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	<title>Mulher | Maranhão Brasil</title>
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	<title>Mulher | Maranhão Brasil</title>
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	<item>
		<title>Prêmio Divas celebra o protagonismo feminino em São Luís</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Mar 2026 17:58:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Como parte de uma série de comemorações que São Luís assistiu sobre o dia e a semana internacional da Mulher, a realização do Prêmio Divas 2026, realizado no Praia Mar Eventos, foi uma noite marcada por emoção, reconhecimento e celebração do empreendedorismo feminino. O evento, que reuniu mulheres de diferentes áreas para celebrar trajetórias inspiradoras [&#8230;]</p>
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<p>Como parte de uma série de comemorações que São Luís assistiu sobre o dia e a semana internacional da Mulher, a realização do  Prêmio Divas 2026, realizado no Praia Mar Eventos, foi uma noite marcada por emoção, reconhecimento e celebração do empreendedorismo feminino. </p>



<p>O evento, que  reuniu mulheres de diferentes áreas para celebrar trajetórias inspiradoras e reconhecer a força feminina no mundo dos negócios e da comunicação no Estado, foi uma idealização do jornalista e empresário Edson Santo e sua esposa, a empreendedora Poliana Braga.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="741" height="1024" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Laura--741x1024.jpg" alt="" class="wp-image-33532" srcset="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Laura--741x1024.jpg 741w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Laura--217x300.jpg 217w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Laura--768x1061.jpg 768w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Laura-.jpg 1079w" sizes="(max-width: 741px) 100vw, 741px" /></figure>



<p>A premiação contou com a presença de empresárias, microempreendedoras, jornalistas, blogueiras e profissionais de diversas áreas, que se reuniram em um ambiente de confraternização, networking e valorização do talento feminino. &#8220;O objetivo do Prêmio Divas é justamente destacar o papel da mulher no empreendedorismo e reconhecer sua capacidade de ocupar e transformar todos os espaços da sociedade, definiu Poliana Braga.</p>



<p>Diversas mulheres que se destacam em suas áreas de atuação foram homenageadas, como a jornalista Laura Silva, responsável pelo Poder Por Elas; a empresária Irlia Chagas, da Pink Girl Mod; Paulinha Aguiar, da Ana&#8217;s Biquínis; Rita Matos, da Sala Vip; Karina Paz, do programa &#8220;Mais Bonita TV&#8221;, além da escritora e ativista cultural Madalena Nobre, entre outras mulheres que também receberam reconhecimento por suas contribuições.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="768" height="1024" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Laura-1-1-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-33533" srcset="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Laura-1-1-768x1024.jpg 768w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Laura-1-1-225x300.jpg 225w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Laura-1-1.jpg 960w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>Os jornalistas Edson Santo e Laurinha Silva, uma das homenageadas</em></strong></figcaption></figure>



<p>De acordo com os idealizadores, a premiação reforça a importância de valorizar histórias de superação, liderança e inovação protagonizadas por mulheres, que diariamente constroem novos caminhos no empreendedorismo e na comunicação.</p>



<p>Além do Prêmio Divas, Edson Santo e Poliana Braga também são responsáveis pela realização do Prêmio Líder, evento que já acontece em vários estados do Brasil, reconhecendo profissionais e empresários que se destacam em suas áreas de atuação.</p>



<p>Como ficou comprovado, o Prêmio Divas 2026 reuniu, mais uma vez, o talento, a coragem e a determinação das mulheres que seguem transformando realidades e inspirando novas gerações. Uma noite de brilho, reconhecimento e fortalecimento do protagonismo feminino.</p>



<p></p>
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		<title>Brandão afasta o secretário Maurício Martins após denúncia de assédio contra delegada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Mar 2026 14:38:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Super Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[delegada]]></category>
		<category><![CDATA[denúncia]]></category>
		<category><![CDATA[Maurício Martins]]></category>
		<category><![CDATA[secretário]]></category>
		<category><![CDATA[segurança pública]]></category>
		<category><![CDATA[Viviane Fontenelle]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O governador do Maranhão, Carlos Brandão, anunciou ainda na noite de quarta-feira (11),  o afastamento do secretário de Segurança Pública, Maurício Ribeiro Martins, após denúncia de assédio apresentada pela delegada da Polícia Civil Viviane Fontenelle. Até que a denúncia seja apuarada, a SSP-MA será comandada pelo delegado geral da Polícia Civil, Manoel Almeida.</p>
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<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://oimparcial.com.br/app/uploads/2026/03/image-24-1024x576.jpg" alt=""/></figure>



<p>O governador do Maranhão, Carlos Brandão, anunciou ainda na noite de quarta-feira (11),  o afastamento do secretário de Segurança Pública, Maurício Ribeiro Martins, após denúncia de assédio apresentada pela delegada da Polícia Civil Viviane Fontenelle.  “</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>&#8220;<strong>Para que a denúncia da delegada Viviane Fontenelle seja apurada com isenção, informo que o secretário de Segurança Pública do Estado, Maurício Ribeiro Martins, se afasta da pasta. Reitero que o respeito às mulheres é um princípio inegociável e deve ser assegurado em todos os espaços”,</strong></li>
</ul>



<p>Durante o período de afastamento, a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão passa a ser comandada interinamente pelo delegado-geral da Polícia Civil, Manoel Almeida.</p>



<p>A delegada registrou um boletim de ocorrência relatando ter passado por constrangimento durante reuniões institucionais realizadas no início de fevereiro. Segundo o governador, a decisão de afastar o secretário busca assegurar que o caso seja apurado com imparcialidade.</p>



<p><strong>Veja o caso</strong></p>



<p>A delegada da Polícia Civil do Maranhão Viviane Fontenelle acusou o secretário de Segurança Pública do estado, Maurício Martins, de ter feito comentários considerados constrangedores durante reuniões de trabalho realizadas em São Luís. O secretário nega as acusações.</p>



<p>A denúncia foi tornada pública pela delegada em um vídeo divulgado nas redes sociais na terça-feira (10). Segundo ela, o episódio ocorreu no mês passado, durante uma reunião no gabinete da Secretaria de Segurança Pública (SSP-MA), com a presença de outros delegados. Viviane afirma que era a única mulher na sala.</p>



<p>De acordo com o relato, durante o encontro o secretário passou a fazer comentários sobre a aparência dela e a chamá-la de “delegata”, dizendo que seria “a delegada mais bonita do Maranhão”. Ainda segundo a delegada, ele também teria pedido que ela enviasse uma foto para colocar no gabinete.Viviane relata que a situação causou constrangimento e que decidiu se afastar do ambiente para encerrar o momento.</p>



<p>No dia seguinte, durante outra reunião institucional — dessa vez na Secretaria de Estado da Administração (Sead) —, ela afirma que o comportamento voltou a ocorrer.</p>



<p>Apesar do desconforto, a delegada afirma que chegou a cogitar registrar um boletim de ocorrência, mas decidiu não fazê-lo naquele momento após conversar com colegas.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-9-16 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Delegada denuncia constrangimento em reunião com secretário de Segurança do Maranhão" width="563" height="1000" src="https://www.youtube.com/embed/VOlFvu1ePI8?start=10&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>O caso ganhou repercussão depois que, no Dia Internacional da Mulher, Viviane compartilhou uma mensagem reflexiva em um grupo de delegados e delegadas. O conteúdo acabou sendo divulgado fora do grupo e repercutiu publicamente, o que levou a delegada a gravar o vídeo relatando o episódio.</p>



<p>A Associação dos Delegados de Polícia do Estado do Maranhão (Adepol-MA) divulgou uma nota pública sobre o caso e informou que o episódio deve ser formalmente comunicado às autoridades para apuração.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Nota da Adepol</h3>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><strong>NOTA À SOCIEDADE</strong></p>



<p>A Associação dos Delegados de Polícia do Estado do Maranhão – ADEPOL/MA vem a público manifestar profunda preocupação diante de relato grave envolvendo comportamento incompatível com a dignidade institucional e com o respeito que deve nortear as relações no âmbito da administração pública.</p>



<p>Conforme relato apresentado por uma Delegada de Polícia Civil, durante reunião de trabalho realizada no gabinete do Secretário de Segurança Pública do Estado, foram dirigidos a ela comentários de natureza pessoal e constrangedora, com referências à sua aparência física e insistentes solicitações para envio de fotografia destinada à exposição no gabinete da autoridade, tudo em ambiente formal de trabalho e testemunhado por outros Delegados de Polícia.</p>



<p>Condutas dessa natureza, ainda que por vezes travestidas de “brincadeiras”, são incompatíveis com a ética no serviço público e afrontam o respeito que deve ser assegurado às mulheres, sobretudo em ambientes institucionais.</p>



<p>A gravidade do episódio é ampliada pelo fato de que não se trata de ocorrência isolada. Após as investidas ocorridas na sede da Secretaria de Segurança Pública, a mesma conduta teria sido reiterada posteriormente, desta vez em reunião realizada na sede da Secretaria de Estado da Administração – SEAD, o que evidencia a persistência de comportamento incompatível com o ambiente institucional.</p>



<p>Causa ainda maior perplexidade a tentativa recente de construção de narrativas inverídicas acerca dos motivos que levaram a Delegada a relatar os fatos, em aparente tentativa de desviar o foco da conduta questionada.</p>



<p>A ADEPOL/MA entende que o enfrentamento à violência contra a mulher perde legitimidade quando a sociedade pune apenas aqueles situados à margem das estruturas de poder, mas silencia diante de comportamentos semelhantes quando praticados por autoridades.</p>



<p>Ressaltamos que o Governo do Estado do Maranhão, sob a liderança do Governador Carlos Brandão, tem promovido iniciativas relevantes no enfrentamento à violência contra a mulher. Justamente por isso, torna-se ainda mais necessário que eventuais condutas incompatíveis com esses valores sejam apuradas com a devida seriedade, independentemente da posição ocupada por quem as tenha praticado.</p>



<p>A sociedade maranhense precisa ter a certeza de que o respeito às mulheres é um princípio que se aplica a todos — sem exceções, sem hierarquias e sem privilégios.</p>



<p>Por essa razão, a ADEPOL/MA informa que será realizado o devido registro de ocorrência e que as autoridades competentes serão formalmente comunicadas para a apuração dos fatos.</p>



<p>São Luís/MA, 10 de março de 2026.</p>



<p>Marcio Fabio Dominici<br>Presidente</p>
</blockquote>



<h3 class="wp-block-heading">Relato da delegada</h3>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Colegas,</p>



<p>Ontem, Dia Internacional da Mulher, foi um dia que me trouxe muitas reflexões. Quem convive comigo sabe que eu sempre incentivo campanhas de conscientização sobre violência contra a mulher e sobre educação antimachista. Falo disso com frequência, me posiciono publicamente.<br>Mas existe algo que eu ainda não tinha compartilhado com vocês.</p>



<p>No mês passado, eu mesma passei por uma situação extremamente constrangedora durante uma reunião no gabinete do Secretário. Alguns colegas deste grupo estavam presentes e talvez se recordem do episódio.</p>



<p>Durante a reunião de trabalho, em um ambiente que deveria ser estritamente profissional, ele começou a fazer comentários e “gracinhas”, me chamando de “DeleGata”, dizendo que eu era “a delegada mais bonita do Maranhão” e que já me observava desde os tempos em que trabalhava no Tribunal de Justiça. Em seguida, passou a insistir que queria uma foto minha para colocar no gabinete, repetindo várias vezes: “não esqueça da foto”.</p>



<p>Detalhe importante: eu era a única mulher na sala.</p>



<p>O constrangimento foi enorme. A situação toda teve aquele ar típico do comportamento do “macho alfa” que se sente à vontade para ultrapassar limites mesmo em um ambiente institucional.</p>



<p>Depois disso, cheguei a comentar com o nosso presidente que pensei seriamente em registrar um boletim de ocorrência. Ele me pediu para refletir melhor, ponderando que um BO poderia acabar vazando e gerar uma situação delicada. Eu acabei me segurando.</p>



<p>No dia seguinte tivemos outra reunião, dessa vez com a SEAD. Estávamos novamente nós da diretoria, além do SSP e do DG. O Secretário ficou pouco tempo, pois disse que sairia para gravar uma entrevista para o Fantástico sobre o desaparecimento das crianças de Bacabal.</p>
</blockquote>



<h3 class="wp-block-heading">O que diz o secretário</h3>



<p>Após a repercussão, o secretário Maurício Martins divulgou nota negando as acusações e afirmando que as declarações da delegada não correspondem ao que ocorreu nas reuniões.</p>



<p>Reitero minha conduta ética e coloco-me inteiramente à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários, certo de que a verdade prevalecerá.”</p>



<p>“Em relação às informações divulgadas em nota pela Associação dos Delegados de Polícia Civil do Maranhão (ADEPOL-MA), envolvendo relato atribuído a uma delegada de Polícia Civil, esclareço que as alegações apresentadas não correspondem à realidade e requerem apuração rigorosa para que todos os fatos sejam devidamente esclarecidos. Em nenhum momento adotei qualquer conduta desrespeitosa ou incompatível com o ambiente institucional em reuniões de trabalho realizadas com membros da Associação dos Delegados de Polícia Civil do Maranhão ou qualquer outra instituição ou pessoa. Tampouco houve qualquer manifestação desrespeitosa direcionada à delegada.</p>



<p>As referências feitas à sua pessoa restringiram-se a palavras cordiais de elogio e reconhecimento profissional. Tenho como princípio o absoluto respeito às pessoas, às instituições e, de forma muito especial, às mulheres, em particular às policiais que integram o sistema de segurança pública do Maranhão, pelo papel fundamental que desempenham na sociedade e na proteção da população.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Procuradora Rita de Cássia recebe título de cidadã maranhense da Alema</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Dec 2025 22:05:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[Rita de Cássia Baptista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A procuradora de justiça Rita de Cássia Maia Baptista recebeu o título de cidadã maranhense em cerimônia promovida pela Assembleia Legislativa do Maranhão, na tarde desta segunda-feira, 1º de dezembro. Membros e servidores do Ministério Público do Maranhão, familiares da procuradora, convidados e autoridades da Alema participaram da solenidade realizada no plenário Nagib Haickel, no [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A procuradora de justiça Rita de Cássia Maia Baptista recebeu o título de cidadã maranhense em cerimônia promovida pela Assembleia Legislativa do Maranhão, na tarde desta segunda-feira, 1º de dezembro. Membros e servidores do Ministério Público do Maranhão, familiares da procuradora, convidados e autoridades da Alema participaram da solenidade realizada no plenário Nagib Haickel, no prédio da Assembleia. A honraria foi proposta pelo deputado estadual Neto Evangelista.</p>



<p>Vivendo no Maranhão desde 1972, Rita de Cássia Maia Baptista nasceu na cidade do Rio de Janeiro. Ingressou no MPMA em 1990, tendo chegado à segunda instância em 2006, na qual atualmente exerce suas funções como titular da 20ª Procuradoria de Justiça Cível.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.mpma.mp.br/wp-content/uploads/2025/12/DSC07544-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-88017"/><figcaption class="wp-element-caption">Representantes de diversas instituições compuseram a mesa</figcaption></figure>



<p>Em seu discurso, a procuradora de justiça recordou os primeiros anos no Maranhão, os tempos de escola, de universidade e o início da carreira na área do Direito, incluindo o ingresso no Ministério Público. Igualmente reverenciou os seus familiares e os colegas da instituição. Sobre o título de cidadã maranhense, Rita de Cássia Maia Baptista ressaltou: &nbsp;“Receber este título é reconhecer que os caminhos da vida são costurados pela sensação silenciosa de encaixe, pela certeza íntima de que estamos onde deveríamos estar.&nbsp; Sinto que uma parte essencial da minha caminhada se confirma aqui, neste território que me acolheu, me transformou e ao qual passo com profunda gratidão a pertencer de forma plena”, declarou.</p>



<p>O procurador-geral de justiça, Danilo de Castro, destacou a dedicação de Rita de Cássia Maia Baptista à instituição e à justiça. “Nesses anos todos que eu a conheço, devo acrescentar que ela serviu e serve muito bem ao propósito de ser promotora e procuradora de justiça. Vossa excelência, doutora Rita, é muito querida por todos nós, por seu sorriso afetuoso, que transmite uma mensagem de amizade. &nbsp;Em nome da instituição, digo que é um privilégio ter você como nossa colega”, disse o chefe do MPMA.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.mpma.mp.br/wp-content/uploads/2025/12/DSC07383-1024x722.jpg" alt="" class="wp-image-88027"/><figcaption class="wp-element-caption">Danilo de Castro destacou a dedicação da procuradora de justiça</figcaption></figure>



<p>Autor da proposta da homenagem, o deputado estadual Neto Evangelista, ressaltou a importância de conceder o título a uma mulher. “Doutora Rita, quando a gente homenageia uma mulher, a gente manda uma mensagem para a sociedade: lugar de mulher é onde ela quiser. Mas a gente também ganha uma conterrânea de direito. Agora, a gente lhe entrega uma nova certidão de nascimento: o título de cidadã maranhense”, enfatizou.</p>



<p>A presidente da Alema, Iracema Vale, enfatizou o rigor técnico, a ética e o compromisso do trabalho de Rita de Cássia Maia Baptista. “Hoje, essa casa tem a honra de entregar um dos títulos mais simbólicos do parlamento, que é o título de cidadã maranhense. E concedê-lo à procuradora de justiça Rita de Cássia Maia Batista é reconhecer a trajetória de uma mulher que honra o serviço público e engrandece o Ministério Público do Maranhão.”.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.mpma.mp.br/wp-content/uploads/2025/12/DSC07370-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-88037"/><figcaption class="wp-element-caption">Público acompanhou a cerimônia</figcaption></figure>



<p>Vitória Baptista Ramos Baima, neta da procuradora de justiça, também a homenageou: “Vó, essa homenagem é para a senhora, pelo que representa, pelo que construiu e por tudo que inspira. Nós a amamos e a celebramos com toda a admiração e orgulho do mundo”.</p>



<p>Igualmente se pronunciou a desembargadora Márcia Cristina Coelho Chaves, que representou o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Froz Sobrinho.</p>



<p><strong>AUTORIDADES</strong></p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.mpma.mp.br/wp-content/uploads/2025/12/DSC07453-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-88030"/><figcaption class="wp-element-caption">Deputado Neto Evangelista propôs a concessão do título</figcaption></figure>



<p>Na ocasião, os policiais militares Marcos Rodrigues Silva (cabo), Kelvin Eden de Freitas Santos (cabo) e Jadson Serra dos Santos (soldado) receberam a medalha Sargento Sá pelos serviços prestados à sociedade.</p>



<p>Também compôs a mesa o defensor público Gil Faria, que representou o defensor-geral do estado, Gabriel Furtado.</p>



<p>Da administração superior do MPMA, igualmente estiveram presentes o subprocurador-geral para Assuntos Jurídicos, Orfileno Bezerra Neto; a corregedora-geral do MPMA, Maria de Fátima Travassos Cordeiro; o diretor da Secretaria para Assuntos Institucionais, Ednarg Fernandes Marques; o diretor da Secretaria de Planejamento e Gestão, Fábio Henrique Mendes.</p>



<p><strong>A HOMENAGEADA</strong></p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.mpma.mp.br/wp-content/uploads/2025/12/DSC07433-1024x722.jpg" alt="" class="wp-image-88031"/><figcaption class="wp-element-caption">Neta de Rita de Cássia, Vitória Baptista Baima também homenageou a avó na tribuna</figcaption></figure>



<p>Filha de Haroldo Baptista (carioca) e de Ilma Maia Baptista (maranhense), Rita de Cássia Maia Baptista é mãe de Bianca, Bruna e Paulo Vítor. Mãe de coração do genro Renato e avó de Vitória e Júlia. Graduada em Direito em 1986 e pós-graduada em Semiologia Política, ambas pela Universidade Federal do Maranhão (1989). Na primeira instância do MPMA, foi titular das Comarcas de Dom Pedro, São Mateus, São João dos Patos, Bacabal, Itapecuru-Mirim, São José de Ribamar e São Luís. Na segunda instância, foi nomeada e eleita para cargos de chefia na instituição, a exemplo do de ouvidora. Na gestão de Danilo de Castro, integra a administração superior do MP, como membro do Colégio de Procuradores e do Conselho Superior do Ministério Público.</p>



<p><strong>Redação:</strong> CCOM-MPMA</p>
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		<title>Morre, aos 106 anos, Rosa Roisinblit, uma das líderes das Avós da Praça de Maio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Sep 2025 14:55:53 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Perfil]]></category>
		<category><![CDATA[aos 106 anos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Falecimento foi comunicado pela organização por meio de uma carta de despedida a Rosita, como era carinhosamente chamada pelas novas gerações de avós Morreu neste sábado, 6, aos 106 anos de idade, Rosa Tarlovsky de Roisinblit, histórica vice-presidente das Avós da Praça de Maio, movimento criado durante a última ditadura militar argentina (1976-83) para procurar [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="500" height="749" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Rosa_Tarlovsky_de_Roisinblit-1c.jpg" alt="" class="wp-image-31562" style="width:800px;height:auto" srcset="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Rosa_Tarlovsky_de_Roisinblit-1c.jpg 500w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Rosa_Tarlovsky_de_Roisinblit-1c-200x300.jpg 200w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></figure>



<p><strong>Falecimento foi comunicado pela organização por meio de uma carta de despedida a Rosita, como era carinhosamente chamada pelas novas gerações de avós</strong></p>



<p>Morreu neste sábado, 6, aos 106 anos de idade,<strong> Rosa Tarlovsky de Roisinblit, histórica vice-presidente das Avós da Praça de Maio, movimento criado durante a última ditadura militar argentina </strong>(1976-83) para procurar filhos e netos desaparecidos durante o regime.</p>



<p>O falecimento foi comunicado pela organização por meio de uma carta de despedida a Rosita, como era carinhosamente chamada pelas novas gerações de avós. Ela deixou a vice-presidência do grupo em 2021, devido à idade. &#8220;Para mim, você é eterna&#8221;, escreveu sua neta Mariana em suas redes sociais como despedida, junto com uma foto que mostra as duas olhando nos olhos uma da outra e rindo.</p>



<p>De acordo com a organização Avós da Praça de Maio, ainda faltam encontrar cerca de 300 netos nascidos em cativeiro ou sequestrados junto com seus pais. No ano passado, Mirta Baravalle, fundadora das Avós da Praça de Maio, morreu aos 99 anos.</p>



<p><strong>Essa Rosa cheirava muito!</strong></p>



<p>A Rosa Tarlovsky de Roisinblit foi uma destacada <strong>ativista argentina pelos direitos humanos</strong>, mais conhecida por seu papel como <strong>vice-presidente e membro fundadora da Associação Abuelas de Plaza de Mayo</strong> (“Avós da Praça de Maio”)<a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Rosa_Tarlovsky_de_Roisinblit?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Wikipedia</a><a href="https://fr.wikipedia.org/wiki/Rosa_Tarlovsky_de_Roisinblit?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Wikipédia</a><a href="https://es.wikipedia.org/wiki/Rosa_Tarlovsky_de_Roisinblit?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Wikipedia</a>.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h3 class="wp-block-heading">Quem foi Rosa Tarlovsky de Roisinblit?</h3>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Nascimento e formação</strong><br>Nasceu em <strong>15 de agosto de 1919</strong>, na pequena comunidade de imigrantes judeus de <strong>Moisés Ville</strong>, na província de Santa Fe, Argentina<a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Rosa_Tarlovsky_de_Roisinblit?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Wikipedia</a><a href="https://es.wikipedia.org/wiki/Rosa_Tarlovsky_de_Roisinblit?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Wikipedia</a>. Em seguida, mudou-se para <strong>Rosario</strong>, onde cursou obstetrícia na então Universidade Nacional del Litoral, graduando-se por volta de 1937 e tornando-se <strong>partera chefe</strong> da Escola de Obstetrícia de Rosario<a href="https://unr.edu.ar/en/la-unr-distinguio-a-la-vicepresidenta-de-abuelas-de-plaza-de-mayo/?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Universidad Nacional de Rosario</a><a href="https://es.wikipedia.org/wiki/Rosa_Tarlovsky_de_Roisinblit?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Wikipedia</a>.</li>



<li><strong>Vida pessoal e tragédia familiar</strong><br>Estabeleceu-se em Buenos Aires, casou-se em 1951 com <strong>Benjamín Roisinblit</strong> e tiveram uma única filha, <strong>Patricia Julia</strong><a href="https://unr.edu.ar/en/la-unr-distinguio-a-la-vicepresidenta-de-abuelas-de-plaza-de-mayo/?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Universidad Nacional de Rosario</a><a href="https://es.wikipedia.org/wiki/Rosa_Tarlovsky_de_Roisinblit?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Wikipedia</a>. A vida de Rosa mudou dramaticamente em <strong>6 de outubro de 1978</strong>, quando a filha, que estava <strong>com 8 meses de gravidez</strong>, seu companheiro e sua neta de <strong>15 meses</strong> foram <strong>sequestrados</strong> durante a ditadura militar argentina (1976–1983)<a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Rosa_Tarlovsky_de_Roisinblit?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Wikipedia</a><a href="https://es.wikipedia.org/wiki/Rosa_Tarlovsky_de_Roisinblit?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Wikipedia</a><a href="https://www.swissinfo.ch/por/morre-aos-106-anos-rosa-roisinblit%2C-hist%C3%B3rica-vice-presidente-das-av%C3%B3s-da-pra%C3%A7a-de-maio/89961356?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noreferrer noopener">SWI swissinfo.ch</a><a href="https://www.lemonde.fr/en/obituaries/article/2025/09/07/rosa-roisinblit-activist-for-argentina-s-stolen-children-dies-at-106_6745109_15.html?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Le Monde.fr</a>.
<ul class="wp-block-list">
<li>A neta <strong>Mariana Eva</strong> foi devolvida à família e criada por Rosa, mas o filho que sua filha deu à luz foi <strong>apropriado</strong>, criado como <strong>Guillermo Francisco Gómez</strong> por um agente da Força Aérea e sua esposa<a href="https://unr.edu.ar/en/la-unr-distinguio-a-la-vicepresidenta-de-abuelas-de-plaza-de-mayo/?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Universidad Nacional de Rosario</a><a href="https://es.wikipedia.org/wiki/Rosa_Tarlovsky_de_Roisinblit?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Wikipedia</a><a href="https://www.lemonde.fr/en/obituaries/article/2025/09/07/rosa-roisinblit-activist-for-argentina-s-stolen-children-dies-at-106_6745109_15.html?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Le Monde.fr</a>.</li>
</ul>
</li>



<li><strong>Ativismo e Abuelas de Plaza de Mayo</strong><br>Após o sequestro, Rosa se uniu ao grupo que viria a ser conhecido como <strong>Abuelas de Plaza de Mayo</strong>, dedicando-se à busca de crianças nascidas na clandestinidade<a href="https://es.wikipedia.org/wiki/Rosa_Tarlovsky_de_Roisinblit?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Wikipedia</a><a href="https://unr.edu.ar/en/la-unr-distinguio-a-la-vicepresidenta-de-abuelas-de-plaza-de-mayo/?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Universidad Nacional de Rosario</a>.<br>Foi <strong>tesoureira</strong> da organização de 1981 a 1989 e depois <strong>vice-presidente</strong>, cargo que ocupou por muitos anos<a href="https://unr.edu.ar/en/la-unr-distinguio-a-la-vicepresidenta-de-abuelas-de-plaza-de-mayo/?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Universidad Nacional de Rosario</a><a href="https://es.wikipedia.org/wiki/Rosa_Tarlovsky_de_Roisinblit?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Wikipedia</a>.</li>



<li><strong>Reencontro e justiça</strong><br>Em <strong>2000</strong>, graças ao trabalho das Avós da Praça de Maio, Rosa finalmente reencontrou seu <strong>neto</strong>, que teve sua <strong>identidade restabelecida em 2004</strong>: hoje se chama <strong>Guillermo Rodolfo Fernando Pérez Roisinblit</strong><a href="https://es.wikipedia.org/wiki/Rosa_Tarlovsky_de_Roisinblit?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Wikipedia</a><a href="https://unr.edu.ar/en/la-unr-distinguio-a-la-vicepresidenta-de-abuelas-de-plaza-de-mayo/?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Universidad Nacional de Rosario</a><a href="https://www.lemonde.fr/en/obituaries/article/2025/09/07/rosa-roisinblit-activist-for-argentina-s-stolen-children-dies-at-106_6745109_15.html?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Le Monde.fr</a>.<br>Em <strong>2016</strong>, ela presenciou a condenação de membros da Força Aérea Argentina — incluindo Omar Graffigna e Luis Trillo — por envolvimento no sequestro e repressão, além da condenação do agente Francisco Gómez pela apropriação de seu neto<a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Rosa_Tarlovsky_de_Roisinblit?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Wikipedia</a><a href="https://www.lemonde.fr/en/obituaries/article/2025/09/07/rosa-roisinblit-activist-for-argentina-s-stolen-children-dies-at-106_6745109_15.html?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Le Monde.fr</a><a href="https://english.elpais.com/elpais/2016/09/09/inenglish/1473425759_889783.html?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noreferrer noopener">EL PAÍS English</a><a href="https://es.wikipedia.org/wiki/Rosa_Tarlovsky_de_Roisinblit?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Wikipedia</a>.</li>



<li><strong>Distinções e legado</strong><br>Ao longo da vida, recebeu inúmeras honrarias, incluindo o título de <strong>Doutora Honoris Causa</strong> pela Universidade Nacional de Rosario e várias outras distinções por sua longa trajetória em prol dos direitos humanos<a href="https://es.wikipedia.org/wiki/Rosa_Tarlovsky_de_Roisinblit?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Wikipedia</a>.</li>
</ul>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h3 class="wp-block-heading">Morte</h3>



<p>Rosa Tarlovsky de Roisinblit faleceu em <strong>6 de setembro de 2025</strong>, aos <strong>106 anos</strong>, em Buenos Aires. Seu falecimento foi amplamente noticiado e lamentado por organizações de direitos humanos, em especial pelas Avós da Praça de Maio, que a homenagearam como uma líder incansável e inspiradora</p>
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		<title>Igualdade Racial agora tem Célia Salazar no comando</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Aug 2025 20:33:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Empoderamento]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Brandão]]></category>
		<category><![CDATA[Célia Salazar]]></category>
		<category><![CDATA[Igualdade RAcial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O governador do Maranhão, Carlos Brandão, anunciou na tarde desta sexta-feira, 29, pelas redes sociais, mudanças no comando da Secretaria de Estado da Igualdade Racial (Seir). Após quase uma década à frente da pasta, Gerson Pinheiro deixou o cargo, que será ocupado por Célia Salazar. Gerson Pinheiro esteve à frente da Seir desde 2015, sendo [&#8230;]</p>
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]]></description>
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<p>O governador do Maranhão, Carlos Brandão, anunciou na tarde desta sexta-feira, 29, pelas redes sociais, mudanças no comando da Secretaria de Estado da Igualdade Racial (Seir). Após quase uma década à frente da pasta, Gerson Pinheiro deixou o cargo, que será ocupado por Célia Salazar.</p>



<figure class="wp-block-image" id="attachment_198498"><img decoding="async" src="https://portaloinformante.com.br/wp-content/uploads/2025/08/IMG_6087-1024x626-1-1.webp" alt="" class="wp-image-198498"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>Carlos Brandão e Célia Salazar, no ato da posse</em></strong></figcaption></figure>



<p>Gerson Pinheiro esteve à frente da Seir desde 2015, sendo um dos secretários mais longevos da atual gestão. Geógrafo de formação e especialista em gestão ambiental, ele é reconhecido por sua trajetória como militante do movimento negro e por ter participado da fundação da União de Negros pela Igualdade (Unegro), entidade nacional de defesa dos direitos da população negra.</p>



<p>Ao anunciar a mudança, o governador destacou a contribuição de Pinheiro ao longo dos últimos anos e desejou sucesso à nova secretária.</p>



<p>Célia Salazar, que assume a pasta, já atuava em projetos voltados para a promoção da igualdade racial e dos direitos humanos no estado. Sua nomeação foi recebida com expectativa por lideranças de movimentos sociais, que aguardam a continuidade e o fortalecimento de políticas públicas voltadas à inclusão e combate ao racismo.</p>
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		<title>Neta de Lula diz que Janja não é uma primeira-dama típica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Aug 2025 13:40:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empoderamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entrevista: Bia Lula avalia que informação do governo ainda chega de forma burocrática e que é preciso ir para “corpo a corpo” Igor Gadelha &#8211; Metrópoles Neta mais velha do presidente Lula, a comunicóloga Maria Beatriz da Silva Sato Rosa afirmou, em entrevista exclusiva à coluna, que Janja “não é uma primeira-dama típica”. Para Bia [&#8230;]</p>
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<h2 class="wp-block-heading">Entrevista: Bia Lula avalia que informação do governo ainda chega de forma burocrática e que é preciso ir para “corpo a corpo”</h2>



<p><strong><a href="https://www.metropoles.com/author/igor-gadelha">Igor Gadelha</a> <a href="https://news.google.com/publications/CAAqBwgKMPfq-gowsr7yAg?hl=pt-BR&amp;gl=BR&amp;ceid=BR%3Apt-419" target="_blank" rel="noreferrer noopener">&#8211; Metrópoles</a></strong></p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i.metroimg.com/lawZpotRQmvMkjJNrK0fXvp-4t51o0_A2Gx8YGjYS4g/w:1200/q:85/f:avif/plain/2025/01/13134702/Lula-Neta.jpg" alt="Bia Lula, neta do presidente Lula - Metrópoles"/></figure>



<p>Neta mais velha do presidente <a href="https://www.metropoles.com/tag/lula" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Lula</a>, a comunicóloga Maria Beatriz da Silva Sato Rosa afirmou, em entrevista exclusiva à coluna, que <a href="https://www.metropoles.com/tag/janja" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Janja</a> “não é uma primeira-dama típica”. Para <a href="https://www.instagram.com/bialula/?hl=pt" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Bia Lula</a>, como a neta do petista é mais conhecida, a esposa do avô, “bem ou mal”, ajuda a “blindar” a imagem do marido.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><strong>“As pessoas distorcem muito o que ela fala, distorcem a imagem dela. Acho até, às vezes, intencional. Comparam ela com Michelle (Bolsonaro), que é uma coisa completamente desnecessária. Não é uma primeira-dama típica. Ela é uma primeira-dama que quer fazer o trabalho, que quer botar a mão na massa. Ela é uma primeira-dama muito nova. Ela gosta de trabalhar, ela sempre trabalhou na área, e muita gente não entende isso”, disse a neta de Lula, em entrevista concedida na terça-feira (19/8).</strong></p>
</blockquote>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i.metroimg.com/mZ2sIIqBtpGXny0V9VSGsyt5DihbQ_o13QYQ_kNtn5o/w:600/q:85/f:avif/plain/2025/07/23160127/lula-2-12.jpg" alt=""/></figure>



<p>Para Bia, Janja é alvo de “machismo”. “Tenho certeza que o machismo é o grande X da questão. Acho também que o fogo amigo é o pior que tem. Então, de fato acontece. De fato, falam. Não é porque falam para mim. Mas a gente sabe que, nos bastidores, acontecem. É um machismo estrutural enraizado”, disse.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><strong>“Fora que também é uma coisa daquilo: ‘Poxa, eu queria estar mais perto e não consigo’. Daí colocam a culpa nela. Só que, bem ou mal, ela também ajuda, deixando com que algumas pessoas não cheguem tão perto para blindar a imagem do meu avô de uma certa forma. Acho que ela faz de tudo para ajudá-lo enquanto presidente, jamais para prejudicá-lo”, emendou a comunicóloga.</strong></p>



<p>Na avaliação da neta de Lula, dentro e fora do PT “sempre vão falar” de Janja. “Porque é uma mulher, porque é a mulher do presidente, porque faz o que não era para fazer, porque faz mais do que era para fazer. Enfim, vão falar. Mas acho que ela faz um bom papel, tanto quanto esposa, quanto como primeira-dama”, disse.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Janja ajuda na comunicação, diz neta de Lula</h4>



<p>Ainda na entrevista à coluna, Bia Lula avaliou que Janja tem ajudado na comunicação pessoal do presidente. Para a comunicóloga, os vídeos do avô gravados pela primeira-dama ajudam a trazer um olhar mais humano para o petista, algo que a comunicóloga avalia que a família tinha perdido um pouco.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><strong>“A Janja é completamente antenada. Ela sabe, ela vai pesquisando, vai sabendo tudo que acontece. Ela grava, sim, meu avô nos momentos mais íntimos deles. Ela se dá super bem com a tecnologia. A minha visão é que ela ajuda a voltar a trazer o olhar do povo mais humano ainda pro meu avô. Porque acho que a gente tinha perdido isso um pouco por conta de tudo o que já aconteceu, né? Todas as notícias ruins, os escândalos, a prisão. Então, acho que os vídeos do meu avô que a Janja faz trazem esse olhar mais humano”,</strong> afirmou.</p>
</blockquote>



<p><strong>Leia a entrevista na íntegra:</strong></p>



<p><strong>Por que você resolveu começar a gravar esses vídeos com críticas a adversários do seu avô, como o presidente dos EUA, Donald Trump, e o governador Tarcísio de Freitas?</strong><br>Sempre encontrei uma dificuldade de enxergar na esquerda, de a gente conseguir falar fora da bolha, falar para as pessoas que realmente querem entender o que está acontecendo, só que só chega para elas a versão da extrema-direita, da família Bolsonaro, enfim. Eu sempre me questionava muito: “Poxa, a gente precisa de um nome, precisa de alguém”. E aí, conversando com um amigo, ele falou: “Por que você não faz isso? Por que você não vai, fala e tenta conscientizar as pessoas de uma maneira mais popular, mais dinâmica?”. Aí gravei o primeiro e pensei: “Seja o que Deus quiser”. Gravei, deu certo. E agora estou continuando, porque acho que consegui, minimamente, furar a bolha. E, conforme o tempo vai passando, vou conseguindo chegar a mais pessoas, para elas entenderem a realidade dos fatos.</p>



<p><strong>Você chegou a discutir previamente a ideia de gravar os vídeos com alguém do Palácio do Planalto ou do governo?</strong><br>Foi tudo ideia minha. Até porque, quando postei o primeiro vídeo, fiquei com muito medo, porque não tinha comentado com ninguém. Só sabiam eu, meu marido e meus amigos que me ajudaram a produzir. Quando soltei, pensei: “Caraca, o que meu avô vai falar? O que vão pensar?”. Enfim, ninguém sabia. Vi matérias dizendo que provavelmente tinha o Sidônio metido e tal. Mas o Sidônio não sabia. Eu nem tenho contato dele. Meu avô viu depois, alguém mostrou para ele, acho que até a Janja. Mas eu não pedi para ninguém do Palácio, não pedi nada. Eu vou pesquisando, vou fazendo. Até porque pedir algo para o Sidônio seria até imoral, antiético. Ele trabalha para o presidente, né? Então, não tem como.</p>



<p><strong>E o que o presidente achou? Ele mandou algum recado, se gostou do vídeo, se você pode continuar ou se deve parar?</strong><br>Fiquei muito surpresa, porque ele gostou. Estava com medo de levar uma bronca, mas ele me parabenizou. Perguntei, obviamente, se poderia continuar, e ele disse que sim. Eu sempre deixei claro que não quero atrapalhar o governo. Então, em algum momento, se eu atrapalhar, tanto ele quanto qualquer outra pessoa tem a obrigação de me dizer: “Olha só, para, porque você está atrapalhando”. Minha intenção é informar, comunicar as pessoas sobre muitas coisas que acontecem nos bastidores e que não chegam para elas. Quando chegam, vêm de forma muito diplomática, difícil de entender. E a Dona Maria, que mora na comunidade, não vai compreender. Então, a gente tem que falar numa linguagem que todos entendam.</p>



<p><strong>Algumas pessoas viram nessa sua iniciativa dos vídeos uma pretensão política. Você pretende disputar eleições no futuro?</strong><br>Acho que ainda é muito cedo para falar sobre isso, mas tudo é uma construção, né? A gente tem recebido muito feedback positivo, e isso acaba dando ânimo para pensar além da internet. Não é para agora. Mesmo que ano que vem ele (Lula) não pudesse tentar reeleição, eu não poderia concorrer, porque ele ainda estaria como chefe de Estado. Então, só daqui a quatro anos. Até lá, é tempo de construção: muito estudo, diálogo, participação, leitura, pesquisa. Não quero chegar a um Congresso ou à Câmara como outras famílias que chegam sem saber nada.</p>



<p><strong>Como alguém que trabalha na área, como avalia a comunicação do governo? Acha que precisa melhorar alguma coisa?</strong><br>Sempre dá para melhorar. Acho que o Sidônio conseguiu, sim, fazer renascer a comunicação do Planalto. Antes, na minha visão, não estava chegando como deveria. Hoje já vejo uma melhora, mas ainda há espaço. Até porque, no ano que vem, teremos eleição, então é importante crescer ainda mais nessa comunicação. Como falei: a informação não chega como deveria. Vem muito burocrática. Teve aquele vídeo dos cachorrinhos, dos gatinhos, que é bacana, mas dá para pensar em outras possibilidades, falar mais olho no olho com as pessoas. Hoje, o corpo a corpo é o celular. Então, é saber usar melhor as redes sociais a nosso favor. Mas, de modo geral, melhorou bastante.</p>



<p><strong>Você já chegou a dar alguma dica de comunicação ao Sidônio ou diretamente ao seu avô?</strong><br>Para o Sidônio, não. Nem tenho esse papel, nem posso ter. É institucional. Quem sou eu para chegar e dizer o que ele tem que fazer? Já com meu avô, a gente tenta fazer ele entender muita coisa da era digital. Mas é uma pessoa de 80 anos, que vai tentando pegar a linguagem. Inclusive, nos últimos vídeos, achei que ele está mais solto. Mas é difícil. Nosso campo político não sabe usar os algoritmos, não sabe usar a internet a nosso favor. E esse é um grande problema, porque a extrema-direita mostrou como a internet pode ser uma potência. Então, acho que a esquerda precisa assumir a internet para si, fazer do jeito certo e, claro, com todas as regulamentações, para não virar bagunça nem gerar fake news de nenhum lado.</p>



<p><strong>A primeira-dama Janja tem atuado na comunicação pessoal do presidente. Você acha que ela tem ajudado?</strong><br>A Janja é completamente antenada. Vai pesquisando, sabendo de tudo. Ela grava, sim, meu avô em momentos íntimos, e se dá super bem com tecnologia. Acho que ela traz de volta um olhar mais humano para meu avô, que tinha se perdido com tantos escândalos, prisão, notícias ruins. Os vídeos dela mostram esse lado mais próximo: ele plantando uma árvore, pescando, cuidando dos animais abandonados. Isso aproxima o povo. Ela mostra o presidente humano, não apenas o institucional. Acho que ela tem feito um papel excelente nisso. Senão, ele ficaria só aquele cara burocrático que fala com imprensa e deputados. Esses vídeos mostram o Lula humano.</p>



<p><strong>A Janja costuma ser alvo de críticas, algumas até de integrantes do governo e do PT, que a acusam de limitar acessos ou influenciar demais nas decisões do presidente. Acha que há machismo nisso?</strong><br>Tenho certeza que o machismo é o grande X da questão. E o fogo amigo é o pior de todos. Isso existe, sim, nos bastidores. É um machismo estrutural enraizado. Fora o ciúme: “Eu queria estar mais perto, mas não consigo”, e jogam a culpa nela. Mas, bem ou mal, ela ajuda a blindar a imagem do meu avô, e isso protege. Acho que ela faz de tudo para ajudá-lo, jamais para prejudicá-lo. Quem ama não quer prejudicar. Ela tem um papel muito importante, mas as pessoas distorcem o que ela fala e sua imagem, muitas vezes até de forma intencional. Compará-la à Michelle Bolsonaro, por exemplo, é desnecessário. Janja não é uma primeira-dama típica: gosta de trabalhar, botar a mão na massa. Sempre trabalhou na área, e muita gente não entende. Ela não ganha salário, faz tudo porque quer, porque acredita. Cumpre bem seu papel, e as pessoas sempre vão falar, porque é mulher, porque é esposa do presidente, porque aparece mais do que o esperado. Mas eu acho que ela faz um ótimo trabalho.</p>



<p><strong>Seu avô vai completar 80 anos em outubro e diz que pretende ser candidato à reeleição em 2026. Você avalia que ele está disposto fisicamente para isso?</strong><br>Se juntar eu, você e todo mundo aqui, não dá a disposição dele. Ele tem muita vontade de viver e trabalhar. Se depender da saúde, esquece, não tem para ninguém. Ele vai estar super disposto. A gente já teve o exemplo do Biden, que saiu da Presidência com mais de 80 anos. Meu avô se cuida, faz exames regularmente. Para ele, a pior coisa seria ficar parado. Ano Novo, quando estamos juntos, ele sempre fala: “Como é que as pessoas conseguem não trabalhar?”. Para ele, parar é o que faz mal. Então, se tudo estiver certo, com certeza ele vai disputar, com saúde e vontade de continuar fazendo o que sabe de melhor: contribuir para o país e para quem mais precisa.</p>
</blockquote>
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		<title>Racismo na Saúde! Mulheres pretas morrem mais durante parto e pós</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Nov 2023 14:47:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É o que divulgou o Boletim Saúde Materna da Mulher Negra, produzido pelo Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) e pelo Instituto Çarê. Os pesquisadores analisaram diferentes causas de mortalidade materna entre 2014 e 2021 e em todos os casos mulheres pretas apresentaram os piores indicadores.</p>
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<p><strong>É o que divulgou o <a href="https://ieps.org.br/wp-content/uploads/2022/11/Boletim_Care-IEPS-1-Saude-Materna-Mulher_Negra.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Boletim Çarê-IEPS &#8211; Saúde Materna da Mulher Negra</a>, produzido pelo Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) e pelo Instituto Çarê. Os pesquisadores analisaram diferentes causas de mortalidade materna entre 2014 e 2021 e em todos os casos mulheres pretas apresentaram os piores indicadores</strong>.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Mulher-preta-gravida.jpg" alt="" class="wp-image-29950" srcset="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Mulher-preta-gravida.jpg 1024w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Mulher-preta-gravida-400x225.jpg 400w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Mulher-preta-gravida-768x432.jpg 768w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption><em><strong>Na hora do parto, as mulheres negras levam desvantagem. Elas morrem mais! (Foto: DCStudio/Freepik)</strong></em></figcaption></figure>



<p>Gestantes e puérperas pretas têm os piores indicadores de mortalidade materna, entre as causas mais frequentes de óbito, mostra o <strong><a href="https://ieps.org.br/wp-content/uploads/2022/11/Boletim_Care-IEPS-1-Saude-Materna-Mulher_Negra.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Boletim Çarê-IEPS n. 1/2022 Saúde Materna da Mulher Negra</a></strong> produzido pelo Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) e pelo Instituto Çarê. O estudo analisou as causas de mortalidade materna a partir da 10ª Classificação Estatística Internacional de Doenças (CID-10) entre 2014 e 2021. Nesse período, na categoria “Afecções obstétricas não classificadas em outra parte”, que reúne diversas causas de mortalidade, como transtornos mentais e doenças virais, a média da razão de mortalidade materna&nbsp; entre mulheres pretas foi de 42,9, mais que o dobro do que mulheres brancas (20,8) e pardas (20,1).</p>



<p>Segundo Rony Coelho, pesquisador do IEPS e integrante da cátedra Çarê-IEPS, os números mostram como as desigualdades raciais impactam a vida e a saúde da população negra. “Precisamos pensar a saúde a partir de uma perspectiva social. Existem determinantes sociais que impactam diretamente os modos de vida, de trabalho, de adoecimento e de acesso aos serviços de saúde. O Boletim ajuda a pensar no porquê a população negra, especialmente as mulheres pretas, apresentam os piores indicadores sob os mais variados recortes. Esses números nos levam a refletir sobre quais dimensões da vida são impactadas pelo racismo”, enfatiza Rony Coelho.</p>



<p>o ano passado, as doenças virais foram as principais responsáveis pelos registros de morte de gestantes e puérperas pretas, dentre os diagnósticos presentes na categoria “Afecções obstétricas não classificadas em outra parte”, atingindo no ano passado uma média de razão de mortalidade materna considerada alta, uma taxa de 73,6 mulheres a cada 100 mil nascidos vivos. Mulheres brancas e pardas também apresentaram um número expressivo de óbitos em razão de doenças virais. A razão de mortalidade entre mulheres brancas foi de 66,4 e 40,8 entre mulheres pardas.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em><strong>“[…] Existem determinantes sociais que impactam diretamente os modos de vida, de trabalho, de adoecimento e de acesso aos serviços de saúde. O Boletim ajuda a pensar no porquê a população negra, especialmente as mulheres pretas, apresentam os piores indicadores sob os mais variados recortes. Esses números nos levam a refletir sobre quais dimensões da vida são impactadas pelo racismo”. Rony Coelho, pesquisador do IEPS e integrante da Cátedra Çarê-IEPS.</strong></em></p><cite><em><strong>&nbsp;“Pesquisas mostram que durante a pandemia houve um aumento expressivo da mortalidade materna e, infelizmente, não tivemos ações capazes de amenizar essas perdas. É fundamental que haja uma investigação adequada das causas da mortalidade, mas, mais importante, deve haver um investimento contínuo para a redução da mortalidade materna, seja na atenção básica, para a identificação precoce dos possíveis casos de hipertensão gravídica entre outras causas de morte evitáveis, seja nos casos em que há necessidade de hospitalização. Um ponto que é sempre bom lembrar é que mais de 90% dos casos de mortalidade materna são por causas evitáveis, segundo alguns órgãos internacionais de saúde”, explica o pesquisador da cátedra Çarê-IEPS.</strong></em></cite></blockquote>



<p><strong>Intercorrências obstétricas graves: casos de pré-eclâmpsia grave ou eclâmpsia aumentaram entre mulheres negras e brancas</strong></p>



<p>As intercorrências obstétricas graves são complicações durante gravidez e o puerpério que podem, em casos extremos, levar à morte. A pré-eclâmpsia e seu estágio mais grave, a eclâmpsia, é um desses casos. O boletim identificou que aproximadamente de 23 a 33 parturientes a cada 1.000 sofreram desse quadro hipertensivo entre 2014 e 2021, o que representa uma taxa média mensal de 28,4 casos. Apesar do número ser expressivo para todas os recortes de raça/cor, as mulheres pretas continuam apresentando índices maiores, atingindo 32,8 (15,5% a mais do que a média geral). A média entre mulheres brancas foi 24,9 (12,5% a menos do que a média geral) e entre as pardas de 27,5 (3,1% a menos do que a média geral).</p>



<p>As demais intercorrências obstétricas graves analisadas no boletim, a hemorragia e a sepse, apresentaram baixa ou estabilidade no período analisado no estudo para todas as mulheres.</p>



<p><a href="https://ieps.org.br/wp-content/uploads/2022/11/Boletim_Care-IEPS-1-Saude-Materna-Mulher_Negra.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Acesse o Boletim Çarê-IEPS n. 1/2022 Saúde Materna da Mulher Negra na íntegra.</strong></a></p>
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		<title>Escola do Legislativo promove oficina literária “Sou Mulher e Muita Coisa”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Portal Maranhão Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Aug 2023 22:21:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Durante a oficina, os alunos aprenderam técnicas de escrita criativa, como usar a imaginação, entre outras atividades que partem de uma autobiografia até chegar ao processo da autoficção A Escola do Legislativo do Maranhão (Elema) promoveu, nesta terça-feira (16), a oficina literária “Sou Mulher e Muita Coisa”, ministrada pela psicóloga, cineasta e escritora Milena Carvalho. [&#8230;]</p>
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<p>Durante a oficina, os alunos aprenderam técnicas de escrita criativa, como usar a imaginação, entre outras atividades que partem de uma autobiografia até chegar ao processo da autoficção</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="682" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2023/08/AL-oficina-mulher.jpeg" alt="" class="wp-image-29722" srcset="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2023/08/AL-oficina-mulher.jpeg 1024w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2023/08/AL-oficina-mulher-400x266.jpeg 400w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2023/08/AL-oficina-mulher-768x512.jpeg 768w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption><strong><em>Oficina literária foi ministrada pela psicóloga, cineasta e escritora Milena Carvalho</em></strong></figcaption></figure>



<p>A Escola do Legislativo do Maranhão (Elema) promoveu, nesta terça-feira (16), a oficina literária “Sou Mulher e Muita Coisa”, ministrada pela psicóloga, cineasta e escritora Milena Carvalho. Na oficina, foram trabalhados temas abordados no livro “Quem é essa mulher?”, que trata de&nbsp;violência sexual, maternidade na adolescência, superação e amor.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>“É um livro de autoficção&nbsp;que ajuda exatamente no processo de como organizo meus pensamentos, sentimentos, e posso me conectar com situações às vezes tão difíceis para a gente e recontar a nossa história, porque somos donas dela”, assinalou Milena Carvalho, autora do livro.&nbsp;</p>



<p>Durante a oficina, os alunos aprenderam técnicas de escrita criativa, como usar a imaginação, entre outras atividades que partem de uma autobiografia até chegar ao processo da autoficção. “São técnicas literárias bastante criativas, muita prática, e temos leitura também”, completou Milena Carvalho.&nbsp;</p>



<p>O servidor Danilo Castro disse que a oficina proporciona uma reflexão sobre a própria história. “Quem nós somos e aonde queremos chegar, por meio do relato da escrita e das técnicas ensinadas. É uma oficina muito interessante”, afirmou.&nbsp;</p>



<p>Efraim Soares, coordenador pedagógico da Elema, destacou que essa é mais uma das ações alusivas ao “Agosto Lilás”, de enfrentamento à violência contra a mulher. “Nada mais bacana do que trazer uma professora e cineasta, que trabalha essa outra realidade da escrita, para falar um pouquinho de si e trabalhar a imaginação”.<strong><em> (Agência Assembleia)</em></strong></p>
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		<title>Numa CPI cheia de machos, senadoras roubam a cena, entre elas Eliziane Gama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[José Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 May 2021 17:37:01 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mesmo sem direito a uma só vaga entre a macharada titular da CPI da Covid, as intervenções das senadoras têm sido brilhantes, contundentes, essenciais, com sangue nos olhos e uma sustança histórica ao melhor estilo Mossoró (RN) — cidade pioneira na conquista do voto feminino no Brasil, em 1927.<br />
Volto o vídeo da sessão de interrogatório desta quarta-feira (19) e reparo na importância da firmeza da senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA). O general Eduardo Pazuello parecia engambelar os homens, com sua prosa rococó, quando a maranhense detecta o truque: “A sensação que eu tenho é que parece que o senhor está brincando com a cara da gente na CPI, o senhor já mentiu demais nessa comissão”.</p>
<p>O post <a href="https://www.maranhaobrasil.com.br/numa-cpi-cheia-de-machos-senadoras-roubam-a-cena-entre-elas-eliziane-gama/">Numa CPI cheia de machos, senadoras roubam a cena, entre elas Eliziane Gama</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.maranhaobrasil.com.br">Maranhão Brasil</a>.</p>
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<figure class="wp-block-image size-large is-style-rounded"><img loading="lazy" decoding="async" width="512" height="512" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Senadora-Eliziane-Gama.jpg" alt="" class="wp-image-29427" srcset="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Senadora-Eliziane-Gama.jpg 512w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Senadora-Eliziane-Gama-300x300.jpg 300w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Senadora-Eliziane-Gama-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 512px) 100vw, 512px" /><figcaption><span class="has-inline-color has-pale-pink-color">Senadora Eliziane Gama, pedra no sapato dos governistas na CPI da Covid</span></figcaption></figure>



<p>&#8220;<strong>Macharada, mire-se no exemplo das mulheres na CPI da Covid</strong>&#8220;</p>



<p><em><strong>Xico Sá, do Diário do Nordeste</strong></em></p>



<p>Mesmo sem direito a uma só vaga entre a macharada titular da CPI da Covid, as intervenções das senadoras têm sido brilhantes, contundentes, essenciais, com sangue nos olhos e uma sustança histórica ao melhor estilo Mossoró (RN) — cidade pioneira na conquista do voto feminino no Brasil, em 1927.</p>



<p>Volto o vídeo da sessão de interrogatório desta quarta-feira (19) e reparo na importância da firmeza da senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA). O general Eduardo Pazuello parecia engambelar os homens, com sua prosa rococó, quando a maranhense detecta o truque: “A sensação que eu tenho é que parece que o senhor está brincando com a cara da gente na CPI, o senhor já mentiu demais nessa comissão”.</p>



<p>Com documentos à mão, Eliziane levou o ex-ministro da Saúde de Bolsonaro a recorrer ao silêncio pela primeira e única vez. Ela cobrou que o ex-ministro da Saúde respondesse sobre a oferta de um avião cargueiro dos EUA que ajudaria a socorrer os hospitais de Manaus durante a tragédia da falta de oxigênio. Sem saída, Pazuello seguiu orientação de um advogado e calou.</p>



<p>No dia anterior, a responsável por frear o delírio de Ernesto Araújo foi Kátia Abreu (PP-TO). A senadora sapecou duas definições definitivas sobre o ex-ministro das Relações Exteriores: “negacionista compulsivo” e “bússola que nos direcionou ao caos”.dvogado e calou.</p>



<p>O arrojo da senadora ainda rendeu uma advertência do presidente da CPI, Omar Aziz, que pediu cordialidade da política maranhense com o general.</p>



<p>Em um ambiente em que a tropa de choque governista ameaça até sair no braço, a intervenção de Eliziane pode ser considerada civilizadíssima. O que incomodou foi a sua sagacidade em detectar o rosário de mentiras do interrogado.</p>



<p>No dia anterior, a responsável por frear o delírio de Ernesto Araújo foi Kátia Abreu (PP-TO). A senadora sapecou duas definições definitivas sobre o ex-ministro das Relações Exteriores: “negacionista compulsivo” e “bússola que nos direcionou ao caos”.</p>



<p>As bravas atuações desta semana, com Eliziane e Kátia, deixaram patente o óbvio: caso elas fizessem parte como titulares da comissão, os mentirosos, engambeladores e Rolandos Leros teriam uma vida mais difícil ainda durante os interrogatórios.</p>



<p>É de um machismo miserável, em maio do ano da graça de 2021, que os partidos não tenham indicado uma só senadora entre os 18 marmanjos do time. Uma indecência.</p>



<p><em><strong>*Esse texto reflete, exclusivamente, a opinião do autor.&#8221; </strong></em></p>
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		<title>Distúrbio alimentar: como o isolamento pode afetar sua relação com a comida</title>
		<link>https://www.maranhaobrasil.com.br/disturbio-alimentar-como-o-isolamento-pode-afetar-sua-relacao-com-a-comida/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Portal Maranhão Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2020 02:50:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Estresse e ansiedade podem ser fatores agravantes e até mesmo desencadeantes de transtornos alimentares durante isolamento social</p>
<p>O post <a href="https://www.maranhaobrasil.com.br/disturbio-alimentar-como-o-isolamento-pode-afetar-sua-relacao-com-a-comida/">Distúrbio alimentar: como o isolamento pode afetar sua relação com a comida</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.maranhaobrasil.com.br">Maranhão Brasil</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>As mudanças no mundo têm impacto direto sobre nosso comportamento e, por conta desse período de isolamento e readaptação da rotina, é comum que tenhamos sentimentos alterados.&nbsp;<a href="https://revistamarieclaire.globo.com/Beleza/noticia/2020/06/como-aliviar-o-estresse-na-quarentena-e-dormir-melhor.html">Estresse, ansiedade</a>, medo, angústia e solidão são algumas das sensações envolvidas no turbilhão emocional causado pela pandemia do coronavírus. Junto aos crescentes casos de contágio e as reforçadas&nbsp;<a href="https://revistamarieclaire.globo.com/Beleza/noticia/2020/06/posso-usar-maquiagem-por-baixo-da-mascara-especialistas-tiram-duvida.html">medidas de prevenção</a>, nossa saúde mental e emocional também estão em pauta.&nbsp;</p>



<p>De acordo com uma publicação de abril feita pelo jornal britânico The Lancet, cientistas do King’s College de Londres fizeram uma revisão sobre o impacto psicológico da quarentena decorrente do coronavírus. Após analisarem 24 estudos, os pesquisadores concluíram que a maioria revela repercussões negativas como sintomas de estresse pós-traumático, raiva e confusão.&nbsp;</p>



<p>Mas, como a pandemia e seus desdobramentos afetam os distúrbios alimentares e suas manifestações?&nbsp;Segundo o psiquiatra Eduardo Aliende Perin, de São Paulo, um estudo recente do Hospital Universitário de Barcelona, na Espanha, mostrou que 38% dos pacientes relataram piora dos seus sintomas alimentares durante o confinamento e 56% relataram aumento da ansiedade e estresse, elevando o risco de “beliscar” alimentos o dia todo.&nbsp;</p>



<p>O período de pandemia é uma situação atípica e inusitada, que impacta diretamente as reações emocionais das pessoas. &#8220;Elas estão mais ansiosas, preocupadas e com medo e por não haver perspectivas de quando essa situação irá acabar. Todos estão mais suscetíveis a apresentar distúrbios psicológicos e também psiquiátricos”, reforça a nutróloga Dra. Marcella Garcez. Além disso,&nbsp;Muitas pessoas que estão em isolamento podem passar a ter uma autoimagem prejudicada, um importante fator de risco para transtornos alimentares e, assim, passam a desenvolver transtorno alimentar. De outra maneira, lidar com a solidão do confinamento pode fazer com que o indivíduo, que já tinha um diagnóstico, desenvolver uma exacerbação do quadro.</p>



<p>A internet pode ser um fator importante nesse sentido. É o que enfatiza o psiquiatra: “Problemas de saúde, ganho de peso e sedentarismo servem como fatores precipitadores para o desenvolvimento de distúrbio alimentar em indivíduos vulneráveis na quarentena. A maior exposição à mídia e a corpos esbeltos e magros também pode ser muito deletéria”.</p>



<p>Geralmente os portadores de transtornos alimentares já apresentam sinais leves dos distúrbios ao longo dos anos. &#8220;Porém, em uma situação como essa de maior estresse emocional pode ser o fator agravante e até mesmo desencadeante de sintomas mais significativos”, explica Marcella.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Primeiros sinais de distúrbio alimentar</h3>



<p>Os mais frequentes &#8211; bulimia nervosa e anorexia nervosa &#8211; geralmente começam acompanhados de ansiedade e obsessão por manter-se magro, aliada à presença de baixa auto-estima, que são seguidas de alterações de hábitos alimentares.</p>



<p>No caso da bulimia nervosa, a pessoa tem episódios de compulsões alimentares, seguidas de métodos compensatórios inadequados como vômitos induzidos, uso de laxantes ou diuréticos e prática de exercícios em excesso, para evitar o ganho de peso.</p>



<p>Para Dra. Marcella, o transtorno mais comum durante o isolamento é a compulsão alimentar periódica, que pode evoluir para bulimia nervosa é a principal causa é a ansiedade do momento atual. &#8220;Quem tem compulsão alimentar periódica apresentam episódios de compulsão alimentar, porém diferentemente da bulimia, não utilizam métodos purgativos para eliminar os alimentos ingeridos, nem têm grande preocupação com o peso e a forma corporal&#8221;, explica. Nesse caso, essas pessoas tendem a perder o controle durante os frequentes episódios de compulsão e só conseguem parar de comer quando se sentem fisicamente desconfortáveis.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Relatos de quem sofreu distúrbio alimentar</h3>



<p><em><strong>Marie Claire</strong></em>&nbsp;conversou com as influenciadores digitais Dora Figueiredo e&nbsp;Mirian Bottan<strong>,&nbsp;</strong>que já tiveram transtornos alimentares e hoje elas contam suas histórias nas redes sociais. Mais do que isso, são exemplos para muitas mulheres que também enfrentam o problema, trazendo à tona reflexões importantíssimas sobre corpo feminino como objeto, julgamentos, machismo e outros temas relevantes que podem fazer você refletir durante o período de isolamento.</p>



<p>Dora Figueiredo, de 26 anos, conta que começou a notar algumas alterações no comportamento a partir dos 12 anos, junto com as mudanças físicas, que para ela eram ‘defeitos’: “Nessa idade, eu já me sentia incomodada com meu corpo, algo que uma criança não deveria sentir, mas o fato de a mulher ser tão sexualizada desde cedo fazia com que eu achasse que precisava ter um corpo ‘perfeito’ para ser bem sucedida. Inclusive, eu já tinha certeza que, se aos 14 eu não tivesse os seios do jeito que eu queria, iria colocar implantes de silicone”.</p>



<p>Aos 14 anos, Dora, de fato, teve seus primeiros sintomas ligados ao distúrbio alimentar. Um dos fatores que desencadeou o problema foi quando começou a usar a internet e descobriu perfis em redes sociais de meninas muito magras. A partir daí, essas imagens passaram a ser sua inspiração de “corpo ideal”. Ela relata que ficava até três dias sem comer e fazia muito exercício físico porque achava que, assim, seria desejável para os homens.</p>



<p>Nesse processo, Dora ainda passou por um relacionamento abusivo, porque o namorado controlava sua quantidade de comida no prato. “A partir do momento que ele saiu da minha vida, eu estava livre para fazer o que quisesse, por isso acabei comendo mais e engordando, mas também me amava mais e não importava muito em como ficaria meu corpo, porque eu já não tinha que ser perfeita para o meu namorado”.&nbsp;</p>



<p>Depois do episódio, ela fez acompanhamento com psicóloga, psiquiatra e nutricionista e hoje está curada da compulsão alimentar mesmo sabendo que não está 100% livre do sentimento de pressão estética. “Há recaídas, claro, mas nada parecido com o que era antes, que eu achava que eu só seria feliz se entrasse numa calça tamanho 36”.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="819" height="1024" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/dora_figueredo-819x1024.jpg" alt="" class="wp-image-319" srcset="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/dora_figueredo-819x1024.jpg 819w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/dora_figueredo-240x300.jpg 240w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/dora_figueredo-768x960.jpg 768w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/dora_figueredo.jpg 1080w" sizes="(max-width: 819px) 100vw, 819px" /><figcaption>Dora Figueiredo no Instagram (Foto: reprodução Instagram @dorafigueiredo)</figcaption></figure>



<p>O ganho de peso é uma das queixas de algumas mulheres que estão em isolamento. Dora também tem percebido esse receio e considera totalmente natural, já que ficamos mais em casa, com mais tempo de olhar as redes sociais, nos olharmos no espelho e isso pode afetar, sim, a autoestima.&nbsp;Por outro lado, ela acredita que há muitas coisas mais importantes do que a mudança de peso. “Espero que as pessoas entendam que o peso delas não é nem de perto o fato mais relevante que está acontecendo no mundo agora. É normal você engordar na quarentena. Se olhe com um olhar mais carinhoso”, completa.</p>



<p>Já para Mirian Bottan, os questionamentos sobre sua imagem começaram bem mais cedo, pois dos 5 aos 12 anos, já participava de concursos de beleza, além de fazer cursos de modelo fotográfica e passarela.&nbsp;A experiência teve um impacto muito grande na sua vida, já que o ambiente era propício para avaliações sobre seu corpo. “Aos 12 anos eu já tinha uma fixação com esse padrão estético e comecei a fazer dieta por conta própria, mesmo pesando 42 quilos. Tínhamos uma balança em casa e eu me pesava obsessivamente, várias vezes por dia. Meu objetivo era chegar aos 35 quilos”.</p>



<p>Para manter-se no padrão, Mirian dizia que não sentia fome e até escondia a comida embaixo da salada para jogar fora. Mas o comportamento começou a ter um efeito contrário, gerando episódios de compulsão alimentar, em que ela perdia o controle e comia muito, misturando doce e salgado e comida fria direto da panela. “Aos 13 anos, comecei a vomitar depois de comer e a bulimia durou até os meus 29 anos”.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/mbottan-1024x1024.jpg" alt="" class="wp-image-320" srcset="https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/mbottan-1024x1024.jpg 1024w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/mbottan-300x300.jpg 300w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/mbottan-150x150.jpg 150w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/mbottan-768x768.jpg 768w, https://www.maranhaobrasil.com.br/wp-content/uploads/2020/06/mbottan.jpg 1080w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Miriam Bottan no Instagram (Foto: reprodução Instagram (@mbottan))</figcaption></figure>



<p>A influenciadora não procurou ajuda médica porque não queria parar, mas aos 15 anos, seus pais descobriram e buscaram ajuda profissional, ainda contra sua vontade. Ela conta que a ajuda só funcionou de fato quando se cansou e buscou por conta própria, aos 26 anos de idade. “O primeiro passo para vencer um transtorno como esse é admitir o problema pra nós mesmas. É preciso querer e se comprometer com o processo”.</p>



<p>Hoje o quadro está controlado e Mirian não tem mais episódios de compulsão e purgação e há mais de três anos, se alimenta bem e sem obsessão. “Entre 2014 e 2016, com a ajuda de especialistas, decidi voltar a comer alimentos que não me permitia e, com o tempo, os episódios de exagero e descontrole foram diminuindo. Foi nessa época que comecei a falar disso nas redes sociais, como um registro da mudança de comportamento”.&nbsp;</p>



<p>Mirian confessa que ainda tem insatisfações e sabe que isso não desaparece completamente porque vivemos numa cultura que ainda idolatra e favorece certos padrões estéticos. O que mudou para ela é que agora não se permite prejudicar ou se colocar em risco em nome de alcançar esse padrão.&nbsp;“Temos que lembrar que criar uma relação de afeto com a comida é normal e saudável. O problema é quando a única forma de lidar com sentimentos é comendo. Sempre que percebermos que há exagero ou descontrole, é importante buscar ajuda profissional para lidar com os sentimentos que estão causando aquilo, senão corremos o risco de ficar pulando de um excesso para o outro sem nunca resolver o real problema”, ressalta.</p>



<p>Como estamos vivendo um momento emocionalmente difícil, é essencial não tentar fazer restrições muito rígidas. A influenciadora reconhece que isso pode facilitar o desenvolvimento da compulsão alimentar. “O que eu faço é tentar ter refeições balanceadas, com legumes e frutas, mas também algo que gosto, mais calórico, um doce, por exemplo. Mesmo não sendo tão nutritivo quanto uma salada, essas comidas me trazem conforto e mantém o descontrole longe”.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Tratamento para o distúrbio alimentar</h3>



<p>Por serem quadros de extrema complexidade, os transtornos alimentares muitas vezes exigem um tratamento realizado por equipe multiprofissional que compreendem além do médico nutrólogo ou psiquiatra ou clínico, psicólogo, nutricionista e educador físico.</p>



<p>Lembrando que se a pessoa identificar que não consegue controlar-se e que, se os episódios estão muito frequentes, você deve procurar atendimento, mesmo que seja à distância. “O tratamento online via videoconferência para pacientes com transtornos alimentares, é uma opção com limitações, mas que em geral traz resultados positivos”, aconselha Dr. Eduardo.</p>



<p>Os especialistas envolvidos traçam estratégias para o tratamento do transtorno, que poderá compreender as orientações alimentares, a prescrição de suplementos alimentares e medicamentos necessários. Já os outros profissionais acompanham com seguimento.</p>



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