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	<title>Exibindo: 2025 | Maranhão Brasil</title>
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	<title>Exibindo: 2025 | Maranhão Brasil</title>
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		<title>Grupo Mateus fecha 28 lojas Eletro em 2025 e tem prejuízo operacional no 4º trimestre</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Mar 2026 17:26:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com lucro de R$ 324 milhões no 4T25, gigante do varejo alimentar prioriza rentabilidade e digital enquanto encerra unidades de eletroeletrônicos que não atingiram metas alan.alex@painelpolitico.com O Grupo Mateus, uma das maiores redes de varejo alimentar do Brasil com forte presença no Nordeste, anunciou o encerramento de 28 lojas da bandeira Eletro Mateus em 2025 [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Com lucro de R$ 324 milhões no 4T25, gigante do varejo alimentar prioriza rentabilidade e digital enquanto encerra unidades de eletroeletrônicos que não atingiram metas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://substack.com/@alanalexpainelpolitico">alan.alex@painelpolitico.com</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">O <em><strong>Grupo Mateus</strong></em>, uma das maiores redes de varejo alimentar do Brasil com forte presença no Nordeste, anunciou o encerramento de 28 lojas da bandeira <em><strong>Eletro Mateus</strong></em> em 2025 — sendo 13 unidades apenas no último trimestre — como parte de um reposicionamento estratégico focado em rentabilidade e canais digitais. A medida, revelada durante teleconferência com analistas em 19 de março de 2026, ocorre em um cenário de consumo desacelerado e pressões macroeconômicas que afetam o setor como um todo.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Reestruturação do portfólio: menos lojas, mais foco</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão de encerrar unidades da Eletro Mateus não foi isolada. Segundo a companhia, 20 lojas de varejo alimentar também tiveram seus departamentos de eletrônicos desativados, concentrando esforços nos formatos de maior giro e margem. <em>&#8220;Fechamos as lojas e fortalecemos o aplicativo, e com isso não sentimos o fechamento das lojas&#8221;</em>, afirmou <em><strong>Ilson Mateus Rodrigues</strong></em>, <em><strong>presidente do conselho de administração</strong></em>, destacando a migração para canais digitais como alternativa de crescimento.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><em>“O consumo das famílias tem perdido força, por pressão de juros e endividamento das famílias e a força desacelerou e isso ficou mais agudo na segunda metade do ano”</em> — afirma <em><strong>Jesuíno Martins Borges Filho</strong></em>, <em><strong>diretor-presidente do Grupo Mateus</strong></em>.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Resultados do 4º trimestre: receita sobe, mas margens pressionam</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar do recuo em vendas comparáveis, o Grupo Mateus registrou receita líquida de R$ 10,55 bilhões no 4º trimestre de 2025, alta de 20,9% ante o mesmo período de 2024. O lucro líquido, incluindo efeitos extraordinários, atingiu R$ 324,2 milhões, crescimento de 2,2%. Contudo, o indicador de <strong>vendas em mesmas lojas</strong> — que mensura o desempenho de unidades com mais de 12 meses de operação — recuou 1,1%, sinalizando desaceleração na demanda orgânica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ponto de atenção dos analistas foi a <strong>desalavancagem operacional</strong>: as despesas operacionais cresceram 34,2% (R$ 1,76 bilhão), ritmo superior ao da receita líquida (+20,9%). A relação despesa/receita, que media a eficiência na diluição de custos, piorou de 14,6% para 16,3% no período.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Impacto no mercado e reação dos investidores</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A divulgação dos resultados gerou volatilidade nas ações da companhia (GMAT3). Por volta das 11h do dia 19 de março, os papéis registravam queda de até 14,43%, refletindo a decepção do mercado com o desempenho operacional abaixo das expectativas. O Grupo Mateus foi o ativo de maior queda no <em><strong>Icon</strong></em>, índice de consumo da B3, no pregão.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Contexto macro: deflação, juros e endividamento</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Os executivos apontaram fatores externos como pressionadores do resultado. <em>“Como se não bastasse temos cenário de deflação aguda, com algumas cestas caindo mais de 35%. Mas isso é no Brasil inteiro por todo o cenário ‘macro’. E o primeiro trimestre continua desafiador”</em>, alertou <em><strong>Jesuíno Martins Borges Filho. </strong></em>A combinação de juros elevados, endividamento das famílias e queda de preços em categorias-chave reduziu o fôlego do consumo, especialmente no segundo semestre de 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O movimento do Grupo Mateus reflete uma tendência mais ampla no varejo brasileiro: a transição de um modelo baseado em expansão física acelerada para um foco em <strong>eficiência operacional, margem e experiência digital</strong>. A consolidação com o <em><strong>Novo Atacarejo</strong></em>, concluída em julho de 2025, adicionou complexidade e custos à operação — cerca de R$ 237 milhões em despesas no 4º trimestre — mas também ampliou a presença da companhia em mercados estratégicos do Nordeste. Para Rondônia, onde o Grupo Mateus não possui operação direta, o caso serve como <strong>termômetro do setor</strong>: redes que atuam no estado podem enfrentar pressões similares em 2026, especialmente em segmentos de eletroeletrônicos, historicamente sensíveis a ciclos de crédito e poder de compra.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><em>“2026 é ano de ganhar eficiência com margem, despesa e ciclo de conversão de caixa, dado que o macro está mais difícil”</em> — <em><strong>Tulio de Queiroz</strong></em>, <em><strong>vice-presidente financeiro do Grupo Mateus</strong></em>.</p>
</blockquote>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>📊 Cronologia do ajuste operacional (2025):</strong></h3>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>1º semestre</strong>: Revisão de política de estoques e custos; identificação de ajustes contábeis de R$ 62,8 milhõestimesbrasil.com.br.</li>



<li><strong>Julho</strong>: Conclusão da integração com o Novo Atacarejo; parque total de lojas atinge 306 unidadesgironews.com.</li>



<li><strong>Outubro–dezembro</strong>: Encerramento de 13 lojas Eletro Mateus e desativação de departamentos de eletrônicos em 20 unidades de varejo alimentartimesbrasil.com.br.</li>



<li><strong>Março/2026</strong>: Divulgação de resultados do 4T25 com foco em governança e eficiênciavalor.globo.com.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O reposicionamento do Grupo Mateus ilustra um dilema central do varejo contemporâneo: como equilibrar escala, rentabilidade e experiência do cliente em um ambiente macroeconômico volátil? A aposta em digital, eficiência e governança pode fortalecer a companhia no médio prazo — mas exige disciplina operacional e clareza estratégica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o leitor interessado em política econômica e poder corporativo, a pergunta que fica é: <strong>em um cenário de juros persistentemente altos, quais setores e modelos de negócio terão resiliência para crescer sem sacrificar margem?</strong> A resposta pode definir não apenas o destino de uma empresa, mas a dinâmica competitiva de todo um segmento.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>📌 Em resumo</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">• Grupo Mateus encerrou 28 lojas da bandeira Eletro Mateus em 2025, sendo 13 entre outubro e dezembro, além de desativar departamentos de eletrônicos em 20 unidades de varejo alimentar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">• No 4º trimestre, a receita líquida cresceu 20,9% (R$ 10,55 bi), mas as despesas operacionais subiram 34,2%, gerando desalavancagem e pressão sobre margens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">• Vendas em mesmas lojas recuaram 1,1% no período, refletindo consumo familiar enfraquecido por juros elevados e endividamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">• <em>Por que isso importa</em>: O movimento sinaliza uma mudança de estratégia no varejo brasileiro — de expansão agressiva para foco em eficiência operacional, com impactos diretos em empregos, preços e acesso a produtos em regiões atendidas pela rede.</p>
</blockquote>
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		<item>
		<title>Cresce percentual de mulheres que relatam medo de ser estupradas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Mar 2026 21:35:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Super Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O percentual de mulheres que declararam ter medo de sofrer um estupro cresceu em uma pesquisa realizada pelo Instituto Patricia Galvão e pelo Instituto Locomotiva, que teve novos dados antecipados com exclusividade nesta segunda-feira (2) à Agência Brasil.</p>
<p>Em 2020, 78% das mulheres ouvidas pelos pesquisadores disseram ter "muito medo de ser vítimas de um estupro". Esse percentual cresceu para 80%, em 2022, e chegou a 82% segundo os dados obtidos em 2025.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Em 2025, 82% das entrevistadas declararam muito medo de abuso sexual</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O percentual de mulheres que declararam ter medo de sofrer um estupro cresceu em uma pesquisa realizada pelo&nbsp;Instituto&nbsp;Patricia Galvão e pelo Instituto Locomotiva, que teve novos dados antecipados com exclusividade nesta segunda-feira (2) à&nbsp;<strong>Agência Brasil</strong>.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1679336&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1679336&amp;o=node"></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Repórter Brasil, 02/03/2026" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/9lVgAyL_beE?start=36&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Em 2020, 78% das mulheres ouvidas pelos pesquisadores disseram ter &#8220;muito medo de ser&nbsp;vítimas de um estupro&#8221;. Esse percentual cresceu para 80%, em 2022, e chegou a 82% segundo os dados obtidos em 2025.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além das que declararam ter muito medo,&nbsp;15% disseram ter &#8220;um pouco de medo&#8221;, o que significa um&nbsp;total de 97% de mulheres que vivem com algum grau de&nbsp;temor&nbsp;da violência sexual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em dois grupos, a proporção das que sentem &#8220;muito medo&#8221;&nbsp;é ainda maior, chegando a 87% no caso das jovens, entre 16 e 24 anos, e 88% entre as mulheres negras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A diretora de conteúdo do Instituto Patrícia Galvão, Marisa Sanematsu, ressalta que além de o&nbsp;medo ser constante, nenhum espaço é considerado, de fato, seguro.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O medo assombra as mulheres brasileiras o tempo todo, desde pequenas e em todos os lugares: a casa é insegura, assim como sair e voltar, esperar o transporte, enfrentar a condução lotada ou pedir um carro por aplicativo&#8221;, disse.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Esse medo constante faz com que elas desenvolvam suas próprias estratégias de proteção: evitam sair à noite ou usar alguns tipos de roupas e acessórios, procuram estar sempre acompanhadas e até escolhem trajetos mais longos para se sentirem um pouco mais seguras&#8221;.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Violência dentro de casa</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os institutos divulgam, nesta segunda-feira (2),&nbsp;a segunda onda de dados da pesquisa de 2025. A primeira onda, publicada em setembro de 2025, já havia mostrado que 15% das entrevistadas eram sobreviventes de estupro, e oito em cada dez vítimas sofreu a violência com 13 anos ou menos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados divulgados hoje acrescentam que, <strong>entre as vítimas com até 13 anos, 72% foram violentadas dentro da própria casa.</strong> Em metade dos casos, o abusador foi um familiar e, em um terço dos relatos, foi um amigo ou conhecido da família.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>No total, 84% dos estupros foram cometidos por um homem do círculo social da vítima.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa porcentagem diminui no caso das mulheres violentadas com&nbsp;14 anos ou mais, porém&nbsp;os conhecidos ou membros da família se mantêm como a maioria: 76% dos abusadores eram pessoas conhecidas, incluindo amigos, parceiros íntimos, familiares e ex-companheiros. Além disso, 59% sofreram a violência dentro de casa.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://imagens.ebc.com.br/uanso5yAL4rjUavozRREiQyzfKA=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/2026/02/28/abusos_casa_copy.jpg?itok=C_oMgKzk" alt="Matéria sobre ABUSO EM CASA. Foto: Arte EBC" title="Arte EBC"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Arte EBC</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Apoio às vítimas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa <em>Percepções sobre direitos de meninas e mulheres grávidas pós-estupro</em>&nbsp;teve a participação de 1,2 mil pessoas, homens e mulheres, de todas as regiões do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de perguntar para as mulheres sobre suas próprias experiências com a violência sexual, as entrevistas também&nbsp;ouviram&nbsp;a percepção geral dos entrevistados sobre o assunto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas respostas, foi praticamente unânime o entendimento de que as mulheres têm medo de estupro: 99% dos entrevistados concordam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar disso, 80% das pessoas acreditam que as vítimas nunca, ou quase nunca, revelam para outras pessoas a violência sofrida, principalmente por sofrer ameaças do agressor, por terem medo de não serem ouvidas ou por sentirem vergonha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados gerais se assemelham ao que foi dito pelas entrevistadas que relataram ter sido&nbsp;vítimas, conforme a primeira divulgação da pesquisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Cerca de 60% das mulheres que foram vítimas antes dos 14 anos não contaram para ninguém sobre o abuso. </strong>Além disso, apenas 15% foram levadas a uma delegacia, e 9%, a uma unidade de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O apoio a políticas de apoio às vítimas também foi amplo: 93% concordam que o Estado deve fornecer acompanhamento psicológico imediato para meninas e mulheres vítimas de estupro, e a mesma porcentagem acredita que as prefeituras e governos devem aumentar a divulgação de serviços de saúde que atendem vítimas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Depoimentos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Além dos percentuais obtidos com as respostas, os institutos também divulgam nesta segunda-feira depoimentos&nbsp;de mulheres que sofreram violência sexual.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Uma mulher parda, moradora do Sudeste, com idade entre 25 e&nbsp;44 anos, contou:</strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Comecei a ser abusada criança, com 6 anos, sem nem entender o que acontecia, e o abusador me fazia acreditar que eu era culpada e que, se eu contasse para alguém, ninguém acreditaria em mim. Meu abusador era o meu pai.”</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Já outra vítima, uma mulher preta, moradora da região Sudeste, com 45 anos ou mais, até tentou pedir socorro mas não foi acolhida.</strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Eu tinha apenas 11 anos, foi horrível, não entendia direito o que estava acontecendo. Tentei falar com a minha mãe, mas ela não acreditava em mim, dizia que eu queria acabar com o casamento dela. Ainda bem que minha avó percebeu algo estranho e me trouxe de volta pra casa dela&#8221;.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A gravidez e a falta de suporte para o abortamento adequado também aparecem nos depoimentos, como o de uma jovem parda, moradora da região Sudeste, com idade entre 16 e 24 anos.</strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Eu sofri um abuso e engravidei por causa desse ato.&nbsp;Eu, com 13 anos, não poderia ser mãe e ia interromper minha vida, eu estava estudando, então, eu decidi não contar para os meus pais e pedir ajuda de uma amiga próxima minha. Então, ela me levou a um aborto clandestino e lá eu fiz o procedimento&#8221;.</p>
</blockquote>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://imagens.ebc.com.br/-PrCa9S2j8aoGB-20FSiW7_Qg2w=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/atoms/image/1024489-08062016-dsc_8673_1.jpg?itok=6hem41Cq" alt="São Paulo - Ato Por Todas Elas reúne mulheres no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo, na Avenida Paulista, para mais um protesto contra o estupro  (Rovena Rosa/Agência Brasil) " title="Rovena Rosa/Agência Brasil"/></figure>



<h6 class="wp-block-heading"><strong><em>Ato Por Todas Elas reúne mulheres no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo, na Avenida Paulista, para mais um protesto contra o estupro Foto de arquivo: Rovena Rosa/Agência Brasil</em></strong></h6>



<h2 class="wp-block-heading">Acolhimento é garantido em lei</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A diretora de conteúdo do Instituto Patrícia Galvão explica que&nbsp;<strong>o atendimento imediato e integral às vítimas de violência sexual em todos os hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS), sem exigência de boletim de ocorrência, é garantido por lei no Brasil&nbsp;desde 2013.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;É fundamental que o Estado, em todos os níveis de governo, invista na divulgação de informações sobre os direitos da vítima de estupro e de como ela pode acessá-los para proteger sua saúde física e mental, para que essas meninas e mulheres possam retomar suas vidas após o trauma da violência&#8221;, complementa Marisa Sanematsu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ampla maioria também foi favorável aos serviços que realizam a interrupção da gravidez nos casos previstos em lei, como o estupro. <strong>Nove em cada dez entrevistados concordam que todas as vítimas devem ser informadas, nas delegacias ou serviços médicos, sobre os protocolos para evitar infecções sexualmente transmissíveis e gravidez indesejada.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, 86% acreditam que devem existir serviços públicos em todas as cidades para a interrupção da gestação em casos de estupro. No entanto, apenas metade dos entrevistados conhece algum serviço que promova esse atendimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a diretora de pesquisa do Instituto Locomotiva, Maíra Saruê Machado, a pesquisa evidencia a necessidade de ampliar e preparar melhor os serviços de acolhimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Existe amplo apoio da população para que vítimas de estupro tenham acesso aos direitos garantidos por lei, mas essas informações ainda não chegam a quem mais precisa&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O estupro é uma violência próxima da realidade da maioria das mulheres, e romper o silêncio por meio da informação é um passo fundamental para garantir proteção e acesso a direitos a todas as mulheres”, defendeu.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Direitos sob constante ameaça</h2>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a comunicadora social e ativista Angela Freitas, co-diretora da campanha &#8220;Nem Presa Nem Morta&#8221;, o cumprimento da legislação que prevê atendimento e proteção das vítimas ainda depende da disposição de gestores políticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A maior parte dos municípios não dispõe desse serviço, as pessoas têm que viajar longas distâncias e nem todo mundo pode fazer isso. É uma carência muito grande. O Brasil passou por um processo de democratização, fez a sua Constituinte, criou o Sistema Único de Saúde, o Sistema Único de Assistência Social, criou políticas públicas, mas todos esses avanços vivem ameaças constantes de retrocesso. Eles ainda não se consolidaram como direitos que são dados e que ninguém contesta&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Angela Freitas também foi uma das articuladoras da campanha &#8220;Criança não é mãe&#8221;, contra o projeto de lei que pretendia equiparar o aborto ao crime de homicídio, mesmo nos casos previstos por lei. Ela acrescenta que essas carências são particularmente danosas para as crianças e adolescentes que engravidam após a violência</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Em grande parte, esses episódios não são revelados de imediato. Até porque elas não são preparadas para entender que o corpo delas deve ser respeitado, inclusive por pessoas da convivência familiar e comunitária. Há uma falta de diálogo e de informação e uma condescendência muito grande com essas situações&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Com isso, muitas vezes, a gravidez não é percebida&nbsp;pela criança&nbsp;nem pelos familiares que estão em volta. Ela só vai ser percebida muito tarde e, quando essas meninas chegam ao serviço de saúde para buscar atendimento, e o direito de interromper aquela gravidez, elas encontram dificuldades dentro do próprio sistema&#8221;.</p>
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		<title>IBGE: desemprego cai para 5,2%, menor taxa da série histórica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Dec 2025 17:02:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no quarto trimestre de 2025, a menor desde que a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) Contínua começou, em 2012.</p>
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<h1 class="wp-block-heading"><strong>Segundo o IBGE, a Pnad Contínua encontrou 5,644 milhões de pessoas em busca de trabalho no quarto trimestre de 2025</strong></h1>



<p class="wp-block-paragraph">A taxa de <a href="https://www.metropoles.com/tag/desemprego">desemprego</a> no Brasil caiu para 5,2% no quarto trimestre de 2025, a menor desde que a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) Contínua começou, em 2012.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (<a href="https://www.metropoles.com/tag/ibge">IBGE</a>), responsável pela pesquisa, a Pnad Contínua encontrou 5,644 milhões de pessoas em busca de trabalho, o menor número de desempregados já registrado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados foram divulgados nesta terça-feira (30/12) e mostram que o desemprego recuou 7,2% (menos 441 mil pessoas) no trimestre e caiu 14,9% (menos 988 mil pessoas) no ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a taxa de desemprego histórica é acompanhada por outro recorde, o de número de pessoas empregadas no país, que chegou a 103,2 milhões. Com isso, o nível de ocupação alcançou o maior percentual da série histórica da Pnad Contínua, de 59,0%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a coordenadora de pesquisas do IBGE, Adriana Beringuy, “a manutenção do contingente de trabalhadores em elevado patamar ao longo de 2025 tem assegurado a redução da pressão por busca de trabalho, reduzindo consideravelmente a taxa de desocupação”.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Informalidade e carteira assinada</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A taxa de informalidade, ou seja, a proporção de trabalhadores sem carteira assinada ou sem registro, alcançou 37,7% da população ocupada no período, menor do que a observada no trimestre anterior, de 38%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o IBGE, a variação negativa na informalidade foi influenciada pelo novo recorde no número de trabalhadores com carteira assinada, que chegou a 39,4 milhões, com estabilidade na comparação trimestral e alta de 2,6% no ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já o número de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado ficou em 13,6 milhões, mostrando estabilidade no trimestre e caindo 3,4% no ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o número de trabalhadores por conta própria chegou a 26 milhões, novo recorde da série histórica. Na comparação trimestral, esse contingente ficou estável, mas cresceu 2,9% no ano.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Serviço público</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Ao considerar o trimestre anterior, o único grupamento de atividade com aumento significativo de pessoas ocupadas foi o de Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, com alta de 2,6%, ou 492 mil pessoas ocupadas a mais, informou o instituto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“As ocupações associadas às atividades de serviços de Educação e Saúde foram as que mais contribuíram para a expansão da ocupação no trimestre”, observa Adriana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O número de empregados no setor público teve alta de 1,9% no trimestre e de 3,8% no ano.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Rendimentos</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O rendimento médio real habitual da população ocupada do país chegou a R$ 3.574, crescendo 1,8% no trimestre e 4,5% em relação ao mesmo trimestre móvel de 2024, já descontados os efeitos da inflação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já a massa de rendimento real habitual também atingiu R$ 363,7 bilhões, com altas de 2,5% no trimestre e de 5,8% no ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Adriana explica que os ganhos quantitativos no mercado de trabalho, por meio dos recordes de população ocupada, têm sido acompanhados por elevação do rendimento médio real recebido por essa população ocupada crescente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A combinação de expansão do trabalho e da renda impulsionam a massa de rendimento do trabalho na economia”, esclarece.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Texto: Metrópolees</p>
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