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	<title>Exibindo: corrução | Maranhão Brasil</title>
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	<title>Exibindo: corrução | Maranhão Brasil</title>
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		<title>Escândalos em série: quando a sucessão de crises no Brasil transforma a exceção em rotina</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 21:46:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A história política brasileira sempre conviveu com escândalos. Desde a República Velha, denúncias de corrupção, favorecimento e tráfico de influência acompanham governos de diferentes matizes ideológicos. O que distingue o Brasil contemporâneo, entretanto, não é apenas a existência de escândalos, mas a velocidade com que eles se sucedem e a amplitude dos setores atingidos.<br />
Nas últimas três décadas, praticamente nenhuma instituição escapou de grandes crises de credibilidade</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A história política brasileira sempre conviveu com escândalos. Desde a República Velha, denúncias de corrupção, favorecimento e tráfico de influência acompanham governos de diferentes matizes ideológicos. O que distingue o Brasil contemporâneo, entretanto, não é apenas a existência de escândalos, mas a velocidade com que eles se sucedem e a amplitude dos setores atingidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas últimas três décadas, praticamente nenhuma instituição escapou de grandes crises de credibilidade. Presidentes da República sofreram impeachment, ministros foram presos, governadores afastados, parlamentares cassados, empresários tornaram-se réus, banqueiros passaram a frequentar investigações policiais, integrantes das forças de segurança foram acusados de associação com organizações criminosas, milícias expandiram seu poder econômico e político, enquanto facções criminosas alcançaram níveis inéditos de infiltração no Estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada episódio parecia destinado a marcar definitivamente a memória nacional. Mas poucos conseguiram. O impeachment de Fernando Collor, em 1992, parecia representar um divisor de águas. Poucos anos depois vieram as denúncias sobre a compra de votos para a aprovação da emenda da reeleição presidencial. Em seguida surgiram os escândalos envolvendo Sudam, Sudene, o caso dos Anões do Orçamento e sucessivas denúncias contra administrações estaduais e municipais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2005, o Mensalão transformou-se talvez na maior crise política desde a redemocratização. Durante anos, dominou a agenda nacional, culminando num julgamento histórico pelo Supremo Tribunal Federal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes mesmo de sua repercussão desaparecer completamente, outras operações ganharam espaço, como Satiagraha, Castelo de Areia, Monte Carlo e diversas investigações envolvendo empreiteiras, parlamentares e agentes públicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.bing.com/ck/a?!&amp;&amp;p=1114f4046585b37bb49a93440b3ae4b4699c1ec09c8bccbaff5215d31c7ca2b9JmltdHM9MTc4MjQzMjAwMA&amp;ptn=3&amp;ver=2&amp;hsh=4&amp;fclid=202a9ea9-526c-659d-1a79-88d15335645a&amp;u=a1aHR0cHM6Ly9qb3JuYWxnZ24uY29tLmJyL25vdGljaWEvby1jYXNvLWx1bnVzLXBvci1kZW50cm8v&amp;ntb=1" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O escândalo da Lunus no Maranhão, em março de 2002, quando a Polícia Federal e o Ministério Público da União apreenderam R$ 1,34 milhão em notas de R$ 50 no escritório da empresa Lunus Serviços Participações Ltda, de Jorge Murad, marido da então governadora Roseana Sarney, hoje, parece pequeno diante dos bilhões de reiais exibidos cotidianamente pela PF.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.bing.com/ck/a?!&amp;&amp;p=1114f4046585b37bb49a93440b3ae4b4699c1ec09c8bccbaff5215d31c7ca2b9JmltdHM9MTc4MjQzMjAwMA&amp;ptn=3&amp;ver=2&amp;hsh=4&amp;fclid=202a9ea9-526c-659d-1a79-88d15335645a&amp;u=a1aHR0cHM6Ly9qb3JuYWxnZ24uY29tLmJyL25vdGljaWEvby1jYXNvLWx1bnVzLXBvci1kZW50cm8v&amp;ntb=1" target="_blank" rel="noreferrer noopener">A apreensão foi autorizada pela Justiça Federal e envolveu a busca e apreensão de documentos e dinheiro, com a alegação de que q quantia era para custear a campanha eleitoral de Roseana. A ação provocou a ira dos Sarney e a candidatura presidencial da família terminou sendo desfeita.</a> A mídia da época, concluindo que a pretensão sarneysista desidratou,  anunciava, em manchete:. &#8220;Roseana Sarney, a candidatura que virou picolé&#8230;&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2014, a Operação Lava Jato inaugurou uma nova dimensão. Pela primeira vez, uma investigação alcançou simultaneamente grandes empreiteiras, dirigentes da Petrobras, líderes partidários, ex-ministros, governadores, parlamentares e, posteriormente, um ex-presidente da República. Durante quase uma década, o país viveu sob a influência política, econômica e institucional da operação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando parecia impossível surgir algo capaz de ocupar tamanho espaço, novos episódios passaram a disputar diariamente a atenção da sociedade: denúncias envolvendo milícias, ataques às instituições democráticas, investigações sobre joias recebidas por autoridades, fraudes em cartões de vacinação, suspeitas sobre emendas parlamentares, desvios em programas públicos, escândalos ligados ao sistema financeiro, apostas esportivas, lavagem de dinheiro e organizações criminosas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa sucessão permanente produziu um fenômeno pouco discutido: a <strong>fadiga dos escândalos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A sociedade brasileira continua se indignando, mas por períodos cada vez menores. A revelação que domina as manchetes hoje frequentemente desaparece da agenda poucos dias depois, substituída por uma nova denúncia, outra operação policial ou uma nova crise política.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse processo modifica profundamente a memória coletiva. Escândalos que, há vinte anos, permaneceriam anos no centro do debate público, hoje tornam-se apenas mais um capítulo de uma longa sequência de acontecimentos. Muitos brasileiros lembram dos nomes das operações policiais, mas já não conseguem identificar seus personagens principais, seus desdobramentos judiciais ou suas consequências políticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A imprensa também sofre os efeitos desse fenômeno. A competição permanente por novidades reduz o tempo disponível para acompanhar investigações complexas, analisar sentenças, explicar recursos judiciais ou fiscalizar o cumprimento das decisões. O noticiário torna-se cada vez mais acelerado e fragmentado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há ainda uma consequência política relevante: quando sucessivos governos, partidos, empresários, bancos, agentes públicos e instituições aparecem associados a diferentes denúncias, parte da população passa a desenvolver uma percepção de equivalência generalizada: &#8220;todos fazem a mesma coisa&#8221;. Essa percepção, ainda que muitas vezes simplificadora e injusta, favorece o cinismo político, reduz a confiança nas instituições e enfraquece a capacidade de distinguir responsabilidades individuais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O paradoxo brasileiro é evidente. Nunca houve tantos órgãos de controle, tantos mecanismos de transparência, tantas operações policiais e tantas possibilidades de fiscalização social. Ao mesmo tempo, nunca pareceu tão difícil produzir uma sensação duradoura de responsabilização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não porque os crimes tenham desaparecido. Mas porque o escândalo deixou de ser exceção para tornar-se rotina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez essa seja uma das marcas mais profundas da democracia brasileira contemporânea. Não apenas conviver com crises sucessivas, mas aprender a viver em permanente estado de crise, no qual a indignação coletiva dura menos do que o ciclo das notícias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto um novo escândalo substitui o anterior, personagens retornam à cena política, reputações são reconstruídas, alianças mudam e a opinião pública segue adiante, carregando a impressão difusa de que muita coisa aconteceu, embora poucos consigam recordar exatamente o quê.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa talvez seja a maior vitória da banalização: não absolver juridicamente os responsáveis, mas dissolver lentamente sua memória na velocidade do próximo escândalo.</p>
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		<title>Venda de sentenças volta a abalar credibilidade da Justiça do Maranhão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Apr 2026 16:55:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[Super Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Operação Inauditus, deflagrada nesta quarta-feira (1º) pela Polícia Federal, lança uma sombra pesada sobre o Tribunal de Justiça do Maranhão e expõe, mais uma vez, suspeitas de que decisões judiciais — instrumento máximo de garantia de direitos — possam ter sido transformadas em mercadoria de alto valor.</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>STJ manda afastar os desembargadores Antônio Pacheco Guerreiro Júnior e Luiz de França Belchior Silva. Guerreiro é reincidente; já estava afastado.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Operação Inauditus, deflagrada nesta quarta-feira (1º) pela Polícia Federal, lança uma sombra pesada sobre o Tribunal de Justiça do Maranhão e expõe, mais uma vez, suspeitas de que decisões judiciais — instrumento máximo de garantia de direitos — possam ter sido transformadas em mercadoria de alto valor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O afastamento dos desembargadores Antônio Pacheco Guerreiro Júnior e Luiz de França Belchior Silva, determinado pelo Superior Tribunal de Justiça, não é um fato isolado. No caso de Guerreiro Júnior, o histórico agrava ainda mais o cenário: ele já havia sido alvo de outra operação por suspeitas semelhantes, o que levanta questionamentos inevitáveis sobre a capacidade de depuração interna do próprio Judiciário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As investigações da PF descrevem um suposto esquema sofisticado e persistente, que operaria com divisão de tarefas e engrenagem bem ajustada: identificação de processos milionários — sobretudo em disputas agrárias —, atuação de intermediários e, por fim, o direcionamento de decisões judiciais. Uma engrenagem onde o tempo do processo deixaria de obedecer à lei para seguir o ritmo do interesse de quem paga.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O caso envolvendo o ex-deputado Manoel Nunes Ribeiro Filho é emblemático. Uma disputa por terras avaliadas em cerca de R$ 50 milhões teria sido “resolvida” mediante o pagamento de R$ 250 mil para reverter uma decisão desfavorável. Se confirmados, os fatos desmontam qualquer narrativa de neutralidade e reforçam a percepção de que, em determinadas circunstâncias, o acesso à Justiça pode ser distorcido por influência econômica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No centro desse suposto mercado paralelo, aparece a figura do ex-assessor Lúcio Fernando Penha Ferreira, preso na operação. Descrito como operador do esquema, ele simboliza um elo recorrente em investigações desse tipo: o intermediário que transita entre gabinetes, advogados e interesses privados. O apelido de “assessor ostentação”, atribuído nos bastidores, não é apenas folclórico — é sintoma de um padrão de vida que, segundo os investigadores, destoava frontalmente de sua renda oficial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Polícia Federal aponta ainda indícios de triangulação financeira e ocultação de recursos, sugerindo que o esquema não apenas vendia decisões, mas também se preocupava em lavar seus rastros. Mesmo após afastamentos pontuais, há suspeitas de que a engrenagem tenha continuado a operar, o que indica um problema menos episódico e mais estrutural.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As medidas determinadas — 25 mandados de busca e apreensão, prisão preventiva, bloqueio de até R$ 50 milhões em bens e restrições diversas aos investigados — dão a dimensão da gravidade do caso. Mas também evidenciam um padrão: operações espetaculares que, não raro, expõem fragilidades institucionais profundas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Os alvos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nomes ligados ao Judiciário e ao esquema investigado:<br>• Antônio Pacheco Guerreiro Júnior – desembargador (afastado)<br>• Luiz de França Belchior Silva – desembargador (afastado)<br>• Douglas Lima da Guia – juiz de Direito<br>• Tonny Carvalho Araújo Luz – juiz de Direito<br>• Sumaya Heluy Sancho Rios – ex-assessora<br>• Maria José Carvalho de Sousa Milhomem – assessora<br>• Eduardo Moura Sekeff Budaruiche – assessor<br>• Francisco Adalberto Moraes da Silva – ex-servidor<br>• Karine Pereira Mouchrek Castro – ex-assessora<br>• Ulisses César Martins de Sousa – advogado<br>• Eduardo Aires Castro – advogado<br>• Antônio Edinaldo de Luz Lucena – empresário<br>• Lucena Infraestrutura Ltda – empresa<br>• Manoel Nunes Ribeiro Filho – investigado<br>• Aline Feitosa Teixeira – investigada<br>• Jorge Ivan Falcão Costa – investigado</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em nota, o TJMA afirma colaborar com as investigações e reafirma compromisso com a transparência. É o gesto esperado — mas que, diante da reincidência de suspeitas envolvendo membros da Corte, pode soar insuficiente para conter o desgaste da credibilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que um escândalo pontual, a Operação Inauditus recoloca em debate um tema sensível: até que ponto mecanismos de controle interno e externo do Judiciário têm sido eficazes para prevenir — e não apenas remediar — desvios de conduta em suas fileiras?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando decisões judiciais passam a ser tratadas como ativo negociável, o que está em jogo deixa de ser apenas a lisura de processos específicos. É a própria confiança pública no sistema de Justiça que entra em xeque.</p>
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		<title>Após roubalheira, TJ-MA decreta intervenção em Turilândia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Jan 2026 22:21:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[Super Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[corrução]]></category>
		<category><![CDATA[intervenção]]></category>
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		<category><![CDATA[Turilândia-MA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Seção de Direito Público do Tribunal de Justiça do Maranhão decidiu manter a intervenção por 180 dias na Prefeitura de Turilândia. A medida foi determinada em liminar pelo desembargador Gervásio Protásio dos Santos e agora passa a valer com o aval do colegiado. A medida é consequência do esquema de desvios flagrado pelo Gaeco do Ministério Público, que flagrou uma série de ilegalidades que envolve todo o comando político do município, a começar pelo prefeito da cidade, Paulo Curió, sua esposa Eva Curió,a vice-prefeita Tânia Mendonça, além de todos os vereadores, servidores da prefeitura e empresários que participaram do esquema.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O Tribunal de Justiça do Maranhão deferiu, liminarmente, a representação para intervenção estadual proposta pelo Ministério Público do Estado (MPMA) no município de Turilândia, a 157 km de São Luís. O julgamento foi realizado nesta sexta-feira (23/1), em sessão extraordinária híbrida (presencial e por videoconferência) da Seção de Direito Público, na sede do TJMA.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="258" height="195" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Turilandia-imagem-da-santa-protetora.jpg" alt="" class="wp-image-33038" style="width:742px;height:auto"/><figcaption class="wp-element-caption">Que Santa Luzia, a padroeira, tome conta do destino de Turilândia, que passará a ser administrada por intervenção</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A Seção de Direito Público do Tribunal de Justiça do Maranhão decidiu manter a intervenção por 180 dias na Prefeitura de Turilândia. A medida foi determinada em liminar pelo desembargador Gervásio Protásio dos Santos e agora passa a valer com o aval do colegiado. A medida é consequência do esquema de desvios flagrado pelo Gaeco do Ministério Público, que flagrou uma série de ilegalidades que envolve todo o comando político do município, a começar pelo prefeito da cidade, Paulo Curió, sua esposa Eva Curió,a vice-prefeita Tânia Mendonça, além de todos os vereadores, servidores da prefeitura e empresários que participaram do esquema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão unânime acompanhou o voto do relator, desembargador Gervásio dos Santos, que estabeleceu prazo de 15 dias para o governador do Maranhão expedir o decreto de intervenção, nomeando o interventor pelo período de 180 dias, prazo este que pode ser prorrogado, caso necessário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gervásio dos Santos verificou que o acervo de provas produzido no Procedimento Investigatório Criminal nº 018799-500/2023 e examinado, com minúcia, nas decisões proferidas pela desembargadora Graça Amorim em cinco processos, revela, em análise judicial inicial, indícios da existência de organização criminosa na estrutura da Administração Pública de Turilândia, desde o ano de 2021, operando como instrumento de enriquecimento ilícito de pessoas apontadas pelo MPMA.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O município vinha sendo conduzido interinamente pelo presidente da Câmara, vereador José Luis Araújo Diniz, o “Pelego”, que também é investigado na Operação Tântalo II. Ele assumiu após a prisão preventiva do prefeito Paulo Curió e da vice-prefeita Tânia Mendonça, alvos da mesma investigação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo ocupando o comando da prefeitura, Pelego cumpre prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, condição que permite o acesso ao prédio do Executivo municipal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a sessão, o desembargador Tyrone Silva chegou a sugerir a redução do prazo para 90 dias, mas retirou a proposta após manifestação dos colegas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a decisão, caberá ao governador Carlos Brandão indicar o interventor que administrará Turilândia durante o período estabelecido pelo TJMA.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Ministério Público do Maranhão (MPMA) denunciou, nesta última segunda-feira, o prefeito de Turilândia, Paulo Curió (União Brasil), e outras nove pessoas investigadas no âmbito da Operação Tântalo II, que apura um esquema de desvio de R$ 56 milhões em recursos públicos no município.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com denúncia da Procuradoria-Geral de Justiça, o prefeito e seus familiares ficavam com até 90% dos valores pagos por sua administração a empresas envolvidas nas fraudes, que atingiram R$ 56 milhões em desvios desde 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Operação Tântalo II, realizada em dezembro de 2025, resultou na prisão de 21 pessoas. A desembargadora Graça Amorim, da 3ª Câmara Criminal do TJMA, manteve a prisão do prefeito de Turilândia, José Paulo Dantas Silva Neto, conhecido como Paulo Curió, e de outras pessoas apontadas como acusadas de desviar mais de R$ 56 milhões dos cofres públicos. Já os 11 vereadores do município permanecem em prisão domiciliar. O município tinha 31.638 habitantes, de acordo com o Censo 2022, com estimativa atual de 32 mil habitantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os indícios apontam constituição e utilização de empresas de fachada, suposta manipulação de procedimentos licitatórios, simulação de execução contratual, distribuição dos valores, lavagem de dinheiro, entre outros delitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O desembargador verificou a presença concomitante do “fumus boni iuris” (fumaça do bom direito – plausibilidade do direito invocado, evidenciada pela probabilidade de acolhimento da pretensão no julgamento de mérito) e do “periculum in mora” (perigo na demora – risco de dano grave e atual decorrente da demora na tutela definitiva, capaz de torná-la inútil ou ineficaz).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O suposto desvio de montante milionário revela, em juízo de probabilidade, risco real de desestruturação da prestação de serviços essenciais, como saúde, educação, assistência social e saneamento, afetando diretamente as condições materiais de vida da população”, destacou Gervásio dos Santos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outro trecho do voto, o relator disse que “em continuidade, os elementos até aqui coligidos indicam o descumprimento reiterado de normas constitucionais e legais estruturantes da Administração Pública no âmbito do Município de Turilândia, notadamente aquelas previstas nos artigos 31 e 37, caput, da Constituição Federal, bem como na Lei nº 14.133/2021”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação ao periculum in mora (perigo na demora), acrescentou que “a inviabilidade da solução transitória pertinente ao gestor interino, como visto, reside no fato de que o Presidente da Casa Legislativa também está em prisão domiciliar, porquanto alcançado pelas mesmas irregularidades que fundamentaram as medidas cautelares decretadas no curso da investigação”, dentre outras colocações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ORIGEM</p>



<p class="wp-block-paragraph">As apurações tiveram origem em irregularidades apontadas na contratação da empresa Posto Turi, que teria celebrado 58 contratos com o município para fornecimento de combustível, recebendo, no período, R$ 17.214.460,51 dos cofres públicos. Relatório de Análise Técnica produzido pelo Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro do Ministério Público do Maranhão aponta que o montante corresponderia a volume de consumo incompatível com as necessidades da frota municipal, composta por apenas dez veículos. O cálculo realizado indicou que, para atingir a quantidade contratada, cada automóvel precisaria percorrer aproximadamente 791 km por dia, distância equivalente ao trajeto entre Turilândia, no Maranhão, e Jericoacoara, no Ceará.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do Posto Turi, são mencionadas como participantes do núcleo empresarial as pessoas jurídicas SP Freitas Júnior Ltda, AB Ferreira Ltda, WS Canindé, Luminer e Serviços Ltda e Agromais Pecuária, as quais, somadas, teriam recebido valores superiores a R$ 43 milhões, entre 2021 e 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relator destacou que o Poder Judiciário maranhense, anteriormente, autorizou medidas cautelares menos graves para preservar a normalidade cívica. Todavia, as providências revelaram-se materialmente insuficientes, uma vez que as pessoas investigadas teriam buscado se reorganizar, mediante a criação de novas pessoas jurídicas para a continuidade dos atos ilícitos e adoção de expedientes destinados a contornar as ordens judiciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o relator, a persistência das práticas delitivas pelas mesmas pessoas resultou na decretação das prisões preventivas e no afastamento cautelar do prefeito José Paulo Dantas Silva Neto e da vice-prefeita Tânya Karla Cardoso Mendes Mendonça, decisão fundamentada, entre outros aspectos, na capacidade de influência política, no acesso privilegiado a informações administrativas e no risco concreto de interferência na instrução criminal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">RELATÓRIO E VOTO</p>



<p class="wp-block-paragraph">O desembargador Gervásio dos Santos solicitou a designação de sessão extraordinária para apreciação da representação do MPMA, em razão da necessidade de restabelecimento da normalidade constitucional no município. O procurador-geral de justiça, Danilo Castro, requereu a intervenção com fundamento no artigo 35, inciso IV, da Constituição Federal combinado com artigo 16, incisos IV e V, da Constituição do Estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O MPMA alegou que as investigações no âmbito de procedimento investigatório criminal revelaram a existência de organização criminosa atuante desde o ano de 2021, com a participação de agentes dos Poderes Executivo e Legislativo locais, além de particulares, voltada ao desvio sistemático de recursos públicos mediante direcionamento de licitações, celebração de contratos fraudulentos com empresas de fachada, simulação de prestação de serviços, lavagem de capitais e obstrução da justiça.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Não se trata de gestão ineficiente, mas de gestão criminosa”, enfatizou o procurador-geral de Justiça, durante o julgamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Danilo Castro disse que não há normalidade com a substituição do prefeito do município pelo presidente da Câmara Municipal, vereador José Luís Araújo Diniz, em prisão domiciliar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O procurador do município, Luciano Carvalho de Matos, qualificou o presidente da Câmara Municipal como capaz para exercer o cargo temporariamente, disse que o município funciona em relativa normalidade e que não há necessidade de intervenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">DEFERIMENTO</p>



<p class="wp-block-paragraph">O desembargador Gervásio dos Santos votou pelo deferimento da liminar do pedido de intervenção, com fundamento no artigo 5º da Lei nº 12.562/2011 (aplicável por simetria), estabelecendo, ainda, que, se verificada a necessidade e o não restabelecimento da normalidade institucional, o prazo da intervenção poderá ser prorrogado, mediante requerimento fundamentado do interventor nomeado, do Ministério Público do Estado do Maranhão ou de ofício do TJMA, condicionada a prorrogação à deliberação colegiada da Seção de Direito Público. Ele definiu que a intervenção se limita à chefia do Poder Executivo Municipal, não abrangendo as funções legislativas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão requisita ao presidente do Tribunal de Contas do Estado que, tão logo seja nomeado o interventor, seja designada equipe técnica para a realização de auditoria in loco, destinada a apurar a real situação financeira, orçamentária, administrativa e operacional do ente municipal, inclusive quanto à prestação dos serviços públicos essenciais, com o objetivo de orientar a atuação do interventor para o restabelecimento, no menor prazo possível, da normalidade institucional, em conformidade com a ordem constitucional e as boas práticas administrativas, devendo a referida equipe, ainda, proceder à tomada de contas da gestão do prefeito afastado, para fins de apuração de responsabilidades entre as gestões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estipula que o interventor nomeado apresente, no prazo de 100 dias contados de sua posse, relatório circunstanciado ao governador do Estado, ao TJMA, ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do Estado, descrevendo as medidas adotadas, a situação encontrada na administração municipal, as irregularidades identificadas e as providências necessárias à completa normalização institucional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acompanharam o voto do relator, os desembargadores Sebastião Bonfim, Cleones Seabra, Josemar Lopes, Tyrone Silva, Angela Salazar, Jamil Gedeon, além dos juízes convocados Rommel Cruz Viegas e Joscelmo Sousa Gomes.</p>
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		<title>Turilândia e o milagre da divisão do que é público — para o privado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Dec 2025 18:23:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Corrupção]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em Turilândia, no interior do Maranhão, a pobreza sempre foi abundante. O que nunca se imaginou é que, em meio a índices sociais miseráveis, o município conseguiria produzir tamanha riqueza — ainda que concentrada em mãos muito específicas. O milagre, como revelou o Ministério Público, não era econômico nem divino. Era administrativo.</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Um episódio sem precedentes na história da corrupção maranhense</strong> </p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" width="640" height="458" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Prefeito-Curio-e-esposa-1c.jpg" alt="" class="wp-image-32898" style="width:738px;height:auto" srcset="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Prefeito-Curio-e-esposa-1c.jpg 640w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Prefeito-Curio-e-esposa-1c-400x286.jpg 400w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>O prefeito Curió e a primeira dama: dividindo com a cúpula o que não era deles &#8211; os recursos do povo&#8230;</em></strong></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Em Turilândia, no interior do Maranhão, a pobreza sempre foi abundante. O que nunca se imaginou é que, em meio a índices sociais miseráveis, o município conseguiria produzir tamanha riqueza — ainda que concentrada em mãos muito específicas. O milagre, como revelou o Ministério Público, não era econômico nem divino. Era administrativo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A cidade, com seus pouco mais de 31 mil habitantes e carências históricas em praticamente todas as áreas, tornou-se cenário de uma experiência inédita: <strong>uma prefeitura sem oposição interna</strong>, uma Câmara Municipal em perfeita harmonia e um erário público tratado como buffet livre. Nada de conflitos ideológicos, nada de divergências políticas. Em Turilândia, todos estavam de acordo — especialmente na hora de dividir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Operação Tântalo II, deflagrada pelo Gaeco, funcionou como aquele momento em que a conta chega e alguém lembra que o cartão não é infinito. Foram 51 mandados de busca, 21 prisões e a descoberta de um rombo superior a <strong>R$ 56 milhões</strong> — valor que, para um município pobre, soa como ficção científica. Em São Luís, em apenas um endereço, quase <strong>R$ 2 milhões em dinheiro vivo</strong> foram apreendidos. O cofre municipal, ao que tudo indica, resolveu circular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O prefeito <strong>Paulo Curió</strong>, líder da confraria, decidiu inicialmente praticar o esporte preferido de gestores flagrados: a fuga temporária. Dois dias depois, entregou-se, talvez cansado da adrenalina ou convencido de que a prefeitura já não estava funcionando como antes. Com ele, seguiram para a lista dos investigados a vice, a ex-vice, empresários, servidores, vereadores e o contador — porque toda organização respeitável precisa de alguém que saiba fazer conta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas o enredo ganhou status de tragicomédia quando surgiu a figura da <strong>primeira-dama</strong>, apontada como a gerente financeira do esquema. Segundo as investigações, <strong>Eva Curió</strong> não apenas organizava a distribuição dos recursos desviados como utilizava o cartão corporativo da prefeitura para resolver pendências acadêmicas — como mensalidades atrasadas de uma faculdade de Medicina em São Paulo. Afinal, quem nunca usou dinheiro público para investir na própria formação?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eva também administraria as despesas domésticas do casal, pagaria escolas, contas privadas e ainda teria providenciado um <strong>carro de luxo</strong> como presente familiar. Turilândia pode até carecer de saneamento, saúde e infraestrutura, mas nunca faltou carinho entre os seus governantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Câmara Municipal, o clima era de unanimidade. Segundo o Ministério Público, <strong>todos os vereadores participavam do esquema</strong>, recebendo diretamente ou por intermédio de parentes. Um raro exemplo de união política no Brasil. Tão rara que a Justiça, preocupada com a governabilidade, decidiu converter as prisões preventivas em domiciliar ou tornozeleira eletrônica. Afinal, prender todo mundo poderia atrapalhar o funcionamento da máquina pública — ainda que ela estivesse funcionando para outros fins.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O nome da operação, <strong>Tântalo</strong>, caiu como uma luva. Na mitologia grega, o personagem era condenado a ver água e frutos ao alcance das mãos, sem jamais poder tocá-los. Em Turilândia, a população vê contratos, licitações, cifras milionárias e promessas — mas continua sem beber da fonte nem colher os frutos. A punição, neste caso, não é mitológica. É cotidiana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora, com parte da elite política local alojada no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, resta ao município esperar que o fim da festa resulte, ao menos, em alguma lição. Porque, se em Turilândia a pobreza sempre foi pública, a riqueza — como se descobriu — era muito bem privatizada.</p>
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		<title>Operação do Gaeco: prefeito de Turilândia foge para não ser preso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Dec 2025 15:11:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[Super Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[corrução]]></category>
		<category><![CDATA[operação tântalus]]></category>
		<category><![CDATA[organização criminosa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público do Maranhão chegou a uma mina de corrupção e colocou logo a mão em R$ 2 milhões vivinhos, além de aparelhos eletrônicos, veículos e outros bens encontrados em poder dos suspeitos. Porém, o total de recursos que sumiu chega a mais de R$ 56 milhões. Prisões e mandados de busca foram expedidos pela Justiça estadual.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">G<strong>estor, vice-prefeita, vereadores e empresários  &#8211; ao todo 21 mandados de prisão &#8211; estão sendo caçados. O Ministério Público chegou a uma mina de corrupção e colocou logo a mão em R$ 2 milhões vivinhos.</strong>..</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.mpma.mp.br/wp-content/uploads/2025/12/DSC_0502-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-88729"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>Cerca de R$ 2 milhões foram apreendidos durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão</em></strong></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público do Maranhão (MPMA), &nbsp;deflagrou, na manhã desta segunda-feira (22), a Operação Tântalo II, com o cumprimento de 51 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão. Em um único alvo, em São Luís, foram apreendidos quase R$ 2 milhões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com prisão preventiva expedida pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão, o prefeito Paulo Curió (União Brasil), do município de Turilândia, permanece foragido. <a href="https://www.glaucioericeira.com.br/2025/12/operacao-apura-desvio-de-r-56-milhoes-na-gestao-paulo-curio-em-turilandia/">O gestor é um dos principais alvos da operação Tântalo II, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Maranhão (MPMA), nesta última segunda-feira, 22, com o objetivo de combater esquema criminoso que já teria desviado mais de R$ 56 milhões dos cofres públicos da cidade.</a></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="640" height="458" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Prefeito-Curio-e-esposa-1c.jpg" alt="" class="wp-image-32898" srcset="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Prefeito-Curio-e-esposa-1c.jpg 640w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Prefeito-Curio-e-esposa-1c-400x286.jpg 400w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>Prefeito Curió e a esposa &#8211; redes sociais</em></strong></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">As ordens foram expedidas pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, por decisão da desembargadora Maria da Graça Peres Soares Amorim. <a href="https://www.mpma.mp.br/operacao-tantalo-atuacao-do-gaeco-resulta-na-apreensao-de-dinheiro-armas-veiculos-e-equipamentos/">A ação é um desdobramento da Operação Tântalo, deflagrada em fevereiro deste ano.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">O total apurado do dano causado ao erário soma R$ 56.328.937,59. O bloqueio do montante foi autorizado pela justiça.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.mpma.mp.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Image-2025-12-22-at-06.19.53-1-1024x768.jpeg" alt="" class="wp-image-88722"/><figcaption class="wp-element-caption"><em><strong>Operação foi deflagrada na manhã desta segunda-feira</strong></em>,<strong><em> 22, dois dias antes do Natal&#8230;</em></strong></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com procedimento investigatório instaurado no Gaeco, há indícios da prática dos crimes de organização criminosa, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de capitais, ocorridos durante a gestão do então prefeito José Paulo Dantas Filho (Paulo Curió) no município de Turilândia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As investigações envolvem as empresas Posto Turi, SP Freitas Júnior Ltda., Luminer e Serviços Ltda., MR Costa Ltda., AB Ferreira Ltda., Climatech Refrigeração e Serviços Ltda, JEC Empreendimentos, Potencial Empreendimentos e Cia Ltda, WJ Barros Consultoria Contábil e Agromais Pecuária e Piscicultura Ltda., além de outras pessoas físicas e jurídicas, servidores públicos, particulares e agentes políticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A operação contou com o apoio de promotores de justiça integrantes do Gaeco dos núcleos de São Luís, Timon e Imperatriz, das Polícias Civil e Militar do Estado do Maranhão, além de promotores de justiça do Gabinete e da Assessoria Especial de Investigação do Procurador-Geral de Justiça, do Gaesf (Grupo de Atuação Especial no Combate à Sonegação Fiscal) e das comarcas de Santa Helena, Açailândia, Lago da Pedra, Raposa, Anajatuba, Viana, São Bernardo, Maracaçumé, Pinheiro, Morros, Buriticupu, Bacabal, Vargem Grande, Arari, Imperatriz, São Francisco do Maranhão e São Luís. A Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e Inteligência (CAEI-MPMA) também auxiliou nos trabalhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os documentos e equipamentos eletrônicos apreendidos serão analisados pelo Gaeco e pelo Laboratório de Tecnologia Contra a Lavagem de Dinheiro (LAB-LD), com o objetivo de compor o conjunto probatório necessário possivelmente para subsidiar o oferecimento da petição acusatória em desfavor dos investigados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ORIGEM DO NOME</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Operação Tântalo faz referência à figura da mitologia grega Tântalo, condenado a uma punição eterna no submundo. Segundo o mito, ele permanecia em um lago de águas cristalinas, com frutos ao alcance da vista, mas sem conseguir saciar a sede ou a fome. A metáfora é utilizada para representar o esquema investigado, no qual recursos públicos destinados a contratos para fornecimento de bens e serviços não resultariam em benefícios efetivos à população.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Redação:</strong> CCOM-MPMA</p>
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		<title>R$ 14 milhões sacados em &#8220;18 minutos&#8221;, o escândalo que feriu de morte o Judiciário do MA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Sep 2025 21:36:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Como uma das consequências, o CNJ iniciou o julgamento para aplicar as sanções administrativas disciplinares pertinentes ao caso, que tem como uma das envolvidas  a desembargadora Nelma Celeste de Souza Silva Sarney, irmã do ex-presidente Sarney.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="459" height="612" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Saco-de-dinheiro.jpg" alt="" class="wp-image-31548" srcset="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Saco-de-dinheiro.jpg 459w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Saco-de-dinheiro-225x300.jpg 225w" sizes="(max-width: 459px) 100vw, 459px" /><figcaption class="wp-element-caption">Bag of money of different U.S.denominations.Clipping path included.For more money bag images click on links below</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como uma das consequências, o CNJ iniciou o julgamento para aplicar as sanções administrativas disciplinares pertinentes ao caso, que tem como uma das envolvidas  a desembargadora Nelma Celeste de Souza Silva Sarney, irmã do ex-presidente Sarney</strong>. &#8220;Operação 18 Minutos&#8221;, foi como batizou a Polícia Federal um trabalho  que investigou um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro no judiciário maranhense, cujos beneficiários teriam amealhado milhões e milhões de reais rateados entre desembargadores, juízes, advogados e outras partes envolvidas, que negam as acusações, apesar das evidências mostradas pela PF.</p>



<p class="wp-block-paragraph"> Assim, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) já iniciou nesta sexta-feira (5) e até o dia 12 de setembro de 2025, uma sessão virtual destinada ao julgamento de processos administrativos disciplinares, envolvendo desembargadores e juízes de primeira instância do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), envolvidos no esquema descoberto pela  tal &#8220;Operação 18 Minutos&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pauta da sessão virtual do CNJ inclui o Processo Administrativo Disciplinar nº 0003578-24.2025, que trata de acusações contra os magistrados do TJMA. Entre os investigados estão os desembargadores Antônio Pacheco Guerreiro Júnior, Luiz Gonzaga Almeida Filho e Nelma Celeste de Souza Silva Sarney Costa, além dos juízes Alice de Sousa Rocha e Cristiano Simas de Sousa. Todos foram afastados de suas funções pelo TJMA desde agosto de 2024, por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A propósito, o CNJ só está julgando os aspectos e as conseuências administrativas para a Justiça; o processo segue tramitando no STJ que continurovra o trabalho de reunir o maior número de provas que incriminem os investigado e, depois, indiciá-los.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Operação &#8220;18 Minutos&#8221; revelou um esquema em que magistrados manipulavam processos judiciais para beneficiar empresas, resultando em alvarás de valores milionários. Em um dos casos &#8211; e o que inspirou a PF a nominar a operação -, um ex-funcionário do Banco do Nordeste foi aliciado para entrar com uma ação contra a instituição financeira, resultando no pagamento de R$ 14 milhões em apenas 18 minutos. Segundo apontou a PF, os recursos eram então divididos entre os envolvidos,  principalmente magistrados e advogados.</p>
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		<title>4 desembargadores e 2 juízes do MA denunciados por corrupção pelo MPF</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Jul 2025 18:56:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Judiciário]]></category>
		<category><![CDATA[Super Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[Judiciário MA]]></category>
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		<category><![CDATA[PGR]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>ESTADÃO - O Ministério Público Federal denunciou quatro desembargadores e dois juízes de primeiro grau do Tribunal de Justiça do Maranhão e mais 23 investigados na Operação 18 minutos – inquérito da Polícia Federal que desmontou suposto esquema de corrupção e liberação relâmpago de alvarás</p>
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<figure class="wp-block-image" id="attachment_67685"><a href="https://johncutrim.com.br/wp-content/uploads/2025/07/SQOO5DLRVZE3FFFUD6FQYZMJ4M-scaled.avif"><img decoding="async" src="https://johncutrim.com.br/wp-content/uploads/2025/07/SQOO5DLRVZE3FFFUD6FQYZMJ4M-scaled.avif" alt="" class="wp-image-67685"/></a><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>Os desembargadores investigados na Operação 18 Minutos: Luiz Gonzaga Almeida Filho, Marcelino Everton Chaves, Nelma Celeste Sarney e Guerreiro Júnior Foto: TJMA/Reprodução</em></strong></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">ESTADÃO &#8211; O Ministério Público Federal denunciou quatro desembargadores e dois juízes de primeiro grau do Tribunal de Justiça do Maranhão e mais 23 investigados na Operação 18 minutos – inquérito da Polícia Federal que desmontou suposto esquema de corrupção e liberação relâmpago de alvarás. A Procuradoria estima que o desvio chegou a R$ 50 milhões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Estadão pediu manifestação do Tribunal e disse na matéria que &#8220;o espaço está aberto&#8221;. O mesmo vale para este site.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a denúncia, os desembargadores&nbsp;Antonio Pacheco Guerreiro Júnior,&nbsp;Luiz Gonzaga Almeida Filho, Marcelino Everton Chaves e&nbsp;Nelma Celeste Sousa Silva Sarney Costa&nbsp;– cunhada do ex-presidente José Sarney – e os juízes Alice de Souza Rocha e Cristiano Simas de Souza operavam suposto esquema de venda de sentenças com o conluio de políticos, servidores e advogados.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter"><a href="https://johncutrim.com.br/wp-content/uploads/2025/07/44ZHD7WVENGQZNZIS35LTKFMZY.avif"><img decoding="async" src="https://johncutrim.com.br/wp-content/uploads/2025/07/44ZHD7WVENGQZNZIS35LTKFMZY.avif" alt="" class="wp-image-67686"/></a></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Além dos desembargadores e dos juízes, são acusados treze advogados, três ex-assessores do Tribunal, um ex-deputado federal e um prefeito, município localizado na região metropolitana de São Luís.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A informação sobre a denúncia do MPF foi divulgada inicialmente no site jurídico Direito e Ordem e confirmada pelo Estadão. A Procuradoria alega que os magistrados articularam com advogados pagamentos de honorários milionários em prejuízo do Banco do Nordeste.</p>



<figure class="wp-block-image" id="attachment_67687"><a href="https://johncutrim.com.br/wp-content/uploads/2025/07/X7QBCTQHWFDVHDMUU2HWEPERIE.avif"><img decoding="async" src="https://johncutrim.com.br/wp-content/uploads/2025/07/X7QBCTQHWFDVHDMUU2HWEPERIE.avif" alt="" class="wp-image-67687"/></a><figcaption class="wp-element-caption">Apreensões da Operação 18 Minutos, que mira desembargadores do TJMA</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação da PF foi iniciada a partir da análise do Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) número 48451.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O documento apontou diversas “movimentações suspeitas” decorrentes de saques de alvará judicial no montante de R$ 14 milhões, expedido no bojo de um processo judicial “possivelmente fraudulento”, envolvendo o grupo de magistrados.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter"><a href="https://johncutrim.com.br/wp-content/uploads/2025/07/STNQANZJWBCD3MUITTHPX5WJYQ.avif"><img decoding="async" src="https://johncutrim.com.br/wp-content/uploads/2025/07/STNQANZJWBCD3MUITTHPX5WJYQ.avif" alt="" class="wp-image-67688"/></a></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A operação da PF foi batizada 18 Minutos porque esse foi o tempo que decorreu entre uma autorização judicial e o levantamento de grande soma junto ao banco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a Procuradoria-Geral da República, as conclusões da acusação foram formadas a partir do conjunto probatório reunido nos autos, não apenas no relatório final da PF. (Estadão)</p>
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