19 até o momento</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>E a senhora falou que a gente nunca tinha tido um movimento anti-vax antes da pandemia no Brasil. Isso mudou depois da pandemia?&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sim, ele prosperou no Brasil. Hoje nós estamos tendo problemas objetivos. Eu fiz parte do comitê técnico do Ministério da Saúde que aprovou a vacina contra a dengue para a faixa etária que mais morria, que é entre 10 e 14 anos, prioritariamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje a vacina [contra a dengue] está estendida para outras faixas etárias exatamente porque a adesão à vacinação foi muito menor do que a esperada, e tem vacinas sobrando na rede pública, com um tempo de validade que precisa ser aproveitado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Então, o próprio Ministério reviu essa posição e abriu para outras faixas etárias. Mas é muito triste, como houve também uma queda na vacinação para a covid-19, com a vacina que foi aprovada e disponibilizada em 2024, que foi a monovalente, que deveria ter tido uma adesão bastante grande.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nós sabemos que a covid-19 não poderá mais, a partir de agora, prescindir de um processo de vacinação regular, que muito provavelmente ficará acompanhado à vacinação de influenza. Já há, inclusive, estudos em desenvolvimento no sentido de buscar uma vacina associada à influenza e à covid-19, que poderá, eventualmente, ser anual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso ainda é uma linha de estudos que está em desenvolvimento, mas a covid-19 precisará, sim, de ter vacinação regular ao longo do tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Margareth, na contramão da maioria dos países do mundo, o Brasil estava liderado por um presidente [Jair Bolsonaro] que negava a ciência, que defendia essa retórica anti-vax e que atuou para que a população não tivesse acesso à vacina. E foi nesse contexto que o SUS teve que enfrentar a pandemia. A senhora podia contar como foi essa luta interna dentro do SUS? Porque, obviamente, é uma coisa que a gente não sabe o que acontece ali dentro.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na verdade, o Brasil, desde o início, nós convivemos com uma tensão permanente, porque havia uma necessidade… Vários paradoxos aí se colocavam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil foi um celeiro de desenvolvimento de estudos de fase 3 de vacinas excepcional. Nós desenvolvemos estudos com um grande número de inclusão de voluntários para várias plataformas vacinais, como nós sabemos. E nós sabíamos, desde o início, eu disse isso na minha primeira entrevista pública, que o afastamento físico, o isolamento social, seria uma arma poderosa contra uma doença de transmissão aguda respiratória. E isso, desde o início, foi contestado nas mais variadas manifestações, inclusive governamental. Então, essa tensão sempre permeou as nossas manifestações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu me lembro que, no Natal de 2020, eu dei uma entrevista no dia 23 de dezembro, dizendo que não podia ter Natal, não podia receber avô, avô não podia ver neto, não podia ver tio, ninguém doente. Enfim, que o Natal teria que ser uma coisa extremamente restrita. Em 2021, como já havia começado o processo de vacinação no Brasil, com uma adesão bastante, eu diria, positiva, nós dissemos, um ano depois, que poderia haver um Natal, não um Natal grande, com muita gente, porque o risco aumentava, mas um Natal em família, com grupos pequenos, etc.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Então, assim, esse cuidado em informar as pessoas e não passar medo, dar sempre esperança, nós tivemos o cuidado de fazer o tempo inteiro, mas jamais deixando de dizer a verdade. Quando nós não pudemos, deixamos de ter os dados disponíveis, providos pelo próprio Ministério da Saúde, vocês se lembram&nbsp;<a href="https://apublica.us8.list-manage.com/track/click?u=47bdda836f3b890e13c9f416d&amp;id=6182885738&amp;e=284533f57f" rel="noreferrer noopener" target="_blank">disso</a>? Quando os nossos dados eram providos por um consórcio de veículos de comunicação, e isso foi muito bem feito. Eu acho que, de modo geral, salvo desonrosas exceções, a imprensa brasileira optou por um caminho, nessa bifurcação, correto de nos ouvir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E nós conseguimos, inclusive, tirar do ar, se eu puder usar essa expressão, pessoas que estavam dando informações muito imprecisas e que, na verdade, não passavam aquilo que a população queria saber. E é por isso que acho que algumas vozes, entre elas a minha, foram vozes que trouxeram um grau de confiança para as pessoas, porque as pessoas entendiam que nós estávamos dizendo a verdade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acho que, em alguns momentos, fomos muito veementes, porque precisávamos ser, e, quando eu disse que não podia ter Natal, morriam naquele momento 2 mil pessoas por dia. Não era possível estimularmos algo que poderia trazer dano às famílias, mais luto e mais tristeza.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://ci3.googleusercontent.com/meips/ADKq_NYwTzy56_frjEki3qqHcmJdvV9Wuh7kfZ7QTAXGV8WbWu2VLxEuL3CpaFxCSE9Mxr_a0NKDybMU-qSl3VN88M3bNC9VksJYCPAhSEvDhGblVHzlydz7EGl--bNE-A-UMfuTzcDYJElPhHNv9u-0u1OEIjvX5C4otXxEClkwIVJpD22lzgzCqgUMn9H7v5OdOJTkA5mlRO9aYzZcxMldR5rJOGKXU_nA17BZ1nYpXMAgV1h5QeqWjLykoS2Fm7ub9uIPrqVz5A=s0-d-e1-ft#https://i0.wp.com/apublica.org/wp-content/uploads/2025/03/Foto3_Vencemos-pandemia-mas-movimento-antivacina-e-um-problema-hoje-diz-Margareth-Dalcolmo.jpg?resize=640%2C427&amp;ssl=1" alt="Posto de testagem e vacina contra a covid-19"/><figcaption>A testagem e a vacinação tornaram a Covid-19 muito menos letal hoje</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>E Margareth, você acha que a percepção da população sobre o SUS mudou durante e depois da pandemia?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ah, sim. Eu acho que há um impacto mensurável, porque, inclusive, o SUS era algo muito distante das classes mais favorecidas brasileiras. Hoje, qualquer paciente privado que eu veja, de classe média ou de classe média alta, todo mundo sabe o que é o SUS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todo mundo sabe que as vacinas estão no SUS, que as vacinas que as crianças tomam, a grande maioria delas está no SUS, disponível, e que o SUS provê vacinas complexas e até de custo maior para pessoas em situações especiais de vulnerabilidade, como transplantados de órgão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todas as classes entenderam que os procedimentos de alto custo, por mais que alguém tenha um seguro de saúde privado, se você vai fazer um transplante de órgão, quem financia o transplante de órgão, quem faz o transplante que vai colher, que vai buscar do doador, que vai trazer, é o SUS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Então, as pessoas entenderam o que é o Serviço Único de Saúde e que, na verdade, esse é um bem muito precioso, bem como tratamentos de alto custo que são providos governamentalmente no Brasil, como são, por exemplo, as doenças endêmicas.</p>
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		<title>Em todo o país é baixa a adesão à vacina ambivalente contra Covid-19</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Nov 2023 19:17:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Os brasileiros estão relegando a vacinação contra Covid-19 a um segundo plano, ignorando o risco de uma reincidência. Só para constatar, o Programa Municipal de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de São Paulo &#8211; o maior estado do Brasil -, mostra que menos de 20% dos adultos e de 60% dos idosos foram [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2023/11/vacinacao.jpeg" alt="" class="wp-image-30008" width="841" height="558"/><figcaption><em><strong>Vacinação: em todo o país, índices caíram vertiginosamente. São Paulo, maior do país, puxa a fila&#8230;</strong></em></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Os brasileiros estão relegando a vacinação contra Covid-19 a um segundo plano, ignorando o risco de uma reincidência. Só para constatar, o Programa Municipal de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de São Paulo &#8211; o maior estado do Brasil -, mostra que menos de 20% dos adultos e de 60% dos idosos foram aos postos de saúde para tomar a vacina bivalente contra a covid-19. O ideal, segundo a secretaria, seria atingir 90% do público-alvo…</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a secretaria, desde fevereiro até 17 de julho já foram aplicadas 2.654.502 doses da Pfizer bivalente na capital, sendo 1.200.550 para o público a partir dos 60 anos e 1.453.952 para os adultos de 18 a 59 anos. Porém, considerando o intervalo preconizado, estão aptas a receber a dose de reforço da vacina bivalente cerca de 711.041 pessoas com 60 anos ou mais 5.863.684 com 18 a 59 anos… </p>



<p class="wp-block-paragraph">Basta dizer que a vacina bivalente é a versão mais potente do imunizante contra o coronavírus e por isso garante maior proteção contra mutações do vírus &#8211; um problema que já causou picos da doença. Por isso, é importante que a população mantenha a vacinação em dia, destaca a Prefeitura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra preocupação é que a cobertura vacinal contra a gripe também está abaixo da meta. Segundo a secretaria, pouco mais da metade (aproximadamente 53%) dos idosos receberam a vacina, um total de 1,1 milhão de pessoas. E agora, no inverno, as doenças respiratórias tendem a se espalhar com mais facilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Maranhão, a Secretaria de Estado de Saúde vai divulgar um balanço da vacinação contra Covid-19 &#8211; ambivalente ´e contra gripe &#8211; HN1</p>
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		<title>Vários países resolveram aplicar dose extra de vacina contra a Covid-19</title>
		<link>https://www.maranhaobrasil.com.br/terceira-dose-da-vacina-contra-a-covid-19-uns-dizem-que-nao-outros-que-sim-e-ha-quem-ja-a-esteja-aplicando/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Aug 2021 22:27:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Residências geriátricas querem imunização de reforço em seus pacientes, mas o conhecimento científico acumulado até agora só recomenda isso a pessoas imunodeprimidas.</p>
<p>O post <a href="https://www.maranhaobrasil.com.br/terceira-dose-da-vacina-contra-a-covid-19-uns-dizem-que-nao-outros-que-sim-e-ha-quem-ja-a-esteja-aplicando/">Vários países resolveram aplicar dose extra de vacina contra a Covid-19</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.maranhaobrasil.com.br">Maranhão Brasil</a>.</p>
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<figure class="wp-block-image size-large is-style-default"><img decoding="async" width="804" height="452" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Covid-vacinacao-imagens-1.jpeg" alt="" class="wp-image-29490" srcset="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Covid-vacinacao-imagens-1.jpeg 804w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Covid-vacinacao-imagens-1-400x225.jpeg 400w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Covid-vacinacao-imagens-1-768x432.jpeg 768w" sizes="(max-width: 804px) 100vw, 804px" /><figcaption><em>A Ciência  ainda não bateu o martelo sobre aplicação da terceira dose  da vacina contra a Covid-19</em></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Residências geriátricas querem imunização de reforço em seus pacientes, mas o conhecimento científico acumulado até agora só recomenda isso a pessoas imunodeprimidas</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">À medida que a <a href="https://brasil.elpais.com/noticias/vacunacion/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">vacinação</a> avançou no mundo de forma lenta, e novas variantes de coronavírus surgem, a humanidade se aventura por um terreno desconhecido: será que as vacinas continuam protegendo com a mesma eficácia? Serão necessárias uma ou duas doses de reforço? São perguntas para as quais ainda não há respostas claras. Numerosos estudos tratam de averiguar como o sistema imunológico reage ao coronavírus e às suas mutações, mas até agora não há evidência que avalize uma terceira injeção para reforçar a proteção. Apenas em pessoas imunodeprimidas – como pacientes oncológicos ou recém-transplantados – ficou demonstrado que essa dose de “lembrança” é conveniente, mas não tanto como reforço, e sim porque suas defesas não respondem de maneira suficiente às duas doses habituais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por esta razão, a agência norte-americana de medicamentos (FDA, na sigla em inglês) aprovou na noite desta quinta-feira <a href="https://brasil.elpais.com/internacional/2021-08-13/eua-autorizam-terceira-dose-da-vacina-para-pessoas-imunodeprimidas.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">a administração de uma quinta dose para pessoas com imunodeficiências</a>, algo que a França já fez. Coisa bem diferente é o que vem fazendo Israel, que já está oferecendo esta dose adicional a todos os maiores de 60 anos – e, nesta faixa etária, 60% já a receberam, algo mais de 700.000 pessoas. A <a href="https://brasil.elpais.com/sociedade/2021-08-05/europa-ignora-pedido-da-oms-de-adiar-a-terceira-dose-da-vacina-para-ajudar-os-paises-mais-pobres.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">França, o Reino Unido e a Alemanha pretendem seguir o mesmo caminho</a> a partir de setembro. Israel inclusive está estudando seguir com a terceira injeção em todos os maiores de 40. “Isto não faz sentido”, opina Roselyn Lemus-Martin, pesquisadora de novos tratamentos e vacinas da Universidade de Oxford, para quem a ciência não avaliza esta terceira injeção, salvo nos casos descritos anteriormente. A <a href="https://brasil.elpais.com/noticias/oms-organizacion-mundial-salud/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Organização Mundial da Saúde (OMS)</a> fez um apelo aos países ricos <a href="https://brasil.elpais.com/noticias/oms-organizacion-mundial-salud/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">para que se abstenham de administrar esta nova dose</a> enquanto pelo menos 10% da população de todos os países do mundo não tiverem recebido a primeira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de o <a href="https://brasil.elpais.com/internacional/2021-08-12/chile-e-o-primeiro-pais-da-america-do-sul-a-aplicar-3-dose-da-vacina-contra-a-covid-19.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Chile ter recomendado a aplicação da terceira dose</a> para os que tomaram a Coronavac, no Brasil, a ideia é rechaçada pelo Governo de São Paulo, espécie de patrono da vacina chinesa no país. O governador <a href="https://brasil.elpais.com/noticias/joao-agripino-da-costa-doria-junior/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">João Doria (PSDB) </a>afirmou no início do mês que a terceira dose é uma “inutilidade”. “Isso é uma inutilidade. Não há nenhuma necessidade de você tomar uma terceira dose da Coronavac, bastam as duas doses, que é o que recomenda a Organização Mundial da Saúde”, disse o governador em entrevista ao portal Metrópoles, no início do mês. De fato, não há evidências suficientes e nem um consenso entre os cientistas de que uma terceira dose é realmente necessária. Por isso, o Ministério da Saúde encomendou um estudo para avaliar a efetividade de uma terceira dose da Coronavac. Realizada em parceira com a Universidade de Oxford, a pesquisa deverá ficar pronta em novembro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A eficácia da vacina é inquestionável, pois ela fez o número de mortos despencar, mas um crescente número de especialistas suspeita que o nível de imunização pode cair entre os idosos, que foram os primeiros a serem vacinados. José Augusto García, presidente da Sociedade Espanhola de Geriatria e Gerontologia, soma-se à reivindicação de estudos que revelem o estado sorológico dos idosos nos asilos. “Não há nenhuma justificativa para que na Espanha, um país desenvolvido, com médicos de primeira linha no mundo da imunologia e vacinologia, ele já não esteja em andamento. Pode ser uma iniciativa do sistema público de saúde, de algum governo regional, de universidades ou inclusive do setor privado, e se as agências de saúde europeias colaborarem, em nível internacional, melhor ainda”, prossegue.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O geriatra explica que os idosos geralmente são muito frágeis e têm doenças crônicas, apresentando uma menor resposta imunológica, o que se conhece como imunossenescência: “O sistema imunológico também envelhece e fica com menos capacidade de resposta a uma agressão externa”. As vacinas não são 100% infalíveis, e a variante delta é mais contagiosa, algo que explica o aumento de casos. García propõe aguardar “estudos científicos sólidos” e as “recomendações da Agência Europeia do Medicamento e da FDA”. Mas insiste em que, se for necessária uma terceira dose, “é preciso começar com as pessoas de maior idade e com maior carga de doença crônica, seja vivendo em asilos ou em seus domicílios, e pelas pessoas com imunodepressão”.</p>



<h3 class="wp-block-heading" id="h-estudos-sobre-a-imunidade">Estudos sobre a imunidade</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Já há alguns estudos em andamento. Um deles, realizado pelo Instituto de Pesquisas da Aids IrsiCaixa, com a participação de 98 pessoas, mostrava que os níveis de anticorpos caíam em maiores de 65 anos três meses depois da injeção. Há vários estudos que vão por este mesmo caminho. Entretanto, isto não esclarece se a vacina continua sendo eficaz, explica Marcos López Hoyos, presidente da Sociedade Espanhola de Imunologia: “O que procuramos com a vacina é gerar memória imunológica. Os anticorpos são as balas: se estiverem no sangue, melhor; mas se não estiverem e o sistema imunológico reconhecer o vírus, pode fabricá-las para lutar contra ele”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aqui entra em jogo a imunidade celular, que não se pode medir com testes de anticorpos. As células B são capazes de fabricar anticorpos quando detectam a presença de um agente patogênico conhecido, e as T podem eliminá-lo por si mesmos. A combinação de ambas é o que gera uma boa resposta aos intrusos que penetram no corpo humano. E isto é o que ainda não se sabe. “Há várias equipes investigando. Não posso dar os resultados, mas tudo indica que a memória imunológica com estas vacinas é duradoura”, afirma López Hoyos, que reconhece a necessidade de estudar de forma mais detalhadas a situação dos idosos, já que seu sistema imunológico reage pior que o dos mais jovens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Grupo Social Lares, entidade que reúne asilos geriátricos sem fins lucrativos na Espanha, mostra-se prudente. Seu presidente, Juan Vela, diz tratar-se de “um assunto de saúde pública”. As outras três grandes entidades setoriais pedem pressa. “Que haja um estudo. E, se for preciso, pedimos uma terceira dose em setembro, que se organize a vacinação dos idosos outra vez, mas que nos digam isso”, reclama Cinta Pascal, presidenta do Círculo Empresarial de Atenção às Pessoas. “O próprio laboratório Pfizer recomendou uma terceira injeção. Pedimos um trato preferencial e que nos deem o quanto antes”, solicita Ignacio Fernández, presidente da Federação Empresarial da Dependência. Jesús Cubero, secretário-geral da Associação de Empresários da Dependência, pede coragem ao Ministério da Saúde e também considera necessário que se comece a programar imediatamente a terceira dose, antes da chegada do outono europeu. “Já tomaram a decisão no Reino Unido, França, Alemanha, Israel – são espelhos que devemos observar”, diz. “É preciso tomar decisões e por uma vez nos anteciparmos aos fatos, que os políticos não esperem que a realidade lhes ultrapasse”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O certo é que se trata de uma decisão mais política do que científica, quando ainda não se sabe se será necessária uma terceira dose ou quando. Como resume Federico Martinón, assessor da OMS para vacinas: “O mais urgente é que toda a população vulnerável receba a primeira dose, independentemente de onde estiver. O seguinte mais urgente é que se complete a pauta vacinal na população mais vulnerável, independentemente de onde estiver. E, a partir de então, cogitamos a terceira dose. Algo que já está sendo estudado, em termos de segurança e reação imunológica, já que é um cenário possível, e devemos estar preparados para fazê-lo com todas as garantias. De novo, primeiro nos grupos mais vulneráveis”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>EL PAÍS</strong></p>
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		<title>Pandemia e redução do auxílio emergencial agravam pobreza no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 May 2021 15:32:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dados de um estudo do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades da USP revelam que, em 2021, cerca de 19 milhões de pessoas estão na extrema pobreza, enquanto 61,1 milhões devem viver em situação de pobreza, como consequência da crise gerada pela pandemia do ´Novo Corona Vírus e a diminuição do auxílio  emergencial.</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Estudo conclui que Brasil já tem 61 milhões de pessoas em situação de pobreza e 19,3 milhões abaixo da linha da pobreza</strong></em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Dados de um estudo do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades da USP revelam que, em 2021, cerca de 19 milhões de pessoas estão na extrema pobreza, enquanto 61,1 milhões devem viver em situação de pobreza, como consequência da crise gerada pela pandemia do ´Novo Corona Vírus e a diminuição do auxílio  emergencial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com os economistas, são classificadas como pobres as pessoas que vivem com uma renda mensal per capita (por pessoa) inferior a R$ 469 por mês, ou US$ 5,50 por dia, de acordo com o critério adotado pelo Banco Mundial. Já os extremamente pobres são aqueles que vivem com menos de R$ 162 mensais, ou US$ 1,90 por dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2019, antes da chegada do coronavírus, 51,9 milhões de brasileiros viviam abaixo da linha da pobreza. Isso significa que a pandemia contribuiu para que mais 9,1 milhões de pessoas passassem a viver em situação de pobreza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No ano anterior à pandemia, os extremamente pobres eram 13,9 milhões. Assim, em apenas dois anos, 5,4 milhões de brasileiros se somaram a esse grupo que convive com a carência extrema.No ano anterior à pandemia, os extremamente pobres eram 13,9 milhões. Assim, em apenas dois anos, 5,4 milhões de brasileiros se somaram a esse grupo que convive com a carência extrema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o estudo, o aumento da miséria esperado para 2021 revela que o auxílio emergencial com valor médio de R$ 250 é insuficiente para recompor a perda de renda da população mais pobre em meio à pior fase da crise de saúde pública provocada pela Covid-19.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste cenário, as mulheres e a população negra são as mais afetadas por essa grave piora das condições de vida no país. Antes da pandemia, a pobreza atingia 33% das mulheres negras, 32% dos homens negros e 15% das mulheres brancas e dos homens brancos. Com o auxílio reduzido de 2021, esses mesmos indicadores devem subir a 38%, 36% e 19%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já a taxa de extrema pobreza, antes da crise, era de 9,2% entre mulheres negras, 8,9% entre homens negros, 3,5% entre mulheres brancas e 3,4% entre homens brancos. Com o benefício emergencial nos valores de 2021, a miséria deve chegar a percentuais muito acima dos verificados antes da crise: respectivamente, 12,3%, 11,6%, 5,6% e 5,5%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vale pontuar que o benefício, que ano passado era de R$ 600 e que podia chegar a R$ 1.200 para mães solteiras chefes de família, foi reduzido a uma média R$ 250, variando entre R$ 150 para pessoas que moram sozinhas, R$ 250 para domicílios com mais de uma pessoa e R$ 375 para mães solo.</p>
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		<title>Eleições 2020: prazo final para registro de candidatos vai até 26 de setembro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2020 03:53:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[adiamento]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[ELEIÇÕES 2020]]></category>
		<category><![CDATA[novos prazos]]></category>
		<category><![CDATA[TSE]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com a Emenda Constitucional que transferiu o pleito para novembro, também foi adiada a data-limite para a apresentação dos pedidos de candidaturas </p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc107.htm">Emenda Constitucional (EC) nº 107/2020</a>, promulgada pelo Congresso Nacional no dia 2 de julho, adiou o primeiro e o segundo turno das Eleições Municipais deste ano, respectivamente, para os dias 15 e 29 de novembro, em razão da pandemia provocada pelo novo coronavírus. Com a prorrogação do pleito, também foram fixadas novas datas para outras fases do processo eleitoral de 2020, entre elas a de registro dos candidatos escolhidos em convenções partidárias. O prazo final para a apresentação do pedido de registro de candidatura na Justiça Eleitoral, inicialmente definido para 15 de agosto, passou para o dia 26 de setembro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao participar da sessão solene de promulgação da Emenda Constitucional no Congresso, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, destacou que mais de 140 milhões de eleitores estão aptos a votar nas eleições de novembro. O ministro estimou em mais de 700 mil os candidatos que disputarão as 5.568 vagas de prefeito e as milhares de cadeiras de vereador no pleito. Nas Eleições Municipais de 2016, a Justiça Eleitoral recebeu um total de 496.927 pedidos de registro para os cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <a href="http://www.tse.jus.br/legislacao/compilada/res/2019/resolucao-no-23-609-de-18-de-dezembro-de-2019">Resolução TSE nº 23.609/2019</a>, que trata da escolha e do registro de candidatos para as Eleições 2020, contempla normas dispostas na <a href="http://www.tse.jus.br/legislacao/codigo-eleitoral/constituicao-federal/sumario-constituicao-federal">Constituição Federal</a>, no Código Eleitoral (<a href="http://www.tse.jus.br/legislacao/codigo-eleitoral/codigo-eleitoral-1/sumarios/sumario-codigo-eleitoral-lei-nb0-4.737-de-15-de-julho-de-1965">Lei nº 4.737/1965</a>), na Lei dos Partidos Políticos (<a href="http://www.tse.jus.br/legislacao/codigo-eleitoral/lei-dos-partidos-politicos/sumario-lei-dos-partidos-politicos%20%20h">Lei nº 9.096/1995</a>), na Lei das Eleições (<a href="http://www.tse.jus.br/legislacao/codigo-eleitoral/lei-das-eleicoes/sumario-lei-das-eleicoes-lei-nb0-9.504-de-30-de-setembro-de-1997">Lei nº 9.504/1997</a>) e na Lei de Inelegibilidades (<a href="http://www.tse.jus.br/legislacao/codigo-eleitoral/lei-de-inelegibilidade/lei-de-inelegibilidade-lei-complementar-nb0-64-de-18-de-maio-de-1990">Lei Complementar nº 64/1990</a>), entre outras.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Exigências e registro</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para ser candidato, a Constituição Federal exige do cidadão a nacionalidade brasileira, o pleno exercício dos direitos políticos, o alistamento eleitoral, o domicílio eleitoral na respectiva circunscrição, a filiação partidária – portanto, as candidaturas avulsas estão proibidas – e a idade mínima fixada para o cargo eletivo almejado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para concorrer a cargos de prefeito ou vice-prefeito, o candidato precisa ter 21 anos e, para disputar uma vaga de vereador, deve ter 18 anos. A idade mínima para ocupar o cargo é verificada tendo como referência a data da posse. Além disso, para concorrer, o postulante a um cargo eletivo precisa estar quite com a Justiça Eleitoral, ou seja, não pode ser devedor de multa eleitoral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Resolução TSE nº 23.609/2019 estabelece que qualquer cidadão pode concorrer às eleições desde que cumpra as condições constitucionais e não esteja impedido por qualquer causa de inelegibilidade prevista em lei. Pelo texto, para disputar o pleito, o candidato deverá possuir domicílio eleitoral na respectiva circunscrição e estar com a filiação deferida no partido político pelo qual pretende concorrer seis meses antes das eleições.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada partido político ou coligação poderá solicitar à Justiça Eleitoral o registro de um candidato a prefeito e um a vice-prefeito. Somente partidos poderão requerer o registro de candidatos a vereador, no limite de uma vez e meia ao do número de vagas disponíveis na Câmara Municipal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os pedidos de registro de candidatura devem ser apresentados pelos partidos políticos e coligações aos respectivos juízes eleitorais. O pedido será elaborado no Módulo Externo do Sistema de Candidaturas (CANDex), disponível nas páginas eletrônicas dos tribunais eleitorais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso de o partido político ou coligação não solicitarem o registro de seus candidatos, estes poderão requerer o registro no prazo máximo de dois dias após a publicação do edital de candidatos do respectivo partido ou coligação no Diário de Justiça Eletrônico (DJe).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A resolução traz todo o rito da tramitação do pedido de registro de candidatura nas instâncias da Justiça Eleitoral.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Documentos necessários</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os pedidos de registro de candidaturas devem vir acompanhados do Demonstrativo de Regularidade dos Atos Partidários (Drap), que é o documento que atesta a realização da convenção partidária e a escolha de candidatos. Além do Drap, também devem ser apresentados o Requerimento de Registro de Candidatura (RRC) e o Requerimento de Registro de Candidatura Individual (RRCI). Esses formulários são gerados pelo CANDex da Justiça Eleitoral e precisam ser assinados pelo respectivo dirigente partidário com jurisdição no município.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tanto o RRC quanto o RRCI devem vir acompanhados de: declaração de bens do candidato; fotografia recente; cópia de documento oficial de identificação; certidões criminais para fins eleitorais; provas de alfabetização e de desincompatibilização de cargo ou função pública, se for o caso; e propostas defendidas pelo candidato, no caso dos postulantes ao cargo de prefeito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As condições de elegibilidade e as causas de inelegibilidade que, porventura, atinjam o postulante a candidato devem ser verificadas pela Justiça Eleitoral no momento do pedido de registro, ressalvadas as alterações fáticas ou jurídicas posteriores ao registro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Impugnações</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Qualquer candidato, partido, coligação ou o Ministério Público poderá, dentro de cinco dias, contados da publicação do edital referente ao pedido de registro, impugnar o requerimento por meio de petição fundamentada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O candidato questionado e seu partido ou coligação devem ser citados para, dentro de sete dias, contestarem a impugnação ou se manifestarem sobre a notícia de inelegibilidade. Essa citação refere-se, ainda, à possibilidade de juntada de documentos, à indicação de lista de testemunhas e ao requerimento para a produção de outras provas. A resolução prossegue com os trâmites do pedido de impugnação até o seu julgamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, qualquer cidadão no gozo de seus direitos políticos pode, no prazo de cinco dias, contados da publicação do edital relativo ao pedido de registro, encaminhar notícia de inelegibilidade de candidato ao órgão competente da Justiça Eleitoral para a apreciação do registro, também mediante petição fundamentada. Essa notícia de inelegibilidade será juntada aos autos do respectivo pedido de registro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, a resolução do TSE faz o alerta de que será considerada crime eleitoral a arguição de inelegibilidade ou a impugnação de registro de candidatura, com fundamento em interferência do poder econômico, desvio ou abuso do poder de autoridade, que for deduzida de maneira temerária ou motivada por má-fé. Nesses casos, os infratores ficam sujeitos a uma pena de seis meses a dois anos de detenção e multa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outro ponto, o texto esclarece que o candidato que estiver com o registro <em>sub judice</em> – ou seja, em fase de julgamento definitivo pela Justiça Eleitoral – pode realizar todos os atos de campanha, inclusive utilizar o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão e ter seu nome mantido na urna eletrônica, enquanto estiver nessa condição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A resolução informa que, transitada em julgado ou publicada a decisão proferida por órgão colegiado que declarar o candidato inelegível, será indeferido o registro ou declarado nulo o diploma, se já expedido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O texto trata, ainda, de questões ligadas à renúncia, ao cancelamento de registro, ao falecimento e à substituição de candidatos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Nome na urna</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O nome escolhido pelo candidato para constar na urna eletrônica deve ter 30 caracteres, no máximo, incluído o espaço entre as palavras. Pode ser o prenome, sobrenome, cognome (alcunha), nome abreviado, apelido ou nome pelo qual o candidato é mais conhecido, desde que não haja dúvida quanto à sua identidade, não atente contra o pudor e não seja ridículo nem irreverente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na composição do nome, não será permitido o uso de expressão ou de siglas que pertençam a qualquer órgão da administração pública federal, estadual, distrital ou municipal, direta ou indireta.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Autonomia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A resolução do TSE reproduz, ainda, trecho da Constituição Federal que assegura aos partidos políticos autonomia para adotar os critérios de escolha e o regime de suas coligações eleitorais, sem obrigatoriedade de vinculação entre candidaturas majoritárias em âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal.</p>
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		<title>Pandemia faz América Latina perder 47 milhões de empregos, aponta OIT</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2020 03:20:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Super Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[Desemprego]]></category>
		<category><![CDATA[OIT]]></category>
		<category><![CDATA[previsões]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Órgão da ONU revê para pior suas previsões do mês anterior sobre o efeito do coronavírus no mercado de trabalho. E o resultado disso não ´é nada alentador. EL PAÍS</p>
<p>O post <a href="https://www.maranhaobrasil.com.br/pandemia-faz-america-latina-perder-47-milhoes-de-empregos-aponta-oit/">Pandemia faz América Latina perder 47 milhões de empregos, aponta OIT</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.maranhaobrasil.com.br">Maranhão Brasil</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Os efeitos da pandemia de coronavírus sobre o mundo do trabalho são devastadores. A <a href="https://brasil.elpais.com/noticias/oit-organizacion-internacional-trabajo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Organização Mundial do Trabalho</a> (OIT, um órgão da ONU) atualizou nesta terça-feira <a href="https://brasil.elpais.com/economia/2020-05-22/crise-do-coronavirus-levara-mais-de-115-milhoes-de-latino-americanos-ao-desemprego-neste-ano.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">suas previsões mais pessimistas</a>, tornando-as ainda mais negativas. Durante o segundo trimestre do ano, o coronavírus ceifou o equivalente a 400 milhões de empregos em todo o mundo, ou 95 milhões a mais que na estimativa anterior, publicada em 27 de maio. A <a href="https://brasil.elpais.com/sociedade/2020-05-24/crise-do-coronavirus-se-acelera-no-brasil-e-faz-america-latina-concentrar-metade-dos-casos-no-mundo.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">América Latina foi a região mais golpeada</a>, com a perda de 47 milhões de postos de trabalho em tempo integral. “As novas cifras refletem o agravamento da situação em numerosas regiões durante as últimas semanas, sobretudo nas <a href="https://brasil.elpais.com/economia/2020-05-04/crise-nos-emergentes-o-angulo-cego-da-crise-do-coronavirus.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">economias em desenvolvimento</a>”, advertiu a OIT</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório, intitulado <a href="https://www.ilo.org/brasilia/temas/covid-19/lang--pt/index.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Observatório da OIT: A covid-19 e o mundo do trabalho</a>, calcula os estragos da pandemia em redução de horas trabalhadas: entre maio e julho, elas diminuíram 14% em todo mundo. Para obter o equivalente em postos de trabalho, a OIT divide o total de horas pelas 48 horas de uma jornada semanal padrão. A América Latina perdeu 20,5% de suas horas, seis pontos a mais que a média mundial. Se forem somados também <a href="https://brasil.elpais.com/economia/2020-06-11/fed-preve-que-desemprego-nos-eua-so-cai-a-menos-de-5-em-2023.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Estados Unidos</a> e Canadá, a percentagem diminui para 18,3%, mas ainda assim a queda nas Américas supera a da Europa e Ásia Central (13,9%, equivalentes a 45 milhões de empregos), Ásia e o Pacífico (13,5%), países árabes (13,2%) e África (12,1%). “Trata-se da maior perda de horas de trabalho nas principais regiões geográficas e da maior revisão para cima com relação ao que foi publicado na quarta edição do Observatório da OIT”, diz o relatório sobre o total das Américas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A OIT adverte que 93% dos trabalhadores no mundo vivem em países com restrições muito altas à atividade econômica e profissional, e que as medidas adotadas para remediar o problema moldarão o <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2020/05/08/eps/1588958026_039677.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">futuro do mundo do trabalho</a> “além de 2030”. “Embora os países se encontrem em fases diversas da pandemia e muito esteja sendo feito, devemos redobrar nossos esforços se quisermos sair desta crise melhores do que quando ela começou”, disse Guy Ryder, diretor-geral da OIT. O relatório servirá de ponto de partida para as discussões que a OIT pretende manter na sua Cúpula Mundial da semana que vem. “Espero que os Governos, os trabalhadores e os empregadores aproveitem esta oportunidade para apresentar e escutar ideias inovadoras”, afirmou Ryder</p>



<h3 class="wp-block-heading">Cenários para o segundo semestre</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A OIT calcula três cenários possíveis para o que resta do ano: um básico, um otimista e um pessimista. Tudo dependerá do desenvolvimento da pandemia e as decisões dos governos para enfrentá-la.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um cenário básico, onde a suspensão das restrições ao trabalho e a <a href="https://brasil.elpais.com/economia/2020-04-19/anatomia-de-uma-dificil-recuperacao-economica.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">retomada da atividade ocorram de forma lenta</a>, as horas trabalhadas cairão 4,9% com relação ao último trimestre de 2019, ou o equivalente a 140 milhões de empregos em tempo integral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cenário pessimista leva em conta uma <a href="https://brasil.elpais.com/sociedade/2020-06-23/avanco-da-pandemia-de-coronavirus-obriga-paises-a-recuarem-apos-comecarem-a-reabrir.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">segunda onda da pandemia e a volta das restrições</a>. Nesse caso, as horas perdidas representariam 11,9%, ou 340 milhões de empregos. A visão otimista prevê uma recuperação econômica rápida, com 1,2% menos horas trabalhadas (34 milhões de empregos).</p>



<h3 class="wp-block-heading">Golpe às mulheres</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório dá destaque à <a href="https://brasil.elpais.com/smoda/2020-05-28/trabalho-de-madrugada-porque-nao-dou-conta-de-tudo-em-casa-a-nova-normalidade-massacra-as-mulheres.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">situação trabalhista das mulheres</a>, que considera estarem mais expostas aos efeitos negativos da pandemia. Tanto que a OIT teme que, por efeito do coronavírus, “alguns dos modestos progressos em matéria de igualdade de gênero alcançados nas últimas décadas se percam e que as desigualdades de gênero relacionadas ao trabalho se tornem mais agudas”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O grave impacto da covid-19 sobre as mulheres está relacionado com sua representação desproporcionalmente alta em alguns dos setores econômicos mais afetados pela crise, tais como a hotelaria, a gastronomia, o comércio e a indústria manufatureira”, diz o relatório. Segundo os cálculos da OIT, 510 milhões de mulheres empregadas no mundo (40% do total) “trabalham nos quatro setores mais afetados, frente a 36,6% dos homens”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As mulheres preponderam, além disso, <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2020-05-02/a-luta-contra-o-coronavirus-tem-o-rosto-de-mulheres.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">na frente de batalha contra a pandemia</a>, porque são maioria nos postos de saúde e nos serviços sociais. “É lá onde correm maiores riscos de perder sua renda, de infecção e de transmissão, e é menos provável que tenham proteção social”, conclui o relatório.</p>



<h3 class="wp-block-heading">NO BRASIL, 7,8 MILHÕES DE POSTOS DESTRUÍDOS EM 3 MESES</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A pandemia do coronavírus continua gerando fortes reflexos no mercado de trabalho brasileiro, apontam os dados divulgados pelo IBGE nesta terça-feira. No trimestre encerrado em maio, 7,8 milhões de postos foram perdidos, o que fez com que a população ocupada no país caísse 8,3% na comparação com o trimestre anterior, indo para 85,9 milhões de pessoas. O número é o menor da série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012. Pela primeira vez, menos da metade da população em idade de trabalhar está ocupada. A taxa oficial de desemprego no Brasil subiu para 12,9% no trimestre encerrado em maio, em relação ao trimestre anterior, atingindo 12,7 milhões de pessoas. É a maior taxa desde o trimestre terminado em março de 2018, quando foi de 13,1%. A fila do desemprego só não é maior porque muita gente simplesmente deixou de procurar trabalho em meio à pandemia. (Heloísa Mendonça)</p>
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		<title>O enigma das pessoas imunes ao coronavírus que não desenvolvem anticorpos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2020 21:01:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vários estudos mostram que os pacientes que superam a infecção estariam protegidos apesar de não terem anticorpos detectáveis</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Seis meses após a chegada da pior pandemia do século XXI, persistem importantes dúvidas sobre o nível de proteção das pessoas que <a href="https://brasil.elpais.com/sociedade/2020-03-26/doadores-de-sangue-que-superaram-o-coronavirus-sao-a-nova-esperanca-contra-a-doenca.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">superaram a infecção por coronavírus</a><strong>.</strong> A maior parte da atenção nesse campo está focada na geração de anticorpos. Essas proteínas são uma das armas que o sistema imunológico usa para bloquear a entrada de vírus nas células do corpo. Mas os anticorpos são apenas uma das muitas maneiras pelas quais o sistema imunológico humano pode derrotar o vírus, e é possível que haja outras maneiras muito mais importantes de responder às perguntas que continuam a assombrar médicos e cientistas: superar a <a href="https://brasil.elpais.com/noticias/covid-19/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">covid-19</a> nos torna imunes ao vírus? Por quanto tempo? Há pessoas que têm mais imunidade? E se houver dúvidas sobre a imunidade, como isso pode afetar as <a href="https://brasil.elpais.com/sociedade/2020-06-13/farmaceutica-astrazeneca-diz-que-tera-230-milhoes-de-vacinas-contra-o-novo-coronavirus-prontas-no-fim-do-ano.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">vacinas</a>? Vários estudos publicados recentemente começam a oferecer respostas para essas perguntas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um deles envia uma mensagem preocupante. O trabalho analisou quase 40 pessoas que se apresentaram voluntariamente em um hospital chinês para atender à chamada das autoridades de saúde, que estavam procurando novas cadeias de contágio. Elas não tinham sintomas, mas os testes mostraram que estavam infectadas. Este estudo mostra que as pessoas que não apresentavam sintomas segregavam vírus potencialmente contagiosos por mais dias do que pacientes que adoeciam. O que é mais perturbador no trabalho, publicado na <em>Nature Medicine</em>, é que os níveis de anticorpos contra o vírus nesses pacientes eram mais baixos, caíam rapidamente com o tempo e, passados dois meses, eram indetectáveis. Se voltassem a entrar em contato com o vírus, não mais teriam anticorpos para bloqueá-lo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Este trabalho é o primeiro publicado e revisado por pares que mostra esse dado desalentador&#8221;, explica Marcos López Hoyos, presidente da Sociedade Espanhola de Imunologia. &#8220;É preciso confirmá-lo em séries mais amplas de pacientes e fazer um acompanhamento mais longo&#8221;, alerta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas essa notícia não é tão ruim quanto parece. &#8220;Os estudos realizados até agora concentram-se em uma só parte da imunidade, a dependente de anticorpos&#8221;, lembra López, e há outra grande classe de imunidade que pode ser mais eficaz e da qual sabemos muito menos até agora: aquela que se baseia em vários tipos de células do sistema imunológico conhecidas como linfócitos. Entre todas elas há duas especialmente importantes: os linfócitos CD8 + capazes de matar as células infectadas e os CD4 +, essenciais para produzir novos anticorpos, caso o vírus retorne semanas ou meses após a superação da primeira infecção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos maiores e mais completos estudos sobre esse tópico oferece resultados muito encorajadores: 100% dos infectados desenvolvem uma resposta imune celular baseada em linfócitos. O trabalho ainda é preliminar, mas foi realizado por médicos do Hospital Universitário de Tübingen (Alemanha) com 180 pessoas infectadas e 185 saudáveis não expostas ao vírus. Esses resultados são complementares a trabalhos anteriores que mostraram que praticamente todos os contagiados desenvolvem anticorpos contra o vírus após uma infecção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mais interessante é que em parte dos infectados não foram detectados vestígios de anticorpos. Isto significa que, se eles tivessem feito um teste convencional, seriam contados como não infectados, mas, na realidade, são pessoas que passaram pela doença e também têm linfócitos de memória que devem protegê-las de novas infecções.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos resultados mais interessantes do estudo alemão vem de pessoas não infectadas. Cerca de 80% tinham linfócitos de memória capazes de identificar o novo coronavírus SARS-CoV-2. Como é possível? Os cientistas acreditam que se trata de um caso de imunidade cruzada. Essas pessoas provavelmente foram infectadas com outros coronavírus humanos ―HCoV-229E, HCoV-NL63, HCoV-OC43― que só produzem sintomas de resfriados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses&nbsp;<a href="https://brasil.elpais.com/noticias/coronavirus/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">coronavírus</a>&nbsp;compartilham algumas proteínas com o temível SARS-CoV-2, de modo que os linfócitos da memória gerados contra coronavírus menos virulentos podem unir-se ao novo vírus. É algo que outro estudo recente também mostrou. Agora, a questão é se esses linfócitos são capazes de neutralizar o vírus. Se assim for, o novo coronavírus teria menos possibilidades de expansão entre a população.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Essas pessoas não expostas ao vírus têm linfócitos CD4 que podem reconhecer vários antígenos do SARS-CoV-2, incluindo a proteína S [com a qual penetra nas células humanas], o que é muito importante para o desenvolvimento de uma vacina”. explica Sydney Ramírez, pesquisadora do Instituto de Imunologia La Joya (Califórnia) e coautora do estudo que identificou esse fenômeno pela primeira vez. Sua equipe agora está analisando se essa imunidade cruzada protege contra uma infecção por SARS-CoV-2, mas eles suspeitam que a proteção seja apenas parcial: não evitaria o contágio, mas talvez impediria os&nbsp;<a href="https://brasil.elpais.com/sociedade/2020-05-22/medicos-detectam-sintomas-diferentes-nos-casos-de-covid-mais-recentes-na-china.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">sintomas mais graves da covid-19</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dois outros estudos feitos na Itália mostraram que não é preciso ter anticorpos para derrotar o vírus. Os dados são de pessoas com agammaglobulinemia, uma doença genética que as impede de produzir anticorpos. Diferentes estudos mostraram que vários infectados que sofriam dessa enfermidade superaram a covid-19 ―alguns mesmo sem sintomas graves―, o que provavelmente implica que eles geraram células imunes, possivelmente linfócitos capazes de localizar e matar as células infectadas, explica Ramírez.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando um vírus entra no corpo, é ativado um mecanismo no qual as moléculas de histocompatibilidade identificam diferentes fragmentos do patógeno ―antígenos― e as apresentam aos linfócitos. Centenas de antígenos diferentes podem ser gerados em cada infecção viral e para cada um haverá um linfócito que carregará esse retrato falado para identificar e destruir o vírus, no caso de encontrá-lo. E os linfócitos também têm memória; portanto, se o patógeno reaparecer semanas ou meses depois ―mesmo para a vida toda em algumas doenças― eles se lembrarão e poderão eliminá-lo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sistema nervoso e o sistema imunológico são os dois únicos que têm capacidade de memória, de lembrar de exposições anteriores a patógenos&#8221;, destaca África González, imunologista da Universidade de Vigo. O estudo alemão mostra que a resposta do sistema imunológico dos pacientes contra o novo vírus é muito variada. Os pacientes produziram muitos antígenos diferentes. Alguns identificam a proteína S com a qual o vírus se liga às células humanas para penetrá-las e sequestrar sua maquinaria biológica, outros identificam a membrana protetora que o recobre, outros se concentram em outras proteínas e juntos fazem um retrato completo do patógeno e um exército de células assassinas capazes de eliminá-lo. Essa resposta imune celular provavelmente ajuda a tornar a neutralização de patógenos completa e duradoura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta última informação é muito importante para o desenvolvimento de vacinas, diz González. “A maioria das vacinas desenvolvidas está focada na resposta humoral, na produção de anticorpos neutralizantes que podem bloquear a entrada do vírus. Talvez uma vacina combinada, que potencialize ambos os ramos, celular e humoral, possa ser a mais eficaz”, ressalta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, algumas das vacinas mais avançadas,&nbsp;<a href="https://brasil.elpais.com/ciencia/2020-05-18/a-primeira-vacina-experimental-contra-a-covid-19-testada-em-humanos-mostra-resultados-promissores.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">como a da Moderna</a>, nos Estados Unidos, concentram-se em um único antígeno ―a proteína S―, por isso poderiam gerar uma resposta imune menos completa do que outras baseadas em vírus completos atenuados, como duas que a China está desenvolvendo ou, em uma fase mais inicial, a da Espanha.</p>
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		<title>Flamengo impôs sua rotina de vitórias, na volta do futebol</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Portal Maranhão Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2020 11:41:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[campeonato carioca]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[flamengo]]></category>
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		<category><![CDATA[libertadores]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[taça guanabara]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No Maracanã sem público, por conta da pandemia, o time de Jorge Jesus, mesmo sem ritmo, venceu o Bangu por 3 a 0. Caminha fácil para mais um título</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>São Paulo, Brasil</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo sem três meses sem um jogo oficial, situação inédita na vida de seus jogadores, o Flamengo não tomou conhecimento do Bangu.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com total posse de bola, o elenco mais poderoso do Brasil não tomou conhecimento do fraco adversário. Venceu por 3 a 0, gols de Arrascaeta, Bruno Henrique e Pedro Rocha, sem forçar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gabigol deu duas excelentes assistências nos gols de Bruno Henrique e Pedro Rocha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lógico que faltou ritmo, jogadas simples foram desperdiçadas. Mas o desequilíbrio técnico e físico se impôs.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O atual campeão da Libertadores, do Brasileiro&nbsp; já venceu a Taça Guanabara, ganhou sua quarta partida seguida e se classificou para as semifinais da Taça Rio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E caminha firme para vencer o segundo turno também e, se conseguir mais pontos na classificação geral, ganhará o Carioca sem final.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em pleno auge da pandemia, o futebol voltou ao país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais 1.204 brasileiros perderam a vida ontem, por conta do coronavírus. Já são 47.869 mortes no país pela pandemia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As arquibancadas do Maracanã estiveram vazias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas o hospital de base, montado ao lado do estádio, no mesmo complexo, estava lotado de pacientes com o coronavírus.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="660" height="360" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/flamengo-19062020043115704.jpg" alt="" class="wp-image-334" srcset="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/flamengo-19062020043115704.jpg 660w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/flamengo-19062020043115704-400x218.jpg 400w" sizes="(max-width: 660px) 100vw, 660px" /><figcaption>No primeiro gol, os jogadores não se abraçaram. Cumpriram o protocolo (<em>Alexandre Vidal/Flamengo</em>)</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O jogo foi fantasma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Globo optou por não mostrar o jogo e avisou que irá entrar na justiça para que o Flamengo não transmita a partida contra o Boavista, na próxima quarta-feira, apesar da MP 984 de Bolsonaro, que dá o direito de transmissão para o clube mandante de qualquer competição no país, desde que não exista contrato assinado com uma emissora. Como é o caso do Flamengo no Carioca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Nosso primeiro jogo, e não parecíamos que estávamos há tanto tempo sem jogar. No primeiro tempo, o Bangu não chutou no gol, e nós fizemos um gol.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Na segunda parte, foi normal termos mais espaço com o cansaço do adversário. Fizemos dois gols e poderíamos ter feito mais. Nossa equipe deu uma resposta muito boa. É muito evoluída taticamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Eu não esperava tanta qualidade já no primeiro jogo, foi perfeito&#8221;, elogiou Jorge Jesus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O treinador português tem o time &#8216;pronto&#8217;, montado, desde o ano passado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Jorge Jesus fez as cinco substituições que teve direito, com a mudança temporária da lei do futebol, pela pandemia. Entraram&nbsp;Thiago Maia, Diego, Vitinho, Michael e Pedro Rocha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Neste princípio temos que fazer todas as substituições, deixar todos os jogadores em um nível competitivo&#8221;, detalhou.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="660" height="360" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/diretor-de-arbitragem-19062020043406029.jpg" alt="" class="wp-image-335" srcset="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/diretor-de-arbitragem-19062020043406029.jpg 660w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/diretor-de-arbitragem-19062020043406029-400x218.jpg 400w" sizes="(max-width: 660px) 100vw, 660px" /><figcaption>No centro, o diretor Mairovitch. Imagens ilegais do jogo pela Internet (<em>Reprodução/ Instagram</em>)</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O mais bizarro da partida de ontem foi o diretor de arbitragem da Federação de Futebol do Rio de Janeiro,&nbsp;Luiz Mairovitch, transmitir ilegalmente trecho do jogo, usando seu celular, nas suas redes sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um vexame.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Ferj pediu desculpas em nome de Mairovitch.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro não permite, não aprova, tem certeza de que não houve má intenção, admite o erro e afirma que tal fato não deve se repetir. Possivelmente o entusiasmo do momento possa ter motivado ação, jamais a ilegalidade, e pede desculpas pelo fato em nome de seu Diretor.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes da partida, cerca de 30 torcedores começaram um protesto contra o presidente Bolsonaro, mas foram dispersos pela Polícia Militar.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="660" height="360" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/gabigol-19062020043651969.jpg" alt="" class="wp-image-336" srcset="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/gabigol-19062020043651969.jpg 660w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/gabigol-19062020043651969-400x218.jpg 400w" sizes="(max-width: 660px) 100vw, 660px" /><figcaption>Gabigol comemorando com Bruno Henrique. Cena revivida no Maracanã (<em>Alexandre Vidal/Flamengo</em>)</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, Boavista e Portuguesa jogarão às 15h30.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No domingo, mais dois jogos:&nbsp; Vasco e Macaé, Madureira e Resende.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No auge da pandemia, o futebol voltou ao Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como tanto quis o Flamengo&#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.maranhaobrasil.com.br/flamengo-impos-sua-rotina-de-vitorias-na-volta-do-futebol/">Flamengo impôs sua rotina de vitórias, na volta do futebol</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.maranhaobrasil.com.br">Maranhão Brasil</a>.</p>
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		<title>Distúrbio alimentar: como o isolamento pode afetar sua relação com a comida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Portal Maranhão Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2020 02:50:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Estresse e ansiedade podem ser fatores agravantes e até mesmo desencadeantes de transtornos alimentares durante isolamento social</p>
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<p class="wp-block-paragraph">As mudanças no mundo têm impacto direto sobre nosso comportamento e, por conta desse período de isolamento e readaptação da rotina, é comum que tenhamos sentimentos alterados.&nbsp;<a href="https://revistamarieclaire.globo.com/Beleza/noticia/2020/06/como-aliviar-o-estresse-na-quarentena-e-dormir-melhor.html">Estresse, ansiedade</a>, medo, angústia e solidão são algumas das sensações envolvidas no turbilhão emocional causado pela pandemia do coronavírus. Junto aos crescentes casos de contágio e as reforçadas&nbsp;<a href="https://revistamarieclaire.globo.com/Beleza/noticia/2020/06/posso-usar-maquiagem-por-baixo-da-mascara-especialistas-tiram-duvida.html">medidas de prevenção</a>, nossa saúde mental e emocional também estão em pauta.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com uma publicação de abril feita pelo jornal britânico The Lancet, cientistas do King’s College de Londres fizeram uma revisão sobre o impacto psicológico da quarentena decorrente do coronavírus. Após analisarem 24 estudos, os pesquisadores concluíram que a maioria revela repercussões negativas como sintomas de estresse pós-traumático, raiva e confusão.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, como a pandemia e seus desdobramentos afetam os distúrbios alimentares e suas manifestações?&nbsp;Segundo o psiquiatra Eduardo Aliende Perin, de São Paulo, um estudo recente do Hospital Universitário de Barcelona, na Espanha, mostrou que 38% dos pacientes relataram piora dos seus sintomas alimentares durante o confinamento e 56% relataram aumento da ansiedade e estresse, elevando o risco de “beliscar” alimentos o dia todo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O período de pandemia é uma situação atípica e inusitada, que impacta diretamente as reações emocionais das pessoas. &#8220;Elas estão mais ansiosas, preocupadas e com medo e por não haver perspectivas de quando essa situação irá acabar. Todos estão mais suscetíveis a apresentar distúrbios psicológicos e também psiquiátricos”, reforça a nutróloga Dra. Marcella Garcez. Além disso,&nbsp;Muitas pessoas que estão em isolamento podem passar a ter uma autoimagem prejudicada, um importante fator de risco para transtornos alimentares e, assim, passam a desenvolver transtorno alimentar. De outra maneira, lidar com a solidão do confinamento pode fazer com que o indivíduo, que já tinha um diagnóstico, desenvolver uma exacerbação do quadro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A internet pode ser um fator importante nesse sentido. É o que enfatiza o psiquiatra: “Problemas de saúde, ganho de peso e sedentarismo servem como fatores precipitadores para o desenvolvimento de distúrbio alimentar em indivíduos vulneráveis na quarentena. A maior exposição à mídia e a corpos esbeltos e magros também pode ser muito deletéria”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Geralmente os portadores de transtornos alimentares já apresentam sinais leves dos distúrbios ao longo dos anos. &#8220;Porém, em uma situação como essa de maior estresse emocional pode ser o fator agravante e até mesmo desencadeante de sintomas mais significativos”, explica Marcella.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Primeiros sinais de distúrbio alimentar</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Os mais frequentes &#8211; bulimia nervosa e anorexia nervosa &#8211; geralmente começam acompanhados de ansiedade e obsessão por manter-se magro, aliada à presença de baixa auto-estima, que são seguidas de alterações de hábitos alimentares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso da bulimia nervosa, a pessoa tem episódios de compulsões alimentares, seguidas de métodos compensatórios inadequados como vômitos induzidos, uso de laxantes ou diuréticos e prática de exercícios em excesso, para evitar o ganho de peso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Dra. Marcella, o transtorno mais comum durante o isolamento é a compulsão alimentar periódica, que pode evoluir para bulimia nervosa é a principal causa é a ansiedade do momento atual. &#8220;Quem tem compulsão alimentar periódica apresentam episódios de compulsão alimentar, porém diferentemente da bulimia, não utilizam métodos purgativos para eliminar os alimentos ingeridos, nem têm grande preocupação com o peso e a forma corporal&#8221;, explica. Nesse caso, essas pessoas tendem a perder o controle durante os frequentes episódios de compulsão e só conseguem parar de comer quando se sentem fisicamente desconfortáveis.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Relatos de quem sofreu distúrbio alimentar</h3>



<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Marie Claire</strong></em>&nbsp;conversou com as influenciadores digitais Dora Figueiredo e&nbsp;Mirian Bottan<strong>,&nbsp;</strong>que já tiveram transtornos alimentares e hoje elas contam suas histórias nas redes sociais. Mais do que isso, são exemplos para muitas mulheres que também enfrentam o problema, trazendo à tona reflexões importantíssimas sobre corpo feminino como objeto, julgamentos, machismo e outros temas relevantes que podem fazer você refletir durante o período de isolamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dora Figueiredo, de 26 anos, conta que começou a notar algumas alterações no comportamento a partir dos 12 anos, junto com as mudanças físicas, que para ela eram ‘defeitos’: “Nessa idade, eu já me sentia incomodada com meu corpo, algo que uma criança não deveria sentir, mas o fato de a mulher ser tão sexualizada desde cedo fazia com que eu achasse que precisava ter um corpo ‘perfeito’ para ser bem sucedida. Inclusive, eu já tinha certeza que, se aos 14 eu não tivesse os seios do jeito que eu queria, iria colocar implantes de silicone”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aos 14 anos, Dora, de fato, teve seus primeiros sintomas ligados ao distúrbio alimentar. Um dos fatores que desencadeou o problema foi quando começou a usar a internet e descobriu perfis em redes sociais de meninas muito magras. A partir daí, essas imagens passaram a ser sua inspiração de “corpo ideal”. Ela relata que ficava até três dias sem comer e fazia muito exercício físico porque achava que, assim, seria desejável para os homens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse processo, Dora ainda passou por um relacionamento abusivo, porque o namorado controlava sua quantidade de comida no prato. “A partir do momento que ele saiu da minha vida, eu estava livre para fazer o que quisesse, por isso acabei comendo mais e engordando, mas também me amava mais e não importava muito em como ficaria meu corpo, porque eu já não tinha que ser perfeita para o meu namorado”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois do episódio, ela fez acompanhamento com psicóloga, psiquiatra e nutricionista e hoje está curada da compulsão alimentar mesmo sabendo que não está 100% livre do sentimento de pressão estética. “Há recaídas, claro, mas nada parecido com o que era antes, que eu achava que eu só seria feliz se entrasse numa calça tamanho 36”.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="819" height="1024" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/dora_figueredo-819x1024.jpg" alt="" class="wp-image-319" srcset="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/dora_figueredo-819x1024.jpg 819w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/dora_figueredo-240x300.jpg 240w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/dora_figueredo-768x960.jpg 768w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/dora_figueredo.jpg 1080w" sizes="(max-width: 819px) 100vw, 819px" /><figcaption>Dora Figueiredo no Instagram (Foto: reprodução Instagram @dorafigueiredo)</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O ganho de peso é uma das queixas de algumas mulheres que estão em isolamento. Dora também tem percebido esse receio e considera totalmente natural, já que ficamos mais em casa, com mais tempo de olhar as redes sociais, nos olharmos no espelho e isso pode afetar, sim, a autoestima.&nbsp;Por outro lado, ela acredita que há muitas coisas mais importantes do que a mudança de peso. “Espero que as pessoas entendam que o peso delas não é nem de perto o fato mais relevante que está acontecendo no mundo agora. É normal você engordar na quarentena. Se olhe com um olhar mais carinhoso”, completa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já para Mirian Bottan, os questionamentos sobre sua imagem começaram bem mais cedo, pois dos 5 aos 12 anos, já participava de concursos de beleza, além de fazer cursos de modelo fotográfica e passarela.&nbsp;A experiência teve um impacto muito grande na sua vida, já que o ambiente era propício para avaliações sobre seu corpo. “Aos 12 anos eu já tinha uma fixação com esse padrão estético e comecei a fazer dieta por conta própria, mesmo pesando 42 quilos. Tínhamos uma balança em casa e eu me pesava obsessivamente, várias vezes por dia. Meu objetivo era chegar aos 35 quilos”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para manter-se no padrão, Mirian dizia que não sentia fome e até escondia a comida embaixo da salada para jogar fora. Mas o comportamento começou a ter um efeito contrário, gerando episódios de compulsão alimentar, em que ela perdia o controle e comia muito, misturando doce e salgado e comida fria direto da panela. “Aos 13 anos, comecei a vomitar depois de comer e a bulimia durou até os meus 29 anos”.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/mbottan-1024x1024.jpg" alt="" class="wp-image-320" srcset="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/mbottan-1024x1024.jpg 1024w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/mbottan-300x300.jpg 300w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/mbottan-150x150.jpg 150w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/mbottan-768x768.jpg 768w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/mbottan.jpg 1080w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Miriam Bottan no Instagram (Foto: reprodução Instagram (@mbottan))</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A influenciadora não procurou ajuda médica porque não queria parar, mas aos 15 anos, seus pais descobriram e buscaram ajuda profissional, ainda contra sua vontade. Ela conta que a ajuda só funcionou de fato quando se cansou e buscou por conta própria, aos 26 anos de idade. “O primeiro passo para vencer um transtorno como esse é admitir o problema pra nós mesmas. É preciso querer e se comprometer com o processo”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje o quadro está controlado e Mirian não tem mais episódios de compulsão e purgação e há mais de três anos, se alimenta bem e sem obsessão. “Entre 2014 e 2016, com a ajuda de especialistas, decidi voltar a comer alimentos que não me permitia e, com o tempo, os episódios de exagero e descontrole foram diminuindo. Foi nessa época que comecei a falar disso nas redes sociais, como um registro da mudança de comportamento”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mirian confessa que ainda tem insatisfações e sabe que isso não desaparece completamente porque vivemos numa cultura que ainda idolatra e favorece certos padrões estéticos. O que mudou para ela é que agora não se permite prejudicar ou se colocar em risco em nome de alcançar esse padrão.&nbsp;“Temos que lembrar que criar uma relação de afeto com a comida é normal e saudável. O problema é quando a única forma de lidar com sentimentos é comendo. Sempre que percebermos que há exagero ou descontrole, é importante buscar ajuda profissional para lidar com os sentimentos que estão causando aquilo, senão corremos o risco de ficar pulando de um excesso para o outro sem nunca resolver o real problema”, ressalta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como estamos vivendo um momento emocionalmente difícil, é essencial não tentar fazer restrições muito rígidas. A influenciadora reconhece que isso pode facilitar o desenvolvimento da compulsão alimentar. “O que eu faço é tentar ter refeições balanceadas, com legumes e frutas, mas também algo que gosto, mais calórico, um doce, por exemplo. Mesmo não sendo tão nutritivo quanto uma salada, essas comidas me trazem conforto e mantém o descontrole longe”.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Tratamento para o distúrbio alimentar</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Por serem quadros de extrema complexidade, os transtornos alimentares muitas vezes exigem um tratamento realizado por equipe multiprofissional que compreendem além do médico nutrólogo ou psiquiatra ou clínico, psicólogo, nutricionista e educador físico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lembrando que se a pessoa identificar que não consegue controlar-se e que, se os episódios estão muito frequentes, você deve procurar atendimento, mesmo que seja à distância. “O tratamento online via videoconferência para pacientes com transtornos alimentares, é uma opção com limitações, mas que em geral traz resultados positivos”, aconselha Dr. Eduardo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os especialistas envolvidos traçam estratégias para o tratamento do transtorno, que poderá compreender as orientações alimentares, a prescrição de suplementos alimentares e medicamentos necessários. Já os outros profissionais acompanham com seguimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Vítima do corona vírus, morre aos 80 anos o deputado estadual Zé Gentil, pai do atual prefeito de Caxias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Portal Maranhão Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2020 23:05:00 +0000</pubDate>
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<p class="wp-block-paragraph">Aos 80 anos de idade, faleceu,&nbsp; nesta segunda-feira (15), o deputado estadual José Gentil. Ele foi mais uma vítima da Covid-19, depois de ficar internado por quase um mês num hospital da Unimed, de Teresina, capital do Piauí. No dia 7 de junho, boletim médico dizia que seu estado havia se agravado, pelo fato de ser diabético, hipertenso e ter idade elevada. Na madrugada de hoje, não resistiu e veio a óbito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">José Gentil Rosa, mais conhecido como Zé Gentil, foi empresário. Nasceu no dia 18 de maio de 1940, na cidade de Caxias (MA). &nbsp;Exerceu vários cargos públicos, pelos quais trabalhou muito pelas causas de interesse da população caxiense e de outros municípios do Maranhão: secretário municipal, vereador de Caxias e deputado estadual por três mandatos, além de ser da legislatura dos parlamentares que elaboraram a atual Constituição do Maranhão, promulgada em 5 de outubro de 1989.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por ter consolidado uma trajetória de muita atitude, firmeza e experiência de vida, popularizou-se entre o povo maranhense pela expressão: “O Zé Gentil não tira assinatura depois que assina!”. Também a que dizia: “O Zé Gentil não morre e nem fica pobre”, referência ao fato de ele já ter sofrido vários acidentes, inclusive um de avião e outro de trem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de ficar afastado da política, por um bom tempo, envolveu-se com a eleição do filho, Fábio Gentil (Republicanos) para a Prefeitura de Caxias, num pleito com eleição características plebiscitárias. Isso o animou a &nbsp;retornar à atividade que tão bem exercia, submetendo-se novamente ao crivo popular. Foi eleito em 2018 com 62.364 votos.&nbsp; Só em Caxias, teve 31.487 votos, voltando a dedicar-se com zelo ao mandato de deputado estadual, onde foi autor do projeto RG+.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como o próprio nome indica, Zé Gentil era um cidadão de fino trato, amável com todos, conhecesse ou não. Vai fazer falta aos caxienses que, em dois anos, perde dois dos seus principais líderes políticos. O outro, o deputado Humberto Coutinho, vítima de um câncer quando exercia o cargo de presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão.</p>
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